NOTÍCIAS
Quarta semana de abril tem superávit de US$ 93 milhões
Na quarta semana de abril, entre os dias 19 e 25 (quatro dias úteis), a balança comercial brasileira registrou superávit de US$ 93 milhões (média diária de US$ 23,3 milhões). Esse valor foi resultante de exportações de US$ 3,022 bilhões (média diária de US$ 755,5 milhões) e importações de US$ 2,929 bilhões (média diária de US$ 732,3 milhões). No período, foi registrada corrente de comércio (soma das exportações com as importações) de US$ 5,951 bilhões, com média diária de US$ 1,487 bilhão.
Mês
No mês, até o dia 25, as exportações brasileiras totalizaram US$ 11,025 bilhões, com média diária de US$ 735 milhões, valor 19,3% maior que o desempenho médio diário apresentado em todo mês de abril do ano passado (US$ 616,1 milhões) e 7,5% superior à média diária registrada em março de 2010 (US$ 683,8 milhões).
Nas quatro semanas de abril, as importações acumularam US$ 10,250 bilhões – média diária de US$ 683,3 milhões. Na comparação com o resultado médio diário observado em abril do ano passado (US$ 431,5 milhões), verificou-se um incremento de 58,4%. Em relação à média diária registrada em março último (US$ 654,7 milhões), as importações cresceram 4,4%.
O superávit acumulado até o dia 25 foi de US$ 775 milhões, com média diária de US$ 51,7 milhões, valor 72% menor que a média diária registrada em abril de 2009 (US$ 184,7 milhões). Entretanto, em relação à média diária do superávit comercial em março deste ano (US$ 29 milhões), houve um aumento de 77,9%.
Ano
Nos 76 dias úteis acumulados no ano, até a quarta semana de abril, as exportações brasileiras chegaram a US$ 50,254 bilhões, com média diária de US$ 661,2 milhões, cifra 25,2% maior que a registrada no mesmo período do ano passado (US$ 528,2 milhões).
No ano, as importações somaram US$ 48,587 bilhões, com desempenho médio diário de US$ 639,3 milhões – acréscimo de 40,1% sobre a média diária no mesmo período de 2009 (US$ 456,3 milhões).
O saldo comercial no ano totalizou US$ 1,667 bilhão, com média diária de US$ 21,9 milhões, valor 69,5% menor que o registrado no mesmo período de 2009 (US$ 71,9 milhões).
Às 15 h, o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC) divulgará no site http://www.mdic.gov.br/ o detalhamento das informações sobre as exportações e importações brasileiras na quarta semana de abril de 2010.
MDIC – 26.04.2010
Saldo da balança comercial brasileira no ano recua 70% ante 2009
da Reportagem Local
A balança comercial brasileira registra superavit de US$ 1,667 bilhão neste ano, até o dia 25 deste mês, com média diária (US$ 21,9 milhões) 69,5% menor do que a contabilizada no mesmo período de 2009, segundo os números divulgados nesta segunda-feira pelo MDIC (Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior).
O resultado é decorrente de exportações de US$ 50,254 bilhões e importações de US$ 48,587 bilhões nesse intervalo. A média diária de exportações (US$ 661,2 milhões) é 25,2% maior do que a registrada no mesmo período do ano passado. Já as importações (US$ 639,3 milhões) apresentam alta de 40,1%.
Considerando apenas abril, até o dia 25, o saldo acumulado totaliza US$ 775 milhões, com uma média diária (US$ 51,7 milhões) 72% inferior à registrada em igual mês de 2009. Já na quarta semana do mês, que teve quatro dias úteis, a balança comercial brasileira registrou superavit de US$ 93 milhões, com média diária de US$ 23,3 milhões.
Folha de São Paulo – 26.04.2010
Meirelles defende política de expansão das reservas estrangeiras
Não há um limite a partir do qual a instituição interromperia tal política, afirma presidente do BC
Cynthia Decloedt, da Agência Estado
NOVA YORK - O Brasil, por enquanto, continuará elevando suas reservas em moeda estrangeira, disse o presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, durante conferência realizada em Nova York organizada pela Câmara Americana de Comércio. Meirelles disse que as reservas estrangeiras atuais, próximas de US$ 250 bilhões, são "confortáveis" para proteger o país contra uma outra eventual crise financeira. Ele acrescentou que a atual política do banco central continua sendo de expansão das reservas e que não há um limite a partir do qual a instituição consideraria interromper tal política.
Meirelles disse ainda que não espera desaceleração dos investimentos estrangeiros no país em consequência de taxas de juro mais altas. Ele também comentou sobre o crescente volume de investimento no país para o desenvolvimento de maquinários, de tecnologia e de recursos humanos. "Isso está gerando um boom industrial em algumas áreas do Brasil", disse Meirelles. As informações são da Dow Jones.
Agência Estado – 26.04.2010
Líderes mundiais de finanças estimulam a China a valorizar o Yuan
Receio é que subvalorização da moeda possa distorcer o comércio mundial e os fluxos financeiros
Danielle Chaves, da Agência Estado
WASHINGTON - As preocupações com a política cambial da China ficaram ausentes dos comunicados públicos que os líderes mundiais divulgaram depois das reuniões realizadas no fim de semana em Washington, EUA. No entanto, autoridades de vários países usaram o fórum para incitar a China a valorizar sua moeda, o yuan - um movimento que analistas veem como cada vez mais provável antes do fim deste trimestre.
Ao expressar o receio de que um yuan subvalorizado possa criar distorções no comércio mundial e nos fluxos financeiros, autoridades optaram por uma linguagem diplomaticamente educada. Alguns observadores da China dizem que essas sutis expressões de preocupação provavelmente serão mais produtivas do que as duras palavras relacionadas a sanções contra Pequim, como as do senador democrata dos EUA Charles Schumer.
Autoridades chinesas têm falado repetidamente que não vão se curvar à pressão estrangeira para valorizar o yuan. Na sexta-feira, o secretário do Tesouro dos EUA, Timothy Geithner, parecia ter isso em mente quando, após uma reunião ministerial, afirmou que a reforma cambial é "uma escolha da China" e que ele acredita que "isso será decidido segundo os interesses deles".
Posteriormente, em uma apresentação ao conselho supervisor do Fundo Monetário Internacional (FMI), Geithner pediu que as maiores economias em desenvolvimento "voltem a taxas de câmbio orientadas pelo mercado, onde for apropriado", mas não citou a China.
Olli Rehn, comissário da União Europeia para relações econômicas e monetárias, foi um pouco mais objetivo. Diante do mesmo comitê, Rehn disse que "as autoridades chinesas estão encorajadas a implementar em breve um regime de taxa de câmbio mais flexível", um movimento que "contribuiria para a estabilidade ao reduzir os desequilíbrios em conta corrente".
Acredita-se que autoridades do Banco do Povo da China (PBOC, o banco central do país) sejam favoráveis a deixar o yuan subir diante do dólar porque isso complementaria outras medidas de aperto monetário que pretendem aliviar as pressões inflacionárias e limitar as bolhas no forte mercado imobiliário do país. No entanto, analistas observam que esse movimento enfrenta desafios políticos internos e técnicos. As informações são da Dow Jones.
Agência Estado – 26.04.2010
Senado dos EUA pode iniciar hoje debate de reforma financeira
da Efe, em Washington
O Senado dos Estados Unidos pode aprovar nesta segunda-feira o começo do debate sobre uma reforma profunda do sistema bancário depois da pior crise financeira em sete décadas.
O senador democrata Christopher Dodd, de Connecticut e que preside o Comitê de Bancos do Senado, e seu colega Richard Shelby, do Alabama, o republicano de mais alta categoria no comitê, disseram que há acordos básicos sobre a reforma da regulação bancária.
Mas Dodd, da mesma forma que o chefe da maioria democrata no Senado, Harry Reid, de Nevada, acredita que o debate deve ser iniciado já e deveria ser aprovada uma legislação em breve, enquanto que Shelby e vários republicanos acham que o projeto não está pronto ainda.
Já o chefe da minoria republicana, o senador Mitch McConnell, de Kentucky, disse que "ainda não há um compromisso bipartidário, mas o teremos em breve".
Os republicanos não têm no Senado votos suficientes para impedir que o debate comece.
A Câmara de Representantes já aprovou sua versão de uma reforma no sistema de regulamentação de bancos e empresas financeiras.
O governo do presidente Barack Obama propôs a criação de uma reserva de fundos para socorrer os bancos que se aproximem da insolvência, mas também promove estipulações mais estritas que impeçam a consolidação de bancos em entidades de tal magnitude que seus problemas ameacem todo o sistema financeiro.
Além disso, o governo e os democratas propõem regulamentações que limitem as especulações com instrumentos financeiros de alto risco, e o impacto da derrubada desses mercados sobre a totalidade do sistema bancário.
Folha de São Paulo – 26.04.2010
Presidente da UE diz acreditar na recuperação da Grécia
da France Presse, em Tóquio
O presidente da União Europeia, Herman van Rompuy, afirmou nesta segunda-feira estar convencido de que a Europa e a Grécia conseguirão superar a crise atual e que a estabilidade da zona do euro será preservada.
"Minha impressão é que, apesar do fato de que nossos problemas estão longe de ter terminado, estou convencido que manteremos a estabilidade da zona do euro", disse em um discurso na Universidade de Kobe, oeste do Japão.
Na sexta-feira, a Grécia pediu aos países da UE e ao FMI (Fundo Monetário Internacional) uma ajuda de emergência de 45 bilhões de euros (US$ 60 bilhões) para sair de uma grave crise orçamentária que pesa sobre o valor do euro.
Apesar disso, alguns países europeus --em especial a Alemanha-- emitiram vários sinais desde então de que não liberarão o dinheiro sem que a Grécia implemente mais medidas para reduzir seu deficit.
"Temos que enfrentar uma situação que não foi prevista quando as regras da união monetária foram definidas. Mas etapa por etapa, a União e a Grécia vão superar a situação", completou o presidente do bloco.
Folha de São Paulo – 26.04.2010
A herança da crise
Vem aí a segunda parte da maior crise financeira e econômica das últimas décadas. Chegou a hora de cuidar dos estragos causados pela Grande Recessão este é o nome usado nos documentos do Fundo Monetário Internacional (FMI) para designar a retração iniciada em 2008. As perdas fiscais ocorreram principalmente nas economias mais avançadas, mas o custo do conserto provavelmente vai ser dividido com os demais países. Os efeitos mais dolorosos ficaram para as economias pobres e em desenvolvimento. Cerca de 53 milhões de pessoas 20 milhões só na África perderão a chance de escapar da pobreza até 2015, segundo estimativas do Banco Mundial. Sem a crise, poderiam juntar-se a muitos outros milhões beneficiados pelas políticas de crescimento econômico e desenvolvimento social.
A recuperação ainda é lenta no mundo rico e a arrumação fiscal provavelmente começará, para valer, em 2011, quando a atividade estiver mais firme. A consolidação das contas públicas das economias mais avançadas será um dos principais desafios políticos dos próximos anos e os governos terão de enfrentá-lo o mais cedo possível. Esta foi uma das principais mensagens dos economistas e dirigentes do Fundo na reunião de primavera realizada na semana passada em Washington.
As perdas fiscais foram causadas quase totalmente pela recessão. Os pacotes de ajuda aos bancos e de estímulo ao consumo envolveram centenas de bilhões de dólares, mas contribuíram muito menos para a deterioração das finanças governamentais. Em 2014, a dívida pública dos países mais desenvolvidos, basicamente os membros do G-7, corresponderá a 115%, em média, do PIB dessas economias. Desde antes da crise houve um aumento equivalente a 35 pontos porcentuais nessa relação.
Só um décimo desse aumento foi causado pelos estímulos, segundo o FMI, mas, sem eles, argumentou o seu diretor-gerente, Dominique Strauss-Kahn, a recessão teria sido mais profunda; a receita de impostos, menor; e os danos fiscais, mais graves.
A recessão reduziu a receita de impostos e tornou necessário grande volume de gastos adicionais. Mas o orçamento de alguns países já estava em mau estado em 2007, antes da crise.
O presidente George W. Bush, que encontrou as contas públicas em situação bastante razoável ao iniciar seu primeiro mandato, passou oito anos devastando-as. Os apuros financeiros do governo grego também foram causados, em grande parte, por desmandos cometidos antes da crise. Uma análise mais detida mostraria falhas de administração fiscal em alguns outros países da Europa Ocidental e também de antigos membros do bloco socialista. Com a crise, problemas acumulados durante anos se tornaram indisfarçáveis.
Nas economias pobres e em desenvolvimento, a crise prejudicou o avanço na direção das Metas do Milênio, definidas em 2000 pela Organização das Nações Unidas. A meta de reduzir a proporção de pobres, de 42% em 1990 para 21% em 2015, provavelmente será ultrapassada, em termos globais, mas não será alcançada pelos países mais carentes de recursos e mais instáveis politicamente.
Em 2015, a proporção das pessoas com renda inferior a US$ 1,25 por dia terá sido provavelmente reduzida para 15% no mundo todo resultado bem superior à meta. Mas ainda será, de acordo com a projeção do Banco Mundial, de 38% na África ao Sul do Saara e de 23,6% na Índia, mas a meta de redução pela metade terá sido cumprida com pequena folga, porque a proporção era de 51,3% em 1990. Na América Latina e no Caribe, a parcela dos muito pobres terá passado, nesse caso, de 11,2% para 5%. Mas outras metas, como a redução da mortalidade infantil e mortalidade materna e acesso ao saneamento, provavelmente não serão atingidas em termos globais. O pior desempenho será o das economias mais dependentes de ajuda externa e, em muitos casos, mais frágeis em termos institucionais.
A América Latina passou bem pelos maiores desafios dos últimos dois anos e a experiência do Brasil, nesse episódio, é uma história de sucesso. Mas a arrumação da economia global será trabalhosa, as condições do comércio serão diferentes e nem sempre favoráveis e o custo do ajuste fiscal do mundo rico poderá traduzir-se em juros mais altos e maior disputa de recursos no mercado financeiro.
OESP – 26.04.2010
A desindustrialização gradual no Brasil
Paulo Godoy - O Estado de S.Paulo
O Brasil foi o país da América Latina que mais aprofundou e diversificou a estrutura produtiva manufatureira no século 20.
Esse fenômeno ganhou impulso a partir dos anos 50, sob a lógica da substituição de importações, economia fechada, proteção contra a concorrência externa e grande participação de grupos estrangeiros.
A indústria criou capacidade de produzir desde bens não-duráveis até bens de capital sob encomenda, mas, a partir dos anos 80, esse modelo passou a ser questionado, pois o protecionismo resultou em uma estrutura viciada em subsídios e pouco competitiva no mercado internacional.
A partir dos anos 90, a indústria nacional foi exposta à concorrência externa durante o processo de abertura da economia. O impacto não foi pequeno. Vários setores e empresas que não conseguiram se modernizar fecharam as portas. Outros, no entanto, reagiram e novos investimentos ocorreram. O Plano Real voltou a trazer alguma dificuldade competitiva por causa da apreciação da moeda brasileira até 1998, mas a indústria, depois de alguns anos, voltou a atuar com força.
Nos últimos dez anos, no entanto, um novo desafio surgiu para a indústria nacional. A partir de uma abundância da liquidez internacional, países como o Brasil, com elevada taxa interna de juros, passaram a atrair esses capitais à procura de melhor remuneração.
Isso, aliado aos bons resultados da conta do comércio exterior brasileiro após 2003/2004, resultou em uma entrada maciça de recursos externos. O mercado de câmbio brasileiro voltou a ser pressionado, consumindo grande parte dos ganhos de competitividade comparativa que a indústria nacional promoveu nos últimos anos.
Melhorar a competitividade da indústria brasileira significa promover algumas reformas estruturantes, pois, em muitas empresas, não há mais muito espaço para ganhos de competitividade "da porta para dentro", mas somente "da porta para fora".
É mandatório reduzir e redirecionar a carga tributária. A legislação que regula as relações de trabalho requer flexibilidade, de forma que companhias com características, porte e mercados regionais distintos possam encontrar em comum acordo com os empregados as regras, a remuneração e os benefícios mais condizentes com a realidade de cada um.
O custo de capital e as péssimas condições de logística no Brasil são outros dois ingredientes que minam a competitividade do produto brasileiro, exigindo mais investimento em infraestrutura.
Mas, mesmo que equalizados os custos tributários, trabalhistas, financeiros e de logística, é preciso corrigir desequilíbrios com um dos principais parceiros comerciais do Brasil: a China.
Em certo sentido, a China replica o modelo asiático de desenvolvimento e industrialização que foi utilizado anteriormente pelo Japão e pelos tigres asiáticos.
Em outras palavras, ela mantém a moeda depreciada em um ambiente de elevada taxa de investimento produtivo no mercado interno, utilizando-se da demanda externa como um vetor importante para o crescimento.
A estrutura produtiva industrial global está sendo novamente moldada e o Brasil, com certeza, não ficará imune a isso.
Essa inserção chinesa no plano global tem provocado mudanças significativas na estrutura produtiva dos países, com o deslocamento de plantas e o fechamento de atividades produtivas. Mesmo que não cessem atividade, muitas empresas desativam etapas fabris de forma gradual, representando uma lenta e penosa perda de densidade da indústria. No limite, algumas que possuíam uma atividade significativa, viraram praticamente firmas de montagem ou distribuidoras de produtos importados meramente colocando marca própria no produto. Por trás ainda há o fato de o Brasil contar com enormes estoques em produtos naturais que, quando exportados, causam nova pressão sobre o câmbio, considerando a tendência de elevação dos preços de commodities. A diplomacia brasileira terá de ser extremamente ativa e realista.
A situação é desigual, pois, à medida que o Brasil pratica o câmbio livre, a China se dá ao luxo de praticar um câmbio controlado diante da enorme poupança interna acumulada. Enquanto nenhuma correção é feita, o Brasil já pode ter ingressado, mesmo sem o saber, em um processo lento e gradativo de desindustrialização silencioso, à medida que as indústrias vão penosamente se moldando à nova realidade em que não é possível competir em face do novo cenário global.
Quando esse processo se tornar ruidoso, talvez seja tarde demais.
É PRESIDENTE DA ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE INFRAESTRUTURA E INDÚSTRIAS DE BASE (ABDIB)
OESP – 26.04.2010
Lula abre cúpula que reúne Brasil e Comunidade do Caribe
Luiz Antônio Alves
Repórter da Agência Brasil
Brasília - Pela primeira vez, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva receberá agora de manhã dez chefes de Estado e de Governo que compõem a Comunidade do Caribe (Caricom). Ao longo de todo o dia, a Cúpula Brasil-Caricom tratará de temas ligados aos relacionamentos bilaterais e regionais, principalmente a cooperação em áreas como a saúde, a agricultura, a educação, a formação profissional, o turismo e o meio ambiente.
No fim do dia, deverá ser anunciada a criação de mecanismo para consultas políticas regulares entre o Brasil e os países-membros da Caricom. Está prevista ainda a criação de projetos de cooperação entre o Brasil e a Caricom em favor do Haiti.
Criada em 1973, a comunidade é integrada por Antígua e Barbuda, pelas Bahamas, por Barbados, Belize, Dominica, Granada, pela Guiana, pelo Haiti, pela Jamaica, por Santa Lúcia, São Cristóvão e Névis, São Vicente e Granadinas, pelo Suriname e por Trinidad e Tobago. O Brasil é membro observador desde 2006.
Participarão da cúpula, também na condição de observadores, diretores da Organização dos Estados do Caribe Oriental (Oeco), do Instituto Caribenho de Pesquisa e Desenvolvimento Agrícola (Cardi), da Associação Caribenha de Controle de Desastres (Cdema) e do Instituto Caribenho de Saúde Ambiental (Cehi).
O intercâmbio comercial entre o Brasil e os países da Caricom passou de US$ 657 milhões em 2002 para cerca de US$ 5,2 bilhões, em 2008. Desse total, mais de US$ 4,4 bilhões corresponderam a exportações brasileiras. De janeiro a março de 2010, as trocas entre o Brasil e a comunidade somaram mais de US$ 1 bilhão.
Edição: Graça Adjuto
Agência Brasil – 26.04.2010
Certificação digital será exigida para 1,8 milhão de empresas no envio de demonstrativos à Receita
Daniel Lima
Repórter da Agência Brasil
Brasília – A Receita Federal estipulou que o envio das declarações e demonstrativos das empresas que tenham assinatura digital seja feito com certificação digital, a partir de junho. A mudança faz parte da estratégia de consolidar meios seguros de encaminhamento de documentos por parte dos contribuintes a partir deste ano. Embora a certificação digital seja usada há bastante tempo nas operações com a Receita, a ferramenta era obrigatória apenas para as empresas que optavam por declarar pelo lucro real.
Agora, exceto as empresas optantes pelo sistema simplificado de impostos (Simples), que atende micro e pequenas empresas, todas terão que usar a certificação, totalizando 1,8 milhão em todo o país. Ou seja, todas com faturamento acima de R$ 2,4 milhões por ano, segundo o coordenador-geral de Arrecadação e Cobrança da Receita Federal, Marcelo de Albuquerque Lins.
Ele lembra que a certificação digital é importante porque, mais do que uma necessidade da Receita, dá segurança ao contribuinte, pois garante a origem da informação através de criptografia - códigos mais difíceis de serem decifrados na rede. “Com a certificação digital, o contribuinte tem assegurado que está remetendo aquela informação para a Receita Federal. Por outro lado, a Receita vai ter a segurança de que, de fato, foi ele quem enviou a informação”, explicou o coordenador.
Além disso, vários serviços da Receita disponibilizados no Centro Virtual de Atendimento da Receita Federal (e-CAC) exigem a ferramenta. Lins destacou que a certificação digital, em síntese, pode evitar que o contribuinte tenha uma série de transtornos, pois ele passa a ter uma senha com todas as garantias de segurança, com um código que não permite ser violado com facilidade. “Ao longo do tempo, aconteceu de outras pessoas transmitindo declarações e zerando crédito ou gerando obrigações indevidas para o contribuinte”.
O custo aproximado para uma empresa ter a ferramenta será de R$ 150, valor considerado pequeno em relação às operações das empresas. Para Lins, qualquer análise na relação entre o custo e o benefício para as empresas mostrará ser bastante favorável à utilização da certificação digital.
Para as empresas que não quiserem fazer a certificação, a Receita criou uma opção mais barata. Com a declaração eletrônica, qualquer empresário poderá autorizar a utilização da ferramenta pelo contador da empresa, que fará a transmissão dos documentos. “Isso permitirá ao contribuinte que não quer ter esse gasto ter outra opção”, disse.
Existem três níveis de segurança para o contribuinte ter acesso aos dados disponíveis no e-CAC: com certificação digital, com código de acesso e com o acesso público, que não depende de nada.
As informações mais complexas e o maior número de serviços estão concentrados na certificação digital, que permite, entre outras coisas, a retificação do Documento de Arrecadação de Receitas Federais (Darf). “Qualquer coisa que identifique o contribuinte tem mais complexidade e é levado para código de acesso ou certificação digital”, disse.
A relação das certificadoras está disponível na página da Receita Federal na internet.
Edição: Lana Cristina
Agência Brasil – 26.04.2010
Nenhum comentário:
Postar um comentário