sexta-feira, 4 de dezembro de 2009


País agirá para evitar bolhas, diz BC

AE - Agencia Estado

BERLIM - O risco de bolha sobre o preço dos ativos, cogitado pelo Prêmio Nobel de Economia Paul Krugman, existe, mas não afeta apenas países emergentes, e sim o mundo inteiro. A análise foi feita ontem, em Berlim, pelo presidente do Banco Central (BC), Henrique Meirelles. Segundo ele, para atenuar seus riscos, o Brasil deverá adotar já em 2010 as novas recomendações do Comitê da Basileia, que votará na próxima semana uma regulação mais rígida sobre o mercado financeiro.

O temor de que uma bolha sobre o preço dos ativos esteja se formando sobre o Brasil foi levantado por Krugman na quarta-feira. Referindo-se à euforia dos mercados financeiros em relação ao País, o expert da Universidade de Princeton, nos Estados Unidos, alertou: "O Brasil está indo muito bem, mas isso não quer dizer que vá se tornar superpotência econômica no ano que vem. Os mercados, porém, estão agindo como se isso fosse ocorrer".

Para Meirelles, o risco existe em decorrência do alto nível de liquidez da economia americana "e de outras economias", situação que "favorece a distorção na precificação dos ativos". "É útil todo alerta de que investidores devem prestar cada vez mais atenção e tomar cuidado na precificação de suas compras", analisou.

O presidente do BC disse ainda que as bolhas anteriores foram fomentadas em parte pela aceitação, pelos investidores, de níveis de preços "claramente não sustentáveis". Meirelles lembrou ainda que o sobrepreço por excesso de liquidez pode incidir sobre ativos diversos, como commodities, imóveis, bolsas de valores e taxas de câmbio. "É muito importante que esse excesso de liquidez não seja sancionado pelos países que possam ser receptáculos", ressaltou. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

OESP – 04.12.2009


Receita amplia fiscalização digital

AE - Agencia Estado

SÃO PAULO - O Sistema Público de Escrituração Digital (Sped), sistema da Receita Federal que obriga empresas a substituir a papelada contábil e fiscal por arquivos eletrônicos, entra em nova fase a partir do ano que vem. Este ano, o projeto passou a valer para um número ainda restrito de empresas selecionadas pelo Fisco. Em 2010, entra na reta final de implantação, abrangendo maior número de companhias - só no Sped contábil, passa de 8 mil para 180 mil contribuintes - e levando-as a uma verdadeira operação de guerra em seus departamentos tributários.

"2010 é o ano de entrada da grande massa de empresas", diz José Othon de Almeida, sócio-líder da Deloitte para o Sped. No Sped fiscal, pelo menos 4,7 mil estabelecimentos se somarão aos atuais 29 mil que já fazem parte do sistema. Na nota fiscal eletrônica, outra frente do projeto da Receita, o número de contribuintes pessoas jurídicas vai mais que dobrar no próximo ano, chegando a 80% dos de CNPJs no País. "O sistema já está maduro e dificilmente devem ocorrer postergações (por parte da Receita)."

A obrigatoriedade vale para empreendimentos de todos os portes, desde que optantes pelo regime tributário de lucro real. Elas passam a ter de enviar mensalmente o registro de apuração de impostos à Receita, e a substituição dos livros contábeis por arquivos digitais. Isso muda a forma de apuração e processamento das informações tributárias. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

OESP – 04.12.2009


China nega hipótese de diversificar reserva externa

CLARISSA MANGUEIRA - Agencia Estado

PEQUIM - A desvalorização do dólar é uma tendência de longo prazo, mas a China não promoveu nenhuma mudança em sua estratégia para administrar as reservas em moeda estrangeira, apesar de algumas autoridades e economistas defenderem maior diversificação. A declaração foi dada hoje pelo vice-diretor da Administração Estatal de Câmbio do país, Wang Xiaoyi, em meio ao enfraquecimento do dólar.

Altas autoridades chinesas, incluindo o primeiro-ministro Wen Jiabao, manifestaram repetidamente neste ano a preocupação com o dólar, que responde pela maior parte das reservas em moeda estrangeira da China, as maiores do mundo. A China teme que a enorme dívida assumida pelo governo dos EUA para sustentar os gastos com o estímulo à economia possam levar à inflação, afetando o valor das reservas chinesas.

"A composição (das reservas) continua como estava. Não há nenhuma grande mudança", afirmou Xiaoyi, às margens de um fórum econômico. Ele não deu detalhes sobre a composição das reservas, mas disse que elas continuaram a crescer em outubro e novembro, dos US$ 2,27 trilhões no final de setembro - o último mês para os quais os dados oficiais estão disponíveis.

Em seu pronunciamento no fórum, Xiaoyi disse que o órgão regulador continuará a liberalizar a conta de capital, mas também reiterou que serão reforçados o monitoramento dos fluxos de capital e os controles de risco. Na última segunda-feira, numa reportagem do jornal "Economic Information Daily" uma fonte da Comissão de Administração e Supervisão dos Ativos Estatais disse que a crise da Dubai World é uma oportunidade para a China investir parte de suas reservas cambiais em ouro e petróleo. As informações são da Dow Jones.

Agencia Estado – 04.12.2009


Movimentação do Porto chega a 69 milhões de toneladas

Da Redação

O Porto de Santos movimentou 7,72 milhões de toneladas no mês de outubro, um aumento de 6,2% em relação ao mesmo período do ano passado e o segundo maior crescimento mensal deste ano. O montante representa um novo recorde no total acumulado com 69 milhões de toneladas, superior a melhor marca anterior, verificada em outubro de 2007 (68 milhões de toneladas).

O movimento obtido neste mês só foi superado pelo total de maio deste ano, que havia registrado aumento de 11,3%. Com a marca do mês de outubro, o complexo santista acumulou um ganho de 2,1% em relação a igual período do ano passado, elevando para 82,1 milhões a projeção de fechamento deste ano.

O aumento deve-se ao crescimento de 13% nas exportações, impulsionadas pela forte demanda nos embarques de açúcar, café em grãos, óleo diesel, gasóleo, milho e soja peletizada. As importações registraram queda de 6,1%, mesmo tendo alcançado o maior patamar nos últimos 12 meses. O total da movimentação de outubro foi também a terceira melhor do ano e a quinta melhor em toda a história do Porto.

As operações de embarque de açúcar, o produto de maior movimentação no complexo santista, apresentaram aumento de 32,5% até outubro, ultrapassando 14 milhões de toneladas. As operações de carga conteinerizada, apesar da forte retração atribuída à crise financeira global, já apresentam recuperação com o movimento verificado no mês acusando o maior desempenho desde dezembro do ano passado.

No acumulado do ano, as exportações alcançaram 14,2% de crescimento, registrando quase 73% de participação, enquanto as importações mantiveram a tendência de queda em relação a 2008, com 20,4% de redução.

Reflexo da política comercial brasileira, o Porto de Santos já acusa em suas estatísticas a diversificação de mercados com significativo resultados entre novos e fortes parceiros comerciais. Segundo dados do Ministério de Desenvolvimento, Indústria e Comércio (MDIC), as exportações para a Ásia (excluídos os países do Oriente Médio) nos 10 primeiros meses do ano atingiram 15,7 milhões de toneladas, 82,2% acima do verificado no mesmo período de 2008 (8,6 milhões de toneladas).

Países como a Índia, Bangladesh e Indonésia também aumentaram significativamente suas participações no total exportado pelo porto santista, desbancando tradicionais parceiros comerciais.

A Tribuna – 03.12.2009


Marinha fecha porto de Manaus por razões de segurança

LIÈGE ALBUQUERQUE - Agencia Estado

MANAUS - O maior porto de Manaus, onde atracam navios de grande porte, está fechado pela Marinha por questões de segurança a partir de hoje. De acordo com o Comando do 9º Distrito Naval, o Porto Privatizado de Manaus não tem condições de operar sob o risco de acidentes graves por falta de manutenção. "Desde 2007 o cronograma de obras de manutenção do porto não está sendo cumprido, não podemos mais arriscar a vida dos passageiros às vésperas do fim de ano e preparação da cidade para a Copa de 2014", afirmou o capitão dos Portos, Dennis Teixeira de Jesus.

Em nota, a Marinha informa que a operação do porto nas atuais condições "é temerária por oferecer grave risco à segurança da navegação e à salvaguarda das pessoas que dela se utilizam". Há duas semanas, alegando falta de segurança no porto, a Marinha guiou o navio norte-americano Silver Cloud para atracar no Porto Chibatão. Em liminar expedida pelo juiz Mário Torres, da 4ª Vara da Fazenda Pública Estadual, o navio voltou para o Porto Privatizado.

De acordo com o capitão, entre outras avarias pela falta de manutenção, as correntes (amarras) para os navios estão enferrujadas e correm o risco de arrebentar e soltar a estrutura do cais do porto flutuante.

Segundo o diretor do Porto Privatizado de Manaus, Alessandro Bronze, nas próximas semanas a empresa levará uma denúncia ao Ministério Público Federal acusando a Marinha de "perseguição comercial". "Um ex-capitão da Marinha, o comandante José Luis, hoje é sócio do Porto Chibatão, concorrente do Porto Privatizado, e a intenção é transferir todos os transatlânticos para lá com essas acusações falsas de falta de manutenção", defendeu.

Bronze afirma ter laudos de engenheiros navais atestando a segurança da estrutura do porto, dos flutuadores, do sistema de ancoragem e outros componentes do local. "O que é estranho é que isso ocorre próximo ao período onde dobram os transatlânticos atracando no porto", disse o administrador do Porto Privatizado.

A reportagem procurou a administração do Porto Chibatão, mas não obteve resposta. O capitão Dennis de Jesus afirmou que as denúncias da Marinha e a iniciativa de fechar o porto são "única e exclusivamente por interesse à segurança pública e sem nenhum interesse comercial".

O Porto Privatizado de Manaus é o mais antigo da capital, fica no centro da cidade e foi construído por ingleses, em 1902. É o único, entre os seis portos da capital, que tem um cais com estrutura para desembarque, com banheiros e restaurantes. O Porto de Manaus é uma concessão dos governos federal e estadual de 22 anos, desde 2001, à Empresa de Revitalização do Porto de Manaus.

Agencia Estado – 03.12.2009

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