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Sete dias para a
normalização
ANA
CAROLINA DINARDO/MARIANA MAINENTI
Apesar
de grande parte dos servidores públicos federais terem retomado suas
atividades, os efeitos negativos das greves — que duraram mais de dois meses —
ainda não foram totalmente sanados, sobretudo nos portos e nos aeroportos do
país. No Porto Seco Centro-Oeste, em Anápolis (GO), será preciso mais sete dias
para normalizar o trabalho. Nos últimos 10 dias, após determinação judicial de
retorno das operações, foram liberados U$ 95 milhões em mercadorias que estavam
paradas na cidade goiana.
O
diretor superintendente do Porto Seco, Edson Tavares, afirmou que os produtos
que chegam agora à zona secundária goiana não ultrapassam o prazo normal de
dois dias para serem liberadas. Segundo Tavares, 25 toneladas deixaram a zona
secundária de Anápolis na última semana, depois de uma força-tarefa dos
servidores. "Atualmente, conseguimos normalizar em 80% a situação caótica
vivenciada durante as paralisações", disse Tavares. Durante a greve, cerca
de 720 toneladas de medicamentos ficaram sem liberação. "Isso já caiu
bastante. Estamos com menos de 400 toneladas armazenadas. Nos próximos dias,
tudo estará normalizado", assegurou.
Cerca
80% das empresas associadas ao Sindicato da Indústria de Produtos Farmacêuticos
do Estado de São Paulo (Sindusfarma) conseguiram liminares que obrigavam os
servidores a voltarem para suas funções. A Justiça determinou que os produtos
considerados emergenciais pudessem ser realocados em armazéns das empresas
responsáveis, para então serem fiscalizados pelos técnicos da Agência Nacional
de Vigilância Sanitária (Anvisa) e pela Receita Federal.
O
enfrentamento entre fiscais e o governo ainda não acabou. Segundo o Sindicato
dos Auditores-Fiscais da Receita Federal (Sindifisco), a categoria vai decidir
hoje, durante assembleia nacional, se realizará paralisações de 82h (três dias
e 10 horas), 48h ou 24h a partir do próximo dia 10. Procurada pelo Correio, a
assessoria de imprensa da Receita Federal não quis se pronunciar.
Esforço
concentrado
Na
volta ao trabalho, ontem, os servidores da Anvisa concentraram esforços nos
aeroportos de Guarulhos, Viracopos e Congonhas, em São Paulo, e Tom Jobim, no
Rio de Janeiro, além dos portos de Itajaí (SC), Santos (SP) e Mauá (RJ). Foram
deslocados cerca de 45 servidores da Gerência de Portos, Aeroportos e
Fronteiras (PAF) de outros estados para atuarem nesses locais.
Na
última sexta-feira, a diretoria do órgão regulador suspendeu a exigência de
alguns documentos, como a licença de pré-embarque, a fim de facilitar a
liberação das mercadorias represadas durante a greve dos servidores e a
dispensa de fiscalização de alimentos inspecionados pelo Ministério da
Agricultura e Pecuária.
Correio Braziliense – 04.09.2012
Protecionismo do Mercosul
prejudica relações com a União Europeia, diz Durão Barroso
Renata Giraldi*
Repórter da Agência Brasil
Brasília - O presidente da Comissão Europeia (órgão executivo da
União Europeia), José Manuel Durão Barroso, alertou hoje (4) que as “medidas
protecionistas” adotadas por alguns países do Mercosul dificultam as
negociações para um acordo de livre comércio com a União Europeia. Segundo ele,
os 27 países do bloco se interessam pelo acordo.
Durão Barroso referiu-se indiretamente à Argentina. Recentemente,
a presidenta da Argentina, Cristina Kirchner, adotou uma série de medidas para
controlar as importações no país.
Na semana passada, a Comissão Europeia decidiu abrir uma
investigação após denúncia, no Conselho Europeu de Biodiesel (órgão que
representa os principais produtores de biodiesel no bloco), que considera as
importações do biodiesel argentino suspeitas de comercialização a preço mais
baixo do que as tarifas combinadas com o país.
“É justo afirmar que as recentes atitudes protecionistas de alguns
membros do bloco [sul-americano] não ajudam”, disse Durão Barroso, em discurso
para embaixadores sul-americanos e europeus.
A próxima Cúpula União Europeia e América Latina está marcada para
janeiro de 2013, no Chile. “[Espero que neste encontro ocorra uma] mensagem
clara contra o protecionismo e certas formas de populismo”, disse Durão
Barroso, lembrando que o acordo de cooperação firmado entre a Europa e o
Brasil, oficializado em 2007, permitiu progressos, mas não “atingiu seu total
potencial”.
*Com informações da agência pública de notícias de Portugal, Lusa
(http://www5.lusa.pt/lusaweb/subscriber/showitem?service=107&listid=NewsList1912&listpage=1&docid=14929915)
Edição:
Beto Coura
Agência Brasil –
04.09.2012
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