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França confirma déficit comercial recorde em 2011
CLARISSA MANGUEIRA - Agencia Estado
PARIS - O Ministério do Comércio Exterior da França confirmou que o país registrou um déficit comercial recorde no ano passado, destacando a perda de competitividade da produção nacional e suscitando um desafio adicional para o presidente Nicolas Sarkozy três meses antes das eleições. Segundo o ministério, o déficit comercial francês totalizou 69,6 bilhões de euros em 2011, significantemente pior que o déficit de 51,5 bilhões de euros registrado no ano anterior.
No ano passado, as exportações subiram 8,6%, para 428,8 bilhões de euros, conduzidas pelas vendas de produtos alimentícios e bens ligados à indústria de luxo, incluindo bolsas, perfumes e cosméticos, reportou o ministério. As importações avançaram 11,7%, para 498,4 bilhões de euros, puxadas pelo aumento do custos da energia.
O déficit comercial recuou para 4,99 bilhões de euros em dezembro, de um déficit de 5,36 bilhões de euros no mesmo período do ano anterior. Os economistas tinha previsto um déficit de 5,40 bilhões de euros em dezembro. Em dezembro, as exportações subiram para 36,46 bilhões de euros, de 34,02 bilhões de euros em dezembro de 2010, enquanto as importações aumentaram para 41,45 bilhões de euros, de 39,38 bilhões de euros. As informações são da Dow Jones.
OESP – 07.02.2012
Greve faz Air France cancelar metade dos voos de longa distância
REUTERS
A Air France cancelou um em cada dois voos de longa distância e em torno de 30 por cento dos voos de distância média nesta terça-feira, à medida que os pilotos aumentavam os protestos contra os planos do governo de fazer com que grevistas deem um aviso prévio de dois dias antes de paralisações, afirmou uma porta-voz da companhia.
Em torno de 25 mil passageiros foram avisados dos cancelamentos por mensagens de texto ou e-mails e outros voos da Air France de distâncias curtas e médias podem se atrasar ou ser cancelados, informou a empresa.
A greve, que se soma à confusão causada pelas temperaturas congelantes pela Europa, deve ir até quinta-feira à noite e foi amplamente apoiada pelo sindicato francês de pilotos.
O ministro dos Transportes, Thierry Mariani, afirmou que o governo vai propor legislação que permite que as companhias planejem serviços mínimos para o período de greve, ao invés de descobrir em cima da hora que a equipe não apareceu para o trabalho.
A legislação, aprovada pela Assembleia, no final de janeiro, passará para o Senado em meados de fevereiro.
(Por Nicholas Vinocur)
OESP – 07.02.2012
Japão não descarta outras intervenções no câmbio—ministro
REUTERS
TÓQUIO, 7 FEV - O Japão deu prosseguimento a sua venda recorde de ienes numa intervenção no ano passado com operações encobertas, e o primeiro-ministro afirmou que o país está pronto para intervir novamente a fim de conter movimentos especulativos, repetindo seu forte alerta aos mercado contra a valorização excessiva do iene.
O iene subiu para perto do recorde de alta ante o dólar atingido em outubro, última vez em que o Japão interveio, aumentando as preocupações entre formuladores de política econômica de que os novos ganhos do iene podem descarrilar a frágil recuperação econômica do país, depois dos danos causados pelo terremoto e tsunami do ano passado.
O ministro das Finanças, Jun Azumi, disse nesta terça-feira que o Japão não vai descartar qualquer medida para combater movimentos especulativos, repetindo seu alerta verbal de ação, na esperança de que o país manterá, pelo menos, os operadores cautelosos de testar a valorização do iene por enquanto.
"Se movimentos especulativos se tornarem evidentes e os movimentos de mercado desviarem dos fundamentos da economia, e especuladores distorcerem os mercados em interesse próprio, eu tomarei qualquer medida necessária para proteger o interesse nacional do Japão", disse Azumi.
"Como eu disse antes (na última intervenção do Japão), eu não vou descartar qualquer medida", afirmou a jornalistas.
Dados divulgados pelo Ministério das Finanças no mesmo dia confirmaram estimativas prévias de que Tóquio gastou aproximadamente 1 trilhão de ienes (13 bilhões de dólares) no começo de novembro em incursões não declaradas no mercado de câmbio.
A ação encoberta foi conduzida por quatro dias, após a pesada intervenção unilateral de 8 trilhões de ienes em 31 de outubro, para ter certeza de que seu impacto não se enfraqueceria rapidamente.
Os dados mostraram ainda que Tóquio comprou apenas dólares, e não euros.
"Azumi destacou o fato de que a posição do ministério continua inalterada sobre intervenção, o que significa que ele agirá quando necessário, a despeito das críticas da Europa e dos Estados Unidos sobre a última intervenção isolada do Japão", afirmou o estrategista-chefe de câmbio do banco Barclays em Tóquio, Masafumi Yamamoto, e uma ex-autoridade do banco central.
"Se a alta do iene a tais níveis se tornar muito rápida, irá incitar as autoridades a intervir na medida em que as empresas não podem se manter com rápidas variações cambiais", disse.
(Reportagem de Tetsushi Kajimoto e Kaori Kaneko; Reportagem adicional de Hideyuki Sano e Leika Kihara)
OESP – 07.02.2012
América Latina deve liderar recuperação econômica mundial
DA EFE, EM HONG KONG
A América Latina está em um de seus melhores momentos para liderar a recuperação econômica mundial se mantiver o ritmo de crescimento dos últimos anos, previram os analistas financeiros que assistem ao 2º Fórum de Investidores da América Latina e Ásia-Pacífico nesta terça e quarta-feira em Hong Kong.
A diversificação econômica e o rápido crescimento da classe média na América Latina impulsionaram o desenvolvimento sem depender das economias externas, destacaram os analistas do fórum. Entre os participantes estão diretores de companhias investidoras latino-americanas e asiáticas em busca de novos negócios.
O Brasil, seguido do Chile e da Colômbia, lidera o desenvolvimento econômico, que deve acelerar a partir do segundo semestre de 2012, declararam os analistas.
Conforme afirmou à Agência Efe o diretor-executivo de mercados emergentes da CIBC World Markets, John Welch, a América Latina está perfeitamente posicionada para os próximos dez anos por suas políticas macroeconômicas boas e um considerável crescimento da classe média.
DEMANDA INTERNA
Estamos em uma parte do ciclo onde a demanda interna é mais importante do que a externa, o que permite ser mais independente de fluxos externos, explicou Welch.
A diversificação das indústrias permitiu a América Latina sobreviver melhor à crise econômica e tomar vantagem no arrefecimento econômico global para aumentar as exportações, explicaram os presentes à conferência no primeiro dia do fórum latino-asiático.
Para o assessor de alianças estratégicas do Banco Interamericano de Desenvolvimento, Bernardo Guillamón, o crescimento vem acompanhado de desafios, que passam por uma melhoria das infraestruturas, do sistema educacional e a potencialização dos investimentos em matéria de inovação.
América Latina investe 2% de seu Produto Interno Bruto (PIB) em infraestruturas frente à média de 25% na região asiática.
CHINA COMO PARCEIRO COMERCIAL
Guillamón explicou a Efe que a entrada da China como parceiro comercial na América Latina permitiu diversificar o investimento até então concentrado com a Europa e os EUA, e potenciar acordos comerciais beneficentes. China é o principal parceiro comercial do Brasil, Peru e Chile.
O veloz avanço da classe média na China beneficiou ainda a indústria latino-americana, com acordos comerciais que permitiram crescimento do comércio, antes concentrado em pequenos grupos da população.
Guillamón citou o exemplo da quantidade de vinho chileno e argentino que chega ao continente asiático e a demanda de uva para implantação de vinícolas na China.
A expansão da América Latina está concentrada nas cidades com mais de 1 milhão de habitantes, de onde provêm 55% do PIB, com expectativas de alcançar até 85%.
Folha de São Paulo – 07.02.2012
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