segunda-feira, 4 de outubro de 2010


NOTÍCIAS


Balança comercial da primeira semana de outubro será divulgada na próxima segunda-feira

A balança comercial da primeira semana de outubro (1 dia útil) será divulgada na próxima segunda-feira (11/10), junto com os números da segunda semana do mês. Sendo assim, hoje (4/11) não haverá divulgação da balança, como de costume.

Os números preliminares da primeira semana de outubro estarão disponíveis às 11h, no site do ministério, e os dados completos serão divulgados às 15h, no mesmo endereço eletrônico.

MDIC – 04.10.2010


A produção da indústria diante da política cambial

A produção industrial em agosto apresentou, na margem, redução de 0,1% com ajuste sazonal. Para os oito primeiros meses do ano registrou-se aumento de 14,1% - e de 9,9% em relação ao mesmo mês de 2009.

Essas comparações ajudam a analisar a evolução da produção industrial, pois um recuo muito limitado da produção num mês não permite concluir que a indústria atravesse dificuldades ou esteja prevendo queda da demanda doméstica. A paralisação do refino de petróleo por razões técnicas teve um grande peso no resultado final, mas outros fatores também contribuíram.

Um fator altamente positivo e que, de per si, autoriza que se relativize uma queda episódica da produção é que a categoria que apresentou a melhor performance foi a de bens de capital, com crescimento de 1,4% na margem. Isso indica que a indústria continua investindo, ou seja, acredita num aumento da demanda. Nem mesmo uma moeda mais desvalorizada explica esse aumento, tratando-se de uma produção nacional que de modo geral reage somente quando sua capacidade de produção é muito inferior à demanda.

A evolução da taxa cambial teve efeito sobre a produção da categoria de bens intermediários, que tem o maior peso nas estatísticas da produção industrial. Com o estímulo à importação dado pelo real supervalorizado, as indústrias aumentaram suas importações de bens intermediários para reduzir os preços finais de produtos destinados ao comércio varejista. A produção nacional de bens intermediários recuou 1,5%, sendo preciso levar em conta que os derivados de petróleo tiveram sua produção afetada por outras razões.

Embora estejamos nos aproximando do final do ano, nota-se um recuo da produção de bens duráveis de 0,1%, e de não duráveis de 0,3%, cuja demanda está sendo atendida por um aumento das importações.

Essa situação reforça a necessidade de resolver o mais cedo possível o problema que o País enfrenta com uma taxa cambial excessivamente valorizada. É provável que, no momento, a origem do problema esteja na forte entrada de divisas vinculada ao aumento de capital da Petrobrás, o que poderia ser corrigido por medidas pontuais e provisórias. No entanto, há causas mais antigas, como a diferença de remuneração das aplicações no Brasil e no exterior, que está pedindo uma revisão mais profunda de nossa política, mesmo que isso se traduza por um aumento de preços, atualmente contidos pelo aumento das importações de bens.

OESP – 02.10.2010


Importação recorde em setembro reduz saldo comercial

ISABEL VERSIANI REUTERS

SÃO PAULO - Com importações recordes, alavancadas pelo forte crescimento doméstico e o câmbio valorizado, o superávit comercial brasileiro caiu em setembro para 1,093 bilhão de dólares, o menor em seis meses.

O dado, divulgado nesta sexta-feira pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, ficou abaixo do superávit de 1,44 bilhão de dólares esperado por analistas, segundo sondagem feita pela Reuters.

As exportações tiveram crescimento expressivo frente a setembro do ano passado, de 36 por cento, para 18,8 bilhõe de reais. Mas as importações cresceram ainda mais, em 41 por cento, para 17,7 bilhões de dólares.

Ambas as variações foram as mais elevadas para o mês em pelo menos sete anos.

Para o secretário de Comércio Exterior do ministério, Welber Barral, além do dólar mais baixo e da atividade interna, o próprio crescimento das exportações tem contribuído para a alta das importações.

"Quanto mais a gente exporta, mais a gente importa porque 50 por cento da nossa pauta de importações é formada por insumos", afirmou Barral a jornalistas.

Ele previu que as exportações devem seguir crescendo nos próximos meses em níveis próximos aos de setembro, em resposta à recuperação da demanda nos Estados Unidos e na Europa e ao aumento dos preços de commodities.

Essa elevação de preços também explica o fato de as exportações para a China terem registrado a maior elevação no mês passado. A alta foi de 74 por cento frente a setembro de 2009, para 3,3 bilhões de dólares.

De janeiro a setembro, o Brasil acumulou superávit de 12,777 bilhões de dólares, bem abaixo do saldo de 21,180 bilhões de dólares visto no mesmo período de 2009.

A deterioração do saldo comercial tem sido determinante para uma piora das transações correntes brasileiras. O Banco Central estima que o país fechará 2010 com déficit em conta corrente de 49 bilhões de dólares.

OESP – 01.10.2010


BC exporta'tecnologia' de reserva para a crise

Autoridade monetária responde a questões de estrangeiros sobre depósito compulsório

Lu Aiko Otta / BRASÍLIA - O Estado de S.Paulo

Bancos centrais do mundo inteiro estão interessados em entender como funciona uma invenção brasileira: os imensos depósitos que bancos privados são obrigados a fazer no Banco Central, os chamados compulsórios.

A área técnica do BC responde de cinco a seis questionamentos sobre o assunto por semana, desde que os comandantes do sistema financeiro mundial, reunidos no chamado comitê de Basileia, elaboraram uma proposta de normas adicionais de segurança para o sistema financeiro, batizada de Basileia 3. Discute-se um mecanismo semelhante ao compulsório nacional.

"Existe uma tecnologia brasileira de combate aos efeitos da crise", disse ao Estado o presidente do Banco Central, Henrique Meirelles. "Ela chamou a atenção, principalmente depois que deu certo."

As condições da entrevista demonstram o sucesso das técnicas aplicadas no País: ela foi concedida por telefone, de Bruxelas, onde o Brasil era o único país de fora da Europa convidado para uma reunião de presidentes de bancos centrais, ministros de Fazenda, banqueiros e empresários. O assunto era regulamentação financeira.

As normas de Basileia 3 ainda estão em análise e dependem da aprovação dos presidentes das principais economias do mundo, o chamado G-20, para entrar em vigor. O grupo vai se reunir em novembro, em Seul.

Diferentemente dos bancos estrangeiros, os brasileiros não podem emprestar todo o dinheiro que recebem de seus clientes na forma de depósitos ou aplicações. Boa parte fica compulsoriamente guardada no BC. Atualmente, a reserva corresponde a 43% dos depósitos à vista (conta corrente), 15% dos depósitos a prazo (aplicações) e 20% da poupança. Esse grau de exigência é objeto de crítica no País.

Quando estourou a crise, no final de 2008, o sistema pelo qual os bancos emprestam dinheiro entre si e mantêm as engrenagens girando entrou em colapso. O crédito desapareceu e muitos bancos se viram sem ter de onde tirar recursos.

Caixa rápido. No Brasil, as instituições financeiras foram autorizadas a sacar parte do compulsório. No total, foram liberados R$ 99,8 bilhões, dos quais cerca de R$ 41 bilhões foram direcionados aos bancos de médio porte, que sentiram mais duramente o sumiço do crédito.

Em Basileia 3, uma das recomendações é que aumentem suas reservas de liquidez, o que pode ser feito em dinheiro, ações de empresas de primeira linha ou títulos públicos. "Evidentemente, o compulsório é o papel mais líquido, porque é emitido pela autoridade monetária", disse Meirelles. Ele explicou que não necessariamente os países adotarão as regras brasileiras. Poderão escolher outras formas de efeito semelhante.

Na avaliação de Meirelles, a liberação de parte dos depósitos compulsórios ajudou a baratear o custo do combate à crise. Isso porque a medida ajudou principalmente os bancos de médio porte, entre eles os de montadoras, que por algum tempo não tiveram como conceder financiamento de veículos. As operações foram retomadas quando o dinheiro do compulsório "irrigou" o sistema. Isso, combinado com a redução do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), restaurou rapidamente o mercado de automóveis.

Brasil como referência

A informatização da Receita Federal também foi alvo do interesse estrangeiro. "Bill Gates escreveu um artigo elogiando o Brasil", lembra Everardo Maciel, secretário da Receita do governo FHC.

OESP – 04.10.2010


Zona do euro pedirá yuan mais forte à China

DA REUTERS, EM BRUXELAS

Formuladores de políticas monetárias da zona do euro dirão à China nesta segunda-feira que querem que Pequim permita uma valorização mais rápida do yuan sobre o euro, disse uma autoridade do bloco.

O presidente do BCE (Banco Central Europeu), Jean-Claude Trichet, o presidente dos ministros das Finanças da zona do euro, Jean-Claude Juncker, e o comissário para Assuntos Econômicos e Monetários, Olli Rehn, encontram-se com o ministro das Finanças e o presidente do banco central chinês hoje à noite (horário local).

Eles irão se reunir com o primeiro-ministro chinês, Wen Jiabao, na manhã da terça-feira, com uma entrevista coletiva marcada para as 4h15 (horário de Brasília).

"Nós acreditamos que o yuan está totalmente desvalorizado", disse o porta-voz de Juncker, Guy Schuller.

"É muito pior frente ao euro que ao dólar, essa não é uma situação boa, contribui aos desequilíbrios globais. Nós queremos que a China assuma suas responsabilidades como um jogador global", disse Schuller.

Folha de São Paulo – 04.10.2010


Recessão na zona do euro durou 15 meses

DANIELLE CHAVES Agencia Estado

LONDRES - A recessão que atingiu a zona do euro (que reúne os 16 países que adotam o euro como moeda), na esteira da crise financeira global, foi mais curta, porém mais profunda, que a ocorrida nos Estados Unidos. O Centro para Pesquisa de Política Econômica (CEPR, na sigla em inglês) anunciou hoje que seu Comitê de Datação de Ciclos de Negócios da Área do Euro determinou que a recessão na região começou em janeiro de 2008 e terminou em abril de 2009, durando 15 meses e reduzindo o Produto Interno Bruto (PIB) em 5,5%.

No mês passado, o Birô Nacional de Pesquisa Econômica (NBER, na sigla em inglês) afirmou que a recessão nos EUA começou em dezembro de 2007 e terminou em junho de 2009, com duração de 18 meses. No entanto, a recessão reduziu apenas 4,1% do PIB norte-americano.

Harald Uhlig, professor de economia da Universidade de Chicago e presidente do CEPR, disse que a recessão pode ter começado nos EUA, mas atingiu mais duramente a zona do euro no fim de 2008 e no começo de 2009. "O principal culpado foi o colapso do comércio global. Os EUA são mais isolados disso", disse Uhlig.

Assim como nos EUA, a recuperação vista desde abril de 2009 na zona do euro tem sido lenta e não levou à criação de um número significativo de novos empregos. De fato, a taxa de desemprego na zona do euro ficou em 10,1% em agosto, o nível mais alto desde que o euro foi lançado, em 1999. No entanto, Uhlig observou que a liberalização de alguns mercados de trabalho europeus durante a última década pode ajudar.

Embora a recessão na zona do euro como um todo tenha sido mais curta do que nos EUA, ela durou mais tempo em economias que sofreram com a eclosão de bolhas imobiliárias e com um rápido aumento nos déficits orçamentários. O CEPR afirmou que a Grécia continua em recessão e que Espanha e Irlanda emergiram da recessão no primeiro trimestre deste ano - nove meses depois de Alemanha e França.

Segundo o CEPR, as exportações não contribuíram para a recuperação entre o segundo trimestre de 2009 e o mesmo período deste ano. Em vez disso, elas foram movidas principalmente pelos gastos dos consumidores e do setor público e pelo acúmulo de estoques. As informações são da Dow Jones.

Agencia Estado – 04.10.2010


Novo plano de estímulo japonês superará US$ 57 bilhões

DA EFE, EM TÓQUIO

O novo plano de estímulo que o governo do Japão prepara para o atual ano fiscal chegará a 4,8 trilhões de ienes (US$ 57,567 bilhões), informou hoje a agência local "Kyodo".

Assim foi comunicado hoje pelo Partido Democrático (PD), no poder no Japão, à oposição com vistas a assegurar para si o apoio em sua passagem pela Dieta (Parlamento) durante o atual período de sessões, que termina em dezembro.

Koichiro Gemba, responsável de política do PD, foi o encarregado de apresentar o novo plano de estímulo a membros do opositor Partido Liberal-Democrata (PLD) e outras legendas presentes na Dieta.

O primeiro-ministro do Japão, Naoto Kan, decidiu na semana passada a elaboração de um orçamento extra para lutar contra a deflação e consolidar a recuperação econômica do Japão.

Kan quer que esse projeto, que se somaria ao orçamento do ano fiscal que conclui em março de 2011, financie-se sem a emissão de bônus para evitar ampliar a grande dívida pública do Japão, a maior entre os países desenvolvidos.

O dinheiro viria da receita fiscal do Estado e do superávit do orçamento do ano anterior.

Kan espera que o dinheiro sirva para financiar programas de estímulo centrados em ajudar as pequenas e médias empresas e melhorar o mercado de trabalho, com a criação de empregos em setores como os cuidados médicos.

Além disso, as novas medidas serão pensadas para lutar contra a deflação e reduzir o impacto negativo de um iene forte, que prejudicou as grandes empresas exportadoras do Japão.

Folha de São Paulo – 04.10.2010

Nenhum comentário:

Postar um comentário