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Abeiva: regime automotivo ficou 'muito aquém' de pleito
GUSTAVO PORTO - Agencia Estado
SÃO PAULO - O diretor financeiro da
Associação Brasileira das Empresas Importadoras de Veículos Automotores
(Abeiva), Ricardo Strunz, afirmou nesta quinta-feira (4) que a regulamentação
do novo regime automotivo brasileiro, anunciada hoje pelo governo federal,
ficou "muito aquém" do pleito solicitado pela entidade, durante as
negociações ocorridas nos últimos meses.
Pelas novas regras, as importadoras
poderão trazer uma cota anual de veículos, a partir de 2013, com uma alíquota
30 pontos porcentuais menor de Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) do
volume total correspondente à média do que importaram nos três últimos anos. No
entanto, essa cota é limitada ao máximo de 4.800 veículos em 2013.
Esse volume corresponde, por exemplo,
à média mensal da Kia Motors, que é a maior importadora de veículos do País.
Com isso, a montadora coreana terá de produzir os carros no Brasil caso não queira
se sujeitar à sobretaxa de 30 pontos porcentuais de IPI para cerca de 90% dos
seus veículos importados, a partir de 2013. Até agora, a Kia não anunciou
planos de instalar uma unidade fabril no Brasil.
Outros duas associadas à Abeiva, a
Jac Motors e a Chery, ratificaram nesta quinta os investimentos na construção
de fábricas de veículos e serão beneficiadas pelo regime automotivo quando
iniciarem a produção. Ainda de acordo com Strunz, apesar da posição crítica da
entidade ao regime de cotas, cada associada à Abeiva irá tomar decisões
específicas de como vai se adequar ao novo regime automotivo brasileiro.
OESP
– 04.10.2012
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