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Em greve, fiscais da Receita seguram cargas como forma
de protesto
ESTELITA
HASS CARAZZAI
DE
CURITIBA
KÁTIA
BRASIL
DE
MANAUS
A
operação-padrão dos auditores fiscais da Receita Federal, que entrou nesta
quinta-feira no quarto dia, continua causando transtornos à movimentação de
cargas em portos e alfândegas pelo país.
A
categoria reivindica reajuste de 30,18%. O governo, segundo o Sindifisco, não
fez nenhuma proposta até agora. O governo pode deixar de arrecadar R$ 150
milhões por dia, estima o sindicato. A Receita não confirma.
Para
José Augusto de Castro, diretor da AEB (Associação de Comércio Exterior do
Brasil), a greve ainda aumenta custos para o exportador, que pagará mais para
guardar produtos no porto. Também há o risco de parar linhas de produção e a
possibilidade de perder o cliente que espera a mercadoria.
Os
auditores fiscais estão passando pente-fino em todas as cargas dos canais
amarelo e vermelho de exportação e importação --produtos que necessariamente
passam por checagem de documentação, mas nem sempre pela conferência física da
carga.
As
empresas já preparam ações judiciais contra o governo para pedir a liberação
das cargas retidas, de acordo com o Cieam (Centro da Indústria do Estado do
Amazonas).
"Essa
é uma medida preventiva para quem não pode ficar sem os insumos", afirmou
o advogado Felippe Breda, do escritório Emerenciano, Baggio e Associados.
Em
Foz do Iguaçu (PR), onde está o segundo maior porto seco do país, a fila de
caminhões que aguardam o despacho ultrapassa a capacidade do local. Até a tarde
desta quinta-feira, havia 845 caminhões no pátio, que tem capacidade para cerca
de 750.
Em
Paranaguá (PR), a greve ainda não afetou significativamente a movimentação de
mercadorias por causa das chuvas, que têm impedido o embarque e o desembarque.
Colaborou
PRISCILLA OLIVEIRA, de Brasília
Folha de São Paulo – 22.06.2012
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