segunda-feira, 10 de setembro de 2012


NOTÍCIAS
 
Sindicato informa sociedade e RFB sobre paralisação
 
Ana Flávia Câmara
 
O Sindifisco Nacional comunicou à sociedade, através de publicação no Correio Braziliense, e à RFB (Receita Federal do Brasil), por meio de carta ao secretário, Auditor-Fiscal Carlos Alberto Barreto, a nova paralisação que os Auditores-Fiscais farão na terça e quarta (11 e 12/9) dentro das atividades da Campanha Salarial.
 
A paralisação de 48 horas será fora da repartição e sem assinatura de ponto na zona secundária e operação-padrão/paralisação na zona primária, conforme aprovado em Assembleia Nacional Extraordinária realizada no dia 4 de setembro.
 
Já na carta à RFB, o Sindicato pede ao secretário Barreto que seja dada publicidade à paralisação de 48 horas às Unidades Centrais e Descentralizadas.
 
Sindifisco – 10.09.2012
 
 
Exportações têm alta fraca e importações despencam na China
 
DA REUTERS, EM PEQUIM
 
As exportações da China cresceram num ritmo mais fraco que o esperado em agosto, enquanto as importações tiveram uma queda inesperada, de acordo com dados divulgados nesta segunda-feira.
 
No período, as exportações cresceram 2,7% na comparação com agosto de 2011, abaixo da previsão de 3% da pesquisa feita pela agência de notícias Reuters.
 
Os dados de importações foram ainda piores, mostrando uma queda de 2,6% na base anual em agosto, comparado com expectativas de aumento de 3,5%.
 
Tais dados são notícias ruins para um país onde as exportações geram 25% do Produto Interno Bruto (PIB), apoiam aproximadamente 200 milhões de empregos e onde analistas já esperam que a economia tenha seu ano de expansão mais fraco desde 1999.
 
O número irá solidificar expectativas do mercado para mais estímulos e afrouxamento monetário para apoiar o crescimento, à medida que a China caminha para uma mudança de liderança no final deste ano.
 
No início do mês, o presidente Hu Jintao havia alertado sobre os "desafios graves" apresentados pela economia global, destacando o desafio das autoridades chinesas com o enfraquecimento da demanda doméstica em meio a um cenário econômico global sombrio.
 
Alguns economistas temem que o cenário seja tão ruim que a China pode não atingir a meta oficial de crescimento de 7,5% em 2012 sem uma nova rodada imediata de estímulo econômicos.
 
Pequim promove desde o ano passado o afrouxamento monetário e fiscal e anunciou na semana passada projetos de infraestrutura no valor de US$ 150 bilhões para dar mais incentivo à economia.
 
Folha de São Paulo – 10.09.2012
 
 
Análise: O yuan não está preparado para ser uma moeda global
 
DO "FINANCIAL TIMES"
 
Com a China firme na posição de segunda maior economia do mundo, será questão de tempo que boa parte do comércio mundial comece a ser feito em yuans. Não?
 
Devagar com o andor. Há motivos para duvidar que o yuan já esteja preparado para unir-se ao dólar, ou até ao euro, como moeda global.
 
Arthur Kroeber, do instituto de pesquisas Dragonomics, é cético. Hoje, cerca de 6% das exportações chinesas e 13% das importações são faturadas em yuans.
 
Parece muito, mas em 1990 as cifras equivalentes para o marco alemão na Alemanha foram de 80% e 50%. No Japão, que tentava desencorajar a internacionalização do iene porque queria controlar sua conta de capital, as cifras eram de 38% e 15%.
 
Hoje o iene responde por só 3% das reservas globais. O euro compõe 28% das reservas, mas a Alemanha precisou entrar numa união monetária para chegar lá.
 
Como o Japão, o modelo de crescimento da China se baseia no crédito barato em casa e numa moeda subvalorizada. O Japão só ousou começar a desmontar os controles de capital no início dos anos 1980, quando tinha mais ou menos se equiparado aos padrões de vida ocidentais.
 
O Partido Comunista chinês é ainda mais dependente da capacidade de alocar crédito e proteger a indústria estatal e exportadores, geradores de empregos. Isso sugere que Pequim colocou o carro à frente dos bois.
 
Primeiro a China precisa aprofundar os mercados de capitais domésticos e liberar as taxas de juros, para que elas reajam a sinais do mercado e não a telefonemas de planejadores estatais.
 
Sem essa mudança, abrir a conta capital seria perigoso. E, sem isso, os avanços serão lentos.
 
Folha de São Paulo – 10.09.2012

Nenhum comentário:

Postar um comentário