segunda-feira, 1 de março de 2010


NOTÍCIAS

Balança comercial fecha fevereiro com superávit de US$ 394 milhões

Nos 18 dias úteis de fevereiro de 2010 a balança comercial brasileira apresentou superávit – diferença positiva entre as exportações e importações – de US$ 394 milhões, o que representou saldo médio diário de US$ 21,9 milhões. No mês, as exportações somaram US$ 12,197 bilhões, com média diária de US$ 677,6 milhões, e as importações US$ 11,803 bilhões (média diária de US$ 655,7 milhões). A corrente de comércio – que é a soma das exportações com as importações – foi de US$ 24 bilhões, o que significou movimentações médias diárias de US$ 1,333 bilhão.

Pelo critério da média diária, as exportações em fevereiro foram 27,2% maiores que o desempenho médio diário registrado no mesmo mês de 2009 (US$ 532,6 milhões). Na comparação com janeiro de 2010, quando a média diária das exportações foi de US$ 565,3 milhões, o aumento foi de 19,9%.

No mês, a média diária das importações ficou 50,8% acima da verificada em fevereiro do ano passado (US$ 434,7 milhões) e 14,3% maior que a registrada em janeiro de 2010 (US$ 573,6 milhões).

Quarta semana

Na quarta semana de fevereiro (de 22 a 28), as exportações brasileiras somaram US$ 3,429 bilhões, com média diária de US$ 685,8 milhões, e as importações US$ 3,770 milhões (média diária de US$ 754 milhões). No período, houve déficit – diferença negativa entre as exportações e as importações – de US$ 341 milhões e o fluxo comercial foi de US$ 7,199 bilhões (média diária de US$ 1,439 bilhão).

Ano

No ano, até fevereiro, as exportações brasileiras somaram US$ 23,502 bilhões, com média diária de US$ 618,5 milhões. Esse valor foi 24,5% maior que o verificado no mesmo período de 2009, quando a média diária das exportações foi US$ 496,6 milhões.

As importações totalizaram US$ 23,274 bilhões, com média diária de US$ 612,5 milhões. Por esse critério, houve incremento de US$ 31,7% na comparação com o mesmo período de 2009 (média diária de US$ 465 milhões).

No ano, o superávit acumulado é de US$ 228 milhões, com média diária de US$ 6 milhões. Esse saldo é 81% menor que o registrado no mesmo período de 2009, quando a média diária foi de US$ 31,6 milhões.

Na mesma comparação, a média diária do fluxo comercial cresceu 28%. Nos dois primeiros meses do ano passado somou US$ 961,6 milhões - de um total de US$ 37,504 bilhões - , já em 2010 ficou em US$ 1,230 bilhão - resultado médio diário da corrente de comércio de US$ 46,776 bilhões.

Coletiva

Às 13h30, o secretário de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Welber Barral, concederá entrevista coletiva para comentar o desempenho das exportações e importações brasileiras no mês de fevereiro de 2010.

Clique aqui e veja os números.

MDIC – 01.03.2010

Brasil tem queda de 78% no superavit da balança comercial em fevereiro

SOFIA FERNANDES
Colaboração para a Folha Online, em Brasília

A balança comercial brasileira --diferença entre exportações e importações-- fechou o mês de fevereiro com superavit de US$ 394 milhões, ante resultado de US$ 1,77 bilhão registrado no mesmo mês do ano passado.

A queda nesse comparativo é de 77,7%, com fevereiro registrando o pior resultado para o mês desde 2002 (US$ 265,5 milhões). Em janeiro deste ano, o país fechou o caixa com deficit de US$166 milhões.

De acordo com dados divulgados nesta segunda-feira pelo Ministério do Desenvolvimento, o saldo positivo é o resultado de exportações de US$ 12,2 bilhões e importações que somaram US$ 11,8 bilhões ao longo do mês. Isso equivale a uma média diária de exportação de US$ 677,6 milhões e US$ 655,7 milhões de importação.

A corrente de comércio (soma das duas operações) chegou a US$ 24 bilhões, o que representou uma movimentação média diária de US$ 1,3 bilhão. Em fevereiro de 2009, a corrente de comércio foi de US$ 17,4 bilhões.

Folha Online – 01.03.2010

Importação cresce no ritmo de recuperação da economia

O bom desempenho da economia já começou a impulsionar as importações. A tendência é que novas empresas busquem adquirir insumos, produtos acabados e máquinas no mercado externo em 2010. “Estamos retomando o padrão de importações do pré-crise”, disse o economista-chefe da MB Associados, Sérgio Vale.

Em janeiro, as importações cresceram 16,8% em relação a janeiro de 2009. O ritmo das compras externas foi melhorando ao longo dos meses na comparação com igual período do ano anterior. Em outubro, as importações caíam 22,2%. Em novembro, a redução foi de 8,2%. Em dezembro, uma alta de 6,8%. A balança comercial de fevereiro será divulgada na segunda-feira.

A recuperação das importações está sendo impulsionada pelas compras de bens intermediários. Entre setembro de 2009 e janeiro, as empresas brasileiras importaram 9,5% mais insumos, apontam dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) calculados sem influências sazonais pela LCA Consultores. Só em janeiro, comparado com dezembro, as importações de insumos subiram 3,2%.

O ritmo de crescimento das importações de matéria-primas chega a ser superior ao da produção industrial. A estimativa da LCA é que a produção da indústria avançou 3,1% entre setembro e janeiro. Os dados de janeiro ainda não foram divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

“Está ocorrendo uma substituição de insumos nacionais por importados”, disse o economista-chefe da LCA Consultores, Bráulio Borges. O principal estímulo da troca de fornecedores nacionais por importados é o câmbio. Mesmo os exportadores procuram importar mais para manter sua competitividade – uma espécie de hedge natural.

No setor de bens de consumo duráveis, a substituição de produtos nacionais por importados é mais visível. Entre setembro e janeiro, a importação desses itens cresceu expressivos 30,2%, enquanto a produção caiu 1,1%. A retirada dos benefícios fiscais concedidos pelo governo para combater a crise impactaram a produção local.

Para o vice-presidente da Associação de Comércio Exterior do Brasil (AEB), José Augusto de Castro, a reação das importações começou em setembro de 2009 e deve atingir um ritmo mais forte a partir de março.

Ele acredita que as importações de bens de capital devem se recuperar com vigor à medida que as empresas voltam a investir. Na sua avaliação, o câmbio valorizado vai ajudar as empresas a substituir maquinário obsoleto. Por enquanto, as compras externas de máquinas e equipamentos ainda mostram estagnação. Na série sem influências sazonais, a alta é de apenas 0,6% nesse setor.

A avaliação dos especialistas em comércio exterior é que mesmo uma desvalorização moderada do real não vai atrapalhar o crescimento das importações, que deve ocorrer acompanhando o desempenho da economia brasileiro. “O câmbio só vai prejudicar as compras externas se o dólar ultrapassar R$ 2″, diz Castro.

OESP – 28.02.2010

Mercado mantém previsão para PIB e saldo comercial em 2010, traz Focus

Juliana Cardoso Valor

SÃO PAULO - Os analistas financeiros consultados pelo Banco Central (BC) no Boletim Focus conservaram o prognóstico de crescimento de 5,50% para a economia brasileira neste ano. Mantiveram também a perspectiva de expansão de 4,50% para o Produto Interno Bruto (PIB) nos 12 meses seguintes.

Foram repetidas ainda as previsões para o saldo da balança comercial em 2010, de superávit de US$ 10 bilhões, para a entrada de investimento estrangeiro direto, de US$ 38 bilhões, e para o resultado da conta corrente, de déficit de US$ 50 bilhões.

Foi revisado para cima, no entanto, o prognóstico para o desempenho da produção industrial neste ano, de um aumento de 8,41% para uma ampliação de 8,60%.

(Juliana Cardoso Valor)

Valor Econômico – 01.03.2010

Exportações mais seguras

Harmonização de procedimentos facilita a solução de conflitos.

Por Lytha Battiston Spindola da Silva

O Conselho de Ministros da Câmara de Comércio Exterior (Camex) aprovou, em dezembro passado, proposta de adesão pelo Brasil à Convenção de Viena sobre Contratos de Compra e Venda Internacional de Mercadorias. A proposta deve agora ser encaminhada ao Congresso Nacional.

Firmada no âmbito da Organização das Nações Unidas (ONU), em 1980, a Convenção de Viena tem por objetivo promover a segurança jurídica e a previsibilidade das relações comerciais entre as empresas estabelecidas em diferentes países. Trata-se de harmonização de procedimentos que auxilia a remover obstáculos jurídicos, facilita a solução de conflitos na área dos contratos e reduz os custos de transação no comércio internacional, principalmente, para as pequenas e médias empresas.

A padronização dos procedimentos aplicáveis é uma forma de estimular o intercâmbio comercial entre os países e tem despertado grande interesse por parte dos envolvidos na atividade negocial. Para alguns estudiosos do assunto, a existência de diferentes sistemas jurídicos nacionais potencialmente aplicáveis a um determinado contrato internacional pode ser considerada barreira não tarifária e deveria ser eliminada no bojo de um mercado global.

Atualmente, a Convenção conta com a participação de 74 Estados-partes que, além de responderem por mais de 90% do comércio mundial, incluem alguns dos principais parceiros comerciais do Brasil. Em termos de fluxo comercial, segundo os dados estatísticos de 2009, 75% do comércio exterior brasileiro foi realizado com países signatários da Convenção.

No ano passado, cerca de 40% das exportações brasileiras foram direcionadas à China, EUA, Argentina, Países Baixos, Alemanha – todos Estados-partes da Convenção. Quase metade das importações brasileiras (49,1%) foram provenientes dos EUA, China, Argentina e Japão, sendo esse último país também signatário da Convenção. Os demais países do Mercosul, inclusive a Venezuela, já são signatários, o que reforça a importância que a Convenção tem para o Brasil.

As normas da Convenção de Viena são aplicadas aos contratos internacionais de compra e venda de mercadorias, entendidos como aqueles em que as partes contratantes estejam estabelecidas em países diferentes, ou cuja obrigação deva ser cumprida em jurisdição diversa daquela na qual o contrato foi firmado. Para os contratos nacionais, não há alteração, o que significa dizer que o direito aplicável continua sendo, no caso brasileiro, a legislação civil interna.

Um dos grandes méritos desse Tratado é a consolidação de todas as regras relativas ao contrato internacional. Disciplina desde a formação contratual entre presentes ou à distância, a exemplo da utilização dos meios de comunicação por via eletrônica, até a definição das obrigações às partes.

O princípio que rege a Convenção é o da preservação dos contratos. Por isso, a sua anulação somente deve ocorrer em situações extremas. A Convenção garante ainda, à parte lesada, e sem prejuízo do que prevê o direito interno de cada um dos Estados signatários, remédios contra o descumprimento do contrato, como a indenização por perdas e danos e a execução específica das prestações ajustadas.

Assim, após a adesão brasileira, a empresa nacional que exportar seus produtos, por exemplo, para a China, não precisará conhecer as obrigações contratuais previstas no sistema jurídico chinês para ter segurança na realização de seus negócios. Bastará conhecer as regras da Convenção, na versão oficial em português.

Para avaliar a conveniência da adesão brasileira, a Camex reuniu especialistas na matéria e organizou palestras visando identificar potenciais riscos e benefícios decorrentes da participação brasileira nesse Tratado. A partir de tais debates e análises, verificou-se que, na doutrina jurídica especializada em contratos internacionais, a opinião corrente é favorável à participação brasileira. Diversas entidades do setor privado também se manifestaram positivamente em relação à proposta de adesão.

O mesmo ocorre nos órgãos do governo que têm trabalhado para a adoção de melhores práticas de gestão no comércio internacional, como a simplificação, modernização e desburocratização de procedimentos. O entendimento geral é de que a aplicação da Convenção possibilita a redução dos custos jurídicos, pela certeza da regra aplicável aos contratos e pela maior facilidade na solução de eventuais conflitos decorrentes das transações comerciais. O aumento da segurança jurídica, por sua vez, conduz a uma maior diversificação de mercados de destino, ao aumento do volume de exportações e ao incremento da pauta brasileira com produtos de maior valor agregado.

A participação do Brasil nas exportações globais ainda está aquém do potencial de nossa economia. Aumentar a fatia de produtos brasileiros no mercado internacional é prioridade de governo e importante meta da Política de Desenvolvimento Produtivo. Por isso, medidas que tenham como objetivo ampliar o leque de mercados importadores, diversificar a pauta de exportações e incrementar a oferta de produtos de maior valor agregado, também serão estimuladas com a adesão do Brasil à referida Convenção.

A decisão do Conselho de Ministros da Camex abre a oportunidade para que a Convenção de Viena venha a ser incorporada ao ordenamento jurídico brasileiro. Os próximos passos dependerão do Poder Legislativo, a quem cabe a aprovação do texto legal da Convenção, permitindo assim a adesão brasileira a esse importante tratado internacional.

Lytha Battiston Spindola da Silva é secretária-executiva da Câmara de Comércio Exterior (Camex)

Valor Econômico – 01.03.2010

BC prepara ‘limpeza’ nas regras para câmbio

Comércio exterior: Para facilitar exportações, banco quer simplificar normas de ingressos e remessas de divisas

Sergio Leo, de Brasília

Como parte do esforço para facilitar as exportações brasileiras e a competitividade do país, o Banco Central prepara uma revisão das regras para operações de câmbio, com base em consultas que o presidente do BC, Henrique Meirelles, vem fazendo entre empresários do setor. Meirelles afirma querer uma “limpeza”, das normas, ainda neste ano, para eliminar regras anacrônicas e simplificar os procedimentos necessários para ingressos e remessas de moeda estrangeira.

As mudanças planejadas pelo BC não devem constar ainda do pacote a ser anunciado em março, de apoio aos exportadores, com medidas para evitar acumulação de créditos tributários, desburocratização e facilidades ao financiamento. Os empresários sugeriram ao governo a revisão completa da lei que rege as operações cambiais, a 4131, de 1962, mas, no BC, é grande a resistência a mexer em lei tão antiga, pelo risco de mudanças indesejáveis durante a tramitação de eventual projeto no Congresso. O presidente do BC vem recolhendo sugestões de medidas que poderiam ser realizadas para facilitar as operações de câmbio. As consultas, segundo ele mesmo, estão ainda em estágio “muito preliminar”.

As medidas para redução dos créditos tributários recolhidos indevidamente pelos exportadores são as que podem ter maior efeito em curto prazo, na avaliação de participantes de conversas mantidas no governo e entre autoridades e empresários, nos últimos meses. O objetivo é conter a acumulação de créditos tributários criados com recolhimento de impostos nas etapas de produção de mercadorias para exportação. Os exportadores são isentos de impostos federais e estaduais, e a acumulação indevida de créditos, só de impostos federais, soma cerca de US$ 5 bilhões, segundo estimativas não confirmadas pelo governo.

O mecanismo pelo qual exportadores receberiam um crédito automático, calculado segundo o desempenho passado nas vendas ao exterior, é a proposta vista com mais simpatia no governo e tem concentrado as atenções nas reuniões com representantes dos exportadores. O crédito poderia ser repassado eletronicamente pelos exportadores a seus fornecedores, que poderiam usá-lo para abater imposto devido ou repassar aos próprios fornecedores, um degrau abaixo no processo de produção.

A discussão sobre o Eximbank é outra que entusiasma empresários e o Ministério do Desenvolvimento, mas sofre restrições por parte dos representantes da Fazenda, que discordam da ideia de juntar, em um só organismo, operações de financiamento, seguro de crédito e garantias de crédito. Mantega pediu detalhamento das experiências em outros países, para avaliar as propostas defendidas pelo setor privado, e o tema provavelmente será levado para decisão de Lula.

O pacote poderá, ainda, conter medidas específicas sugeridas por setores empresariais que ganharam simpatia entre autoridades, como a sugestão de exclusão das receitas de exportação para efeito de enquadramento no Simples. Com a exclusão, pequenas e médias empresas poderiam aumentar o faturamento com vendas ao exterior sem temer perder benefícios do Simples. A Receita, porém alega necessitar de tempo e de mudanças complexas nos programas do Serpro para adotar as medidas, o que dificultaria sua aplicação.

Valor Econômico – 01.03.2010

Mercosul precisa ser revitalizado, diz diplomata uruguaio

Vladimir Platonow
Enviado Especial

Montevidéu - O Mercosul é um instrumento importante para a região, mas precisa ser revitalizado. O diagnóstico é do diplomata uruguaio Alberto Guani, que foi cônsul do país no Rio de Janeiro nos últimos cinco anos e agora retornou ao país para assumir novo posto no governo de José Mujica. O novo presidente toma posse hoje (1º), em cerimônia marcada para o início da tarde.

“O Mercosul é uma coisa boa para o nosso país, mas a maioria das pessoas tem a impressão de que não está cumprindo seus objetivos. O maior problema é a assimetria, a falta de igualdade entre os países”, afirma o diplomata, que antes de trabalhar no Brasil passou pela Alemanha e pela Organização das Nações Unidas (ONU).

Guani avalia que o Uruguai atravessa um momento único em sua história, com a sucessão de um presidente de esquerda, Tabaré Vázquez, por outro de mesma tendência política, o que jamais aconteceu antes. Para ele, o novo governo dará continuidade às políticas sociais do anterior, mas deverá focar mais nos investimentos de ciência, tecnologia e educação, resgatando a economia do campo, que já foi um dos orgulhos nacionais.

“O Uruguai deve ser um país agrointeligente. Temos que investir em nossa fonte primária, da agricultura e pecuária, aplicando conhecimento e melhoramento genético na produção”, propõe.

Mas é nas salas de aula que o diplomata vê o futuro do país, por meio do investimento maciço em educação, setor que, segundo ele, recebeu mais de US$ 1 bilhão no último ano do governo de Tabaré. “Todas as escolas públicas entregaram um laptop para cada aluno, para eliminar a divisão digital entre os que tinham dinheiro para comprar um computador e os que não tinham. Agora queremos avançar ainda mais, oferecendo um pacote digital a todas as famílias, que inclui televisão a cabo, internet de banda larga e telefonia fixa”, anuncia.

Outra vertente do desenvolvimento uruguaio, segundo Guani, deve ser a logística, transformando o país em um grande entreposto para economias do interior do continente sem saída para o mar, como a Bolívia e o Paraguai. “Somos um país de esquina, com vista para o mar”, compara ele, que antecipa um dos projetos do governo Mujica: construir um grande porto de águas profundas no norte do país, que receberia mercadorias procedentes do interior do continente, por meio do Rio da Prata.

Agência Brasil – 01.03.2010

Brasil reduz lista de retaliação aos EUA de 220 para 130 produtos

Às vésperas da visita da secretária de Estado americana, Hillary Clinton, o governo brasileiro negociava os últimos detalhes da lista de retaliação contra os Estados Unidos. A lista deve ser reduzida dos 220 itens colocados em consulta pública para cerca de 130. O objetivo é que os produtos afetados representem US$ 560 milhões em importações dos EUA, conforme autorizado pela Organização Mundial do Comércio (OMC).

Foram retirados da lista insumos industriais ou produtos considerados estratégicos, para evitar "dar um tiro no pé". Entre os excluídos, estariam alguns produtos químicos, peças para aviões, equipamentos hospitalares e odontológicos, alguns alimentos, algumas máquinas, e várias autopeças.

Após a publicação da lista, haverá um prazo de 30 dias para que as sobretaxas contra os Estados Unidos, que podem chegar a 100%, sejam aplicadas. É um período para as empresas se adaptarem, mas também para tentar um acordo com os americanos que impeça a retaliação. Prevista para ser divulgada hoje, dificilmente a lista deve sair antes da chegada de Hillary na quarta-feira.

Segundo negociadores do setor privado, a divulgação seria interpretada como um sinal de endurecimento da posição brasileira, enquanto postergar a lista demonstra disposição em negociar. "Uma vez divulgada, a lista é uma bomba relógio, porque entra em vigor em 30 dias", disse um empresário.

O Brasil venceu um painel contra os Estados Unidos na OMC, que condenou os subsídios americanos aos produtores de algodão. Os EUA ignoraram o xerife do comércio mundial e não retiraram os subsídios. A OMC autorizou o Brasil a retaliar, elevando tarifas para produtos equivalentes a US$ 830 milhões. O País conseguiu ainda aprovar uma retaliação cruzada, em propriedade intelectual, se o valor em bens superar US$ 560 milhões.

A retaliação está provocando muita discussão no Brasil, porque vários setores, inclusive os próprios produtores de algodão, são contra a medida. Na última sexta-feira, a movimentação de empresários preocupados com o impacto das medidas era intensa.

O ministro do Desenvolvimento, Miguel Jorge, reuniu-se à tarde com os presidentes de Fiat (Cledorvino Belini), GM (Jaime Ardila) e Ford (Marcos Oliveira). Ao mesmo tempo, o presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Paulo Skaf, conversava com o embaixador americano, Thomas Shannon, depois de se encontrarem na segunda-feira.

DCI – 01.03.2010

Setor manufatureiro da zona do euro segue crescendo em fevereiro

da Reuters, em Londres

A atividade manufatureira da zona do euro continuou crescendo em fevereiro, mas Espanha e Grécia mostraram um ritmo mais fraco que as maiores economias da região, segundo índice divulgado nesta segunda-feira.

O indicador Markit subiu para 54,2 em fevereiro, contra 52,4 em janeiro e leitura preliminar para o mês de 54,1.

É o quinto mês consecutivo acima da marca de 50, que divide a contração da expansão, e a maior leitura desde agosto de 2007.

Folha de São Paulo – 01.03.2010

UE pede à Grécia medidas adicionais para cortar déficit

CYNTHIA DECLOEDT Agencia Estado

ATENAS - O comissário de Assuntos Monetários da União Europeia, Olli Rehn, disse hoje que a União Europeia está pronta para dar apoio à Grécia, mas pediu ao país que imediatamente tome medidas adicionais para reduzir o inflado déficit de seu orçamento. "Continuaremos apoiando as autoridades gregas e o povo grego para levar a economia de volta ao caminho sustentado", afirmou Rehn após encontro com o ministro das Finanças da Grécia, George Papaconstantinou.

"Encorajamos as autoridades gregas a anunciar novas medidas nos próximos dias para que a meta (do déficit) seja atingida", acrescentou. Papaconstantinou disse, após o encontro, que a Grécia está pronta para fazer "o que for necessário" para atingir suas metas.

A Grécia está sob intensa pressão da União Europeia e dos mercados financeiros, após revelar no final do ano passado que o déficit orçamentário do país atingiu 12,7% do Produto Interno Bruto (PIB) em 2009, quatro vezes o teto estabelecido pela UE.

O governo comprometeu-se a reduzir o déficit de seu orçamento para 8,7% do PIB este ano e para abaixo do teto da UE de 3% até 2012. As informações são da Dow Jones.

Agencia Estado – 01.03.2010

Suécia volta à recessão com queda inesperada de 0,6% do PIB no 4º tri

Economia do país teve contração em cinco dos últimos seis trimestres; exceção é estabilidade no 2º tri de 2009

Danielle Chaves, da Agência Estado

ESTOCOLMO - A economia da Suécia inesperadamente voltou à recessão no quarto trimestre do ano passado, em consequência de uma forte queda nos investimentos. O Produto Interno Bruto (PIB) do país teve contração de 0,6% no período, ante o terceiro trimestre, em uma base ajustada sazonalmente, marcando o segundo declínio trimestral consecutivo e uma volta à recessão no maior país da região nórdica.

Em comparação com o mesmo período de 2008, o PIB da Suécia teve contração de 1,5% em uma base ajustada por dias úteis no quarto trimestre, levando o declínio em todo o ano passado para 4,9%.

Os dados foram piores do que a expectativa dos economistas, que esperavam crescimento de 0,4% sobre o trimestre anterior e leitura estável em todo o ano passado. O banco central da Suécia esperava expansão de 0,5% ante o terceiro trimestre e contração menor, de 4,5%, em 2009.

Os dados do PIB da Suécia foram revisados para mostrar declínio de 0,1% no terceiro trimestre e estabilidade do segundo trimestre. Originalmente haviam sido anunciados ganhos de 0,2% e 0,3%, respectivamente. Os dados mostram que a economia sueca teve contração em cinco dos últimos seis trimestres, com a estabilidade no segundo trimestre do ano passado como a única exceção.

A coroa sueca reagiu aos dados com queda diante do euro e as expectativas com relação à primeira alta da taxa de juros pelo banco central sueco se tornaram mais incertas. As informações são da Dow Jones.

Agencia Estado – 01.03.2010

PIB italiano cai 5% em 2009, pior dado desde 1971, diz governo

da Efe, em Roma

O PIB (Produto Interno Bruto) italiano registrou uma contração de 5% em 2009, maior que os 4,9% apontados pelas estimativas preliminares, informou nesta segunda-feira o Istat (Instituto de Estatísticas Italiano).

Segundo a entidade, o desempenho do PIB foi o pior desde 1971, quando as medições começaram.

Já o deficit público da Itália passou a ser equivalente a 5,3% do PIB nacional. Em 2008, foi de 2,7%.

O Istat divulgou ainda que a dívida pública do país é de 1,761 trilhão de euros, ou 115,8% do valor do PIB.

Folha de São Paulo – 01.03.2010

Libra cai à mínima em 10 meses

A libra caiu para a menor cotação em dez contra o dólar, abaixo de US$ 1,48, enquanto o euro saltou para acima de 0,90 libra pela primeira vez desde o começo de janeiro

Cynthia Decloedt, da Agência Estado

LONDRES - A libra esterlina opera fortemente pressionada nesta segunda-feira, com os riscos políticos, econômicos e monetários jogando a moeda ao menor nível contra o dólar em dez meses, abaixo de US$ 1,48. Contra o euro, a libra caiu ao menor nível contra o euro no ano.

Pesquisas de opinião pública revelaram durante o fim de semana queda na liderança do Partido Conservador nas eleições gerais que devem acontecer em junho. Paralelamente, investidores citam incertezas relacionadas ao resultado da reunião de política monetária de quinta-feira.

Nesta manhã, a libra caiu para a menor cotação em dez contra o dólar, abaixo de US$ 1,48, enquanto o euro saltou para acima de 0,90 libra pela primeira vez desde o começo de janeiro. Na mínima intraday, a libra esterlina operou a US$ 1,47825. Às 8h54 (de Brasília), a moeda era cotada a US$ 1,48740, bem abaixo da cotação no final da tarde de sexta-feira em Nova York a US$ 1,5251.

As pesquisas de opinião pública têm sido o principal fator por trás das movimentações da libra esterlina nas semanas recentes, depois da queda na liderança do Partido Conservador de cerca de 13% em dezembro para apenas 2% atualmente. A queda sugere que nenhum partido sozinho conseguirá a maioria do Parlamento e que as discussões de maior interesse podem se tornar mais lentas. "Um Parlamento travado é uma das maiores preocupações para os investidores da libra", afirmou o estrategista do Barclays Capital, Paul Robinson.

Os investidores estão na expectativa também do encontro do Banco da Inglaterra, quinta-feira, para ver se o comitê irá reabrir seu programa de flexibilização quantitativa. Na semana passada, o presidente do Banco da Inglaterra (BoE), Mervyn King, disse que a fraqueza na zona do euro aumentou as chances de que o BC tenha de reiniciar sua política de afrouxamento quantitativo. A medida havia sido suspensa no início deste mês, depois que 200 bilhões de libras (US$ 308 bilhões) em ativos foram comprados com dinheiro novo do banco central britânico.

A libra também estabeleceu sua menor cotação em 25 anos no começo do dia ao dólar australiano e canadense. As informações são da Dow Jones.

Agencia Estado – 01.03.2010

Coreia do Sul tem superavit comercial de US$ 2,330 bilhões em fevereiro

da Efe, em Seul

A Coreia do Sul teve em fevereiro um superavit comercial de US$ 2,330 bilhões graças à recuperação das exportações, principalmente para a China, Japão e Estados Unidos.

Os dados contrastam com os do mês anterior, quando a balança comercial sul-coreana fechou com um deficit de US$ 460 milhões, segundo o relatório divulgado hoje pelo Ministério da Economia.

As exportações em fevereiro chegaram a US$ 33,270 bilhões, 31% a mais do que no mesmo mês de 2009, enquanto as importações aumentaram 36,9%, para US$ 30,940 milhões.

O aumento das vendas foi sustentado pelas exportações à China, que cresceram 37,7% anualizado, enquanto para o Japão aumentaram 20,4% e para os EUA 13,5%, segundo dados do Ministério recolhidos pela agência local Yonhap.

As exportações aos países da União Europeia caíram por outro lado 3,7% frente a fevereiro de 2009, por causa da redução da demanda causada pela crise.

Por setores, avançaram especialmente as exportações de produtos semicondutores, com um aumento de 118,4% anualizado, enquanto as de autopeças cresceram 89,1% e as de tecidos 60,3%.

As importações aumentaram empurradas pela demanda de petróleo e produtos derivados do petróleo, além de pela demanda de matérias-primas para elaborar semicondutores e autopeças.

Folha de São Paulo – 01.03.2010

Atividade manufatureira chinesa é a menor em 3 meses

da Reuters, em Pequim

O índice do setor manufatureiro da China atingiu em fevereiro o menor patamar em três meses.

O indicador do HSBC caiu a 55,8, ante o recorde de alta de 57,4 em janeiro, devido a uma desaceleração da produção, das encomendas e do emprego.

Já o componente de encomendas de exportações aumentou, para 58,3 em fevereiro, comparado a 58,1 em janeiro.

Folha de São Paulo – 01.03.2010

CAP discute norma para definir prioridades aos navios no cais

Da Redação

Uma nova norma para atracação de navios no Porto do Itaqui está em processo de discussão pelo Conselho de Autoridade Portuária (CAP) do complexo. O objetivo é estabelecer prioridades para reduzir entraves operacionais e o congestionamento na Baía de São Marcos.

De acordo com o presidente do CAP, Arthur Dutra Horta, é preciso instigar os operadores portuários a utilizar embarcações modernas e equipamentos com tecnologia de ponta, para dar mais eficiência às operações portuárias e diminuir o tempo de estadia no cais.

A nova norma prevê prioridade aos navios que já estiverem na fila de atracação, mas também considera as características das cargas, como quais embarcações utilizarão os berços petroleiros, graneleiros e de carga geral.

Operadores

Em reunião realizada em janeiro, o CAP do Itaqui também definiu novas normas de pré-qualificação dos operadores portuários. Dentre os novos critérios técnicos, será exigido que a empresa apresente um plano anual de movimentação de carga e que tenha claramente como objetivo social as atividades de operação portuária. O objetivo é profissionalizar as empresas em aspectos como meio ambiente, equipamentos e mão-de-obra, evitando dessa forma que companhias não capacitadas operem no Porto do Itaqui.

A Tribuna – 28.02.2010

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