quarta-feira, 17 de março de 2010


NOTÍCIAS

FMI considera moeda chinesa muito desvalorizada

da France Presse, em Bruxelas

O diretor geral do FMI (Fundo Monetário Internacional), Dominique Strauss-Kahn, afirmou nesta quarta-feira em um discurso no Parlamento Europeu, em Bruxelas, que a moeda chinesa, o yuan, está "muito desvalorizada".

"Em alguns casos é inevitável que as taxas de câmbio tenham que ser valorizadas para lutar contra os desequilíbrios atuais da economia mundial", declarou Strauss-Kahn.

"Este é o debate bem conhecido sobre a China e o valor do yuan. A opinião do FMI continua sendo a de que [a moeda] está muito desvalorizada", completou.

Para o francês, a "lógica" do reequilíbrio da economia mundial pede uma valorização do yuan, o que será possível com um crescimento chinês estimulado ainda mais pela demanda interna e o consumo, e menos pelas exportações e produtos baratos.

Mais cedo, o Bird (Banco Mundial) recomendou à China que libere uma valorização da moeda para conter as pressões inflacionárias. Ao mesmo tempo, a instituição anunciou a previsão de um crescimento mais forte que o esperado para este ano da terceira maior economia do planeta, de 9,5%.

"Fortalecer a taxa de câmbio pode ajudar a reduzir as pressões inflacionárias e reequilibrar a economia", afirma o relatório trimestral do Bird sobre a economia chinesa.

"Uma taxa de câmbio forte faz parte do arsenal de meios para contra-atacar a inflação e os fluxos de capital entrante", destacou Hansson Ardo, economista do Banco Mundial.

Respaldada pela recuperação das exportações e por um crescimento de 8,7% em 2009, apesar da crise internacional, a China enfrenta crescentes pressões dos sócios comerciais, em particular Estados Unidos e União Europeia, para permitir que o yuan retome o caminho de alta.

Folha de São Paulo – 17.03.2010

FMI pede cooperação global e valorização do Yuan

Para diretor-gerente da instituição, ajuda mútua aceleraria a recuperação econômica

Reuters

BRUXELAS - As principais economias globais precisam reforçar sua cooperação para superar os desequilíbrios, melhorar a regulamentação financeira e acelerar a recuperação econômica, disse na quarta-feira o diretor-gerente do Fundo Monetário Internacional (FMI), Dominique Strauss-Khan.

Em discurso no Parlamento Europeu, ele declarou que a valorização do yuan ajudaria a corrigir desequilíbrios econômicos globais, mas poderia ocorrer naturalmente se o mercado interno chinês se fortalecer.

"Trabalhando juntos podemos lançar as bases para um crescimento mais forte e mais sustentável," afirmou Strauss-Khan.

Para ele, a recuperação depois da pior crise global desde a Segunda Guerra Mundial superou as expectativas, mas muitos países ficaram para trás -- inclusive alguns dos 16 que adotam o euro como moeda.

"A recuperação tem várias velocidades (...). As economias mais avançadas ainda dependem do apoio público e a demanda privada ainda é fraquíssima," afirmou, acrescentando que para muitos países é cedo para abandonar os programas de estímulos fiscais.

Mas Mario Draghi, membro do Banco Central Europeu, disse no mesmo evento que é hora de começar a desmontar gradualmente as políticas que estimulam a liquidez, acrescentando que os problemas de crédito foram superados na maioria dos bancos.

"Criamos na Europa e no mundo todo uma quantidade sem precedentes para a liquidez no último ano e meio, e corretamente," afirmou ele. "Mas agora que os problemas de financiamento parecem ter acabado para a maioria dos bancos é hora de começar a sair."

Reequilíbrio

Strauss-Kahn disse que países com déficits, como os Estados Unidos, devem tornar seu crescimento mais dependente das exportações, enquanto países hoje com superávits em conta corrente, como China e Alemanha, deveriam tentar reduzir tal dependência, apostando mais no mercado interno.

"Temos países com enormes déficits -- os EUA, por exemplo, mas também vários países europeus -- que precisam poupar mais, tendo menos consumo doméstico para depender mais das exportações."

"E temos países com grandes superávits em conta corrente, como é o caso da China, mas também da Alemanha, onde tem de ser o contrário: a demanda doméstica tem de crescer, com mais consumo e investimento."

Aumentar a demanda interna ajudaria o yuan chinês a se valorizar.

"Algumas moedas estão obviamente desvalorizadas, especialmente o renminbi (outro nome do iuan)," disse Strauss-Kahn. "O processo de reequilíbrio (...) do crescimento puxado domesticamente na China irá junto com a valorização do renminbi."

Ele também incentivou a União Europeia a chegar rapidamente a um acordo sobre a regulamentação financeira. Na terça-feira, os ministros de Finanças do bloco debateram a regulamentação dos fundos de hedge devido a problemas internos.

(Timothy Heritage e John O'Donnell)

OESP – 17.03.2010

G20 precisa progredir sobre questão cambial, segundo BCE

da Reuters, em Paris

A França espera fazer progresso significativo na resolução de desequilíbrios cambiais quando assumir a presidência do G20 na semana que vem, disse o membro do Conselho Executivo do BCE (Banco Central Europeu), Christian Noyer.

Em entrevista publicada nesta quarta-feira, Noyer, que também é presidente do Banco Central francês, disse que é crucial resolver a questão para sustentar o crescimento econômico no futuro.

"Se nós quisermos ter o crescimento global sólido e robusto que é ideal para todas as economias globais nos próximos anos, nós temos que resolver essa questão", disse ele à rádio francesa BFM.

"Nós estamos negociando no G20. Nós estamos tentando encontrar o sistema correto que dê o equilíbrio correto", disse. "Nós precisamos trabalhar nesta questão, eu espero que nós façamos um progresso muito significativo sob a presidência francesa".

A França, que tem liderado as reclamações europeias sobre a força do euro contra o dólar nos últimos anos, terá a presidência do G20 e do G8 no ano que vem.

O presidente francês, Nicolas Sarkozy, disse que uma reforma no sistema monetário global será uma prioridade das discussões de políticas econômicas.

Sarkozy disse repetidamente que as empresas dentro da zona do euro tinham sido prejudicadas pelo nível atual da moeda-comum, mesmo que ela tenha se enfraquecido devido à crise fiscal da Grécia, membro do bloco.

"Eu farei pensar sobre um novo sistema monetário internacional uma prioridade, para que nós possamos coordenar nossas estratégias de taxa de juros", disse Sarkozy na semana passada.

"Porque não é responsabilidade da Europa pagar a dívida de outros. O dumping monetário não é mais aceitável que o dumping social ou ambiental."

Economistas dizem que a força do euro trouxe dificuldades aos exportadores franceses, mas eles também apontam o grande superavit na Alemanha comparado ao deficit na França como um sinal de que as empresas francesas enfrentam outras dificuldades para competir no exterior.

Folha de São Paulo – 17.03.2010

Euro reverte alta por temor com zona do euro

Euro caía para US$ 1,3771, de US$ 1,3776 no fim da tarde de ontem

Danielle Chaves, da Agência Estado

LONDRES - Sinais do Federal Reserve e do Banco do Japão de que ainda não é o momento certo para começar a apertar a política monetária mantêm o dólar em leve alta, mas preso em faixas estreitas de variação. O euro, que vinha se beneficiando da expectativa de que o pior da crise da Grécia já tenha passado, encontrou resistência de uma renovada preocupação como crescimento da economia da zona do euro.

A decisão do Fed de manter as taxas de juros e reiterar que elas ficarão baixas por um período prolongado confirmou que as autoridades continuam preocupadas com a recuperação dos EUA. O aumento do afrouxamento quantitativo do Banco do Japão em mais 10 trilhões de ienes também lembrou os mercados que ainda há riscos de deflação na economia japonesa. No entanto, a perspectiva de que as políticas monetárias seguirão frouxas por mais tempo ajudou a impulsionar as bolsas e as commodities.

O euro também foi um dos beneficiados, pois a moeda já vinha sendo impulsionada pelas notícias de que os ministros de Finanças da zona do euro prepararam um pacote de financiamento emergencial para a Grécia e que a agência de classificação de risco Standard & Poor's retirou o país da observação com implicações negativas ontem.

Mas o sentimento positivo sobre o euro durou pouco. A Alemanha rejeitou pedidos para estimular sua economia. O temor é de que um crescimento mais lento de países da zona do euro exponha problemas de dívida de outros países, além da Grécia, o que poderia gerar outra, e possivelmente maior, crise de dívida dentro da União Europeia.

Enquanto isso a libra subia, beneficiada pela queda de 32,3 mil no número de pedidos de auxílio-desemprego no Reino Unido em fevereiro, a maior queda desde novembro de 1997. Mas alguns analistas alertam que o emprego ainda está muito baixo. A proporção de pessoas empregadas está em 72,2%, o menor nível desde dezembro de 1996.

Às 9h30 (de Brasília), o euro caía para US$ 1,3771, de US$ 1,3776 no fim da tarde de ontem, e subia para 124,48 ienes, de 124,31 ienes ontem. O dólar subia para 90,43 ienes, de 90,22 ienes ontem, e a libra avançava para US$ 1,5336, de US$ 1,5256 ontem. As informações são da Dow Jones.

Agência Estado – 17.03.2010

Banco Mundial afirma que China vai crescer 9,5% em 2010

da Efe, em Pequim

O Banco Mundial (BM) afirmou nesta quarta-feira que o crescimento do PIB (Produto Interno Bruto) da China ficará por volta de 9,5% 2010, acima dos 8% fixados como objetivo pelo governo de Pequim.

Além disso, o BM estimou que não espera um aumento excessivo da inflação (entre 3,5 e 4%), mas um descenso dos investimentos estatais na economia chinesa e uma recuperação contínua das exportações, após a queda de 2009.

Os dados estão no relatório do BM sobre a China, apresentado hoje em Pequim pelo economista Louis Kuijs, autor do trabalho.

De acordo com o economista, vai haver uma mudança na estrutura do crescimento da terceira economia mundial, com maior participação do setor imobiliário no PIB e menor intervenção governamental.

Em seu relatório, o Banco Mundial se une às vozes que, sobretudo nos Estados Unidos, pedem que a China flexibilize a taxa de câmbio do iuane com relação ao dólar, que está praticamente fixa desde o início da crise financeira.

"A política monetária tem um papel fundamental na contenção dos riscos da inflação" e outros que a economia chinesa enfrenta, "e mais flexibilidade na taxa de câmbio ajudaria a esse respeito", destacou Kuijs no relatório.

A bolha imobiliária, com altas de preços de até 30% nos imóveis das grandes cidades chinesas, e o endividamento de muitos governos locais do país (que recorrem justamente a projetos imobiliários para se financiarem) são, segundo o BM, os dois principais focos de risco para a economia chinesa, "embora as incertezas sejam menores que em 2009", ressaltou.

O PIB da China cresceu 8,7% em 2009, apesar do desastre que a crise financeira global causou nas exportações (motor do crescimento chinês durante décadas), graças a um plano de estímulo estatal de meio trilhão de dólares para alavancar o consumo interno.

Em 2010, as medidas de estímulo diminuirão, para evitar o reaquecimento de certos setores, o que segundo o BM terá como resultado um retorno do papel importante das exportações na economia chinesa.

No entanto, a instituição internacional acredita que já existem as bases para que o modelo econômico chinês mude, e o país, em médio prazo, olhe mais para seu mercado interno e menos para o exterior.

Folha de São Paulo – 17.03.2010

União Europeia alerta seus integrantes sobre déficits

Associated Press

BRUXELAS - A União Europeia (UE) avisou a Alemanha, França, Espanha, Itália e Holanda que estão confiando muito em uma recuperação econômica saudável para alcançar suas metas de redução da dívida.

Documento publicado nesta quarta-feira pela Comissão Europeia (CE) mostrou que as cinco maiores nações que usam o euro têm previsões de crescimento "de alguma forma otimistas" em seus programas de governo para cortar seus déficits orçamentários.

O relatório mostra que os dados do Orçamento podem ser piores do que o esperado se o crescimento da economia permanecer lento.

O braço executivo da União Europeia também pediu à Inglaterra que acelere os cortes em seu déficit, advertindo que o governo está muito otimista com relação à expansão econômica, alerta esse que os britânicos dizem que vão reconhecer.

No documento divulgado pela CE, consta que a Inglaterra está atualmente ignorando o prazo final 2014-2015 estipulado por outros países da União Europeia para trazer o déficit abaixo da meta de 3% do Produto Interno Bruto (PIB).

Este é o prazo mais longo para qualquer governo da UE. A maioria planeja reduzir seus déficits em 2012.

A União Europeia solicitou à Inglaterra que garanta que o déficit não avance mais em 2010-2011 e "fortaleça o ritmo" dos cortes orçamentários a fim de que o país alcance a meta de 3% em 2015 e comece a reverter a grande dívida pública como um todo.

O chefe do Tesouro britânico, Alistair Darling, comentou que a Inglaterra poderia ter acentuado a recessão se tivesse realizado os cortes orçamentários recomendados pela UE.

Valor Econômico – 17.03.2010

Redução de déficit de vários países é muito otimista, diz EU

Segundo comissário, planos têm poucos detalhes e governos apostam excessivamente na melhora do clima econômico

Cynthia Decloedt, da Agência Estado

LONDRES - Os planos de 14 países da União Europeia para redução de seus crescentes déficits orçamentários contêm poucos detalhes e, em vários deles, os governos assumem uma perspectiva excessivamente otimista de melhora no clima econômico, disse o comissário para Assuntos Econômicos e Monetários da UE, Olli Rehn.

Os planos para reduzir o déficit orçamentário do Reino Unido, da França, da Itália e da Espanha contêm projeções macroeconômicas favoráveis para após 2010 que podem não se materializar, afirmou. O plano orçamentário da Alemanha "não é suficiente para levar a taxa da dívida (em relação ao PIB) para uma direção de baixa", acrescentou.

A avaliação da Comissão Europeia para o plano de recuperação do Reino Unido é de que o governo não conseguirá atender as recomendações da União Europeia de retorno do déficit para 3% do PIB até 2014/2015. Também faltam detalhes sobre como o governo irá reduzir os gastos, observou Rehn sobre o plano britânico.

"A ausência de detalhes sobre limites de gastos é uma fonte de incerteza", disse a comissão. "O contexto macroeconômico pode também ser claramente menos favorável do que o previsto no período programado", afirmou. O Reino Unido precisa evitar uma maior deterioração no déficit orçamentário de 12,7% do PIB estimado em 2009/2010 e acelerar medidas de aperto orçamentário, observou Rehn.

A Espanha, a Itália e a França também fizeram projeções "favoráveis" para a recuperação econômica no ano que vem, disse a comissão. Estima-se que a dívida pública da Espanha vai subir para 55% do PIB em 2009 e para 74% em 2013.

O déficit francês deveria atingir 3% do PIB em 2013, disse a comissão. Mas a estratégia do governo "não deixa uma margem de segurança, caso a economia piore em relação ao projetado no programa", alertou Rehn. As informações são da Dow Jones.

Agência Estado – 17.03.2010

União Europeia diz que planos de cortes são 'otimistas'

CYNTHIA DECLOEDT Agencia Estado

LONDRES - Os planos de 14 países da União Europeia para redução de seus crescentes déficits orçamentários contêm poucos detalhes e, em vários deles, os governos assumem uma perspectiva excessivamente otimista de melhora no clima econômico. A avaliação foi feita hoje pelo comissário para Assuntos Econômicos e Monetários da União Europeia, Olli Rehn.

Segundo ele, os planos para reduzir o déficit orçamentário do Reino Unido, da França, da Itália e da Espanha contêm projeções macroeconômicas favoráveis para após 2010 que podem não se materializar. O plano orçamentário da Alemanha "não é suficiente para levar a taxa da dívida (em relação ao PIB) para uma direção de baixa", acrescentou.

A avaliação da Comissão Europeia para o plano de recuperação do Reino Unido é de que o governo não conseguirá atender as recomendações da União Europeia de retorno do déficit para 3% do Produto Interno Bruto (PIB) até 2014/2015. Também faltam detalhes sobre como o governo irá reduzir os gastos, observou Rehn em relação ao plano britânico.

"A ausência de detalhes sobre limites de gastos é uma fonte de incerteza", disse a comissão. "O contexto macroeconômico pode também ser claramente menos favorável do que o previsto no período programado", afirmou. O Reino Unido precisa evitar uma maior deterioração no déficit orçamentário de 12,7% do PIB estimado em 2009/2010 e acelerar medidas de aperto orçamentário, observou Rehn.

A Espanha, a Itália e a França também fizeram projeções "favoráveis" para a recuperação econômica no ano que vem, informou a comissão. Estima-se que a dívida pública da Espanha vai subir para 55% do PIB em 2009 e para 74% em 2013.

O déficit francês deveria atingir 3% do PIB em 2013, disse a comissão. Mas a estratégia do governo "não deixa uma margem de segurança, caso a economia piore em relação ao projetado no programa", alertou Rehn. As informações são da Dow Jones.

Agência Estado – 17.03.2010

EUA retiram estímulos e plano de US$ 1,25 trilhão chega ao fim

SÃO PAULO - O programa de compra de ativos lastreados em hipotecas, avaliado em US$ 1,25 trilhão, está com os dias contados nos Estados Unidos. Ontem, o Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano) anunciou que encerrará essa que é uma das principais medidas de sustentação à economia, o que deixará a recuperação do país com menos apoio do governo.

O banco central dos EUA informou que completará a compra de ativos hipotecários até o fim de março conforme o planejado, encerrando um programa que muitos economistas acreditam que tenha sido chave para evitar outra Grande Depressão.

O anúncio foi bem recebido pelo mercado e Wall Street conseguiu fechar em leve alta ontem. O Dow Jones - principal índice da Bolsa de Valores de Nova York - encerrou o pregão em alta de 0,41%, para 10.685,98 pontos. Já o seletivo S&P 500 ganhou 0,78%, para 1.159,46 pontos, e o Nasdaq avançou 0,67%, aos 2.378,01.

O Fed disse ainda que a economia continua melhorando. Mas, segundo analistas, levará pelo menos vários meses antes que a autoridade monetária decida elevar a taxa de juro de curto prazo em resposta a um crescimento mais forte.

Para combater o aprofundamento da recessão, o Fed cortou sua taxa para o recorde de baixa - a faixa de zero a 0,25% - em dezembro de 2008, mesmo nível em que a mantém até hoje. Quando isso não se provou suficiente, o Fed injetou quase US$ 1,75 trilhão na economia com a compra de títulos de longo prazo do Tesouro dos EUA, títulos hipotecários e dívida emitida por firmas hipotecárias como a Fannie Mae e Freddie Mac em março de 2009. As compras ajudaram a levar uma série de taxas de longo prazo para baixo.

Na reunião de ontem o Fed manteve o juro inalterado na faixa de zero a 0,25%. O BC norte-americano também manteve em seu comunicado que os juros continuarão excepcionalmente baixos por período prolongado.

O comunicado afirma que "o comitê vai manter a meta para a taxa dos fed funds [os títulos que lastreiam os empréstimos no mercado interbancário no overnight] entre zero e 0,25% e continua antecipando que as condições econômicas, incluindo as baixas taxas de utilização de recursos, tendências contidas de inflação e expectativas de inflação estável devem garantir níveis excepcionalmente baixos para as taxas dos fed funds por um período prolongado".

Ontem, importantes autoridades econômicas disseram ao Congresso norte-americano que a economia dos Estados Unidos passou pelo pior da crise financeira, mas se vê diante de um período longo de desemprego elevado por causa da gravidade da recessão.

"Ao longo do ano passado, a trajetória mudou de uma queda livre e descontrolada para se aproximar da estabilidade", disseram Timothy Geithner, secretário do Tesouro; Peter Orszag, diretor de Orçamento da Casa Branca; e Christina Romer, chefe dos conselheiros econômicos do presidente, em um comunicado.

Eles afirmaram, porém, que embora o fechamento de postos de trabalho tenha diminuído para um nível baixo é provável que uma real melhora nas contratações ainda demore um tempo.

"Não esperamos pioras substanciais no desemprego neste ano", afirma o comunicado. "A taxa pode subir um pouco nos próximos meses, à medida que alguns trabalhadores voltam para o mercado de trabalho."

Geithner também afirmou que as agências de classificação de risco vão diminuir a nota da dívida do país. "O que as pessoas olham em nosso país - agências de risco, investidores, norte-americanos - é se temos a vontade política de restaurar a seriedade da nossa posição fiscal", disse Geithner.

O secretário do Tesouro norte-americano disse que o governo de Barack Obama vai reduzir os déficits dramaticamente entre os próximos quatro ou cinco anos, em termos de proporção do Produto Interno Bruto (PIB), e afirmou que o Congresso deveria ajudar a impor medidas de controle de gastos.

Geithner reconheceu que, no caso de uma redução do rating, seria mais caro captar dinheiro no mercado. Mas insistiu que isso não vai acontecer. "De jeito nenhum", disse. "Mas é importante que as pessoas reconheçam que essa recuperação será mais fraca se não fizermos um trabalho melhor juntos ao longo do tempo, para demonstrar que vamos ter a vontade política de fazer escolhas difíceis", acrescentou. Na segunda-feira, a Moody's colocou os EUA em alerta sobre o status AAA da classificação do país.

DCI – 17.03.2010

Receita e PF fazem operação para combater comércio ilegal de pneus

Daniel Lima
Repórter da Agência Brasil

Brasília - A Operação Carcaça para combater a importação de pneus fabricados na China foi iniciada hoje (17) pela Receita Federal e Polícia Federal nos estados de Santa Catarina, Paraná e Rio de Janeiro, onde estão sendo cumpridos 18 mandados de busca e apreensão. Os pneus, de acordo com as investigações, entravam no Brasil pelo Paraguai por meio de empresas sediadas em Ciudad del Este.

A Receita informou ainda que as investigações identificaram a entrada ilegal no país de carcaças de pneus que acabam circulando em território brasileiro com notas fiscais falsas.

Algumas das empresas que recebiam a mercadoria são do setor de importação, reforma e revenda de pneus no mercado nacional e vinham se valendo de decisão judicial para importação de pneus usados até a proibição desse tipo de atividade pelo Supremo Tribunal Federal e junho de 2009.

Participam da operação 45 servidores da Receita e cerca de 100 agentes da Polícia Federal, em Foz do Iguaçu, Curitiba, Pinhais e Paranavaí no Paraná, Biguaçu e Florianópolis em Santa Catarina e em Nova Iguaçu no Rio de Janeiro.

A Receita informou também que os envolvidos responderão pelos crimes de contrabando, descaminho, sonegação fiscal, formação de quadrilha e crime ambiental.

Agência Brasil – 17.03.2010

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