Brasil quer mais comércio em moeda local no Mercosul
DENISE CHRISPIM MARIN, ENVIADA ESPECIAL - Agencia Estado
MONTEVIDÉU - O governo brasileiro apresentou hoje a seus sócios do Mercosul uma oferta de integração ao Sistema de Comércio em Moeda Local (SML). Segundo Luiz Eduardo Melin, chefe de gabinete do ministro da Fazenda, Guido Mantega, o Brasil pretende ampliar este sistema com a inclusão de novos países como uma forma de estimular o comércio em um momento em que em nível internacional se mostra enfraquecido.
O SML funciona apenas entre Brasil e Argentina. A expectativa brasileira é que a inclusão do Uruguai se dê no primeiro semestre de 2010. A proposta brasileira foi apresentada durante a XXXVIII Reunião do Conselho do Mercado Comum, integrada pelos ministros da economia e comércio dos países do Mercosul.
Durante a reunião, o governo brasileiro apresentou também proposta de dinamização do convênio de crédito recíproco (CCR). A intenção é convocar os países que integram o convênio a fazerem estudos internos a partir de consultas aos usuários do CCR para identificar medidas que possam torná-lo mais atraente. O resultado dessas consultas deverá ser analisado pela Associação Latino Americana de Integração (Aladi) para que as medidas sejam adotadas no mais curto prazo possível. Luiz Eduardo Melin disse que o CCR, que já completou 40 anos, precisaria passar por reforma.
Agencia Estado – 07.12.2009
Balança comercial tem superavit de US$ 376 milhões na primeira semana
da Folha Online
O Ministério do Desenvolvimento registrou um superavit de US$ 376 milhões nas transações comerciais do país com o exterior no período da primeira semana deste mês (dias 1 a 6).
O número é resultado de exportações de US$ 2,618 bilhões e importações de US$ 2,242 bilhões. No acumulado deste ano, o saldo positivo atinge US$ 23,578 bilhões. No ano passado, considerando o mesmo período, o superavit foi de US$ 22,209 bilhões.
A média por dia útil das exportações é de US$ 654,5 milhões no mês corrente, número 7,2% acima do volume exportado/dia em dezembro de 2008. Já a média por dia útil de importações foi calculado em US$ 560,6 milhões, número 5,6% mais alto na comparação com o último mês do ano passado.
Folha Online – 07.12.2009
Ministro prevê superavit comercial de dois dígitos em 2010
da Agência Brasil
O ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Miguel Jorge, disse nesta segunda-feira que o superavit da balança comercial em 2010 deverá ser superior ao deste ano.
"Se este ano foi bom, o ano que vem será melhor. Teremos, em 2010, um superavit de dois dígitos", afirmou o ministro, sem detalhar números.
Segundo o ministro, as empresas brasileiras terão capacidade de exportar mais no próximo ano. Ele ressaltou que o momento é de melhorar as condições de crédito para as empresas. "Eu sou a favor de se investir mais no financiamento das exportações e na melhoria da competitividade das empresas."
Folha de São Paulo – 07.12.2009
Miguel Jorge defende o uso de medidas de controle cambial
RICARDO LEOPOLDO - Agencia Estado
SÃO PAULO - O ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Miguel Jorge, destacou nesta segunda-feira, 7, que o atual patamar de câmbio preocupa. Segundo o ministro, precisariam ser usadas "medidas de controle cambial, como existe em alguns países." "E não me parece que esta é a ideia central do governo", completou.
No entanto, ele ponderou que essa questão não vai ser resolvida no curto prazo, porque é preciso haver melhorias estruturais, como um incremento mais vigoroso das exportações.
"Vejo também (o câmbio) como problema sério, mas não vejo como possamos solucioná-lo no curto prazo", comentou. "Adotamos uma política cambial, que tudo indica que será mantida, e portanto não é fácil para resolver (o problema)."
Na avaliação do ministro, a melhoria da competitividade das vendas externas do País seria oportuna para, de alguma maneira, compensar as dificuldades trazidas pelo atual patamar da cotação do real ante a moeda dos EUA. Jorge destacou que o câmbio ao redor de R$ 1,70 diminui as condições dos exportadores realizarem negócios, aumentando o preço dos produtos vendidos no exterior. "Se você está trabalhando com uma moeda que vale muito, você perde capacidade de competição em relação às empresas que trabalham com uma moeda controlada, como ocorre em alguns países da Ásia", disse o ministro, referindo-se sobretudo à China.
No país oriental, o governo mantém o câmbio praticamente fixo, para incrementar as exportações e, com isso, conquistar um volume expressivo de reservas cambiais. A China tem mais de US$ 2 trilhões de reservas cambiais, nove vezes mais que os US$ 239 bilhões do Brasil. Esta política de câmbio desvalorizado e fixo permite que o país asiático pressione nações desenvolvidas como os EUA, para que eles não interfiram em sua gestão das políticas monetária e cambial.
Balança comercial
O ministro afirmou ainda que o superávit da balança comercial em 2010 será maior que o registrado neste ano, e ambos terão dois dígitos. No acumulado de 2009 até novembro, o saldo comercial está positivo em US$ 23,202 bilhões.
Indagado se o aumento do crescimento do País em 2010, que poderá atingir 5%, não vai provocar uma alta substancial das importações e reduzir com força o saldo comercial, o ministro foi peremptório: "Teremos um superávit robusto neste ano e também no ano que vem". "O ano que vem será melhor que este ano. Neste ano tivemos dificuldade que não teremos em 2010", comentou o ministro, depois de participar de evento na Fiesp sobre internacionalização de empresas brasileiras.
Miguel Jorge argumentou que apesar do avanço das importações, que deve ocorrer em função do aumento do nível de atividade econômica nos próximos 12 meses, o mundo voltará a crescer, o que vai elevar as exportações brasileiras. Ele destacou que países centrais, que devem registrar uma queda do PIB ou, na melhor das hipóteses, estabilidade neste ano, podem crescer 2% no ano que vem, o que, segundo ele, "faz alguma diferença". O PIB dos EUA está ao redor de US$ 14 trilhões e uma expansão de 2% significa um incremento de US$ 280 bilhões. Em 2008, o PIB da Argentina atingiu US$ 328 bilhões.
IOF
O ministro ressaltou que não acredita que a taxação de 2% de IOF para aplicações de investidores estrangeiros no País possa diminuir o ingresso de capitais no Brasil. "Não acredito muito nisso. O chamado mercado absorve essas questões, como absorveu. Não houve impacto de qualquer volume", disse. "É muito mais (adequado) melhorar as condições de exportações, colocar mais crédito e melhorar as condições das empresas para torná-las mais competitivas."
Miguel Jorge afirmou que a aceleração da acumulação de reservas internacionais, que estão ao redor de US$ 240 bilhões, "em teoria", poderia ajudar a coibir um eventual movimento de valorização excessiva do real ante o dólar. "Agora, você cria um problema porque quando aumentam as reservas, isso dá mais robustez ao país, (o que) atrai mais dólares (ao Brasil). Fica com uma escolha de Sofia", referindo-se entre o dilema de aumento da poupança externa do País e a possibilidade de estimular ainda mais os capitais internacionais em busca de segurança e rentabilidade dos seus ativos financeiros.
Agencia Estado – 07.12.2009
Comércio mundial cairá mais de 10% em 2009, diz OMC
da France Presse, em Seul
da Folha Online
O comércio mundial registrará este ano provavelmente uma queda sem precedentes, superior a 10%, em consequência da crise econômica, advertiu nesta segunda-feira o diretor da OMC (Organização Mundial do Comércio), Pascal Lamy.
Mesmo admitindo que os governos fizeram progressos na luta contra a crise, Lamy destacou que ainda resta muito por fazer. "Em fevereiro deste ano, a crise atingiu o pico. Menos de um ano depois, conseguimos avançar, mas ainda não saímos do problema", afirmou durante um fórum em Seul. "O processo de limpeza está no meio do caminho, mas os progressos ainda são muito lentos."
Lamy considera ainda que por este motivo "as pressões para a adotar medidas protecionistas, com seus ganhos ilusórios para as economias nacionais, não desaparecerão tão rapidamente".
Ele insistiu na necessidade de concluir de uma vez por todas a Rodada Doha, lançada em 2001 para a liberalização do comércio mundial, mas admitiu que isto "só acontecerá se todos [os países-membros da OMC] estiverem dispostos a fazer um esforço sério".
Na quarta-feira (2), Lamy havia apontado as "divergências" que persistem para concluir a rodada. "Continuam havendo divergências quanto ao número e à dimensão das questões pendentes para encerrar a Rodada", afirmou, após reunião em Genebra (Suíça).
"Nesse ritmo, terminar em 2010 vai ser um verdadeiro desafio. Essa é a razão para acelerar", acrescentou, destacando que "é cedo demais para dizer o que faremos após esta conferência ministerial".
Rodada Doha
Iniciada no fim de 2001 em um encontro na capital do Qatar, as negociações sobre a liberalização do comércio internacional, chamada de Rodada Doha, esbarram nas divergências entre os países desenvolvidos e as nações em desenvolvimento sobre os temas agrícolas e industriais.
As negociações da rodada têm como objetivo eliminar as tarifas alfandegárias e reduzir os subsídios à agricultura dos países ricos. Mas há anos as negociações vêm se chocando contra as recusas de alguns países de reduzir as tarifas aduaneiras sobre produtos estratégicos para os produtores locais.
Em julho de 2008, as negociações da rodada fracassaram no último momento por uma disputa entre os Estados Unidos e a Índia sobre os critérios que autorizariam a um país pobre elevar suas tarifas para defender seus produtores agrícolas.
Em junho deste ano, Lamy já havia afirmado que as negociações da rodada estão em um caminho mais positivo e que a conclusão em 2010 é possível.
A resistência de algumas partes envolvidas, no entanto, ainda é considerável. A França e a Comissão Europeia já declararam que a União Europeia não faria mais concessões para chegar a um acordo na rodada
Folha de São Paulo – 07.12.2009
Coreia do Sul espera que tratado comercial com UE entre em vigor em 2010
da Efe, em Seul
A Coreia do Sul espera que o TLC (Tratado de Livre-Comércio) estipulado com a UE (União Europeia) seja assinado no primeiro trimestre de 2010 e entre em vigor esse mesmo ano, informou a agência sul-coreana Yonhap nesta segunda-feira.
O vice-ministro sul-coreano de Comércio, Lee Hyen-min, assegurou hoje em um fórum realizado em Seul que tanto a Coreia do Sul como os representantes da UE "acertaram trabalhar pela assinatura do acordo durante o primeiro trimestre do próximo ano".
Para que entre totalmente em vigor, o TLC, o primeiro da UE com uma economia asiática, deve ser ratificado pelo Parlamento sul-coreano e pelos 27 países-membros da União.
Segundo Lee, o fato de que o texto do acordo inclua um mecanismo para evitar atrasos na aprovação nos respectivos Estados-membros da União Europeia faz prever que o TLC entrará em vigor em 2010.
O acordo se traduzirá, segundo Bruxelas, em 19 bilhões de euros em novas oportunidades comerciais para os exportadores europeus.
A UE é o segundo parceiro comercial do Coreia do Sul depois da China e seu primeiro investidor estrangeiro, segundo dados de 2008.
Folha de São Paulo – 07.12.2009
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