quinta-feira, 31 de maio de 2012


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Auditores da Receita Federal paralisam atividades hoje(30/05) e definem sobre greve

Categoria deve deliberar sobre nova data para outra paralisação e uma possível greve por tempo indeterminado no mês de junho

Os auditores e fiscais da Receita Federal de Marília promovem pela segunda vez no mês paralisação das atividades. Os servidores realizam assembleia hoje às 9h, o objetivo é votar a proposta de outra paralisação de advertência, dessa vez de dois dias, 12 e 13 de junho. Caso o governo não adote providências, uma greve por tempo indeterminado é cogitada para começar no dia 18.

O “Dia da Mobilização de Advertência” deve prejudicar todos os serviços da delegacia, exceto os de urgência. A intenção é pressionar o governo a apresentar propostas de reajuste salarial para os auditores e demais carreiras, como peritos e delegados da Polícia Federal, procuradores federais e fiscais do Ministério do Trabalho. Estes funcionários participam do movimento nacional, porém, até o fechamento desta edição nenhuma dessas outras categorias manifestou interesse pela paralisação em conjunto.

Segundo o presidente da Delegacia Sindical do Sindifisco Nacional em Marília, Luís Benedito, após a última negociação ocorrida em 2010 para todos os servidores do país, a categoria espera pela resolução de diversos itens no decorrer dos últimos anos. “Atenderemos apenas as situações que podem causar prejuízo, como aduana e procedimentos que podem perder o prazo. Já os processos em andamento, plantões fiscais, fiscalização e malha fiscal serão suspensos”, disse.

No movimento nacional, os auditores têm a intenção de fazer, novamente, uma “operação-padrão” e não farão a liberação de mercadorias nos portos, aeroportos e fronteiras. A iniciativa deverá complicar ainda mais a já difícil situação que importadoras vêm enfrentando desde a instalação, em março, da chamada ‘Operação Maré Vermelha’ da Receita Federal, que consiste na ampliação do escopo de inspeção manual das mercadorias.

A categoria pretende promover nova negociação que não acontece desde o segundo semestre de 2010. No quesito porcentagem, Benedito relatou que nos últimos dois anos o dissídio ficou em 6%, todavia o pedido é um incremento na remuneração de 30,19% referente às perdas do período. “Esse valor equivaleria a 90,25% do maior salário do serviço público e queremos manter esse pedido”.

Na região que abrange 56 municípios existem 42 auditores, 35 atuam em Marília.

Jornal Diário de Marília – 30.05.2012

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