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Balança comercial de junho fecha com superávit de US$ 2,278 bilhões
Nos 21 dias úteis de junho de 2010, o Brasil exportou US$ 17,095 bilhões (média diária de US$ 814 milhões) e importou US$ 14,817 bilhões (média diária de US$ 705,6 milhões), resultando em uma corrente de comércio (soma das duas operações) de US$ 31,912 bilhões (média diária de US$ 1,519 bilhão) e em um superávit (diferença entre exportações e importações) de US$ 2,278 bilhões (média diária de US$ 108,5 milhões). Em relação a junho do ano passado, na comparação pela média diária, as exportações aumentaram 18,2% e as importações, 50,2%, enquanto o saldo comercial diminuiu 50,5%.
A quinta semana do mês - três dias úteis (28 a 30) - teve saldo comercial positivo de US$ 643 milhões (média diária de US$ 214 milhões), com exportações de US$ 2,401 bilhões (média diária de US$ 800 milhões) e importações de US$ 1,758 bilhão (média diária de US$ 586 milhões). A corrente de comércio alcançou US$ 4,159 bilhões (média diária de US$ 1,386 bilhão).
Na quarta semana de junho - cinco dias úteis (21 a 27) -, houve déficit de US$ 150 milhões, com média diária de menos US$ 30 milhões. A corrente de comércio alcançou US$ 7,450 bilhões (média diária de US$ 1,490 bilhão) - consequencia de exportações de US$ 3,650 bilhões (média diária de US$ 730 milhões) e importações de US$ 3,8 bilhões (média diária de US$ 760 milhões).
Semestre
No acumulado do ano (123 dias úteis), na comparação pela média diária, o saldo comercial foi positivo em US$ 7,887 bilhões (média diária de US$ 64,1 milhões). O valor é 43,7% menor que o registrado no mesmo período do ano passado, que teve 122 dias úteis e superávit de US$ 13,907 bilhões (média diária de US$ 114 milhões).
Já as exportações e importações aumentaram, na mesma comparação. No primeiro semestre de 2010, foram exportados US$ 89,189 bilhões (média diária de US$ 725,1 milhões), frente aos US$ 69,951 bilhões (média diária de US$ 573 milhões) do mesmo período de 2009 - crescimento de 26,5%. Nas importações, houve aumento de 43,9% na comparação com o primeiro semestre do ano passado, passando de US$ 56,044 bilhões (média diária de US$ 459 milhões) para US$ 81,302 bilhões (média diária de US$ 661 milhões), este ano.
Em consequencia, a corrente de comércio cresceu 34,2%, passando de US$ 125,995 bilhões (média diária de US$ 1,032 bilhão) para US$ 170,491 bilhões (média diária de US$ 1,386 bilhão), em 2010.
Mais detalhes sobre a balança comercial de junho serão divulgados às 15h30, no site www.mdic.gov.br. Nesse mesmo horário, o secretário-adjunto de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), Fábio Faria, concederá entrevista coletiva para comentar o resultado do mês.
Clique aqui e veja os números preliminares da balança comercial de junho, divulgada pelo MDIC.
MDIC – 01.07.2010
Há riscos de nova recessão?
Alberto Tamer - O Estado de S.Paulo
A reunião do G-20 não desapontou porque não se esperava muito, mas projetou um cenário sombrio sobre a economia mundial. Um simples sinal de que a China pode estar desacelerando e de aumento da tensão na zona do euro foi suficiente para abalar as bolsas na terça-feira. Ontem, o clima se desanuviou, mas há muita instabilidade, agravada agora pela decisão dos principais países da zona do euro de retirar estímulos e prosseguir na política de cortes fiscais.
Isso está implícito no documento final da reunião e sinaliza mais um recuo na recuperação mundial. Há economistas, como Krugman, alertando para uma nova recessão e até depressão. Dizem que está se repetindo o erro do passado: entre 1936 e 1937, Roosevelt cortou gastos e ajuda aos desempregados e elevou impostos. Acreditava que a depressão iniciada em 1929 estava superada; a economia crescia até mais de 40% desde o início da crise... E afundou de novo. O alerta pode estar em tom um pouco elevado, mas é oportuno.
Mas hoje é diferente. Sim, respondem os que temem pelo pior, há os emergentes, bancos centrais mais atentos, mas há também uma dependência crescente dos EUA. Qualquer sinal de desaceleração do mercado americano, somado à forte retração europeia, poderia levar o mundo de volta à recessão. Há esperança exagerada de que todos poderão continuar exportando aos EUA, compensando a queda dos mercados internos. Obama e o secretário do Tesouro Timothy Geithner já advertiram que não podem continuar contando com as importações americanas, pois a economia dá sinais de recuo e o desemprego é alto.
Recessão lá, mas não aqui. O presidente do BC, Henrique Meirelles, admite risco de nova recessão na Europa, que pode ser mais séria se afetar também os canais de crédito internacional. O Brasil já mostrou desde 2008 que continua preparado. Ainda ontem, o BC elevou a previsão de alta do PIB deste ano de 5,8% para 7,3%.
A economia no primeiro trimestre recebeu um impulso de 6% e bastaria crescer 0,8% nos outros trimestres para chegar a 7,3%. Isso está sendo sustentado pelo mercado interno. As vendas dos supermercados aumentaram 7,1% no quadrimestre. O que preocupa é a inflação, estimada pelo BC em 5,4% este ano, mesmo com as últimas elevações de juros.
Temer, então, o quê? O grande medo agora é que Obama ceda às pressões políticas internas e recue nos incentivos fiscais. Bernanke reafirmou ontem que os juros continuarão baixos (praticamente 0%, negativos), mas ele não pode fazer muito mais além de continuar injetando dólares no mercado.
Há nítidos sinais de que a recuperação perde fôlego, o desemprego não cede e Obama ainda tenta aprovar no Senado a extensão de benefícios aos desempregados - 750 mil por mês perderam o emprego em 2009. Um sinal da importância dos estímulos para a compra de imóveis: quando, retiradas, em maio, as vendas caíram 3,3%.
Com a recessão ameaçando a Europa e desaceleração mais acentuada nos EUA, nem o Brasil ficaria fora de uma nova crise que se anuncia.
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OESP – 01.07.2010
Fluxo de dólares continua negativo
Adriana Fernandes - O Estado de S.Paulo
Segundo o Banco Central, o fluxo cambial permanece no vermelho. Até 25 de junho, está negativo em US$ 4,644 bilhões. O fluxo financeiro no período está negativo em US$ 3,127 bilhões e o fluxo comercial em US$ 1,517 bilhão. Os dados mostram que, no fluxo financeiro, as compras de dólares somam US$ 20,119 bilhões no mês até o dia 25. Já as vendas estão maiores e totalizam US$ 23,246 bilhões. No fluxo comercial, as exportações somam US$ 11,287 bilhões e as importações, US$ 12,804 bilhões.
OESP – 01.07.2010
Dólar cai à mínima para 2010 ante iene
Às 9h25, o dólar caía para 87,70 ienes, depois de operar a 87,63 ienes na mínima intraday
Cynthia Decloedt, da Agência Estado
NOVA YORK - O dólar opera nas mínimas de 2010 contra o iene, dando continuidade as perdas iniciadas na Ásia, que foram amplamente puxadas por grandes instituições prevendo continuidade na divulgação de indicadores econômicos fracos nos Estados Unidos. Por outro lado, a pesquisa tankan, sobre o sentimento das grandes empresas do Japão, também animou os investidores japoneses.
O dólar perde também contra o euro, na esteira do leilão bem-sucedido de títulos do Tesouro da Espanha e da decisão do Riksbank, o banco central da Suécia, de elevar a taxa de juro do recorde de baixa de 0,25% para 0,50%.
A pressão sobre a moeda norte-americana contra o iene e contra o euro foi intensificada por ordens stop-loss depois de atravessar níveis técnicos importantes. Às 9h25 (de Brasília), o dólar caía para 87,70 ienes, depois de operar a 87,63 ienes na mínima intraday. Ontem, no fim do dia em Nova York, o dólar era cotado a 88,43 ienes. O euro subia para US$ 1,2342, de US$ 1,2238 ontem no fim do dia em Nova York.
Alguns traders apontaram ainda para as vendas no varejo na Alemanha, que registraram melhora em maio, subindo 0,4%. Outros disseram que investidores ficaram satisfeitos que os índices de atividade no setor de manufatura da China não caíram para abaixo do patamar de 50, o que indicaria contração da atividade econômica.
A retração do dólar, com consequente alta do euro, acontece apesar do comportamento cauteloso das bolsas, que sinaliza aversão ao risco. Traders dizem que o mercado fica, portanto, de olho nos indicadores econômicos dos EUA agora. As informações são da Dow Jones.
Agência Estado – 01.07.2010
Argentina nega barreiras comerciais a produtos brasileiros
Renata Giraldi
Repórter da Agência Brasil
Brasília – O novo ministro das Relações Exteriores da Argentina, Héctor Timerman, negou hoje (30) que o governo da presidente Cristina Kirchner esteja analisando a possibilidade de impor restrições a produtos brasileiros que tenham similares argentinos. O chanceler reconheceu que existem “especulações” sobre o assunto, mas garantiu que não há nenhuma ação nesse sentido. Segundo ele, não há impedimentos aos produtos brasileiros. Pela primeira vez, Timerman visitou Brasília como chanceler.
Empresários brasileiros foram informados que a Secretaria do Comércio Interior da Argentina estaria preparando medidas para impor barreiras aos brasileiros. “Nós não temos nenhum tipo de impedimento para a entrada de produtos brasileiros. Não há também previsões [de barreiras comerciais] nem expectativas. São rumores. Isso não procede”, afirmou Timerman.
Timerman assumiu o Ministério das Relações Exteriores no último dia 22. Na reunião de hoje com o ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, que durou cerca de uma hora, a possibilidade da União Europeia impor restrições a produtos do Mercosul foi um dos principais temas da conversa.
“Estamos dispostos a dar todas as explicações quando os ministros [europeus] assim o pedirem. Não pretendemos fazer isso por meio dos organismos, mas cara a cara”, afirmou o chanceler argentino, sinalizando que o esforço será na direção de acordos sem provocar organismos internacionais, como a Organização Mundial do Comércio (OMC).
Amorim disse que é possível negociar os acordos e evitar impasses entre os dois blocos. “Estamos muito confiantes de que isso possa progredir positivamente. Vamos ver como isso se desenvolve. Nosso primeiro ânimo é tentar avançar neste próximo semestre”, afirmou ele.
Edição: Vinicius Doria
Agência Brasil – 30.06.2010
Coreia do Sul tem superavit recorde de US$ 7,5 bilhões
DA EFE, EM SEUL
A Coreia do Sul obteve um superavit comercial de US$ 7,47 bilhões em junho, o nível mais alto desde que o dado começou a ser calculado, graças ao impulso das exportações do setor de estaleiros.
As exportações em junho chegaram a US$ 42,65 bilhões, 32,4% a mais que no mesmo mês do ano passado, enquanto as importações aumentaram 36,9%, até US$ 35,18 bilhões, segundo dados do Ministério da Economia.
Assim, a Coreia do Sul registra o maior superavit desde que o dado começou a ser calculado em 1950, no quinto mês consecutivo com superavit comercial.
O Ministério sul-coreano explicou que o superavit em junho foi impulsionado pelas exportações dos estaleiros, que aumentaram em US$ 2 bilhões em relação ao mês anterior, assim como pela forte demanda em automação e semicondutores.
Além disso, a Coreia do Sul registrou um superavit comercial de US$ 18,94 bilhões na primeira metade do ano.
As exportações aumentaram em 35% na primeira metade do ano, até US$ 222,45 bilhões em relação ao mesmo período do ano passado, enquanto as importações subiram 40%, até US$ 203,5 bilhões.
O superavit na primeira metade do ano foi devido às maiores exportações de semicondutores, que aumentaram 97,3% em comparação com o mesmo período do ano passado, enquanto as vendas de automóveis ao exterior avançaram 57,7%.
O governo sul-coreano prevê que o superavit comercial em 2010 supere US$ 23 bilhões estimados anteriormente.
Folha de São Paulo – 01.07.2010
Produção manufatureira da zona do euro desacelera em junho
DA REUTERS, EM LONDRES
A atividade manufatureira da zona do euro desacelerou em junho para o menor patamar em quatro meses, segundo dado divulgado nesta quinta-feira.
O índice Markit foi de 55,6 em junho, a mesma leitura da divulgação preliminar, ante 55,8 em maio. O número está acima da marca de 50, que divide o crescimento da contração, há nove meses.
O componente de produção subiu para 57,2 em junho, comparado a 56,8 em maio. O de encomendas de exportação caiu para 56,6, contra 58,5 no mês anterior.
Folha de São Paulo – 01.07.2010
Atividade industrial chinesa é o menor em 14 meses, aponta HSBC
DA REUTERS, EM PEQUIM
O índice de atividade industrial do HSBC para a China caiu de 52,7 em maio para 50,4 em junho, o menor valor em 14 meses, com a produção e as novas encomendas diminuindo pela primeira vez desde março de 2009.
Foi o 15º mês seguido em que o índice, criado para dar uma prévia das condições industriais, ficou acima da marca de 50 que separa expansão de contração.
O subíndice de novas encomendas à indústria caiu abaixo de 50 pela primeira vez em 15 meses, de 54,1 em maio para 49,7 em junho. O declínio nas novas encomendas de exportação foi ainda maior.
Refletindo a fraqueza das novas empresas, a produção industrial também caiu abaixo de 50 pela primeira vez desde março do ano passado.
Folha de São Paulo – 01.07.2010
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