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Camex reduz Imposto de
Importação de dois produtos para evitar desabastecimento interno
Brasília (5 de outubro) – A Câmara de Comércio
Exterior (Camex) determinou a redução temporária de 16% para 2% da alíquota do
Imposto de Importação (II) para filme de polipropileno biaxialmente orientado,
também conhecido como filme BOOP, com a criação do ex 001 ao código 3920.20.19,
da Nomenclatura Comum do Mercosul (NCM). A alteração é valida por 180 dias, e
deve ser limitada à cota de 960 toneladas. O produto é utilizado na fabricação
de capacitores eletrostáticos com o processo de metalização de filme de
polipropileno.
MDIC – 05.10.2012
Para acessar a íntegra desta reportagem, clique aqui.
Brasil resiste a
protecionismo, diz secretário de Política Econômica
A
economia brasileira tem conseguido se proteger dos riscos do excesso de
liquidez nos Estados Unidos, segundo avaliação do secretário-executivo do
Ministério da Fazenda, Márcio Holland.
As
declarações foram feitas a empresários ontem evento da Câmara de Comércio
Brasil-França, em São Paulo.
Holland
observou que normalmente o comércio mundial cresce com mais vigor que a
produção. No momento, no entanto, o comércio está parado, o que indica sobra de
produção.
Esse
excesso leva vários países do mundo a adotar medidas como dumping, triangulação
e outras formas de protecionismo, que prejudicam o Brasil.
O
secretário, afirma, no entanto, que o país tem conseguido se defender. Ele cita
como exemplo a estabilidade da taxa de câmbio em níveis adequados.
Holland
apresentou uma visão de como as medidas de liquidez do governo americano
(quantitative easing) afetam o Brasil. Segundo ele, a liquidez tem efeito no
balanço dos bancos dos EUA, o que melhora as expectativas e leva a um
crescimento maior, mas esse efeito é " fraco, incerto e demorado sobre a
demanda interna americana".
Com
isso, disse, a base monetária cresce, aumenta o preço de commodities, há um
aumento internacional de bens e redução de aversão ao risco. Os recursos migram
para emergentes e isso gera, nesses países, incerteza e queda de demanda nos
países emergentes, até que a medida tenha o efeito esperado na demanda do país
que a criou. "As economias mundiais estão se acomodando."
O
Brasil estaria entre os quatro países do mundo em que o investimento cresceu a
maiores taxas entre 2004 e 2011, segundo dados do Banco Mundial. O secretário
aproveitou para observar que o México, apontado por analistas como provável
rival na concorrência por investimentos globais, não teve crescimento tão
grande.
"Não
é daqui pra frente que vai haver investimento no país. Já vem
acontecendo."
Para Holland,
alguns fatores levariam a uma alta ainda maior para os investimentos. São eles:
os pacotes de concessão e, principalmente, a lei que regulamentou a emissão de
debêntures (títulos emitidos pelas empresas para captar recursos), que
permitiria o financiamento dos investimentos.
Em relação ao regime automotivo, o governo quer que o Brasil
aumente sua participação na produção mundial de veículos, afirmou. "No
lançamento do novo regime automotivo, viu-se que somos o quarto país
consumidores de automóveis do mundo e o sétimo país fabricante. Não faz muito
sentido isso. Temos que incentivar a produção, e o plano lançado ontem dá as
ferramentas para isso."
Folha de São Paulo – 05.10.2012
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