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Auditores da Receita Federal iniciam paralisação
PRISCILLA OLIVEIRA
DE BRASÍLIA
A partir desta segunda-feira (18), os auditores-fiscais da Receita Federal dão início às operações padrão e "crédito zero" por tempo indeterminado.
Segundo o Sindifisco, a operação não é voltada para o contribuinte pessoa física e não irá afetar as atividades da Rio +20, conferência ambiental da ONU (Organização das Nações Unidas), que acontece de 13 a 22 de junho.
A principal operação afetada pela paralisação será a totalização do recolhimento de multas nas operações de importação e exportações de mercadorias, que será feita, mas não será repassada para a Receita Federal.
Os servidores da Receita pedem reajuste de 30,19% nos salários. A categoria já havia feito uma primeira mobilização de advertência, nos dias 9 e 30 de maio passados e outra nos dias 12 e 13 da semana passada. Mas, segundo o sindicato, o governo "manteve silêncio em relação aos pleitos apresentados".
A Receita Federal, por meio da assessoria de imprensa, informou que não vai se manifestar sobre o assunto.
Folha de São Paulo – 18.06.2012
Terceira semana de junho tem superávit de US$ 389 milhões
Brasília (18 de junho) – Na terceira semana de junho, com cinco dias úteis, a balança comercial brasileira registrou superávit (saldo positivo das exportações em relação às importações) de US$ 389 milhões, com média por diária de US$ 77,8 milhões. No período, as exportações foram de US$ 5,049 bilhões (média diária de US$ 1,010 bilhão) e as importações totalizaram US$ 4,660 (média diária de US$ 932 milhões). Assim, na terceira semana de junho, a corrente de comércio (soma de exportações e importações), chegou a US$ 9,709 bilhões (média diária de US$ 1,941 bilhão), valor que representa aumento de 1,5 % em relação à média diária de maio deste ano (US$ 1,976 bilhão) e retração de 1,9% em relação à de junho de 2011 (US$ 2,045 bilhões).
No acumulado do ano, o saldo comercial está superavitário em US$ 6,330 bilhões (média diária de US$ 55 milhões), com exportações de US$ 107,921 bilhões (média diária de US$ 938,4 milhões) e importações de US$ 101,591 bilhões (média de US$ 883,4 milhões).
Junho
No mês, que teve, até a terceira semana, dez dias úteis, as exportações alcançaram US$ 10,060 bilhões (média diária de US$ 1,006 bilhão) e as importações chegaram a US$ 9,996 bilhões (média diária de US$ 999,6 milhões), com saldo positivo de US$ 64 milhões. Comparando a média de exportações das três primeiras semanas de junho (US$ 1,006 bilhão) com a de junho do ano passado (US$ 1,128 bilhão), houve retração de 10,8%, em razão da queda nas vendas internacionais das três categorias de produto: semimanufaturados (-19,7%, pela retração nas exportações de ouro em forma semimanufaturada, açúcar em bruto, óleo de soja em bruto, semimanufaturados de ferro e aço e ferro-ligas); manufaturados (-17,8%, em razão de óleos combustíveis, açúcar refinado, veículos de carga, tratores, motores para veículos, automóveis e suco de laranja); e básicos (-3,6%, por conta, principalmente, de petróleo, trigo em grão, café em grão, carne de suína, de frango e bovina, minério de ferro, fumo em folhas e farelo de soja). Em relação a maio de 2012, a média diária das exportações decresceu 4,7%, devido à diminuição nas vendas de produtos básicos (-6,6%,), manufaturados (-1,0%) e semimanufaturados (-7,1%).
Nas importações, a média diária até a terceira semana de junho (US$ 999,6 milhões) ficou 9% acima da média de junho de 2011 (US$ 917,1 milhões) e 8,5% superior a maio de 2012 (US$ 921 milhões). No comparativo com o mesmo período de 2011, aumentaram os gastos, principalmente, com combustíveis e lubrificantes (34,5%), aeronaves e partes (33,7%), siderúrgicos (23,9%), adubos e fertilizantes (22,6%), farmacêuticos (16,4%) e equipamentos mecânicos (9,8%). Em relação a maio deste ano, houve aumento das compras externas, principalmente, de adubos e fertilizantes (91,9%), combustíveis e lubrificantes (29,2%), siderúrgicos (26,3%) e borracha e obras (11%).
Acesse a nota com as informações balança comercial noperíodo
MDIC – 18.06.2012
MDIC aposta em canal direto com argentinos para destravar comércio bilateral
Brasília (18 de junho) – A secretária de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), Tatiana Lacerda Prazeres, afirmou, nesta segunda-feira, durante audiência pública na Comissão de Direitos Humanos do Senado, que o governo brasileiro mantém canal privilegiado de acesso ao governo argentino e espera, assim, resolver os entraves impostos ao comércio bilateral. “Não estamos satisfeitos, mas esse contato direto pode facilitar o entendimento entre os dois países”, observou, ao registrar que o governo brasileiro não ignora os prejuízos causados à indústria nacional.
Ainda durante a audiência no Senado, a secretária, que esteve em Buenos Aires há dez dias, informou que volta a se reunir na próxima semana com autoridades argentinas para avançar nas negociações sobre a normalização das vendas bilaterais. O encontro será novamente na capital portenha. Ela disse aos senadores que a queda no fluxo comercial com o país vizinho preocupa as autoridades brasileiras. “As barreiras se multiplicam, vêm afetando todos os parceiros comerciais e isso nos preocupa. Mas seguiremos empenhados enquanto houver qualquer empresa brasileira enfrentando obstáculos para vender ao exterior. Estamos absolutamente atentos aos setores intensivos em mão-de-obra e especialmente afetados por barreiras do país vizinho”, assinalou Tatiana Lacerda Prazeres.
A secretária fez questão, no entanto, de sublinhar que não houve paralisação das trocas entre os dois países. Embora tenha havido queda de 11% no comércio com a Argentina em 2011, o Brasil exportou para lá US$ 7,5 bilhões neste ano, com saldo positivo de US$ 1,2 bilhão. Essa queda, segundo a secretária, é resultado também do impacto da crise econômica. “Há uma crise internacional em curso que vem afetando as exportações de todos os parceiros comerciais. Como temos um comércio muito intenso, somos afetados. Mas não somos os únicos”, apontou.
Tatiana Lacerda Prazeres ponderou, no entanto, que o governo brasileiro permanece empenhado em remover os obstáculos ao comércio e citou números que mostram a relevância da Argentina como parceiro comercial do Brasil. Além de terceiro maior destino das exportações brasileiras, o país vizinho é a terceira maior origem das importações brasileiras e, com ele, o Brasil tem seu quarto maior saldo comercial. A Argentina é também o maior destino de produtos manufaturados do Brasil – 90% do que o país exporta para lá. “Trata-se da primeira incursão dos brasileiros no comércio exterior”, salientou.
MDIC – 18.06.2012
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