sexta-feira, 9 de dezembro de 2011


NOTÍCIAS

Governo exigirá mais conteúdo local para indústria automobilística

Wladimir D'Andrade, da Agência Estado

SÃO PAULO - O ministro da Ciência, Tecnologia e Inovação, Aloizio Mercadante, disse nesta sexta-feira, 9, que o governo brasileiro vai aumentar a exigência de conteúdo nacional para as indústrias automobilística e de tecnologia. Segundo ele, o primeiro setor a ser atingido é o automobilístico, que passa por fase de conclusão de estudos. "A presidenta (Dilma Rousseff) tem a determinação de aumentar o conteúdo local das indústrias estrangeiras que entram no País", afirmou o ministro durante almoço da Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica (Abinee), na capital paulista.

Mercadante classificou como pequena a porcentagem de 65% de exigência de conteúdo nacional nos carros importados, como prevê a regra atual para que as montadoras deixem de pagar até 30 pontos porcentuais a mais de Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI). "O Brasil tem espaço para exigir mais conteúdo nacional. Na China, essa exigência é de 90%. O que exigimos aqui, 65%, está aquém do exigido pelo Nafta (Tratado Norte-Americano de Livre Comércio)", disse.

OESP – 09.12.2011


Crise externa abre brechas para ‘importações predatórias’, diz Mercadante


Wladimir D'Andrade, da Agência Estado

SÃO PAULO - O ministro da Ciência, Tecnologia e Inovação, Aloizio Mercadante, afirmou nesta sexta-feira, 9, que a crise internacional abre brechas para "importações predatórias". Ele fez a declaração ao comentar a constatação da Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica (Abinee), em seu balanço anual, de casos de importações de celulares a preços entre US$ 10 e US$ 15 neste ano. "Isso é dumping, e o Brasil não vai permitir que isso aconteça", disse.

Segundo Mercadante, o governo brasileiro usará todos os instrumentos previstos nas regras de comércio internacional para proteger a indústria brasileira de situações como essa. "Inclusive vamos discutir política cambial e defesa comercial."

Mercadante disse ainda que o Brasil não pode ser questionado por protecionismo. "Não lideramos a lista de países protecionistas da OMC (Organização Mundial do Comércio), estamos bem abaixo dos Estados Unidos e da China", afirmou. "O Brasil hoje é um alvo porque poucos países conseguem manter o dinamismo do mercado interno como nós", acrescentou.

Sobre a intenção do governo de exigir mais conteúdo local na indústria automobilística e de tecnologia, o ministro afirmou que o mecanismo não tem data para ser implementado, pois precisa passar por negociações, inclusive no âmbito do Mercosul. "Essas negociações são necessárias porque temos conceitos que são intrazona. Quando passamos a exigir conteúdo local, temos antes que negociar com o Mercosul."

OESP – 09.12.2011


Governo estuda usar reservas do BC para ajudar exportadores


Para evitar que empresas brasileiras sejam afetadas pela queda na oferta de crédito no mercado internacional, o governo pode emprestar provisoriamente recursos das reservas internacionais ao setor privado, suprindo a necessidade de financiamento das vendas e compras do exterior, informa reportagem de Valdo Cruz e Sheila D'Amorim, publicada na Folha desta sexta-feira.

O instrumento, que já foi usado na crise global de 2008, voltou à pauta da equipe econômica diante do agravamento da atual crise financeira na Europa, que está reduzindo as linhas de crédito comercial no exterior.

Reportagem da Folha de quinta-feira (8) mostrou que o resultado do PIB no terceiro trimestre, que ficou estagnado, levou a presidente Dilma Rousseff a orientar sua equipe a levar adiante estudos de medidas que evitem um crescimento fraco no início do próximo ano.

Folha de São Paulo – 09.12.2011


Cresce uso do yuan no comércio entre Brasil e China

FÁBIO ALVES - Agencia Estado

SÃO PAULO - Com o forte crescimento do comércio bilateral com a China nos últimos anos, o uso do renminbi, ou yuan como a moeda chinesa também é conhecida, vem ganhando cada vez mais espaço nos negócios entre empresários brasileiros e chineses, o que tem estimulado instituições financeiras a criarem produtos para atender a maior demanda por renminbi.

O banco HSBC, que já tem a licença bancária dada pelo governo chinês, tem registrado uma demanda crescente de bancos brasileiros para abrir contas em renminbi ou fazer outro tipo de acordo com a subsidiária do HSBC na China. O objetivo dos bancos brasileiros é ter acesso de alguma forma ao sistema de pagamentos e de liquidações chinês para viabilizar as necessidades de empresas no Brasil que precisam fazer pagamentos ou honrar obrigações em renminbi com clientes ou fornecedores chineses.

"O exportador chinês tem preferido cada vez mais fechar os negócios ou fazer acordo comercial com as empresas brasileiras em renminbi ao invés do dólar, que é ainda a moeda mais usada hoje em dia, por estar mais confortável em fazer as transações na moeda à qual todos os seus custos estão atrelados", explicou o superintendente-executivo de multinacionais do HSBC, Leandro Borges.

"No futuro próximo, essa demanda por renminbi será muito mais forte do que é hoje e a tendência das empresas chinesas é de que elas exportem e transacionem bem mais em renminbi", explicou o executivo. Por isso que os bancos brasileiros que não tenham acesso ao sistema de pagamentos e liquidações da China precisam abrir uma conta ou fazer algum acordo com outro banco que já tenha esse acesso para atender os seus clientes brasileiros. Segundo dados do HSBC, a conexão "south to south", ou seja, os negócios entre países emergentes, incluindo operações como financiamento ao comércio exterior, já representam 17% das receitas da divisão de multinacionais da área de global banking do HSBC. A meta é que essa participação suba para 25% do total em 2012, impulsionada, sobretudo, pelos negócios entre Brasil e China.

Líder do mercado de crédito às exportações, com fatia de 35%, o Banco do Brasil vem registrando um forte aumento nas operações de financiamento às exportações brasileiras para a China, acompanhando o ritmo de crescimento das vendas de empresas brasileiras para o mercado chinês, segundo o diretor de negócios internacionais do BB, Admilson Monteiro Garcia.

As operações de financiamento às exportações para a China, grande parte por meio de contratos como Adiantamento de Contrato de Câmbio (ACC) e Adiantamento sobre Cambiais Entregues (ACE), já representam cerca de 30% do total de financiamentos dessa área. Aliás, o volume de ACC e ACE que o banco fechará neste ano, estimado em US$ 18 bilhões, será recorde histórico. No acumulado de janeiro a novembro, o valor dessas operações já tinha crescido 42% ante igual período de 2010 - e esse aumento foi de 50% apenas para os ACC e ACE tendo a China como destino.

Diante desse crescente comércio entre Brasil e China, o BB passou a fechar contratos de ACC denominados na moeda chinesa desde 15 de setembro deste ano, embora a maioria desses contratos ainda sejam fechados em dólar. "A ideia é dar ao exportador brasileiro a facilidade em contratar os recursos na própria moeda chinesa, evitando risco de possível perda por conta da variação cambial", explicou Garcia. "Entendemos que esse produto, isto é, os contratos de ACC e ACE em renminbi, vai fortalecer ainda mais a corrente comercial entre dois países, pois, via de regra, o exportador brasileiro para China busca um hedge cambial qualquer para se proteger de uma eventual variação forte das cotações".

De janeiro a outubro deste ano, as exportações para a China, o maior parceiro comercial individual do Brasil, cresceram 43% para US$ 37,1 bilhões, enquanto as importações de produtos chineses aumentaram quase 30% para US$ 27 bilhões em comparação com os primeiros dez meses de 2010.

Na opinião do presidente da Associação Brasileira de Empresas de Comércio Exterior (Abece), Ivan Ramalho, o desempenho impressionante do comércio bilateral com a China, inclusive com sólido crescimento do saldo comercial para US$ 10 bilhões de janeiro a outubro a favor dos brasileiros, deverá se manter nos próximos anos. "Apesar de algumas análises sobre o arrefecimento do crescimento da economia chinesa, tenho absoluta convicção de que a China vai continuar sendo o maior parceiro comercial do Brasil", afirmou Ramalho. "Mas ao contrário das economias ocidentais e desenvolvidas, a economia da China vai continuar crescendo". O desafio do Brasil, segundo ele, é diversificar sua pauta de exportação para a segunda maior economia mundial, hoje concentrada em quatro commodities: minério de ferro, petróleo, soja e açúcar.

OESP – 09.12.2011


Exportações alemãs têm maior queda em 6 meses

BERLIM, 9 DEZ - As exportações alemãs sofreram em outubro a maior queda em seis meses, derrubando fortemente o superávit comercial, num sinal de que a maior economia da Europa enfraqueceu no início do quarto trimestre de 2011, com a crise de dívida golpeando importantes mercados de exportação da zona do euro.

As exportações caíram em 3,6% ante o mês anterior, maior baixa desde abril e acima da queda de 1% prevista por analistas consultados pela Reuters. As importações também tiveram o maior tombo em seis meses, de 1%, ante expectativa de alta de 0,5%.

Dados do Escritório Nacional de Estatísticas divulgados nesta sexta-feira mostraram que o superávit comercial ajustado sazonalmente caiu para 12,6 bilhões de euros, ante dado revisado de 15,1 bilhões de euros no mês anterior. Pesquisa Reuters indicava saldo positivo de 14,3 bilhões de euros.

"Estamos vendo o início de um forte golpe às exportações alemãs. (Os números mostram que) as exportações caíram mais que as importações. A demanda doméstica está mais forte que a de fora. É a crise do euro", afirmou Holger Schmieding, do Berenberg Bank.

"Se nossos vizinhos não estão bem, a Alemanha não pode continuar uma ilha de tranquilidade", afirmou o economista.

Dados sem ajuste sazonal mostraram que as exportações a países da zona do euro caíram 0,4 por cento em outubro na comparação com o ano passado, desempenho bem mais fraco que o das vendas voltadas para países que não integram o bloco monetário.

BERLIM, 9 DEZ - As exportações alemãs sofreram em outubro a maior queda em seis meses, derrubando fortemente o superávit comercial, num sinal de que a maior economia da Europa enfraqueceu no início do quarto trimestre de 2011, com a crise de dívida golpeando importantes mercados de exportação da zona do euro.

As exportações caíram em 3,6% ante o mês anterior, maior baixa desde abril e acima da queda de 1% prevista por analistas consultados pela Reuters. As importações também tiveram o maior tombo em seis meses, de 1%, ante expectativa de alta de 0,5%.

Dados do Escritório Nacional de Estatísticas divulgados nesta sexta-feira mostraram que o superávit comercial ajustado sazonalmente caiu para 12,6 bilhões de euros, ante dado revisado de 15,1 bilhões de euros no mês anterior. Pesquisa Reuters indicava saldo positivo de 14,3 bilhões de euros.

"Estamos vendo o início de um forte golpe às exportações alemãs. (Os números mostram que) as exportações caíram mais que as importações. A demanda doméstica está mais forte que a de fora. É a crise do euro", afirmou Holger Schmieding, do Berenberg Bank.

"Se nossos vizinhos não estão bem, a Alemanha não pode continuar uma ilha de tranquilidade", afirmou o economista.

Dados sem ajuste sazonal mostraram que as exportações a países da zona do euro caíram 0,4 por cento em outubro na comparação com o ano passado, desempenho bem mais fraco que o das vendas voltadas para países que não integram o bloco monetário.

OESP – 09.12.2011

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