NOTÍCIAS
Sindicato
informa sociedade e RFB sobre paralisação
Ana
Flávia Câmara
O Sindifisco Nacional comunicou à sociedade, através de publicação
no Correio Braziliense, e à RFB (Receita Federal do Brasil), por meio de carta ao
secretário, Auditor-Fiscal Carlos Alberto Barreto, a nova paralisação que os
Auditores-Fiscais farão na terça e quarta (11 e 12/9) dentro das atividades da
Campanha Salarial.
A paralisação de 48 horas será fora da repartição e sem assinatura
de ponto na zona secundária e operação-padrão/paralisação na zona primária,
conforme aprovado em Assembleia Nacional Extraordinária realizada no dia 4 de
setembro.
Já na carta à RFB, o Sindicato pede ao secretário Barreto que seja
dada publicidade à paralisação de 48 horas às Unidades Centrais e
Descentralizadas.
Sindifisco – 10.09.2012
Exportações têm alta
fraca e importações despencam na China
DA REUTERS, EM PEQUIM
As exportações da China cresceram num ritmo
mais fraco que o esperado em agosto, enquanto as importações tiveram uma queda
inesperada, de acordo com dados divulgados nesta segunda-feira.
No período, as exportações cresceram 2,7% na
comparação com agosto de 2011, abaixo da previsão de 3% da pesquisa feita pela
agência de notícias Reuters.
Os dados de importações foram ainda piores,
mostrando uma queda de 2,6% na base anual em agosto, comparado com expectativas
de aumento de 3,5%.
Tais dados são notícias ruins para um país
onde as exportações geram 25% do Produto Interno Bruto (PIB), apoiam
aproximadamente 200 milhões de empregos e onde analistas já esperam que a
economia tenha seu ano de expansão mais fraco desde 1999.
O número irá solidificar expectativas do
mercado para mais estímulos e afrouxamento monetário para apoiar o crescimento,
à medida que a China caminha para uma mudança de liderança no final deste ano.
No início do mês, o presidente Hu Jintao
havia alertado sobre os "desafios graves" apresentados pela economia
global, destacando o desafio das autoridades chinesas com o enfraquecimento da
demanda doméstica em meio a um cenário econômico global sombrio.
Alguns economistas temem que o cenário seja
tão ruim que a China pode não atingir a meta oficial de crescimento de 7,5% em
2012 sem uma nova rodada imediata de estímulo econômicos.
Pequim promove desde o ano passado o
afrouxamento monetário e fiscal e anunciou na semana passada projetos de
infraestrutura no valor de US$ 150 bilhões para dar mais incentivo à economia.
Folha
de São Paulo – 10.09.2012
Análise: O yuan não
está preparado para ser uma moeda global
DO "FINANCIAL TIMES"
Com a China firme na posição de segunda
maior economia do mundo, será questão de tempo que boa parte do comércio
mundial comece a ser feito em yuans. Não?
Devagar com o andor. Há motivos para duvidar
que o yuan já esteja preparado para unir-se ao dólar, ou até ao euro, como
moeda global.
Arthur Kroeber, do instituto de pesquisas
Dragonomics, é cético. Hoje, cerca de 6% das exportações chinesas e 13% das
importações são faturadas em yuans.
Parece muito, mas em 1990 as cifras
equivalentes para o marco alemão na Alemanha foram de 80% e 50%. No Japão, que
tentava desencorajar a internacionalização do iene porque queria controlar sua
conta de capital, as cifras eram de 38% e 15%.
Hoje o iene responde por só 3% das reservas
globais. O euro compõe 28% das reservas, mas a Alemanha precisou entrar numa
união monetária para chegar lá.
Como o Japão, o modelo de crescimento da
China se baseia no crédito barato em casa e numa moeda subvalorizada. O Japão
só ousou começar a desmontar os controles de capital no início dos anos 1980,
quando tinha mais ou menos se equiparado aos padrões de vida ocidentais.
O Partido Comunista chinês é ainda mais
dependente da capacidade de alocar crédito e proteger a indústria estatal e
exportadores, geradores de empregos. Isso sugere que Pequim colocou o carro à
frente dos bois.
Primeiro a China precisa aprofundar os
mercados de capitais domésticos e liberar as taxas de juros, para que elas
reajam a sinais do mercado e não a telefonemas de planejadores estatais.
Sem essa mudança, abrir a conta capital
seria perigoso. E, sem isso, os avanços serão lentos.
Folha
de São Paulo – 10.09.2012
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