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Auditores da Receita Federal paralisam
atividades hoje(30/05) e definem sobre greve
Categoria deve deliberar sobre nova
data para outra paralisação e uma possível greve por tempo indeterminado no mês
de junho
Os auditores e fiscais da Receita Federal
de Marília promovem pela segunda vez no mês paralisação das atividades. Os
servidores realizam assembleia hoje às 9h, o objetivo é votar a proposta de
outra paralisação de advertência, dessa vez de dois dias, 12 e 13 de junho.
Caso o governo não adote providências, uma greve por tempo indeterminado é
cogitada para começar no dia 18.
O “Dia da Mobilização de Advertência”
deve prejudicar todos os serviços da delegacia, exceto os de urgência. A
intenção é pressionar o governo a apresentar propostas de reajuste salarial
para os auditores e demais carreiras, como peritos e delegados da Polícia
Federal, procuradores federais e fiscais do Ministério do Trabalho. Estes
funcionários participam do movimento nacional, porém, até o fechamento desta
edição nenhuma dessas outras categorias manifestou interesse pela paralisação
em conjunto.
Segundo o presidente da Delegacia
Sindical do Sindifisco Nacional em Marília, Luís Benedito, após a última
negociação ocorrida em 2010 para todos os servidores do país, a categoria
espera pela resolução de diversos itens no decorrer dos últimos anos.
“Atenderemos apenas as situações que podem causar prejuízo, como aduana e
procedimentos que podem perder o prazo. Já os processos em andamento, plantões
fiscais, fiscalização e malha fiscal serão suspensos”, disse.
No movimento nacional, os auditores têm
a intenção de fazer, novamente, uma “operação-padrão” e não farão a liberação
de mercadorias nos portos, aeroportos e fronteiras. A iniciativa deverá
complicar ainda mais a já difícil situação que importadoras vêm enfrentando
desde a instalação, em março, da chamada ‘Operação Maré Vermelha’ da Receita
Federal, que consiste na ampliação do escopo de inspeção manual das
mercadorias.
A categoria pretende promover nova
negociação que não acontece desde o segundo semestre de 2010. No quesito
porcentagem, Benedito relatou que nos últimos dois anos o dissídio ficou em 6%,
todavia o pedido é um incremento na remuneração de 30,19% referente às perdas
do período. “Esse valor equivaleria a 90,25% do maior salário do serviço
público e queremos manter esse pedido”.
Na região que abrange 56 municípios
existem 42 auditores, 35 atuam em Marília.
Jornal Diário de Marília – 30.05.2012
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