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Obama pede para chineses flexibilizarem o Yuan
da France Presse, em Washington
da Folha Online
O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, pediu nesta quinta-feira aos chineses que permitam uma maior flexibilização da cotação do yuan.
"Se a China se mover em direção a um tipo de câmbio mais de acordo com os mercados representaria uma contribuição essencial aos esforços globais para reequilibrar a economia", disse Obama no discurso onde apresentou uma plano para dobrar as exportações americanas em cinco anos.
O presidente americano mencionou essa meta comercial pela primeira vez no discurso de Estado da União, em janeiro. Porém, para cumpri-la, será fundamental a "contribuição" chinesa em relação ao seu câmbio.
Com o yuan desvalorizado, a China consegue manter a competitividade dos exportadores do país. Porém, os demais países --em especial os EUA e os membros da União Europeia-- dizem que a manutenção dessa política de câmbio pelos chineses distorce o comércio global.
No mês passado, Obama já havia dito que previa "negociações muito duras" neste ano com a China em relação ao yuan.
Apesar das reclamações, a China mantém sua moeda fixa em relação ao dólar desde julho de 2008.
Para conseguir bater a meta de dobrar as exportações, os americanos terão que fazer suas vendas externas terem um crescimento de aproximadamente 15% ao ano. Seria mais do que o dobro dos 6% previstos pela OMC (Organização Mundial do Comércio) para o crescimento do comércio exterior em todo o mundo.
Folha Online – 11.03.2010
China critica "politização" sobre valor do Yuan
da France Presse, em Pequim
A China criticou nesta sexta-feira o que chamou de politização a respeito da questão do valor do yuan, após um pedido do presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, por uma taxa de câmbio "mais de acordo com o mercado".
"Não concordamos com a politização da questão da taxa de câmbio do yuan", declarou o vice-presidente do Banco Central da China, Su Ning, à margem da reunião anual plenária do Parlamento.
"Também não aceitamos o fato de que um país deseje ver os próprios problemas solucionados por outro. Pensamos que a questão da taxa de câmbio não ajudará a diminuir ou aumentar nossos excedentes e déficits comerciais", completou.
Os sócios comerciais da China, começando pelos Estados Unidos, pressionam por uma valorização do yuan, pois consideram o valor da moeda chinesa artificialmente baixo, o que dá vantagem competitiva a Pequim.
O gigante asiático se tornou o maior exportador mundial, apesar da crise, ao ultrapassar a Alemanha em 2009.
A China defende a "estabilidade" da moeda, levando em consideração as incertezas que persistem sobre a recuperação econômica mundial. O país já denunciou várias vezes a "politização" do tema.
Folha de São Paulo – 12.03.2010
MDIC divulga balança de estados e municípios em fevereiro
O Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC) divulga nesta quinta-feira (11/3), em sua página eletrônica (www.mdic.gov.br), dados referentes ao desempenho das 27 unidades da federação e de mais de 2 mil municípios brasileiros no comércio exterior em fevereiro.
Entre os estados, as exportações somaram US$ 12,197 bilhões e as importações US$ 11,803 bilhões, no mês. Com isso, o superávit (diferença entre o valor exportado e importado) do período ficou em US$ 394 milhões e a corrente de comércio (soma das duas operações) em US$ 24 bilhões.
A Região Sudeste vendeu ao mercado externo US$ 7,082 bilhões, com uma participação de 58% na pauta exportadora. Os três estados que compõem a Região Sul tiveram embarques de US$ 2,094 bilhões (17%). As próximas regiões do ranking são Nordeste – US$ 1,172 bilhão (9%); Centro-Oeste – US$ 906 milhões (7%) e, por fim, a Região Norte, com US$ 725 milhões (5%).
Municípios
No levantamento por municípios, Angra dos Reis (RJ) foi o maior exportador em janeiro e fevereiro de 2010, com embarques US$ 1,085 bilhão. No ranking dos municípios que mais exportaram, em segundo e terceiro lugares entraram São Paulo (SP), com vendas de US$ 762 milhões, e Macaé (RJ) – US$ 692 milhões. Em quarto lugar aparece o município de Paraupebas (PA) – US$ 578 milhões, e, em quinto, Vitória (ES) – US$ 543 milhões.
MDIC – 11.03.2010
Comitê vai eliminar excessos de pacote tributário
RENATO ANDRADE Agencia Estado
BRASÍLIA - O pacote do governo que propõe mudanças na cobrança de dívidas tributárias, que resultará num forte cerco ao contribuinte, vai passar por uma limpeza. Os quatro projetos de lei serão analisados pelo comitê de gestão do chamado Pacto Republicano, firmado pelos presidentes dos três poderes no ano passado. A ideia é eliminar excessos, como a penhora de bens sem autorização prévia de um juiz, para permitir que as propostas tenham condições de serem aprovadas no Congresso.
As medidas encaminhadas pelo governo no ano passado à Câmara fazem parte de uma agenda conjunta de trabalho estabelecida pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva e os presidentes do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes, da Câmara, Michel Temer (PMDB-SP), e do Senado, José Sarney (PMDB-AP), para garantir agilidade nos processos judiciais. Batizado de "Pacto Republicano de Estado por um Sistema de Justiça mais Acessível, Ágil e Efetivo", o acordo foi firmado em meados de abril. Menos de uma semana depois, o Planalto encaminhou ao Congresso o pacote tributário.
Integrantes do comitê terão uma reunião na próxima semana para estabelecer um "trabalho de limpeza" dos projetos, segundo disse um dos membros do grupo. As discussões começaram esta semana, quando foram feitas as primeiras análises.
A possibilidade de transformar administradores de empresas em "fiscais" da Receita Federal é um dos pontos que devem ser eliminados do projeto que propõe a alteração do Código Tributário Nacional. Pela proposta, gerentes e diretores terão de "fazer todo o necessário" para cumprir as obrigações tributárias da empresa, "inclusive privilegiar o pagamento de tributos em detrimento de outras despesas ou débitos". O poder de polícia proposto para os fiscais federais, estaduais e municipais também deve cair. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
OESP – 12.03.2010
Movimento nos portos brasileiros cai pela primeira vez em 10 anos
da Folha Online
A movimentação nos portos caiu 4,61% no ano passado em relação a 2008 --a primeira queda registrada desde 1999, informa reportagem de Humberto Medina para a Folha (íntegra disponível para assinantes do UOL e do jornal).
A movimentação de granéis sólidos (principalmente minério) caiu 5,91%, e a de carga geral (contêineres), 9,32%. Na avaliação do governo e do setor privado, a crise internacional foi responsável pelos números.
Segundo análise da Antaq (Agência Nacional de Transportes Aquaviários), o impacto da crise na movimentação portuária já era esperado. Para os técnicos, a forte retração no comércio internacional e as restrições de crédito não teriam como deixar de alcançar os portos no ano passado.
Folha Online – 12.03.2010
Euro prepara-se para testar US$ 1,38
Petróleo WTI para abril ganhava 0,58% para US$ 82,59 o barril na Nymex eletrônica e o cobre para maio avançava 0,56% para US$ 3,3960 por libra peso
Cynthia Decloedt, da Agência Estado
LONDRES - O mercado de câmbio toma fôlego nesta manhã, apesar das especulações de que a China está prestes a elevar o juro, e o resultado é uma onda de vendas de dólares, que beneficia o euro e a libra esterlina. A valorização do euro puxa as commodities.
A moeda europeia atravessou o nível de US$ 1,37, a resistência de US$ 1,3730 e a máxima de março de US$ 1,3735, e prepara-se para testar o teto da atual margem de oscilação de US$ 1,3840 a US$ 1,3405, diz o Barclays Capital. Na máxima intraday, o euro operou na máxima em três semanas de US$ 1,3788. Às 8h03 (de Brasília), o euro valia US$ 1,3773, bem acima do nível do final da tarde ontem em Nova York de US$ 1,3679. A libra esterlina avançava para US$ 1,51575, de US$ 1,5063 ontem. O dólar recuava para 90,33 ienes, de 90,56 ienes ontem.
O petróleo WTI para abril ganhava 0,58% para US$ 82,59 o barril na Nymex eletrônica e o cobre para maio avançava 0,56% para US$ 3,3960 por libra peso.
Na madrugada, circularam rumores de que Pequim irá em breve elevar o juro e o compulsório mais uma vez ou permitir que a apreciação do yuan contra o dólar.
O principal foco do mercado deve ser agora os dados de vendas no varejo nos EUA, que devem demonstrar forte deterioração no mês passado em consequência da forte neve que caiu no território norte-americano.
Os temores agora amenizados de um calote pela Grécia também dão suporte ao euro, que foi fortemente pressionado por tal perspectiva. Alguns investidores continuam céticos quanto a habilidade do euro de avançar mais, diante dos problemas que enfrentam outros países com pesadas dívidas na Europa.
O euro mostrou fragilidade nesta manhã apenas contra o franco suíço, atingindo a mínima em uma semana a 1,4590 franco por euro, enquanto participantes testam os limites do banco central suíço.
O iene, por sua vez, foi pressionado pela implícita ameaça de intervenção nas declarações do primeiro-ministro do Japão, Yukio Hatoyama, de que a crise financeira internacional fortaleceu o iene, o que "não acreditamos refletir o fato de as condições econômicas e industriais no Japão não serem fortes o suficiente". "Acredito que precisamos tomar medidas firmes contra tal fortalecimento do iene", acrescentou. As informações são da Dow Jones.
Agência Estado – 12.03.2010
Produção industrial da zona do euro tem alta recorde em janeiro
da Reuters, em Bruxelas
A produção industrial da zona do euro verificou em janeiro o maior crescimento mensal já registrado, enquanto os dados de dezembro foram revisados para cima, apontando uma recuperação mais forte do que o esperado.
A produção industrial nos 16 países que formam o bloco expandiu-se em 1,7% em relação a dezembro, a maior alta desde que a pesquisa passou a ser feita em janeiro de 1990, informou a Eurostat nesta sexta-feira.
Em termos anuais, houve crescimento de 1,4%, o primeiro resultado positivo para a base anual desde abril de 2008.
As projeções apuradas pela Reuters apontavam aumento de 0,7% na relação mensal e queda de 1,9% na comparação anual.
A Eurostat revisou dados de dezembro para acréscimo de 0,6% ante novembro e queda na base anual de 4,1%, contra o recuo de 1,7% e declínio de 5%, respectivamente, divulgados anteriormente.
Folha de São Paulo – 12.03.2010
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