Balança comercial de novembro registra superávit de US$ 615 milhões
No mês de novembro de 2009, a balança comercial brasileira registrou superávit de US$ 615 milhões (média diária de US$ 30,8 milhões). Esse valor é a diferença entre as operações de exportação (US$ 12,653 bilhões, com média de US$ 632,7 milhões) e importação (US$ 12,038 bilhões, com média de US$ 601,9 milhões) nos 20 dias úteis do mês. A corrente de comércio (soma das duas operações) somou US$ 24,691 bilhões, média de US$ 1,234 bilhão por dia útil.
Pela média diária, o desempenho das exportações em novembro foi 14,2% menor que o valor verificado em novembro de 2008 (US$ 737,7 milhões) e 5,7% abaixo do registrado em outubro deste ano (US$ 670,6 milhões). As importações, na mesma comparação, registraram decréscimo de 8,2% sobre a média diária de novembro do ano passado (US$ 656 milhões) e de 0,9% em relação a outubro deste ano (US$ 607,3 milhões).
O superávit do mês, também pela média diária, foi 62,4% menor que o registrado em novembro de 2008 (US$ 81,7 milhões) e 51,4% abaixo do saldo médio diário verificado em outubro deste ano (US$ 63,3 milhões).
Quarta e quinta semanas
Na quarta semana de novembro (dos dias 23 a 29), com cinco dias úteis, o superávit foi de US$ 79 milhões (média de US$ 15,8 milhões). As exportações alcançaram US$ 3,139 bilhões (média de US$ 627,8 milhões) e as importações US$ 3,060 bilhões (média de US$ 612 milhões), resultando em uma corrente de comércio de US$ 6,199 bilhões (média de US$ 1,239 bilhão).
Na quinta semana (dia 30), com apenas um dia útil, as empresas brasileiras exportaram US$ 725 milhões e importaram US$ 552 milhões. Dessa forma, o saldo comercial ficou positivo em US$ 173 milhões e a corrente de comércio chegou a US$ 1,277 bilhão.
Ano
Nos 228 dias úteis do ano, as exportações brasileiras somaram US$ 138,532 bilhões, com média diária de US$ 607,6 milhões. Essa média foi 23,8% menor que a verificada no mesmo período de 2008 (US$ 797,1 milhões).
Na mesma comparação, as importações brasileiras registram queda de 27,6%. De janeiro a novembro de 2009, as compras de produtos estrangeiros somaram US$ 115,330 bilhões (média de US$ 505,8 milhões) e, no mesmo período do ano passado, o desempenho médio diário das importações foi de US$ 699 milhões.
No ano, o saldo comercial ficou em US$ 23,202 bilhões, com média diária de US$ 101,8 milhões, cifra que foi 3,8% maior que a observada no mesmo período de 2008 (US$ 98 milhões).
Coletiva
O secretário de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), Welber Barral, comentará o desempenho da balança comercial brasileira no mês de novembro em entrevista coletiva, às 15h30, desta terça-feira (1º/12), no auditório do MDIC.
Clique aqui para ver os números.
MDIC – 01.12.2009
Superávit comercial cai para US$615 mi em novembro
REUTERS
SÃO PAULO, 1O DE DEZEMBRO - A balança comercial brasileira fechou novembro com superávit de 615 milhões de dólares, após exportações de 12,653 bilhões de dólares e importações de 12,038 bilhões de dólares, informou o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior nesta terça-feira.
"O superávit do mês, pela média diária, foi 62,4 por cento menor que o registrado em novembro de 2008 e 51,4 por cento abaixo do saldo médio diário verificado em outubro deste ano", destacou o ministério em nota.
Desconsiderando o mês de janeiro, quando o país teve déficit comercial, o saldo positivo de novembro foi o menor do ano.
Também pela média diária, o desempenho das exportações foi 14,2 por cento menor que o de novembro de 2008 e 5,7 por cento abaixo do valor registrado em outubro deste ano.
As importações, na mesma comparação, registraram decréscimo de 8,2 por cento sobre a média diária de novembro do ano passado e de 0,9 por cento frente a outubro.
A página inicial do ministério na Internet apontava um superávit de 630 milhões de dólares, mas a informação foi corrigida em seguida.
No ano, a balança acumula saldo positivo de 23,202 bilhões de dólares.
(Por Daniela Machado)
OESP – 01.12.2009
Balança comercial tem 2º pior saldo do ano em novembro
Sandra Manfrini, da Agência Estado
SÃO PAULO - A balança comercial brasileira fechou o mês de novembro com um superávit de US$ 615 milhões. O saldo é 62,4% inferior ao registrado em novembro do ano passado, quando a balança foi superavitária em US$ 1,634 bilhão. Além disso, o saldo de novembro é o segundo pior do ano, atrás apenas do registrado em janeiro, quando a balança comercial foi deficitária em US$ 529 milhões. Em relação a outubro, o superávit de novembro foi 53,8% menor.
Segundo os dados divulgados nesta terça-feira, 1, pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), em novembro, que teve 20 dias úteis, as exportações somaram US$ 12,653 bilhões, com média diária de US$ 632,7 milhões, o que significa uma queda de 14,2% ante a média verificada em novembro do ano passado (US$ 737,7 milhões), e de 5,7% em relação a outubro último (US$ 670,6 milhões).
As importações totalizaram US$ 12,038 bilhões no mês, com média diária de US$ 601,9 milhões, uma queda de 8,2% em relação à média apurada em novembro de 2008 (US$ 656 milhões) e de 0,9% ante outubro deste ano (US$ 607,3 milhões).
No ano até novembro, a balança comercial acumula um superávit de US$ 23,202 bilhões. O resultado é 2,5% superior ao verificado em igual período de 2008 (US$ 22,644 bilhões). Apesar disso, a corrente de comércio (soma das exportações e importações) confirma a queda nas transações comerciais neste ano, como reflexo da crise financeira internacional.
De janeiro a novembro, a corrente de comércio somou US$ 253,862 bilhões, valor 26,5% menor que os US$ 345,604 bilhões registrados no mesmo período de 2008, segundo dados divulgados há pouco pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC).
No ano, as exportações somam US$ 138,532 bilhões, com média diária de US$ 607,6 milhões, o que representa uma queda de 23,8% ante a média verificada em igual período do ano passado (US$ 797,1 milhões). As importações totalizam US$ 115,330 bilhões no ano, com média diária de US$ 505,8 milhões, uma queda de 27,6% em relação à média verificada no acumulado janeiro/novembro de 2008 (US$ 699 milhões).
Agência Estado – 01.11.2009
Brasil foca acordo comercial com emergentes
AE - Agencia Estado
GENEBRA - O chanceler Celso Amorim disse ontem que o Brasil não vai mais apenas apostar nas negociações da Rodada Doha e vê mais chances de avanço nas negociações com países emergentes. Segundo ele, o Brasil terminará 2009 com 60% de suas exportações indo para países emergentes, ante 56% em 2008. Mas Amorim não esconde sua frustração com a falta de acordo em Doha, lançada em 2001, e diz ter esperanças de que as negociações entre países do Sul sejam mais rápidas. "Não podemos colocar todos os ovos em uma cesta só", disse, admitindo que a questão dos subsídios só será resolvida na Organização Mundial do Comércio (OMC), patrocinadora da Roda Doha.
Nos últimos dias, Amorim fez vários anúncios de acordos comerciais. Ontem, foi a vez de o ministro do Comércio do Egito, Rashid Mohamed Rashid, informar que se comprometeu a concluir um acordo de livre comércio com o Mercosul até junho de 2010. "Fechamos um compromisso de que isso ocorra; é do interesse de todos", disse. O Egito importa alimentos e quer exportar têxteis. Também ontem, o Brasil, os países da África Austral e a Índia lançaram a ideia de criação do maior bloco político e comercial do Hemisfério Sul. Rob Davies, ministro do Comércio sul-africano, disse que o projeto pode levar anos.
Amanhã, Amorim espera assinar com outros 18 países do Hemisfério Sul um acordo para o corte de tarifas em 20%. Como o Grupo Estado informou ontem, o Brasil abrirá seu mercado para os produtos dos 30 países mais pobres do mundo. Os beneficiados, como Bangladesh, já calculam os lucros. "Queremos vender têxteis baratos para o Brasil. Quem vai ganhar é a população brasileira de menor renda", afirmou o ministro Mohamed Khan. O ministro de Comércio de Cuba, Rodrigo Malmierca, também pediu a Amorim maior aproximação entre os dois países na área comercial e de investimentos. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
OESP – 01.12.2009
Amorim e Kirk trocam farpas em reunião na OMC
AE - Agencia Estado
GENEBRA - Os Estados Unidos cobraram de Brasil, Índia e China maior responsabilidade no cenário internacional e a abertura de seus mercados. Caso contrário, simplesmente não haveria conclusão da Rodada Doha. O chanceler Celso Amorim não deixou barato e, em um discurso feito em resposta aos americanos, insistiu que seria "irracional" pedir maior liberalização dos emergentes. O confronto ocorreu ontem em Genebra na abertura da conferência ministerial da Organização Mundial do Comércio (OMC). Ainda que esvaziada e sem nenhuma decisão a ser tomada, o evento já se transformou em palco de acusações entre países ricos e emergentes.
A OMC alertou que a conferência ocorre exatamente no pior ano para o comércio em sete décadas. Nos diversos discursos, o tom de todos os ministros era sombrio. O primeiro a lançar o debate foi o representante de Comércio dos EUA, Ron Kirk. Os americanos são acusados de serem os responsáveis pelo impasse nas negociações comerciais, lançadas em 2001. Ontem, Kirk deixou claro que não vai recuar e continuará pedindo maior abertura dos países emergentes para que possa fazer concessões. "Estamos comprometidos em ter um acordo e acho que ele pode sair em 2010. Mas é a substância que vai determinar", alertou Kirk.
Para o americano, o sucesso ou fracasso da rodada não depende apenas de um país. "A decisão é mais ampla. Cada um tem sua responsabilidade. Os países ricos vão continuar a ter seu papel. Mas os emergentes têm um papel cada vez maior." Para ele, é a abertura "de alguns mercados-chave" que será fundamental para que haja um acordo. "De nossa parte, estão prontos para o jogo final (na rodada). Mas precisa haver uma abertura significativa (dos países emergentes)."
Amorim, que tinha um discurso preparado, decidiu modificá-lo e preparar de última hora uma resposta a Kirk. Seu recado foi também claro: não há como pensar em uma nova abertura por parte dos emergentes. O chanceler insiste que, pelo acordo que está sobre a mesa, o corte de tarifas nos países ricos seria menor que o dos emergentes. "Seria irracional esperar que concluir a rodada daria concessões adicionais unilaterais por parte dos países em desenvolvimento." As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
Agencia Estado – 01.12.2009
Alta do iene força reunião de emergência do BC do Japão
da Efe, em Tóquio
O BOJ (Banco do Japão, banco central do país) convocou nesta terça-feira uma reunião de emergência de seu comitê monetário após pressões do Governo para que tome medidas para combater a deflação e as recentes valorizações do iene frente ao dólar.
A reunião extraordinária do órgão que coordena as ações do banco começou às 14h no horário local (3h de Brasília) e, segundo a imprensa japonesa, um comunicado deve ser publicado às 16h30 locais (5h30 pelo horário de Brasília).
É incomum que o BOJ convoque reuniões de emergência de seu comitê monetário, cujo próximo encontro estava previsto para os dias 17 e 18 deste mês.
Segundo um comunicado do Banco do Japão, a reunião de hoje debaterá "assuntos de controle monetário, baseados nos eventos econômicos e financeiros recentes".
A convocação da reunião provocou alta do índice Nikkei da Bolsa de Tóquio, após abertura em baixa, e uma queda da moeda local frente ao dólar, que hoje valia cerca de 87 ienes, contra 84 da última sexta-feira (29).
Estava previsto ainda para esta semana um encontro entre o primeiro-ministro japonês, Yukio Hatoyama, e o presidente do Banco do Japão, Masaaki Shirakawa, para avaliar a situação econômica e analisar possíveis medidas de resposta.
O Japão saiu no segundo trimestre deste ano de sua pior recessão após a Segunda Guerra Mundial, mas a recuperação ainda está ameaçada pela deflação e pela forte dependência das exportações, afetadas pela oscilação do iene.
Folha de São Paulo – 01.12.2009
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