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Sem oferta dos EUA, Brasil adiantará lista de patentes
AE Agencia Estado
BRASÍLIA - Diante da ausência de uma oferta americana para negociar uma alternativa "pacífica" para as retaliações comerciais do Brasil aos Estados Unidos, o governo brasileiro deve antecipar para a próxima semana o início da consulta pública da lista de direitos de propriedade intelectual - como patentes e royalties - que também podem sofrer sanções. A informação é de uma fonte envolvida nas conversas com o governo americano. Na segunda-feira, o governo havia informado que os termos da consulta pública seriam aprovados pelos ministros da Câmara de Comércio Exterior (Camex) no dia 23 de março.
A expectativa alimentada pelo Itamaraty era de que uma primeira proposta de compensação comercial fosse entregue ontem por Michael Froman, conselheiro adjunto de Segurança Nacional para Assuntos Econômicos Internacionais dos Estados Unidos. Froman foi recebido no fim da manhã pelo embaixador Pedro Luiz Carneiro de Mendonça, subsecretário de Assuntos Econômicos e Tecnológicos do Itamaraty. Mas preferiu tratar da controvérsia apenas como um tópico da agenda econômica bilateral.
Em paralelo, o secretário de Comércio americano, Gary Locke, insistia com o ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Miguel Jorge, que os EUA não querem iniciar uma guerra comercial contra o Brasil. Mas a intenção de Washington de negociar ainda não saiu do plano retórico.
Um avanço poderá ocorrer no início de abril, quando o chefe da Representação dos Estados Unidos para o Comércio (USTR), Ron Kirk, deve se reunir com autoridades brasileiras. No entanto, segundo Miguel Jorge, não se sabe ainda se esse encontro ocorrerá antes ou depois do dia 7, data marcada pelo governo para iniciar a aplicação das retaliações sobre bens americanos incluídos na lista divulgada segunda-feira pela Camex. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
OESP – 10.03.2010
Comércio diz que retaliação aos EUA pode levar a aumento de juros
LORENNA RODRIGUES
da Folha Online, em Brasília
O presidente da CNDL (Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas), Roque Pellizzaro Junior, disse nesta quarta-feira que a retaliação brasileira a produtos norte-americanos poderá levar a um aumento nas taxas de juros no Brasil.
Segundo ele, a sobretaxa à importação de produtos dos Estados Unidos causará um aumento nos preços internos, o que pressiona a inflação e pode fazer com que o Banco Central aumente a taxa básica de juros (Selic).
"Isso acontecendo pode haver uma pressão inflacionária e pode haver um aumento na taxa de juros. A gente espera que o governo brasileiro e americano se acertem e não haja essa necessidade", afirmou.
Para Pellizzaro, o risco de aumento nos preços é maior em setores como o trigo, em que a dependência dos EUA é significativa.
"Não se apresentou substituto [para o fornecimento]. Nesse momento não sei se seria a melhor alternativa", completou.
O Brasil apresentou na segunda-feira uma lista de produtos cuja importação será sobretaxada em retaliação aos subsídios pagos pelo governo norte-americano à produção local de algodão. A retaliação entra em vigor no dia 7 de abril, mas até lá os dois governos poderão entrar em um acordo e evitar a medida.
Folha Online – 10.03.2010
Brasil não tem interesse em brigar com os EUA, diz Lula
GIULIANA VALLONE
da Folha Online
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta quarta-feira que a intenção do governo brasileiro com a divulgação da lista de retaliação a produtos norte-americanos não é brigar com os Estados Unidos, e sim fazer valer as determinações da OMC (Organização Mundial do Comércio).
"O Brasil não tem interesse em brigar com os Estados Unidos, mas quer que eles obedeçam à OMC", disse o presidente durante evento de inauguração de uma usina termelétrica da Petrobras em Cubatão (Baixada Santista).
Lula explicou que o Brasil vinha lutando há sete anos contra os subsídios do governo americano aos produtores de algodão do país. Esse benefício, segundo ele, prejudica os "pobres países africanos" que não têm a tecnologia de produção dos países desenvolvidos.
"O Brasil ganhou na OMC, e então os EUA teriam que parar com os subsídios. Mas eles não pararam. Então a OMC permitiu que o Brasil criasse dificuldades para os produtos americanos", disse. "O que estamos fazendo não é retaliação, estamos dizendo aos Estados Unidos que não importa o tamanho de cada um de nós, somos todos nações e queremos ser respeitados."
Lula fez um apelo ao presidente norte-americano, Barack Obama, para que coloque seu pessoal para negociar rapidamente o assunto. "Cumpram com suas obrigações e nós cumprimos com as nossas", disse.
Ele afirmou que está na hora de dar uma chance para os pequenos produtores africanos para que entrem nos mercados americano e europeu. "Assim, teríamos um comércio mais justo, e um mundo melhor."
O Brasil divulgou na segunda-feira a lista definitiva de produtos norte-americanos cuja importação deverá ser sobretaxada em retaliação aos subsídios pagos pelo governo dos Estados Unidos à produção local de algodão.
A lista tem cerca de 100 itens entre frutas --como pêras, cerejas e ameixas-- sucos, produtos de higiene e maquiagem, plástico, algodão preparado, equipamentos industriais, aparelhos de som, veículos, óculos e escovas de dente. Sobre todos esses produtos incidirão alíquotas de importação que variam de 12% a 100% do valor.
Em agosto do ano passado, a OMC autorizou o Brasil a aplicar sanções aos EUA até o limite de US$ 830 milhões --sendo até US$ 560 milhões em bens e produtos e o restante sobre serviços e propriedade intelectual.
Folha Online – 10.03.2010
Reforma de política regulatória pode ajudar Brasil a ampliar comércio com EUA, diz secretário de Comércio
Wellton Máximo
Repórter da Agência Brasil
Brasília - A reforma de políticas regulatórias e a ampliação das parcerias público-privadas (PPPs) são passos necessários para o Brasil ampliar as trocas comerciais com os Estados Unidos, disse hoje (9) o secretário de Comércio norte-americano, Gary Locke. Em nota emitida pela embaixada dos Estados Unidos em Brasília, ele defendeu a união do governo e dos empresários para reduzir as barreiras comerciais e atender às necessidades do setor privado.
“Precisamos que os líderes empresariais se envolvam no processo de formulação de políticas, na defesa das parcerias público-privadas no Brasil e na comunicação com o governo brasileiro sobre a reforma de políticas regulatórias que visem a incentivar maior comércio e investimento”, afirmou o comunicado.
A nota não mencionou a retaliação de US$ 531 milhões em produtos que o Brasil aplicará aos Estados Unidos. Ontem (8), o governo brasileiro divulgou a lista de itens norte-americanos que terão o Imposto de Importação reajustado a partir do próximo mês. Em novembro, a Organização Mundial do Comércio (OMC) autorizou o Brasil a aplicar sanções aos Estados Unidos por causa dos subsídios concedidos pelo governo norte-americano aos produtores de algodão.
O secretário norte-americano se reuniu hoje (9) com os ministros do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Miguel Jorge, e a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff. O encontro também teve a presença de representantes da Câmara de Comércio Brasil–Estados Unidos e de 20 presidentes executivos de empresas brasileiras e norte-americanas.
Na reunião, foram discutidos acordos de bitributação e de cooperação no setor elétrico, mas os Estados Unidos não apresentaram nenhuma proposta oficial para compensar as retaliações comerciais. A embaixada informou que Gary Locke teve outra reunião com Miguel Jorge e o vice-ministro de Minas e Energia, Márcio Zimmermann, mas não especificou se o encontro ocorreu antes ou depois da reunião com os empresários.
No comunicado, o secretário destacou que o Brasil representa um dos mercados mais importantes para os produtos norte-americanos. “O Brasil é o décimo maior mercado para as exportações dos EUA, mas os governos dos EUA e do Brasil podem fazer mais para criar um arcabouço para que os negócios sejam bem-sucedidos,” ressaltou.
Agência Brasil – 09.03.2010
Brasil organiza primeiro banco de moedas local
SÃO PAULO - O Brasil pode se tornar um mercado de divisas da América Latina e ser um polo financeiro regional. O lançamento do Projeto Omega, como é chamado o banco de moedas brasileiro, está previsto para o dia 25 deste mês. O banco funcionaria como um distribuidor de aplicações e papéis, atuando no mercado de capitais e na compensação de valores em diversas moedas. De olho neste panorama, empresas como a Confidence Câmbio já conseguiram aprovação do Banco Central para atuarem como bancos de câmbio.
Um dos indicativos de que o projeto deve sair do papel aconteceu ontem, na Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), onde representantes da Boston Consulting Group (BCG), consultoria americana contratada para realizar os estudos, apresentou para empresários como seria o formato do banco de moedas. Ao DCI, um dos espectadores contou que apresentação coloca o Brasil como centro internacional financeiro, nos moldes do acontece em Miami, por exemplo. Lá funciona a Foreign Exchange (Forex). A Forex atende clientes em mais de 140 países e o volume de comércio médio, segundo a própria empresa, é de quase US$ 200 bilhões por mês.
O presidente do instituto de pesquisa de mercado Fractal, Celso Grisi, diz que a economia brasileira ganharia muito com o Omega, que faria a compensação de títulos e moedas latino-americanas, a princípio. Posteriormente o objetivo é operar com todas moedas do mundo. "Seria extremamente positivo, pois traria uma alavancagem forte no mercado financeiro e poderia trazer negócios no Brasil."
Contudo, o presidente da Fractal analisa que o sistema financeiro nacional precisa aparar algumas arestas no campo da economia, como a modernização cambial. "Propostas como essas requerem sempre a modernização de nossa política de câmbio, implicando a conversibilidade plena da moeda e a extinção, ou redução, a um nível mínimo, dos controles do câmbio."
Ele analisa que, para implantar o Omega, será necessário fazer três ações anteriores: ampliação expressiva do superávit fiscal primário, redução da dívida pública e taxas de juros fixadas pelo regime de meta inflacionária e pelo câmbio flutuante. "Estamos perto disso, sem dúvida, mas ainda remanescemos sob a ameaça da volta dos controles estatais. O IOF imposto ao capital estrangeiro recentemente é um bom exemplo disso", afirma.
O analista diz que um centro de compensações permitirá um investidor do Chile, por exemplo, comprar títulos no Brasil, ou até mesmo uma empresa mexicana buscar recursos no Brasil para financiar expansão internacional. "Uma ala moderna, capitaneada por Henrique Meirelles, presidente do BC, apoia o projeto; contudo alas mais conservadoras como a que representa Guido Mantega, ministro da fazenda, não se opõe medida. Há um fortalecimento da economia."
Estimativas do mercado mostram que o bancário cresceria com o funcionamento do Omega, entre 160% e 240%; o de ações avançaria entre 25% e 40%; o de derivativos, entre 45% e 75%; e o de gestão de recursos (asset management), entre 50% e 110%. No próximo dia 25, BM&F Bovespa, a Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima) e a Federação Brasileira de Bancos (Febraban) devem apresentar oficialmente o projeto.
De olho no mercado, empresas como a Confidence Câmbio, que é uma das maiores corretoras de câmbio do Brasil e opera com mais de 90 filiais, recebeu licença para abrir o primeiro banco de câmbio. O formato de instituição foi criado pelo Banco Central com o objetivo de aumentar a oferta de produtos e a competitividade entre os serviços de câmbio.
A previsão é de que as operações do banco sejam iniciadas a partir de maio. "A entrada como banco visa a operações como hedge, por exemplo, mas em um futuro próximo, após a regulamentação, como no exterior. O Brasil busca regulamentações para fazer os investimentos entre moedas. Está se moldando a legislação, no Brasil, mas não é imediato", afirmou Andreas Wiemer, vice-presidente da empresa.
De acordo com ele, como banco de câmbio, a Confidence fica autorizada a importar diretamente moeda estrangeira e a abrir conta própria em instituições, entre outras operações atualmente limitadas a bancos múltiplos, não permitidas às corretoras. "Desta forma, a instituição não dependerá de bancos intermediários para viabilizar suas operações, podendo ampliar sua atuação na área de câmbio."
Wiemer ressalta que o BC faz um processo contínuo de internacionalização da economia nacional ao controlar mais severamente a lavagem de dinheiro.
"São normas melhores no aspecto fiscal e as vemos com bons olhos, pois minimizam a concorrência desleal."
DCI – 10.03.2010
Exportações do agronegócio do Brasil sobem 20,6% em fevereiro
Carne de frango e bovina, açúcar e farelo de soja foram os itens que mais contribuíram para a alta
Reuters
SÃO PAULO - As exportações do agronegócio brasileiro subiram 20,6% em fevereiro em relação ao mesmo mês do ano passado, para US$ 4,4 bilhões de dólares, informou nesta quarta-feira o Ministério da Agricultura.
De acordo com comunicado do ministério, carne de frango, carne bovina, açúcar e farelo de soja foram os itens que mais contribuíram para a alta, e o superávit da balança comercial alcançou US$ 3,4 bilhões. Em janeiro, as exportações haviam recuado 1,8%.
"O mês de fevereiro marca o início de uma recuperação das vendas externas do agronegócio, com a maioria dos grupos de produtos apresentando taxas de crescimento positivas, depois de vários meses de queda com retração do valor exportado em 10% no ano de 2009", disse o diretor de Promoção Internacional do Agronegócio, Eduardo Sampaio.
O ministério destacou o crescimento da receita da carne bovina in natura de 42,6% no período (de US$ 186 milhões para US$ 265 milhões). No total, as exportações de carnes bovina, suína e de frango aumentaram 24,5%, passando de US$ 781 milhões em fevereiro de 2009 para 973 milhões em janeiro de 2010.
Já o farelo de soja apresentou alta de 39% no valor exportado, sendo o item mais importante na composição do desempenho do complexo da oleaginosa, que aumentou 17,4%, totalizando US$ 582 milhões.
O complexo sucroalcooleiro teve alta de 47,8% na receita exportada no mês passado em relação ao mesmo período de 2009, atingindo US$ 729 milhões. O valor dos embarques de açúcar cresceu 50,9% e do etanol, 22%.
As exportações no período subiram para a maioria dos blocos econômicos e regiões com destaque para Europa Oriental (76,3%), Oriente Médio (40,1%) e Ásia (32,8%).
(Camila Moreira e Denise Luna)
OESP – 10.03.2010
México quer condições para tratado comercial com o Brasil
Empresários mexicanos afirmam que economia brasileira é mais fechada e com mais impedimentos tarifários
Efe
MÉXICO - O Governo do México afirmou que só vai assinar um tratado de livre-comércio (TLC) com o Brasil quando existirem condições de igualdade de oportunidades e forem estabelecidas regras claras para os empresários mexicanos.
O ministro mexicano de Economia, Gerardo Ruiz Mateos, disse durante um pronunciamento perante uma comissão do Senado que não haverá acordo comercial com o Brasil enquanto "não existirem condições claras", principalmente para eliminar as barreiras não-tarifárias.
"O Brasil é um mercado interessante para os mexicanos. É mais fácil que empresários de nosso país façam negócios com brasileiros que com americanos ou europeus, pela proximidade cultural", disse.
Ruiz Mateos considerou que as negociações com o Brasil devem incluir os temas de serviços, investimento, compras de Governo, marco intelectual, assim como regras comerciais claras.
"Um tratado de livre-comércio inclui outros acordos como o setor de serviços, turismo, setor financeiro, transporte, distribuição de consultoria", acrescentou.
Durante a última Cúpula do Grupo do Rio, que aconteceu no Caribe mexicano em fevereiro, Lula e o presidente do México, Felipe Calderón, assinaram um memorando de entendimento para começar a analisar a viabilidade do acordo.
A proposta de um TLC entre Brasil e México foi rejeitada em várias ocasiões por empresários mexicanos, que afirmam que a economia brasileira é mais fechada que a sua e impõe maiores impedimentos tarifários ao comércio.
OESP – 10.03.2010
Balança comercial da China tem superavit de US$ 7,6 bi em fevereiro
da France Presse
A China registrou em fevereiro um superavit comercial de US$ 7,61 bilhões, uma forte alta na comparação com os US$ 4,84 bilhões registrados no mesmo mês de 2009, graças ao estímulo provocado pela recuperação das exportações.
As exportações da terceira maior economia mundial, que em dezembro voltaram a crescer depois de 13 meses de retrocesso, totalizaram em fevereiro US$ 94,52 bilhões, uma alta de 45,7% em relação ao mesmo período de 2009.
As importações também registraram em fevereiro uma grande alta, de 44,7%, a US$ 86,91 bilhões.
Os dados são divulgados em meio à pressão dos principais países do mundo, em especial os Estados Unidos e os da União Europeia, para que a China valorize o yuan.
A moeda do país é mantida desvalorizada pelo governo --o que garante maior competitividade aos exportadores locais e, segundo os demais países, distorce o comércio internacional.
Folha de São Paulo – 10.03.2010
Superávit comercial da China cai quase à metade
CYNTHIA DECLOEDT Agencia Estado
PEQUIM - As exportações chinesas cresceram fortemente em fevereiro, em comparação com os baixos níveis de fevereiro de 2009, mas recuaram ante janeiro, mostrando que a recuperação econômica do país continua frágil. Segundo dados divulgados hoje pelo governo, as exportações cresceram 45,7% em fevereiro em relação ao mesmo mês do ano passado, enquanto as importações avançaram 44,7%. As exportações somaram US$ 94,52 bilhões e as importações atingiram US$ 86,91 bilhões. Com isso, o superávit comercial chinês caiu para US$ 7,61 bilhões em fevereiro - quase metade do registrado em janeiro (US$ 14,17 bilhões).
Em base sazonalmente ajustada, as exportações caíram 2,2% em relação a janeiro, sugerindo uma pequena desaceleração na demanda externa, tema recorrente nos discursos das autoridades chinesas. Já as importações avançaram 6,3% em fevereiro ante janeiro, em base sazonalmente ajustada, revertendo queda de 0,9% em janeiro. Os números indicam que a demanda doméstica permanece forte, apesar dos esforços do governo para conter o crédito.
Os números sobre as exportações, que aparentemente validam a abordagem cautelosa do governo na retirada do estímulo econômico, podem sustentar argumentos para que Pequim prossiga com sua atual política de controle do câmbio, que tem ajudado os exportadores. As informações são da Dow Jones.
Agencia Estado – 10.03.2010
Exportações chinesas crescem acima do esperado em fevereiro
Embarques do país são um bom termômetro de seus principais mercados, que são Estados Unidos, Europa e Ásia.
Claudia Trevisan, de O Estado de S.Paulo
Pequin - As exportações chinesas cresceram acima do esperado em fevereiro e registraram a mais rápida expansão dos últimos três anos, em um forte indício de recuperação da economia global. A China é desde fevereiro o maior exportador do mundo e seus embarques são um bom termômetro da atividade produtiva em outros países, especialmente de seus principais mercados, que são Estados Unidos, Europa e Ásia.
Os dados do comércio exterior divulgados ontem apontam ainda para a consolidação do crescimento chinês, com o aumento de 45% das importações. O percentual é inferior ao espetacular aumento de 85,5% de janeiro, mas está dentro das previsões dos analistas. A alta das exportações foi de 46%, mais que o dobro dos 21% registrados no mês anterior.
"As estatísticas do comércio mostram uma contínua e forte recuperação da China e do mundo", escreveu o economista-chefe do Standard Chartered na China, Stephen Green.
Segundo ele, os maiores índices de crescimento ocorreram nos embarques para Ásia (com exceção do Japão), América Latina, África e Oriente Médio, o que reflete a reação dos países emergentes. A continuidade de sua recuperação em 2010 terá impacto positivo sobre as exportações da China, ressaltou o economista.
Wang Tao, economista-chefe do UBS na China, observou que as exportações para Estados Unidos, União Européia e Japão responderam por metade da expansão de fevereiro e começam a se aproximar do ritmo de crescimento dos embarques para os países emergentes.
Sua expectativa é que as exportações chinesas cresçam entre 25% e 40% nos próximos meses, desacelerem no segundo semestre e fechem o ano com alta de 15% a 20%. Em sua avaliação, as exportações líquidas deverão contribuir para 0,5% do crescimento do PIB em 2010, que a maioria dos analistas acredita que será de 9% a 10%.
A China diminuiu o ritmo de importação de minério de ferro em fevereiro em relação aos patamares do segundo semestre de 2009 _o produto é o principal item da pauta de exportação do Brasil para a China. Ainda assim, as compras tiveram alta de 6%, para 49 milhões de toneladas, o que poderá dar munição às mineradoras nas negociações de preços com os chineses para 2010.
Na avaliação de Green, os números de fevereiro indicam que a demanda das siderúrgicas da China por minério "continua em alta". O produto é a principal matéria-prima para fabricação de aço.
OESP – 10.03.2010
Garantir crescimento e combater inflação na China é tarefa difícil
País estabeleceu como meta um crescimento de cerca de 3% do CPI este ano, depois de registrar queda de 0,7% em 2009
Cynthia Decloedt, da Agência Estado
PEQUIM - A China enfrenta a difícil tarefa de atingir um equilíbrio entre garantir o crescimento econômico e combater a inflação, disse o governador assistente do Banco do Povo da China, Guo Qingping. "Iremos tratar de modo adequado da relação entre a sustentação de um crescimento econômico estável e relativamente rápido, a reestruturação da economia e a administração das expectativas de inflação. É uma tarefa difícil. Mas estamos confiantes de que faremos o melhor", disse Guo.
Segundo ele, o banco central utilizará os instrumentos, incluindo o compulsório, as operações de mercado aberto e as taxas de juro, para controlar o crédito.
Ele repetiu que o BC chinês trabalhará para que haja um crescimento equilibrado do crédito durante este ano e estabilidade básica dos preços, mantendo, ao mesmo tempo, uma liquidez ampla e suficiente. Ele também disse que o banco central poderá dar continuidade a sua política monetária "moderadamente flexível".
A China estabeleceu como meta um crescimento de cerca de 3% do CPI este ano, depois de registrar queda de 0,7% em 2009. As declarações de Guo foram concedidas em entrevista durante o Congresso do Povo da China. As informações são da Dow Jones.
Agência Estado – 10.03.2010
Superávit comercial cai em janeiro na Alemanha
Superávit em conta corrente também tem queda, para US$ 4,8 bilhões
Danielle Chaves, da Agência Estado
FRANKFURT - O superávit comercial da Alemanha caiu em janeiro para 8,7 bilhões de euros (US$ 11,8 bilhões), em termos sazonalmente ajustados, ante os 16,6 bilhões de euros de dezembro, segundo informou nesta quarta-feira o Escritório de Estatísticas Federal, Destatis. Na mesma base de comparação, o superávit em conta corrente alemão recuou de 19,9 bilhões de euros para 3,6 bilhões de euros (US$ 4,8 bilhões), em termos não ajustados.
No entanto, em comparação com janeiro de 2009, quando o superávit comercial foi de 7,1 bilhões de euros e o superávit em conta corrente foi de 3,2 bilhões de euros, houve crescimento.
Com relação à balança comercial, em termos ajustados sazonalmente, as exportações cresceram 2,4% ante janeiro de 2009, para 67,9 bilhões de euros, enquanto as importações ficaram estáveis em 59,2 bilhões de euros. Em termos não ajustados, as exportações subiram 0,2%, para 63,9 bilhões de euros, e as importações caíram 1,4%, para 56,0 bilhões de euros.
Inflação
O índice de preços ao consumidor (CPI, na sigla em inglês) da Alemanha subiu 0,4% em fevereiro, mais que a alta de 0,2% divulgada anteriormente, segundo informou o Destatis. Como resultado, a taxa de inflação em termos anuais recuou para 0,6% em fevereiro, de 0,8% em janeiro, e não para 0,4% como indicado na estimativa anterior. As informações são da Dow Jones.
Agência Estado – 10.03.2010
Saldo comercial da Alemanha cai mais do que o esperado em janeiro
da France Presse, em Berlim
O excedente comercial da Alemanha, segundo maior exportador mundial, caiu em janeiro a oito bilhões de euros (US$ 10,8 bilhões), contra 13,4 bilhões de euros (US$ 18,2 bilhões), segundo o Escritório Federal de Estatísticas alemão.
As exportações foram muito menores que em dezembro, a 63,9 bilhões de euros, contra 69,2 bilhões no mês anterior --uma queda de 6% em ritmo mensal.
As exportações alemãs, motor da economia do país, registraram assim a primeira baixa desde agosto e surpreenderam o mercado, apesar de analistas considerarem o resultado uma "correção pontual".
Na comparação anual, as exportações da Alemanha registraram alta, já que em janeiro de 2009 a crise provocou estragos e uma redução da demanda mundial para os produtos locais.
Ano passado, a Alemanha perdeu para a China o título de campeã mundial das exportações.
Folha de São Paulo – 10.03.2010
Economistas cortam previsão de crescimento dos EUA em 2011
REUTERS
WASHINGTON, 10 DE MARÇO - Os economistas norte-americanos elevaram suas previsões para o crescimento do país em 2010, no terceiro mês seguido de revisão para cima, mas reduziram o cenário para o ano que vem, segundo pesquisa divulgada nesta quarta-feira.
Os economistas consultados neste mês pelo informativo Blue Chip Economic Indicators disseram que a economia deve crescer 3 por cento em 2011, 0,1 ponto percentual abaixo do prognóstico feito em fevereiro.
A estimativa para este ano passou para 3,1 por cento, 0,1 ponto superior à do mês passado.
(Por Nancy Waitz)
OESP – 10.03.2010
Suposta intervenção do BC suiço faz euro sair de mínima ante franco
O euro saltou de sua mínima em um mês, de 1,4612 franco, para 1,4631 franco
Marcílio Souza, da Agência Estado
LONDRES - O franco suíço recuou frente ao euro nesta manhã, em meio a mais um episódio de suposta intervenção do Banco Nacional da Suíça (SNB, banco central do país) no mercado cambial. O euro saltou de sua mínima em um mês, de 1,4612 franco, para 1,4631 franco, embora não tivesse sido registrado movimento semelhante da moeda suíça frente ao dólar. Depois disso, o franco voltou rapidamente a subir diante da divisa europeia e às 8h35 (de Brasília) era cotado a 1,4622 para cada euro.
Em linha com sua postura usual, o BC suíço recusou-se a comentar o assunto. Acredita-se que a autoridade monetária tenha intervindo em pequena escala diversas vezes este ano, evitando que o euro caia abaixo dos níveis atuais e prejudique a competitividade das exportações suíças.
No ano passado, o SNB interveio pesadamente em diversas ocasiões toda vez que o euro caía abaixo de 1,50 franco, conseguindo manter a moeda local em baixa. Entretanto, o BC mudou de tática no final de 2009, já que uma modesta inflação no país reduziu a necessidade de conter o vigor do franco.
Agora, com a economia suíça saindo-se relativamente bem e o euro sob persistente pressão dos problemas fiscais da Grécia, acredita-se que o SNB esteja atuando com mais frequência mas em menor escala, com o objetivo de desacelerar, mas não parar totalmente, a ascensão do franco. A política de longo prazo dos bancos suíços de vender ativos estrangeiros e repatriar os recursos para aumentar suas bases de capital contribui para impulsionar o franco, já que gera uma persistente demanda pela moeda doméstica.
Acredita-se que o SNB tenha atuado em 29 de janeiro, 4, 12 e 23 de fevereiro e em 2 de março. Em todas as ocasiões, o franco inicialmente caiu, mas voltou rapidamente a subir depois.
Amanhã, o SNB promove sua reunião trimestral de política monetária. Os participantes do mercados estarão atentos para a previsão de crescimento e para os comentários da autoridade monetária sobre alguma indicação provável de estratégia futura. As informações são da Dow Jones.
Agência Estado – 10.03.2010
Recuperação econômica do Reino Unido permanece frágil, afirma Brown
'Haverá muitos meses adiante de estatísticas conflituosas, falsas esperanças e sinais divergentes', diz primeiro-ministro britânico
Danielle Chaves, da Agência Estado
LONDRES - A recuperação econômica do Reino Unido permanece frágil e haverá altos e baixos nos próximos meses, afirmou o primeiro-ministro britânico, Gordon Brown. Em comentários que sugerem que o governo não está descartando o risco de a economia cair novamente em recessão, Brown disse que "a recuperação ainda está em seus estágios iniciais".
"Haverá muitos meses adiante de estatísticas conflituosas, falsas esperanças e sinais divergentes", afirmou Brown no que provavelmente foi seu último grande discurso econômico antes das eleições deste ano.
Dados recentes mostram que o Reino Unido saiu de uma recessão que durou 18 meses no quarto trimestre do ano passado, mas alguns economistas expressaram preocupação com o fato de que o clima extremamente frio em janeiro, um aumento do imposto sobre valor agregado e a iminente eleição geral podem levar a economia a se contrair novamente nos próximos meses.
Brown reconheceu que o governo está preocupado com o ritmo da recuperação na zona do euro e disse que esse fator limita as exportações, que, em outra situação, estariam tirando vantagem do enfraquecimento da libra. O crescimento na Europa "não está indo suficientemente rápido. É um problema para nós".
O primeiro-ministro deixou claro que o governo não vai mudar seu atual plano de quatro anos para redução de dívida no orçamento, que deverá ser anunciado em 24 de março. Brown também afirmou que será "um erro incalculável" desativar o suporte fiscal e monetário à economia muito cedo.
Apesar das preocupações econômicas, Brown disse que está confiante de que o Reino Unido não vai perder seu rating AAA, acrescentando que os planos de redução de dívida de seu governo são mais radicais do que os de outros países. "Acho que as agências de rating são boas o suficiente para serem capazes de ver isso", disse.
Brown afirmou que o Reino Unido não enfrenta "uma barreira inflacionária para o crescimento". O primeiro-ministro destacou também que, com uma maturidade média de 13 anos, o perfil de dívida do governo britânico é muito mais forte do que o de muitos outros países e que os custos para tomada de empréstimos permanecem abaixo nos níveis em que estavam quando o Partido Trabalhista assumiu o poder, em 1997.
O Partido Trabalhista, de Brown, está enfrentando uma dura disputa eleitoral contra o oposicionista Partido Conservador, que atualmente lidera as pesquisas de intenção de voto. A eleição deve ocorrer em 3 de junho.
As informações são da Dow Jones.
Agência Estado – 10.03.2010
Libra cai após dados econômicos fracos no Reino Unido
Libra atingiu o menor nível da última semana, perdendo quase 0,50% diante do dólar no início das operações em Nova York
Danielle Chaves, da Agência Estado
NOVA YORK - A libra esterlina opera em queda, depois que indicadores econômicos novamente colocaram em foco a natureza experimental da saída do Reino Unido da crise. A produção do setor manufatureiro britânico caiu fortemente em janeiro, enquanto a produção industrial declinou inesperadamente. A libra atingiu o menor nível da última semana, perdendo quase 0,50% diante do dólar no início das operações em Nova York.
"O pano de fundo é que a economia do Reino Unido começou o ano em um ritmo pobre", disse Audrey Childe-Freeman, estrategista sênior da Brown Brothers Harriman, em Londres. "Nós já dissemos isso antes: enquanto houver incerteza política, economia fraca, ambiente de política monetária inseguro ou uma posição fiscal preocupante, ainda será tudo negativo para a libra", afirmou.
A libra já havia ficado em foco ontem, depois de a agência de classificação de risco Fitch Ratings afirmar que, embora a forte deterioração do perfil de crédito do Reino Unido durante a crise global tenha ficado dentro dos limites de tolerância para países com rating AAA, o atual plano do governo para cortar o déficit pela metade em quatro anos é "muito lento".
A incerteza política se soma à situação econômica britânica para pressionar a libra. Uma eleição parlamentar, que deverá ser realizada em junho, pode acabar sem nenhum partido com maioria, o que levaria a um Parlamento travado e poderia impedir os esforços para lidar com os problemas orçamentários.
Enquanto isso, o euro opera com pouca alteração diante do dólar, à medida que os investidores esperam notícias sobre como a zona do euro vai continuar lidando com a problemática Grécia. A moeda deverá seguir pressionada, mesmo se a situação grega melhorar, "já que as pressões deflacionárias na periferia provavelmente vão exigir políticas monetárias frouxas por um período de ajuste estendido", segundo analistas do BNP Paribas.
Às 11h (de Brasília), a libra caía para US$ 1,4957, de US$ 1,4989 no fim da tarde de ontem. O euro subia para US$ 1,3615, de US$ 1,3601 ontem, e para 123,06 ienes, de 122,36 ienes ontem. O dólar avançava para 90,41 ienes, de 89,97 ienes ontem, e recuava para 1,0738 franco, de 1,0753 franco. O índice do dólar estava em 80,661, de 80,580.As informações são da Dow Jones.
Agência Estado – 10.03.2010
Opep vê crescimento maior da demanda por petróleo em 2010
REUTERS
LONDRES - A demanda global por petróleo vai crescer com mais rapidez que o esperado em 2010, disse nesta quarta-feira a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep), aumentando a necessidade pela commodity do grupo de 12 membros que deve se reunir nesta semana.
O relatório mensal da Opep informou que a demanda mundial vai aumentar em 880 mil barris por dia (bpd) em 2010, ante previsão de 810 mil barris por dia.
O documento também apontou um aumento maior na produção dos membros do cartel, desafiando os limites determinados.
"Atualmente, a produção da Opep deve exceder as necessidades do mercado", disse o grupo em relatório comentando sobre o segundo trimestre, período no qual a demanda geralmente cai por motivos sazonais.
O prognóstico da Opep seguiu a projeção do governo dos EUA de demanda maior para este ano. A revisão para cima do cartel foi inesperada, uma vez que seu relatório de fevereiro estava focado em riscos negativos para a previsão da demanda.
O grupo deve manter sua meta de produção estável ao se reunir em 17 de março em Viena, já que os preços estão sendo negociados acima de 80 dólares o barril, o pico da faixa de 70 a 80 dólares, a qual muitos membros da Opep preferem.
O relatório ainda informou que a demanda por petróleo da Opep deve chegar a 28,94 milhões de barris por dia -- abaixo da produção atual mas superior em 190 mil barris por dia a avaliação anterior.
(Reportagem de Alex Lawler)
OESP – 10.03.2010
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