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Este será um ano difícil para comércio exterior brasileiro, diz governo
Célia Froufe, da Agência Estado
BRASÍLIA - A secretária de comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), Tatiana Prazeres, previu que o ano será complicado para o País. "2012 será ano difícil para o comércio exterior brasileiro", disse há pouco durante entrevista coletiva.
De acordo com ela, as médias diárias de compras e vendas brasileiras são as maiores para o mês em questão, mas as importações estão avançando muito além das exportações. A crise financeira internacional explica o resultado de janeiro, na avaliação da secretária. "Principalmente a retração da União Europeia", afirmou.
Houve "retração expressiva" do mercado no bloco econômico, de acordo com Tatiana. Ela disse que, apesar da crise, o Brasil conseguiu manter, em janeiro, o volume exportado em janeiro de 2011.
OESP – 01.02.2012
Governo lançará medidas de estímulo à exportação
Célia Froufe, da Agência Estado
BRASÍLIA - A estagnação das exportações este ano é uma possibilidade que está no cenário do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC). A secretária de comércio exterior, Tatiana Prazeres, voltou a dizer que o governo lançará medidas de apoio às exportações até o final do primeiro trimestre deste ano.
Segundo Tatiana, medidas cambiais já estão sendo discutidas no Ministério da Fazenda e o resultado deficitário da balança comercial de janeiro deve ampliar o engajamento dos demais ministérios na busca por saídas para elevar as vendas brasileiras para o exterior.
A secretária afirmou ser "inegável" o efeito do câmbio sobre a balança comercial brasileira. "Sem dúvida, o câmbio é componente fundamental, pois afeta nos dois sentidos: ajuda a aumentar as importações e a diminuir as exportações", afirmou.
Na avaliação de Tatiana, a cotação do dólar hoje não é competitiva para que as empresas brasileiras embarquem seus produtos para o exterior. "Já esteve pior e já esteve melhor do que agora, mas o dólar não está em um em nível de conforto para exportador brasileiro", considerou.
De acordo com a secretária, o financiamento também é um componente importante entre as medidas. "Também buscamos uma simplificação das exportações e fazer com que as empresas de menor porte também passem a exportar", disse.
Busca de novos mercados
Uma outra ação que está em estudo, conforme Tatiana, é vincular a inovação de produtos e a promoção de comércio exterior ao aumento das exportações de itens com maior valor agregado. "Precisamos de medidas que levem em conta o novo cenário internacional, que leve em conta o desaquecimento de economias maduras", pontuou.
Por isso o MDIC está empenhado, segundo Tatiana, na busca de novos mercados. Alguns exemplos, conforme a secretária, são países do norte da África ou até da América do Sul, como a Venezuela, que são nações com maior risco e, portanto, que acabam encarecendo o custo do crédito para o exportador. "É preciso pensar um financiamento que estimule as exportações para esses tipos de países", declarou.
Tatiana destacou o forte crescimento da média diária das exportações para o Congo, saindo de US$ 200 mil em janeiro do ano passado, para US$ 7,1 milhões, em janeiro deste ano. Os principais produtos destinados ao país africano no mês passado foram construções pré-fabricadas, máquinas, equipamentos e eletroeletrônicos.
Governo garante superávit em 2012, mas não fixa meta
"Vamos fechar o ano com superávit. Vamos exportar pelo menos um volume igual ao de 2011", previu a secretária. Mesmo assim, o ministério optou por não divulgar ainda a meta das exportações para 2012. Há ainda dificuldades de se formar um cenário, conforme a secretária, por conta das incertezas verificadas no mercado internacional. De acordo com ela, o objetivo do governo para as vendas externas brasileiras será divulgado até o final do primeiro trimestre deste ano.
A secretária avalia ainda que o ano será complicado para o País. "2012 será ano difícil para o comércio exterior brasileiro", disse há pouco durante entrevista coletiva.
De acordo com ela, as médias diárias de compras e vendas brasileiras são as maiores para janeiro, mas as importações estão avançando muito além das exportações. Na avaliação da secretária, a crise financeira internacional, 'principalmente a retração da União Europeia', explica o resultado do mês, que fechou com déficit de US$ 1,3 bilhão, o que configura o pior janeiro em 21 anos.
Houve "retração expressiva" do mercado no bloco econômico, de acordo com Tatiana. Ela disse que, apesar da crise, o Brasil conseguiu manter, no primeiro mês de 2012, o volume exportado em janeiro de 2011.
OESP – 01.02.2012
MDIC: medidas cambiais são discutidas no governo
CÉLIA FROUFE - Agencia Estado
BRASÍLIA - A secretária de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), Tatiana Prazeres, enfatizou hoje que uma série de medidas para estimular as exportações estão em análise no governo. Ela disse, por exemplo, que medidas cambiais já são discutidas no ministério da Fazenda e que o resultado deficitário da balança comercial de janeiro deve ampliar o engajamento dos demais ministérios na busca por saídas para elevar as vendas brasileiras para o exterior. "O financiamento é um componente importante entre as medidas. Também buscamos uma simplificação das exportações e fazer com que as empresas de menor porte também passem a exportar", disse a secretária.
Uma outra ação que está em estudo, conforme Tatiana, é vincular a inovação de produtos e a promoção de comércio exterior ao aumento das exportações de itens com maior valor agregado. "Precisamos de medidas que levem em conta o novo cenário internacional, que leve em conta o desaquecimento de economias maduras", pontuou. Por isso o MDIC está empenhado, segundo Tatiana, na busca de novos mercados. Alguns exemplos, conforme a secretária, são países do norte da África ou até da América do Sul, como a Venezuela, que são nações com maior risco e, portanto, que acabam encarecendo o custo do crédito para o exportador. "É preciso pensar um financiamento que estimule as exportações para esses tipos de países", decla
Tatiana destacou o forte crescimento da média diária das exportações para o Congo, saindo de US$ 200 mil em janeiro do ano passado, para US$ 7,1 milhões, em janeiro deste ano. Os principais produtos destinados ao país africano no mês passado foram construções pré-fabricadas, máquinas, equipamentos e eletroeletrônicos.
OESP – 01.02.2012
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