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Mantega diz
que mudança no ICMS vai melhorar a competitividade do país
Luciene Cruz e Wellton Máximo
Repórter da Agência Brasil
Brasília – A unificação das alíquotas do Imposto sobre Circulação
de Mercadorias e Serviços (ICMS) para acabar com a guerra fiscal será gradual e
levará oito anos, anunciou há pouco o ministro da Fazenda, Guido Mantega. Ele
comentou a reunião que teve hoje (7) com governadores para discutir o tema e
disse que a reformulação do imposto é essencial para reduzir custos e melhorar
a competitividade do país em meio à crise internacional.
O ICMS interestadual é cobrado quando uma mercadoria é
transportada de um estado para outro. Atualmente, a alíquota é 7% para os
estados mais ricos e 12% para os estados menos desenvolvidos. A proposta apresentada hoje (7) pelo ministro prevê a redução do impostoem um ponto percentual a cada ano, a partir de 2014, até que a
alíquota chegue a 4% em todos os estados. No caso dos estados mais ricos, a
redução ocorreria em quatro anos.
Na avaliação do ministro, a reformulação do sistema tributário é
necessária para que o país reduza custos e mantenha a competitividade em meio à
crise internacional. “Em um momento em que a crise internacional continua e há
redução de custos no mundo todo, o Brasil não pode ficar à parte. Temos de
reduzir custos tributários, financeiros e logísticos”, ressaltou.
Com o ICMS unificado em uma alíquota menor, os estados não teriam
espaço para conceder incentivos para empresas que desejam investir em
determinada região. Na avaliação do ministro, o fim da guerra fiscal é
importante para trazer segurança jurídica para os investimentos no país, ao
reduzir a onda de questionamentos judiciais aos incentivos fiscais no Supremo
Tribunal Federal (STF).
“Nesta altura, a guerra fiscal se generalizou e traz mais
desvantagens que vantagens. Além da insegurança jurídica [por causa das ações
no STF], existem produtores que não recebem o crédito do ICMS [aquilo que os
estados que concederam os incentivos devem às empresas]”, declarou o ministro.
“Se não resolvermos o problema do ICMS, o Judiciário pode fazê-lo, e isso será
da pior maneira possível”, alertou.
Segundo Mantega, o governo espera que o Congresso aprove a
proposta ainda este ano. A mudança envolve apenas a votação de uma resolução no
Senado, onde pode ter tramitação mais rápida. “A ideia é que essa reforma entre
em vigor junto com outras medidas em discussão, como a redução da tarifa de
energia elétrica, prevista para vigorar em fevereiro”, explicou.
Na avaliação do ministro, a unificação provocará perdas para
alguns estados, mas serão pontuais e serão revertidas, à medida que os
investimentos das empresas aumentem em todo o país, ao longo dos anos. Os
incentivos fiscais já concedidos, segundo Mantega, serão mantidos, mas o Conselho
de Política Fazendária (Confaz), que reúne os secretários de Fazenda dos
estados e do Distrito Federal, aprovará a convalidação desses benefícios.
Em relação ao fundo que compensará eventuais perdas de arrecadação
dos estados, o ministro disse que os repasses serão automáticos e definidos em
lei. Dessa forma, os governadores não precisarão negociar todos os anos com o
governo federal a reposição das perdas, como ocorre desde o fim dos anos 1990
com a Lei Kandir.
Sobre o fundo de desenvolvimento regional, que terá R$ 12 bilhões
ao ano a partir de 2017, ele disse que o objetivo é mudar o atrativo que os
estados oferecem aos empresários. “Em vez de usar o ICMS para fazer incentivos,
os estados poderão oferecer infraestrutura, que reduz o custo das empresas”,
declarou.
Mantega disse ainda que a reivindicação dos governadores para
reduzir a parcela da dívida que os estados pagam todos os meses à União pode
ser acatada, desde que o governo encontre alguma maneira de não alterar a Lei
de Responsabilidade Fiscal. “Se encontrarmos um caminho que não implique
mudança na Lei de Responsabilidade Fiscal, podemos trilhar esse caminho. Caso
contrário, poderá comprometer a solidez fiscal”, destacou.
Edição: Davi Oliveira
Agência
Brasil – 07.11.2012
Setor de importação de
máquinas prevê retomada no próximo ano
Após um ano de fraco desempenho, o setor de
importação de máquinas e equipamentos começa a ver sinais de recuperação e
acredita em uma retomada em 2013.
Folha de São Paulo – 08.11.2012
A íntegra desta reportagem
encontra-se no site do Jornal Folha de São Paulo.
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