Importações superam exportações em US$ 4 mi na segunda semana de dezembro
LORENNA RODRIGUES
da Folha Online, em Brasília
O saldo da balança comercial --diferença entre as exportações e importações-- registrou deficit de US$ 4 milhões na segunda semana de dezembro (7 a 13), o que significa que o Brasil importou mais do que exportou no período. A média diária foi negativa em US$ 800 mil.
Segundo dados divulgados pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, no ano, o superavit acumulado é de US$ 23,57 bilhões.
Na semana anterior, a balança havia tido superavit de US$ 376 milhões --média diária de US$ 94 milhões. No mês, o saldo é positivo em US$ 372 milhões, com média diária de US$ 41,3 milhões.
O superavit em dezembro até agora é menor do que o registrado em todo o mês de novembro, que foi de US$ 615 milhões e média diária de US$ 30,8 milhões.
Em dezembro do ano passado, o saldo foi positivo em US$ 2,31 bilhões, com média diária de US$ 105,3 milhões.
Ano
O superavit acumulado de janeiro a dezembro é 1,8% maior do que o registrado no mesmo período do ano passado, que foi de US$ 23,15 bilhões. As exportações no ano são de US$ 144,3 bilhões --média diária de US$ 609,1 milhões-- e as importações de US$ 120,7 bilhões --média diária de US$ 509,7 milhões.
Folha Online – 14.12.2009
Corrente de comércio da segunda semana de dezembro é de US$ 6,428 bilhões
A balança comercial da segunda semana de dezembro de 2009 teve saldo negativo de US$ 4 milhões e média diária de menos US$ 800 mil. O valor é resultado da diferença entre as exportações e as importações, nos cinco dias úteis da segunda semana do mês - dos dias 7 a 13. Nesse período, as exportações foram de US$ 3,212 bilhões (média diária de US$ 642,4 milhões) e as importações de US$ 3,216 bilhões (média de US$ 643,2 milhões). A corrente de comércio (soma das exportações e importações) fechou em US$ 6,428 bilhões (média de US$ 1,285 bilhão).
No resultado mensal, considerando as duas primeiras semanas de dezembro, o saldo comercial foi positivo em US$ 372 milhões (média de US$ 41,3 milhões). As exportações alcançaram US$ 5,830 bilhões (média de US$ 647,8 milhões) e as importações US$ 5,558 bilhões (média de US$ 606,4 milhões), resultando em uma corrente de comércio de US$ 11,288 bilhões (média de US$ 1,254 bilhão).
Ano
Já o superávit no acumulado do ano, com 237 dias úteis, fechou em US$ 23,574 bilhões (média de US$ 99,5 milhões). O resultado é 3,5% maior que o registrado no mesmo período de 2008 (na comparação pela média diária) e 1,8% superior (na comparação por valor).
No ano, as exportações foram de US$ 144,362 bilhões (média de US$ 609,1 milhões) e as importações de US$ 120,788 bilhões (média de US$ 509,7 milhões). A corrente de comércio, nesse período, chegou a US$ 265,150 bilhões (média de US$ 1,118 bilhão).
O detalhamento da balança comercial da segunda semana de dezembro será divulgado às 15h de hoje pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), no site www.mdic.gov.br.
MDIC – 14.12.2009
Valorização cambial é a principal barreira ao novo ciclo de expansão
O cenário favorável à indústria brasileira para 2010 traz embutido um grande desafio a ser vencido, que é a apreciação do real. Há o risco de que uma parcela considerável dessa expansão de demanda seja desviada para o exterior, com aumento das importações.
"A excessiva valorização cambial é o principal obstáculo à construção de um novo ciclo de crescimento econômico no Brasil sustentado na demanda doméstica, via aumento de consumo e de investimentos", avalia Fernando Sarti, professor do Instituto de Economia/Unicamp, na apresentação que faz hoje no seminário "Perspectivas do Investimento no Brasil: Indústria, Infraestrutura e Economia do Conhecimento", em São Paulo. Segundo Sarti, experiências recentes mostram que a forte valorização cambial vivenciada pela economia brasileira desde 2003 reduziu os efeitos de encadeamento intraindustrial e da indústria com a economia.
"Nosso temor é o seguinte: a economia brasileira deve voltar a crescer com os investimentos previstos para infraestrutura, para extração de petróleo e gás na camada do pré-sal, para a construção civil e também para aumentar a capacidade produtiva local. Mas se a oferta de bens e serviços vier do exterior, a indústria brasileira pode perder uma oportunidade histórica de engendrar um padrão de desenvolvimento próprio, de gerar mais emprego e de criar um mercado doméstico forte. Trata-se de uma decisão estratégica que temos que enfrentar", afirma Sarti.
Para José Ricardo Roriz Coelho, diretor do departamento de competitividade e tecnologia da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), a valorização cambial funcionou muito bem no período da estabilização da economia, tendo um papel preponderante para que Brasil pudesse manter a inflação sobre controle. "Mas hoje é um dos mecanismos de competitividade de vários países que concorrem conosco. E o Brasil foi um dos países que mais valorizou o câmbio depois da crise econômica, isso tirou a competitividade do mercado brasileiro de exportação e aumentou as nossas importações. É um problema muito sério que temos que atacar."
O obstáculo do câmbio é importante, assim como o custo do dinheiro e a tributação, mas isso não diz tudo, analisa o professor Fernando Sarti. "É preciso pensar em outros instrumentos que possam aumentar a capacidade competitiva da indústria brasileira", sustenta. "Se o câmbio não está ajudando, podemos aumentar nossa capacidade de escala, capacitar mais empresas e grupos nacionais para enfrentar a concorrência internacional", diz ele, citando como exemplo a compra das Casas Bahia pelo Grupo Pão de Açúcar.
"Esse processo de consolidação no grande varejo poderia reforçar a inserção comercial lá fora de pequenas e médias empresas em setores pouco exportadores, como as indústrias de alimentos, bebidas, têxtil, vestuário, calçados e de insumos básicos. Ou seja, a consolidação pode ser um instrumento estratégico para ampliar a capacidade produtiva das indústrias e fortalecer nossa competitividade no plano externo", afirma. (G.C.)
Valor Econômico – 14.12.2009
Economistas da PUC defendem maior regulação cambial
AE - Agencia Estado
BRASÍLIA - O tombo sofrido por empresas como Sadia e Aracruz no ano passado, por causa do uso indevido de instrumentos de proteção contra variações da taxa de câmbio, deveria levar o governo a aprofundar a regulamentação do uso desses mecanismos por parte das empresas. A avaliação é de dois economistas da Pontifícia Universidade Católica (PUC) do Rio de Janeiro.
Um ano após a revelação de que cerca de 200 exportadoras amargaram prejuízos de aproximadamente R$ 40 bilhões, os economistas Márcio Garcia e Werther Vervloet fizeram uma análise dos casos mais relevantes do fim de 2008 e concluíram que o debate sobre maior regulamentação dos mercados, que ganhou fôlego a partir do agravamento da crise mundial, não pode ficar centrado só nas instituições financeiras.
"O caso das empresas mostra que pode haver outra faceta não muito explorada, mas certamente importante, nessa discussão", afirmam os economistas. "Caberia às autoridades competentes dar um passo rumo a uma regulamentação mais rígida no uso de derivativos por parte de empresas não-financeiras." Segundo Garcia e Vervloet, a limitação daria proteção não só para as empresas e seus investidores, mas para a economia do País em geral.
Para Garcia, uma regulamentação mais rígida não significa, necessariamente, a proibição total do uso dos derivativos. "Mas, talvez, para pequenas empresas, seja bom proibir, assim como se proíbe que pequenos investidores entrem em fundos de risco muito elevado", ponderou. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
OESP – 14.12.2009
Senado vai tentar votar amanhã entrada da Venezuela no Mercosul
da Folha Online
O Senado vai tentar votar nesta terça-feira o protocolo de adesão da Venezuela ao Mercosul. Na semana passada, pela quinta vez consecutiva, a Casa adiou a votação do tema.
Na ocasião, a oposição fez diversos discursos para atrasar a análise da matéria, por isso a base aliada decidiu votá-la nesta semana, sem direito a novos discursos da oposição.
O processo de votação teve início, ao contrário das semanas anteriores, mas ainda assim a mobilização dos governistas não foi suficiente para garantir a aprovação do protocolo.
Se for aprovado pelo Senado, o ingresso da Venezuela no bloco econômico ainda não estará garantido. O Paraguai não concluiu a análise do tema, o que atrasa as negociações.
A Argentina e o Uruguai já aprovaram o protocolo de adesão, mas caberá ao Paraguai definir --uma vez que os quatro países-membros do Mercosul têm que avalizar o ingresso da Venezuela para que o país possa efetivamente integrar o bloco econômico.
A oposição é contra o ingresso da Venezuela no Mercosul por considerar que o presidente do país, Hugo Chávez, coloca em risco a democracia no bloco econômico. O governo adiou a votação nas últimas semanas por não ter certeza da vantagem sobre a oposição.
Os oposicionistas criticaram, em especial, o fato de Lula ter anunciado na semana passada que o Senado iria aprovar o ingresso da Venezuela no bloco econômico.
O líder do PSDB no Senado, Arthur Virgílio (AM), disse que o Mercosul será prejudicado por ações "chavistas" ao viabilizar o protocolo de adesão. "Quem votar a favor do ingresso da Venezuela que assuma a responsabilidade pelo o que acontecer. Hoje convocamos simbolicamente para a missa de sétimo dia do Mercosul. Vamos atrasar em anos, em décadas quem sabe a integração da América do Sul", disse.
Os governistas, por sua vez, defendem a integração da Venezuela porque consideram que Chávez não ficará no comando do país para sempre.
"Apesar de tudo, eu sou favorável à integração na América do Sul. Se fosse pelo presidente da Venezuela, eu jamais falaria em integrar a Venezuela ao Mercosul.
Mas o presidente da Venezuela passa, essas questões ficam", disse o senador Pedro Simon (PMDB-RS).
Líderes governistas admitiram que as recentes declarações do presidente da Venezuela, Hugo Chávez, de que os líderes militares da Venezuela devem estar preparados para a "guerra" no continente, poderiam colocar em risco a aprovação da adesão do país ao Mercosul --por isso só colocaram o tema em pauta quando tiveram certeza de que teriam maioria para aprová-lo.
Chávez fez as declarações há cerca de um mês, o que dificultou as negociações dos governistas para a votação do ingresso da Venezuela no Mercosul.
Comissão
A CRE (Comissão de Relações Exteriores) do Senado aprovou no final de outubro o ingresso da Venezuela no Mercosul. Apesar da pressão de senadores oposicionistas contra a adesão do país presidido por Hugo Chávez no bloco econômico, o governo tinha maioria na comissão para garantir a aprovação do voto em separado do senador Romero Jucá --favorável ao protocolo de ingresso do país no Mercosul.
Antes de aprovar o voto de Jucá, a comissão rejeitou o relatório do senador Tasso Jereissati (PSDB-CE), contrário ao ingresso da Venezuela no Mercosul. A oposição critica a adesão da Venezuela no bloco por considerar que Chávez impôs um regime antidemocrático no país --o que poderia colocar em xeque a democracia na América do Sul.
"Eu não me importo se o Chávez é de direita, de esquerda, se é isso ou aquilo. Mas não podemos considerar preso político como um pequeno detalhe, liberdade de imprensa, um pequeno detalhe, prisão de jornalista é um pequeno detalhe. Isso é incompreensível", afirmou o tucano.
O argumento dos governistas, porém, é que a Venezuela não pode ser penalizada por ter Chávez no poder, uma vez que a adesão do país no bloco é uma questão de Estado, e não do atual governo Chávez.
"Esse é menos um debate sobre questões da política interna da Venezuela do que sobre os interesses estratégicos do Estado brasileiro no tabuleiro internacional.
Quem solicita a adesão ao Mercosul não é o governo venezuelano, mas o Estado venezuelano. O governo da Venezuela é transitório; a Venezuela continuará, ao longo da história, a ser vizinha do Brasil", argumentou Jucá no seu voto em separado.
No texto, Jucá não reconhece atitudes antidemocráticas no governo de Hugo Chávez ao considerar que isso é fruto de distorção da imprensa sensacionalista e de organismos internacionais.
O líder governista também argumentou que o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, da oposição, foi quem deu início às negociações para a adesão da Venezuela ao Mercosul.
Folha Online – 14.12.2009
Produtos e serviços relacionados a energia eólica terão isenção de impostos
Mariana Clemente
Repórter da Agência Brasil
Brasília - Aproveitando a proximidade do primeiro leilão de energia eólica do Brasil, o Conselho de Política Fazendária (Confaz) decidiu estender o prazo de desoneração tributária para produtos relacionados à geração desse tipo de energia. A isenção de Imposto sobre Circulação de Mercadoria e Serviços (ICMS) foi prolongada até 31 de janeiro para operações com equipamentos e componentes para o aproveitamento de energia solar e eólica.
O Confaz reúne os secretários de Fazenda e de Finanças dos governos estaduais. A decisão deve sair no Diário Oficial da União, um dia após o leilão, na próxima terça-feira (15).
Na última quarta-feira (9), o ministro da Fazenda, Guido Mantega, já havia anunciado a desoneração permanente do Imposto sobre Produtos Industrializados sobre aerogeradores. De acordo com o Ministério de Minas e Energia, as medidas visam manter os incentivos à inserção de empreendimentos eólicos na matriz elétrica brasileira a preços competitivos.
Edição: Enio Vieira
Agência Brasil – 13.12.2009
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