segunda-feira, 19 de dezembro de 2011


NOTÍCIAS

Mantega quer ampliar lista de exceção na Cúpula do Mercosul

MONTEVIDÉU - A principal demanda do Brasil na Cúpula do Mercosul, que começou nesta segunda-feira, 19, no Uruguai, é aumentar a lista de exceção dos produtos que pagam alíquotas de importação de 35%, afirmou o ministro da Fazenda, Guido Mantega. "O Brasil está pleiteando uma lista maior de produtos que possam ter uma tarifa de importação de 35% e temos a possibilidade de chegar a um acordo", disse Mantega, ao desembarcar em Montevidéu, nesta tarde.

Ele explicou que o Brasil já tem uma lista de 100 produtos e a Argentina também. Com a ampliação das atuais listas, segundo o ministro, os países do Mercosul poderão se proteger das importações que provocam danos às indústrias locais. "Com isso poderemos fazer uma defesa melhor, num momento em que todos os países estão sendo invadidos por mercadorias de outras nações."

Mantega mencionou que os principais produtos dessa lista, são: bens de capital, têxteis e produtos químicos. Logo mais, às 18 horas (horário de Brasília), o ministro da Fazenda vai se reunir com os demais colegas do Mercosul e dos países associados para fazer uma avaliação "da conjuntura mundial e seus reflexos na América do Sul e na América Latina". Além disso, continuou o ministro, eles irão discutir questões comuns, apoios mútuos e desenvolvimento do comércio.

O que está dificultando as negociações em torno dessa lista é a posição do Uruguai que quer obter garantias da Argentina para a livre circulação de seus bens no mercado vizinho. O Uruguai pretende que sejam reduzidas as barreiras de importação impostas pela Argentina.

OESP – 19.12.2011


Aeronautas e aeroviários anunciam paralisação no dia 22

Iuri Dantas, da Agência Estado

BRASÍLIA - O advogado Luiz Fernando Aragão, representante dos sindicatos de aeronautas e aeroviários, notificou formalmente a ministra Maria Cristina Peduzzi, do Tribunal Superior do Trabalho (TST), que as duas categorias de trabalhadores vão realizar uma paralisação de 24 horas a partir das 23h do dia 22 de dezembro, mantendo apenas 20% do atendimento. Na audiência já encerrada no TST com sindicatos das companhias aéreas e dos trabalhadores, não houve acordo.

Mais cedo, o negociador indicado pelo Sindicato Nacional das Empresas Aeroviárias (SNEA) perante o TST, Odilon Junqueira, havia dito que não há um plano alternativo para garantir a normalidade no atendimento dos passageiros das companhias aéreas no caso de ser deflagrada greve dos aeroviários (pessoal de terra) e dos aeronautas (embarcados) no próximo dia 22 de dezembro.

O negociador indicado pelo Sindicato Nacional das Empresas Aeroviárias (SNEA), Odilon Junqueira, disse que não há um plano alternativo para garantir a normalidade no atendimento dos passageiros das companhias aéreas no caso de greve. "Não fomos notificados. Não há nada preparado como diz a lei diz que deve ser preparado", afirmou, referindo-se a uma notificação que os trabalhadores deveria ter apresentada às empresas por se tratar de serviço essencial.

OESP – 19.12.2011

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