quinta-feira, 14 de outubro de 2010


NOTÍCIAS


Importação em alta força ajustes no país

Vera Saavedra Durão Do Rio

O crescimento das importações de aço traz um novo paradigma no mercado brasileiro. As siderúrgicas locais terão de criar nova sistemática em sua política de fixação de preços nas venda domésticas. A avaliação é de Marcelo Aguiar, analista das áreas de mineração e aço, papel e celulose e etanol do Goldman Sachs. Para ele, as importações vieram para ficar devido a crédito farto, excesso de capacidade no mundo, demanda forte no mercado interno e cambio apreciado. Nesse cenário, as mudanças estruturais na siderurgia do país poderão ir além dessa questão: a indústria tende a se especializar na fabricação de produtos mais nobres - menos commodities - e pode até estimular um movimento de consolidação de ativos.

Valor Econômico – 14.10.2010


Importação sobe até 633% onde o ICMS foi reduzido

Júlia Pitthan De Florianópolis

Nos Estados brasileiros que adotaram políticas tributárias de inventivo à importação, as compras feitas no exterior cresceram muito acima da média nacional nos últimos anos. Entre 2003 e 2009, as importações brasileiras cresceram 164%, passando de US$ 48,2 bilhões para 127,6 bilhões. Estados com benefícios à importação, cresceram muito mais. Em Santa Catarina, o aumento foi de 633%, em Tocantins, de 560%, e no Mato Grosso do Sul, de 445%.

Valor Econômico – 14.10.2010


UE cobra Brasil sobre barreira em importação

Jamil Chade CORRESPONDENTE / GENEBRA - O Estado de S.Paulo

Acostumado a acionar a Organização Mundial do Comércio (OMC) por causa de barreiras criadas por outros países contra seus produtos agrícolas, o Brasil passa agora a ser atacado por governos estrangeiros por causa de medidas consideradas como restrições para o comércio adotadas pelo governo brasileiro.

A União Europeia vai questionar as novas exigências de rotulagem de alimentos impostas pelo Brasil. A medida será tomada na semana que vem em Genebra. Não se trata da abertura de disputa jurídica. Mas a UE vai pedir explicações sobre o que considera uma medida discriminatória.

No início de agosto, o governo brasileiro apresentou à OMC a nova lei de rotulagem de produtos importados no setor alimentício. A lei havia sido estabelecida em abril e prevê que, a partir de 1.º de outubro, alimentos de origem animal teriam de ter rótulos modificados e aprovados.

Para a UE, parte do problema está no fato de que o modelo exige que os produtos passem por mais uma aprovação do governo antes que a comercialização seja autorizada. A imposição é o preenchimento de formulários que o Departamento de Registro de Rótulo de Produtos de Origem Animal Importado estabeleceu. Sem a aprovação, a empresa não tem a licença de importação.

Para a UE, produtos importados não podem sofrer exigências superiores às dos produtos nacionais. Bruxelas alega que a nova demanda é uma barreira técnica para dificultar a entrada de produtos no País. O governo brasileiro rejeita a acusação e diz que a questão é técnica e que produtos nacionais também são obrigados a fornecer os dados.

Semana que vem, o Brasil terá de enfrentar também reclamações de Marrocos e Colômbia. Bogotá se queixa de que o Brasil tem impedido a exportação de material genético e de animais vivos - essencialmente gado - para a reprodução. O governo brasileiro diz que, antes de liberar a entrada dos produtos, o Ministério da Agricultura tem de fazer inspeção nas fazendas para garantir que critérios sanitários estejam dentro das normas nacionais. Um dos obstáculos ainda é que muitas das fazendas na Colômbia estão em regiões consideradas como perigosas e que exigiria uma escolta militar por causa das Farc.

Já o Marrocos questiona restrições impostas pelo Brasil na entrada de sardinhas enlatadas.

OESP – 14.10.2010


Exportações estaduais vão superar vendas de 2009

De A Tribuna On-line

As exportações do Paraná de janeiro a setembro superam a barreira de US$ 10,65 bilhões, alta de 20,85% na comparação com mesmo período do ano passado. As importações somaram US$ 9,88 bilhões, registrando elevação de 48,50%. O saldo segue positivo em US$ 763 milhões para o Paraná, segundo dados divulgados pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC).

Para o secretário da Indústria, do Comércio e Assuntos do Mercosul, Virgílio Moreira Filho, as vendas internacionais paranaenses deverão superar a balança comercial de 2009. “No ano passado, tivemos queda de 26,39% sobre o ano anterior e totalizamos exportações de US$ 11,22 bilhões. Os números atuais mostram que superamos a crise econômica internacional e avançamos de modo significativo”.

Entre os produtos que contabilizaram incremento nas exportações de janeiro a setembro de 2010, destacam-se a soja em grão, com participação de 20,82% do total das vendas estaduais, óleo de soja, frango congelado, automóveis e açúcar. Em relação às importações, o Paraná comprou principalmente óleo bruto de petróleo, automóveis, produtos químicos, circuitos integrados e peças para o setor automotivo.

Mercosul - Os países do Mercosul acumulam alta de 73,63% nas exportações nos nove meses do ano. Foram US$ 1,6 bilhão em vendas para o Paraguai, Argentina e Uruguai. Nas importações, cerca de US$ 1,4 bilhão (alta de 28% sobre 2009), o que rendeu ao Paraná saldo positivo de US$ 150 milhões. “Automóveis, adubos ou fertilizantes, motores e tratores estão na pauta de nossas exportações aos países vizinhos”, disse Moreira Filho.

No índice Brasil, as exportações registraram em setembro US$ 18,833 bilhões, segundo melhor resultado histórico para meses de setembro. O melhor resultado, até agora, foi em setembro de 2008 (US$ 20,017 bilhões). Já nas importações (US$ 17,740 bilhões), o resultado mensal foi o maior registrado pelo País.

Segundo o secretário de Comércio Exterior do Mdic, Welber Barral, “o aumento das importações tem a ver com o aquecimento do mercado doméstico e com o aumento das exportações. Quanto mais nós aumentarmos as exportações, mais aumentaremos as importações, porque 50% da importação é insumo. Então, há uma correlação necessária”.

A análise explica a alta das importações no Paraná e todo o País. Entre os bens de capital importados no Brasil, os itens que mais cresceram na comparação com setembro do ano passado foram maquinaria industrial, equipamento móvel de transporte, acessórios de maquinaria industrial, partes e peças para bens de capital para indústria e máquinas e aparelhos para escritório e científico.

Em relação aos bens de consumo, houve compras alavancadas pela proximidade do Natal, seguindo tendência sazonal. Os destaques ficaram para máquinas e aparelhos para uso doméstico, móveis, vestuário, automóveis e produtos de toucador.

Fonte: Agência Estadual de Notícias

A Tribuna – 14.10.2010


Exportações nordestinas foram as que mais cresceram no acumulado do ano

O Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC) divulga, nesta quarta-feira (13/12), informações referentes à balança comercial dos estados e do Distrito Federal, e também de 2.285 municípios brasileiros que efetuaram operações com o mercado externo no período entre janeiro e setembro de 2010 (188 dias úteis).

No levantamento por regiões, as exportações do Nordeste foram as que mais cresceram no comparativo com o mesmo período de 2009, com expansão de 40,56%. As vendas nordestinas ao exterior passaram de US$ 8,235 bilhões para US$ 11,576 bilhões. As exportações da região Norte tiveram aumento de 38,86% e passaram de US$ 7,378 bilhões para US$ 10,245 bilhões. A região Sudeste exportou US$ 81,189 bilhões, com alta de 38,46% sobre as vendas do mesmo período no ano passado (US$ 58,639 bilhões). A região Sul registrou aumento de 13,07% (de US$ 24,599 bilhões para US$ 27,816 bilhões) e o Centro-Oeste teve crescimento de 8,08% (de US$ 11,226 bilhões para US$ 12,133 bilhões).

Quanto às importações, a região Norte registrou maior expansão em comparação com janeiro a setembro do ano passado, com 68,73%. As compras aumentaram de US$ 5,636 bilhões para US$ 9,510 bilhões. Em seguida, o Nordeste teve aumento de 63,33%, com compras no valor de US$ 12,491 bilhões nos primeiros nove meses do ano. A região Sul teve alta de 53,65% nas importações e somou US$ 28,118 bilhões. O Sudeste comprou US$ 74,580 bilhões, com aumento de 39,29%. No Centro-Oeste (US$ 7,380 bilhões), o crescimento foi de 35,70%.

Estados

Em relação aos estados, São Paulo (US$ 37,567 bilhões) foi o que mais exportou no acumulado do ano, acompanhado por Minas Gerais (US$ 21,755 bilhões) e Rio de Janeiro (US$ 13,735 bilhões). Em seguida, aparecem Rio Grande do Sul (US$ 11,528 bilhões) e Paraná (US$ 10,650 bilhões). No comparativo com o mesmo período do ano passado, todos os estados brasileiros tiveram variação positiva, com exceção de Piauí (-17,06%), Roraima (-12,32%) e Mato Grosso (-2,47%).

Nas importações, São Paulo (US$ 49,589 bilhões) foi o estado que mais fez compras no estrangeiro nos primeiros nove meses de 2010, seguido de Rio de Janeiro (US$ 12,086 bilhões), Paraná (US$ 9,886 bilhões), Rio Grande do Sul (US$ 9,769 bilhões) e Santa Catarina (US$ 8,462 bilhões). O único estado que apresentou variação negativa para as importações no comparativo com o mesmo período do ano passado foi Roraima (-37,22%).

Municípios

Na balança comercial dos municípios, as exportações de Angra dos Reis (RJ) alcançaram US$ 6,321 bilhões e a cidade foi seguida por Parauapebas (PA), com US$ 5,097 bilhões, São Paulo (SP), com US$ 4,703, Itabira (MG), com US$ 4,064 bilhões, e Santos (SP), com US$ 3,716 bilhões.

Na lista dos municípios que mais importaram no acumulado do ano, estão: São Paulo (SP), com US$ 10,177 bilhões, Manaus (AM), com US$ 8,266 bilhões, Rio de Janeiro (RJ), com US$ 5,108 bilhões, Itajaí (SC), com US$ 3,779 bilhões, e São Sebastião (SP), com US$ 3,755 bilhões.

Clique aqui e acesse os números da balança comercial por unidades da federação. Para acessar os dados sobre os municípios, clique aqui.

MDIC – 13.10.2010

Governo estuda mais medidas para conter alta do real

Ministério da Fazenda pode endurecer condições para a entrada de capital estrangeiro no País, até mesmo com nova alta do IOF

Fabio Graner, Adriana Fernandes, Fernando Nakagawa / BRASÍLIA - O Estado de S.Paulo

Técnicos do Ministério da Fazenda já estudam medidas mais duras para controlar o fluxo de capital para o Brasil e conter a valorização do real.

Um novo aumento do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) - vinculado ou não ao prazo de permanência do investimento no Brasil -, redução na possibilidade de os bancos ficarem "vendidos" em câmbio (apostando na valorização do real), aumento na necessidade de depósito de recursos (margem) para operações no mercado futuro e uma medida mais radical, como a imposição de quarentena para os capitais que entram no País, são ideias que têm circulado na Fazenda e poderão ser acionadas.

Primeiro a alertar para o risco de guerra cambial, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, já deu a entender que o Brasil está disposto a adotar novas medidas.

Dados divulgados ontem pelo Banco Central mostraram que a entrada de dólares para aplicações financeiras na segunda semana de outubro caiu 63,1% ante setembro, mês afetado pela capitalização da Petrobrás, após o aumento do IOF para 4% no início de outubro, mas subiu forte ante julho e agosto.

Analistas avaliam que a queda do fluxo em outubro teria pouca relação com o IOF e seria explicada pelos números "inflados" do mês passado pela operação da Petrobrás. Para o mercado, o juro elevado continuará atraindo estrangeiros ao Brasil. Tanto que, na média diária do período com a nova tributação, o País recebeu 436% mais dólares que em agosto e 333% mais que em julho, meses anteriores à oferta da estatal e quando o IOF era de 2%.

Entre 5 e 8 de outubro, o Brasil recebeu US$ 293 milhões em média a cada dia pela conta financeira, onde são registradas transações para compra e venda de títulos de renda fixa, ações, investimento produtivo, entre outras.

"Em setembro, o resultado veio fora do comum porque houve "contaminação" pelo aumento de capital da Petrobrás. Por isso, há essa queda grande em outubro. Se tirarmos o fato extraordinário, avaliamos que o impacto do IOF é pequeno porque os juros ainda são muito elevados no Brasil", diz a economista-chefe da Rosenberg & Associados, Thais Zara.

No governo, avalia-se que uma nova rodada de elevação do IOF serviria para diminuir ainda mais o diferencial de juros entre o Brasil e o exterior, tornando menos atrativas operações que se aproveitam desse diferencial (o chamado carry trade). Uma fonte lembra que, mesmo com o IOF de 4%, ainda é vantajoso trazer recursos para o Brasil operar em renda fixa e uma alíquota maior daria um "susto" nos especuladores que têm se posicionado em títulos brasileiros sem fazer operações de proteção cambial (hedge).

Limitar a exposição cambial dos bancos ou elevar a margem (depósitos para cobrir os riscos) de operação no mercado futuro de câmbio são medidas cujo objetivo é conter a especulação com o dólar futuro, que, no entender do governo, tem forte peso na formação do preço à vista da moeda. No polo mais agressivo da política econômica, já se fala até numa quarentena, um prazo mínimo de permanência do capital que entra no País, impondo custos para os investidores que querem sair no curto prazo.

OESP – 14.10.2010


Tensões cambiais inflamam em meio à queda do dólar

DA REUTERS, EM SEUL

A disputa entre a Coreia do Sul e o Japão em torno das taxas de câmbio inflamou nesta quinta-feira, destacando as tensões geradas pela perspectiva de que Washington aumente a impressão de dólares para tentar ajudar a economia norte-americana.

A Coreia do Sul reclamou para o Japão após Tóquio questionar a líderança do país no fórum do G20 por causa da intervenção repetida de Seul para controlar a valorização do won, de acordo com a mídia estatal.

O embate é vergonhoso para a Coreia do Sul antes da reunião dos ministros das Finanças do G20, que acontece em 11 e 12 de novembro na capital do país.

"É inapropriado falar unilateralmente sobre a política cambial de determinado país", disse o presidente do Banco da Coreia, Kim Choong-soo, a jornalistas.

A Coreia do Sul ficou irritada com os comentários diretos feitos pelo ministro das Finanças japonês, Yoshihiko Noda. O ministro afirmou que países emergentes com superavits em conta corrente deveriam permitir uma flexibilidade maior nas suas moedas.

"Na Coreia do Sul, a intervenção acontece regularmente, e na China, o ritmo da reforma do yuan tem sido lento", disse Noda.

O próximo foco será na sexta-feira, quando o Departamento do Tesouro dos EUA deve fazer a decisão semestral de taxar ou não a China de "manipuladora cambial".

O relatório costuma ser adiado, mas uma autoridade da indústria em Washington disse que seu grupo havia sido informado por um membro do governo de que o prazo de 15 de outubro seria cumprido.

Folha de São Paulo – 14.10.2010


Rússia está preocupada com volatilidade das moedas

DA REUTERS, EM MOSCOU

A Rússia está preocupada sobre a crescente volatilidade das moedas e as tentativas de alguns países de enfraquecer suas divisas, disse o ministro das Finanças, Alexei Kudrin, nesta quinta-feira.

Um "sinal de instabilidade no sistema financeiro global é a crescente volatilidade das moedas", afirmou ele em uma reunião com autoridades da União Europeia.

"As tentativas de alguns países de tomar decisões sobre controle de taxas de câmbio com o objetivo de equilibrar o balanço de pagamentos e estimular o crescimento econômico são uma preocupação extra."

Os comentários de Kudrin seguem o pedido feito na véspera pelo vice-presidente do banco central russo, Alexei Ulyukayev, por paz no que tem sido classificado por muitas autoridades como uma guerra cambial.

Folha de São Paulo – 14.10.2010


PIB de Cingapura recua 19,8% no 3º trimestre

Retração da economia do país era esperada após forte crescimento nos dois trimestre anteriores

Hélio Barboza, da Agência Estado

CINGAPURA - A economia de Cingapura se contraiu fortemente, como esperado, no trimestre julho-setembro, depois de um crescimento estratosférico nos dois trimestres anteriores. O governo, porém, manteve sua previsão de um crescimento de 13% a 15% no ano. O Produto Interno Bruto (PIB) da ilha afundou 19,8% no terceiro trimestre em relação ao trimestre anterior, em base anualizada e ajustada, de acordo com a estimativa divulgada pelo Ministério do Comércio Exterior e Indústria. O dado ficou pouco acima da contração prevista numa pesquisa da Dow Jones com 12 economistas, que mostrava uma mediana de -17,5%.

A economia de Cingapura, dependente do comércio exterior e termômetro do restante da região asiática, apresentou crescimento revisado de 27,3% no segundo trimestre e de 45,9% no primeiro trimestre, quando exibiu forte recuperação da crise financeira global.

Em relação ao terceiro trimestre do ano passado, a economia de Cingapura teve expansão de 10,3%, a mesma indicada na pesquisa. As informações são da Dow Jones.

Agência Estado – 14.10.2010


Dólar continua a recuar mas exportação cresce

SÃO PAULO - O nordeste foi a região brasileira que mais elevou as exportações este ano em relação ao desempenho do ano passado, de acordo com dados divulgados ontem pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (Mdic). De janeiro a setembro, a expansão das vendas de mercadorias nordestinas para o exterior foi de 40,56% nessa comparação, passando de US$ 8,235 bilhões para US$ 11,576 bilhões.

De acordo com o levantamento, a Região Norte registrou crescimento de 38,86% nos embarques, que passaram de US$ 7,378 bilhões para US$ 10,245 bilhões. Já o crescimento da Região Sudeste, que concentra a maior parte das vendas ao exterior, foi de 38,46% nos primeiros nove meses do ano, de US$ 58,639 bilhões para US$ 81,189 bilhões.

A Região Sul registrou aumento de 13,07% (de US$ 24,599 bilhões para US$ 27,816 bilhões), enquanto o centro-oeste teve crescimento de 8,08% (de US$ 11,226 bilhões para US$ 12,133 bilhões).

Pelo lado das importações, a Região Norte foi a que mais intensificou os gastos este ano, com expansão de 68,73%, passando de US$ 5,6 bilhões para US$ 9,510 bilhões. Até setembro Região Nordeste comprou 63,33% a mais do que no mesmo período do ano passado, seguida pelas Regiões Sul (53,65%), Sudeste (39,29%) e Centro-Oeste (35,7%).

Dentre os estados, São Paulo (US$ 37,5 bilhões) foi o que mais exportou em 2010, seguido por Minas Gerais (US$ 21,755 bilhões) e Rio de Janeiro (US$ 13,7 bilhões). Também nas importações, São Paulo (US$ 49,5 bilhões) foi o estado que mais fez compras fora do País nos primeiros nove meses de 2010, seguido de Rio de Janeiro (US$ 12 bilhões) e Paraná (US$ 9,8 bilhões).

Aviões

Grandes companhias aéreas estão pedindo à Europa e aos Estados Unidos para limitarem a 20 por cento os créditos de exportação sobre a venda de aeronaves de passageiros, no mais recente capítulo da crescente disputa em torno de subsídios bilionários à indústria aeronáutica.

Governos vão debater o assunto durante reunião da (OCDE) marcada para 20 de outubro.

DCI – 14.10.2010


Deficit comercial dos EUA sobe além do esperado em agosto

DE SÃO PAULO

Os Estados Unidos registraram deficit comercial de US$ 46,3 bilhões em agosto, em relação ao mês de julho, cuja diferença foi de US$ 42,6 bilhões (dado revisado). O resultado foi divulgado pelo Departamento do Comércio norte-americano nesta quinta-feira.

As exportações de bens somaram US$ 153,9 bilhões, enquanto as importações atingiram US$ 200,2 bilhões.

Na relação anual, de agosto de 2009 até o mês deste ano, o deficit cresceu US$ 15,3 bilhões.

Analistas do mercado financeiro esperavam um deficit inferior, da ordem de US$ 43,4 bilhões.

Folha de São Paulo – 14.10.2010


Multinacionais emergentes investem 25% do fluxo global

SÃO PAULO - As multinacionais de países emergentes responderam por 25% do fluxo global de investimentos em 2009. "O crescimento das economias do BRIC [Brasil, Rússia, Índia e China] tem proporcionado o aumento significativo dos investimentos das multinacionais desses países emergentes", declarou o professor de Negócios Internacionais da britânica Cardiff Business School, Glenn Morgan, em simpósio da ESPM, ontem, em São Paulo.

De acordo com o especialista, nos últimos 12 anos o número de multinacionais emergentes entre 500 maiores companhias mundiais saltou de 20 para 90 empresas. "O Brasil possui 13 delas, volume abaixo da China e da Índia, mas acima da Rússia e do México", comparou Morgan.

No exemplo, as 13 companhias brasileiras consideradas multinacionais pelo ranking Fortune Global são: Petrobras, Vale, Gerdau, Votorantim, Odebrecht, Camargo Correa, Embraer, Marcopolo, JBS-Friboi, BR Foods, AmBev, Coteminas e Natura.

"São multinacionais de ramos específicos - recursos naturais, manufatura e bens de consumo. Elas estão crescendo rapidamente e evoluindo de forma diferente das tradicionais americanas, japonesas e alemãs", diferenciou.

Morgan acredita que o câmbio valorizado no Brasil proporciona oportunidades para outras grandes companhias brasileiras adquirirem ativos no exterior.

"Muitas ações de empresas estão mais baratas nos Estados Unidos e na Europa e são oportunidades para fusões e aquisições", sugere Morgan.

Mas ele também adverte o risco dessas operações com outro exemplo. "Houve uma época na década de 90 que o iene estava muito valorizado e os japoneses aproveitaram para comprar muitas empresas americanas, mas depois perderam muito dinheiro porque compraram negócios que não eram rentáveis", alertou o especialista.

Mário Marconini, da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), também acredita na janela de oportunidades para aquisições no exterior. "Temos a moeda que mais vale no mundo hoje. O investidor terá de escolher entre aproveitar o bom momento do mercado interno ou se internacionalizar em momento oportuno", sugere Marconini.

Ele destacou que o investimento direto do Brasil em outros países ainda é baixo, mas citou exemplos de sucesso lá fora. "83% do faturamento da JBS-Friboi vêm do exterior, de 7 países, e a Gerdau com presença em 14 países traz 48,8% de seu faturamento de fora", exemplificou.

Marconini aponta que o próximo setor a se internacionalizar é o de tecnologia da informação. "As empresas brasileiras de software têm uma dinâmica criativa que as indianas não têm", apontou.

Ele citou que as companhias brasileiras estão ganhando tamanho para competir no exterior. "Vejo isso na fusão do Itaú e Unibanco, e da Aracruz com a VCP que formou a Fibria", lembrou.

Marconini ressaltou que o Brasil não incentiva a internacionalização de empresas. "Só recentemente que o BNDES jogou muito dinheiro na JBS-Friboi e na Marfrig, mas outros 8 frigoríficos também precisam de financiamento para suas operações no exterior", disse o representante da Fiesp.

"Nos países desenvolvidos esse modelo de banco de investimentos que dá suporte industrial desapareceu. O risco é do investidor", diferenciou Morgan ao comentar o papel do BNDES.

"Nos Estados Unidos, na Inglaterra e na França essa separação do que é público e do que é do setor privado foi feita a bastante tempo para evitar distorções como favorecimento governamental ou corrupção", diz Morgan.

Ele diz que o financiamento próprio é uma das características das multinacionais brasileiras. "Elas investem lá fora com recursos próprios, bem diferente das americanas que vão ao mercado buscar recursos", diferenciou.

O professor contou que embora o crédito esteja mais restrito com a crise mundial, as grandes empresas no exterior contam com fundos de equity e aberturas de capital. "Até empresas chinesas abrem capital nos EUA para financiar suas operações", disse.

Mas Morgan advertiu que os investidores globais cobram mais governança corporativa para sancionar os projetos de investimento. "O investimento só vira com transparência", alertou.

O coordenador geral da ESPM, Marcos Amatucci, também avaliou a oportunidade do câmbio valorizado. "Temos uma taxa de câmbio flutuante, mas quando o câmbio era administrado as pessoas reclamavam também. O Brasil não gasta seus dólares", avaliou Amatucci, da ESPM.

De acordo com o Banco Central, excluindo os paraísos fiscais, o Brasil investiu US$ 9,5 bilhões no exterior até agosto de 2010.

DCI – 14.10.2010


Recuperação do transporte aéreo está desacelerando, diz associação mundial

DA REUTERS, EM GENEBRA

A recuperação do setor aéreo está desacelerando, conforme o ritmo da expansão econômica fica mais moderado, mas o crescimento nas viagens de negócios continua a superar as viagens em classe econômica, afirmou nesta quinta-feira a Iata (Associação Internacional de Transporte Aéreo).

Além de apontar para saúde financeira do setor aéreo, as viagens de negócios são também um importante indicador da atividade econômica.

O crescimento anual menor em agosto do que o registrado em meses recentes foi causado em parte por um efeito estatístico de um grande aumento em agosto do ano passado, informou a Iata.

Na comparação com julho, houve uma queda de 1% a 1,5% em agosto nos números sazonalmente ajustados de passageiros que viajam nas classes executiva e econômica.

"Há claros sinais agora de que a retomada no pós-recessão do transporte aéreo está desacelerando", afirmou a Iata.

O número de passageiros viajando em classe executiva ou primeira classe em agosto foi 9,1% maior que um ano antes, contra taxa de 13,8% em julho. Nas classes econômicas, os números foram de 6,2% em agosto contra 8,8% em julho.

A Iata, que representa 230 companhias aéreas do mundo, informou que a demanda por passagens premium acumula alta de 17% sobre a mínima de 2009, mas 99 por cento desta retomada ocorreu até o final do primeiro trimestre deste ano.

Nos cinco meses desde então, o número de passageiros viajando em classes premium, geralmente a negócios, perdeu impulso, mas não é possível no momento identificar se a pausa é temporária.

Folha de São Paulo – 14.10.2010

Nenhum comentário:

Postar um comentário