terça-feira, 13 de julho de 2010


NOTÍCIAS


Crescimento forte da Ásia e América Latina tornam improvável recaída da crise, diz FMI

DA REUTERS, EM DAEJEON (COREIA DO SUL)

O diretor-gerente do FMI (Fundo Monetário Internacional) Dominique Strauss-Kahn reiterou nesta terça-feira que o forte crescimento da Ásia e da América Latina torna improvável uma nova recaída da economia mundial.

Na semana passada, o FMI elevou sua previsão para a expansão global neste ano de 4,2% para 4,6%, mas manteve o cenário para 2011 em 4,3%.

"Prevemos que 2011 seja um pouco inferior ao patamar de 2010, mas isso está bem longe de uma nova recessão", afirmou Strauss-Kahn em uma entrevista coletiva.

Folha de São Paulo – 13.07.2010

Deficit comercial dos EUA sobe para US$ 42,3 bilhões em maio

O deficit comercial dos EUA subiu para US$ 42,3 bilhões em maio, ante os 40,3 bilhões do mês de abril, informou nesta terça-feira o Departamento de Comércio americano.

De acordo com os dados, as importações somaram US$ 194,5 bilhões (ante os US$ 189,1 bilhões em abril) contra as exportações que foram de US$ 152,3 bilhões (US$ 148,8 bilhões no mês anterios). O deficit americano teve um incremento de US$11,8 bilhões de abril de 2009 até abril de 2010.

No período de um ano, o deficit de bens e serviços aumentou US$17,4 bilhões -- de maio de 2009 para maio de 2010. As exportações há uma ano eram da ordem de US$ 26,4 bilhões (21%), enquanto as importações representavam US$ 43,8 bilhão (29.1%).

BENS E SERVIÇOS

De abril para maio houve um aumento nas exportações de de bens que refletiram na elevação de US$ 2 bilhões no setor de bens de capital, como estoques industriais e materiais (US$ 0,6 bilhão; bens de consumo (US$ 0,3 bilhão) e setor de veículos (US$ 0,1 bilhão). Houve queda no setor de bens de consumo (US$ 0,1 bilhão) -- alimentos e bebidas.

As exportações de serviços cresceram US$ 0,6 bilhão de abril para maio. O incremento foi o principal responsável pela alta de outros serviços privados (serviços técnicos, seguros e serviços financeiros, viagens e tarifas em geral).

Folha de São Paulo – 13.07.2010

O poderoso Japão afunda e a bela Grécia emerge

Gilles Lapouge, gilles.lapouge@wanado.fr - O Estado de S.Paulo

Todos os países, ou quase todos, estão abalados com a crise. Suas reações são diferentes e em certos casos inesperadas: um país poderoso e sério, afunda no marasmo. O outro, famoso por sua imaginação, beleza, pobreza e irresponsabilidade descobre, ao contrário, no fundo da sua desgraça, uma energia misteriosa e consegue sem problemas tirar a cabeça da água.

São as histórias recentes que se entrecruzam, a do Japão, que afunda, e a da Grécia, que começa a se recuperar.

O Japão é uma das mais importantes economias do planeta. Embora tenha atravessado momentos negros, há 20 anos, continua poderoso. Seus habitantes, extremamente preparados, laboriosos e ascéticos, trabalham como formigas. Sóbrios e disciplinados, contentam-se com férias "expressas" e estão dispostos a todo tipo de sacrifícios.

Aí está pois uma nação capaz, ao que parece, de enfrentar a crise.

Entretanto, sua situação não está nada boa. Há dez meses, o Japão rejeitou o partido que o governava há 50 anos (o Partido Liberal Democrático- PLD) e confiou o poder ao partido da oposição, o Partido Democrata do Japão (PDJ), de centro-esquerda.

Os problemas apareceram de repente: o primeiro-ministro Yukio Hatoyama foi derrubado apenas dez meses depois de assumir o cargo. Substituído há um mês por um novo premiê, do mesmo partido PDJ, Naoto Kan, que acaba de sofrer um vexame: no domingo, ele perdeu a maioria no Senado. Continua no cargo, mas muito enfraquecido.

Qual o motivo dessa rejeição? A crise, justamente. Decidido a atacar a dívida do país e a situação calamitosa de suas contas, Naoto Kan havia proposto dobrar o Imposto sobre o Valor Adjunto (IVA), que atualmente é de 5%. Não conseguiu: perdeu a maioria no Senado e acabou comprometendo o seu futuro.

Na contramão. A Grécia fez o percurso contrário: há seis meses, caminhava para o abismo e corria o risco de arrastar consigo toda a União Europeia. O Fundo Monetário Internacional (FMI) e a União Europeia (UE) abriram-lhe imensos créditos, em troca da promessa, feita pelo governo de esquerda de Georges Papandreou, de impor ao infeliz país, já extenuado e exangue, um tratamento de austeridade delirante, capaz de matar um asno do Peloponeso.

O mundo todo achou graça: jamais Atenas poderia impor sacrifícios semelhantes. Os gregos são um povo sensual, preguiçoso, fútil, enganador. Ninguém apostava na Grécia nem em Papandreou. Os abutres começaram a voar em círculo sobre a Acrópole.

Entretanto, é possível que não possam fazer o seu festim. Um relatório da Comissão Europeia de Bruxelas, divulgado na semana passada, não esconde sua admiração pela Grécia. Nunca se viu um governo empreender um programa desse porte: retardar a idade da aposentadoria, combater a fraude eleitoral, reduzir maciçamente o orçamento público (um recuo equivalente a 5% do Produto Interno Bruto em um ano), transformar a máquina do Estado, reformar a legislação trabalhista para facilitar as contratações e as demissões, etc.

É evidente que a Grécia está longe de ter voltado a respirar. Ela paga sempre 8% mais do que os alemães para um empréstimo de dez anos. O caminho é longo e difícil. Mas Papandreou já ganhou uma batalha: a de sua sinceridade e de sua coragem.

É a melhor maneira de desencorajar os abutres que há seis meses se preparavam para se empanturrar com a nação infeliz. / TRADUÇÃO ANNA CAPOVILLA

OESP – 13.10.2010

Infraero inicia projetos para 3º terminal de Guarulhos

BRASÍLIA - A Infraero informou hoje que já concluiu a licitação para contratar as empresas especializadas que vão elaborar os projetos de engenharia para a construção do terceiro terminal de passageiros do Aeroporto Internacional de Guarulhos, em São Paulo. O vencedor da licitação foi o consórcio MAG, formando pelas empresas PJJ Malucelli Arquitetura e Construção, Andrade e Rezende Engenharia de Projetos e Gabinete de Projetação Arquitetônica.

A elaboração dos projetos custará R$ 22,6 milhões à Infraero. As empresas de engenharia e construção farão os estudos preliminares, os projetos básico e executivo. Os estudos prevêem ainda a realização de serviços complementares, como o sistema viário de acesso e o pátio de estacionamento de aeronaves. O consórcio terá um prazo de 23 meses, contados a partir da ordem de serviço a ser emitida pela Infraero.

A Infraero ainda informou que o aeroporto de Guarulhos terá aumentado a sua atual capacidade de movimentação de 24 milhões de passageiros por ano para 35 milhões de passageiros até 2014. A estatal investirá R$ 952 milhões no aeroporto entre 2011 e 2014. Essas obras incluem a ampliação do sistema de pátio e pista, orçada em R$ 232,5 milhões; a construção de pista de taxi, ao custo de R$ 10 milhões; a instalação de dois módulos operacionais, estimado em R$ 55,7 milhões; e construção da primeira fase do terceiro terminal de passageiros, com investimento de R$ 653,8 milhões.

Rafael Bitencourt

Valor Econômico – 13.07.2010

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