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Impactos da greve serão sentidos pelo menos até
meados de outubro
Por Lucas
Marchesini | Valor
BRASÍLIA - Apesar da greve ter se
encerrado no início da semana, seus efeitos deverão ser sentidos até meados de
outubro. Em alguns casos, os danos da paralisação foram irreversíveis, como na
Controladoria-Geral da União (CGU).
Diversas paralisações temporárias no órgão levaram à não fiscalização
de 36 municípios de um total, de 60 sorteados nos primeiro semestre para um
acompanhamento das contas públicas. “Se havia irregularidades nesses 36, os
corruptos certamente ficaram muito felizes com a greve”, disse o ministro da
CGU, Jorge Hage.
Já no Ministério da Agricultura, a estimativa é que as atividades dos
fiscais federais agropecuários serão normalizadas em duas semanas. Em nota, o
ministro Mendes Ribeiro considera que “em função da decisão da Justiça que
estabeleceu percentuais mínimos de fiscais agropecuários federais em postos
estratégicos, como portos e aeroportos, o impacto direto foi pouco
significativo”.
Na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), o prazo também é
de duas semanas para que o acúmulo de processos em portos aeroportos e
fronteiras termine.
Já nos outros postos, a demora deve ser de 20 a 30 dias, chegando a 40
dias nos processos administrativos internos da Anvisa, segundo estimativa do
diretor-presidente da Anvisa, Dirceu Barbano.
No caso do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o
efeito negativo da greve foi percebido na divulgação incompleta dos dados da
Pesquisa Mensal de Emprego (PME). Nas PMEs divulgadas em julho e agosto, os
dados do Rio de Janeiro (RJ) ficaram de fora. A última divulgação também faltou
a sistematização dos dados referentes à Salvador (BA). As informações chegaram
a ser coletadas, mas não foram analisadas, o que deve acontecer em breve.
A greve dos servidores do IBGE, que atingiu 30% do quadro, segundo a
assessoria do órgão, também atrasou a coleta dos dados das pesquisas anuais,
mas não haverá atraso na divulgação das informações, já que nos próximos três
meses a situação deve se normalizar.
A assessoria da Receita Federal informou que a direção do órgão não
comenta efeitos da greve parcial dos auditores em portos, aeroportos e postos
de fronteira.
(Lucas Marchesini | Valor)
Valor Econômico – 05.09.2012
Auditores da Receita retomam operação padrão em Foz do Iguaçu
Operação começou por volta
das 8h desta quarta (5) no porto seco. Categoria reivindica reajuste salarial e reestruturação do plano de carreira.
Adriana Justi
Do G1 PR
Auditores da Receita
Federal de Foz do Iguaçu, no oeste do Paraná, retomaram a operação padrão no
porto seco por volta das 8h desta quarta-feira (5). A operação é uma forma de
protestar pela valorização da categoria, segundo o representante do Sindicato
Nacional dos Auditores-Fiscais da Receita Federal do Brasil (Sindifisco)
Alfonso Burgue.
Entre as reivindicações estão reajuste salarial, reestruturação do
plano de carreira, contratação de mais servidores e adicional de fronteira. A
ação ocorre em outros estados brasileiros, segundo Burgue.
"A decisão ocorreu durante uma assembleia realizada na noite de
terça-feira (4) e foi aprovada por 75% dos servidores. Nós vamos fazer um pente
fino e fiscalizar todas as cargas que passarem por aqui. Isso pode atrasar o
despacho aduaneiro. Infelizmente não temos data e nem horário para
terminar", explicou Alfonso ao G1.
O terminal é considerado o segundo maior porto seco do país. Até as
8h30 não havia acúmulo de caminhões retidos.
Ainda segundo Burgue, em dias normais, a Receita costuma liberar cerca
de 600 caminhões por dia. Com a operação, o número cai para 25.
Recentemente
Em uma das operações realizadas no início de agosto, caminhões com cargas que precisam atravessar a fronteira com o Paraguai chagaram a ficar até três semanas à espera de liberação na Aduana. Normalmente, o procedimento dura, no máximo 24 horas.
G1 PR – 05.09.2012
Camex eleva em até 25% Imposto de Importação de produtos vindos de países fora do Mercosul
Stênio Ribeiro
Repórter da Agência Brasil
Brasília – Reunido hoje (4) pela primeira vez neste ano, o conselho de ministros da Câmara de Comércio Exterior (Camex) elevou para até 25% o Imposto de Importação de uma centena de produtos importados de países de fora do Mercosul, disse o ministro da Fazenda, Guido Mantega.
Segundo ele, o objetivo da medida é “estimular a produção nacional”, uma vez que a indústria brasileira sofre pesada concorrência de fora.
O ministro disse que o aumento da alíquota, nos termos admitidos pela Organização Mundial do Comércio (OMC), abrange produtos siderúrgicos, petroquímicos, borracha, pneus e alguns medicamentos. Ele enfatizou, porém, que os preços dos produtos serão constantemente monitorados para evitar majorações de preços no mercado interno, “caso contrário, derrubaremos a alíquota imediatamente”.
Mantega classificou o aumento da alíquota como mais uma medida para proteger a indústria nacional, já beneficiada com medidas na área cambial, com a redução de custos financeiros e tributários, além de menores juros para facilitar investimentos.
Para o ministro, as medidas de proteção são necessárias porque “está faltando mercado no mundo e os poucos mercados que crescem vêm atrás do Brasil, e a nossa indústria está sendo prejudicada com isso”.
O ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Fernando Pimentel, disse que a lista de produtos com Imposto de Importação maior será encaminhada imediatamente aos parceiros do Mercosul, que têm prazo de 15 dias para aprová-la ou apresentar objeções, se for o caso. Cumprida a exigência formal, Pimentel acredita que a lista deve entrar em vigor na última semana de setembro. A medida terá validade de 12 meses, prorrogável por igual período.
Edição: Lana Cristina
Agência Brasil – 04.09.2012
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