quarta-feira, 10 de outubro de 2012

 
NOTÍCIAS
 
Governo faz parcerias para formar negociadores em comércio internacional
 
Renata Giraldi
Reporter da Agência Brasil
 
Brasília – No esforço de ampliar o número de negociadores do âmbito do comércio internacional, o ministro das Relações Exteriores, Antonio Patriota, assinou hoje (10) três atos de parceria com o Instituto Brasileiro do Algodão (IBA), o Instituto de Pesquisas Econômicas Aplicadas (Ipea) e a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB). O objetivo é desenvolver cursos de capacitação para que especialistas sejam habilitados em negociações relativas ao comércio exterior.
 
O presidente do IBA, Haroldo Rodrigues da Cunha, e Patriota assinaram declaração na qual estabelecem a cooperação para a capacitação dos estudantes de países em desenvolvimento em cursos técnicos, assim como possibilidades de estágios e bolsas de estudo.
 
A iniciativa vale para os brasileiros que queiram estudar no exterior e os estrangeiros de países em desenvolvimento que queiram vir para o Brasil. A medida vale para estudantes de graduação em agronomia.
 
Patriota assinou acordo de cooperação técnica com o presidente do Ipea, Marcelo Neri. O acordo determina a busca de ações conjuntas para estudos e pesquisas no que se refere às relações econômicas internacionais.
 
Com o presidente da OAB, Ophir Cavalcante Filho, foi assinado protocolo de intenções que define a cooperação para a cursos de capacitação de advogados e diplomatas na área do direito do comércio internacional.
 
O chanceler ressaltou que há um “amplo esforço” por parte do governo para identificar a imposição de barreiras contra produtos brasileiros em mercados envolvendo vários parceiros comerciais.
 
Edição Beto Coura
 
Agência Brasil – 10.10.2012
 
 
Patriota defende negociações conduzidas pela OMC e retomada da Rodada Doha
 
Renata Giraldi
Reporter da Agência Brasil
 
Brasília - Em meio ao acirramento nas disputas comerciais com os Estados Unidos, o ministro das Relações Exteriores, Antonio Patriota, criticou hoje (10) a adoção de mecanismos de negociações que desobedeçam às regras da Organização Mundial do Comércio (OMC) e acabam também por incentivar a paralisia da Rodada Doha.
 
“Respeitar as decisões do órgão de solução de controvérsias da OMC é o que assegura que divergências bilaterais, mesmo de grande magnitude, sejam efetivamente resolvidas no plano multilateral pela força de raciocínios jurídicos imparciais”, disse Patriota.
 
Patriota defendeu a obediências às regras internacionais durante a abertura do seminário Os Brics e o Sistema de Solução de Controvérsias da OMC, no Itamaraty. Cinco países integram o Brics: Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul.
 
A reação do ministro ocorre três semanas depois de ele reagir ao governo dos Estados Unidos que acusou o Brasil de adotar medidas protecionistas para garantir mercado aos seus produtos. Patriota enviou uma carta ao secretário de Comércio Internacional do Departamento de Estado norte-americano, Ron Kirk, dizendo ser injustificável e inaceitável as críticas norte-americanas ao Brasil.
 
Segundo ele, o assunto deve ser tratado no âmbito da OMC.
 
Na ocasião, Patriota disse que as medidas adotadas pelo Brasil são reconhecidas pelos próprios norte-americanos e estão “dentro da legalidade” da OMC. De 2007 a 2011, as exportações de produtos norte-americanos para o Brasil dobraram, segundo dados oficiais. Em quatro anos, as exportações saltaram de US$ 18,7 bilhões para US$ 34 bilhões. O Brasil passou de 16º para 8º maior mercado de produtos norte-americanos.
 
Durante o discurso de hoje, o chanceler defendeu a retomada das negociações na chamada Rodada Doha, que propicia um ambiente internacional para as articulações da OMC. A discussões buscam reduzir as barreiras comerciais no mundo por meio do livre comércio, principalmente, em países em desenvolvimento. As negociações estão paralisadas há cerca de quatro anos.
 
“O compromisso brasileiro com o multilateralismo é inequívoco. O Brasil continua a fazer avançar a Rodada Doha, na expectativa, contudo, de que seja possível fazê-la de forma equitativa, equilibrada e compatível com seu mandato negociador”, disse Patriota, ressaltando que o Brasil não trabalha com a possibilidade de suspender de forma definitiva as reuniões referentes à Rodada Doha.
 
Edição Talita Cavalcante
 
Agência Brasil – 10.10.2012

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