NOTÍCIAS
Governo faz parcerias para
formar negociadores em comércio internacional
Renata
Giraldi
Reporter
da Agência Brasil
Brasília
– No esforço de ampliar o número de negociadores do âmbito do comércio
internacional, o ministro das Relações Exteriores, Antonio Patriota, assinou
hoje (10) três atos de parceria com o Instituto Brasileiro do Algodão (IBA), o
Instituto de Pesquisas Econômicas Aplicadas (Ipea) e a Ordem dos Advogados do
Brasil (OAB). O objetivo é desenvolver cursos de capacitação para que
especialistas sejam habilitados em negociações relativas ao comércio exterior.
O
presidente do IBA, Haroldo Rodrigues da Cunha, e Patriota assinaram declaração
na qual estabelecem a cooperação para a capacitação dos estudantes de países em
desenvolvimento em cursos técnicos, assim como possibilidades de estágios e
bolsas de estudo.
A
iniciativa vale para os brasileiros que queiram estudar no exterior e os
estrangeiros de países em desenvolvimento que queiram vir para o Brasil. A
medida vale para estudantes de graduação em agronomia.
Patriota
assinou acordo de cooperação técnica com o presidente do Ipea, Marcelo Neri. O
acordo determina a busca de ações conjuntas para estudos e pesquisas no que se
refere às relações econômicas internacionais.
Com
o presidente da OAB, Ophir Cavalcante Filho, foi assinado protocolo de
intenções que define a cooperação para a cursos de capacitação de advogados e
diplomatas na área do direito do comércio internacional.
O
chanceler ressaltou que há um “amplo esforço” por parte do governo para
identificar a imposição de barreiras contra produtos brasileiros em mercados
envolvendo vários parceiros comerciais.
Edição
Beto Coura
Agência Brasil – 10.10.2012
Patriota defende
negociações conduzidas pela OMC e retomada da Rodada Doha
Renata
Giraldi
Reporter
da Agência Brasil
Brasília
- Em meio ao acirramento nas disputas comerciais com os Estados Unidos, o
ministro das Relações Exteriores, Antonio Patriota, criticou hoje (10) a adoção
de mecanismos de negociações que desobedeçam às regras da Organização Mundial
do Comércio (OMC) e acabam também por incentivar a paralisia da Rodada Doha.
“Respeitar
as decisões do órgão de solução de controvérsias da OMC é o que assegura que
divergências bilaterais, mesmo de grande magnitude, sejam efetivamente
resolvidas no plano multilateral pela força de raciocínios jurídicos
imparciais”, disse Patriota.
Patriota
defendeu a obediências às regras internacionais durante a abertura do seminário
Os Brics e o Sistema de Solução de Controvérsias da OMC, no Itamaraty. Cinco
países integram o Brics: Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul.
A
reação do ministro ocorre três semanas depois de ele reagir ao governo dos
Estados Unidos que acusou o Brasil de adotar medidas
protecionistas para garantir
mercado aos seus produtos. Patriota enviou uma carta ao secretário de Comércio Internacional
do Departamento de Estado norte-americano, Ron Kirk, dizendo ser injustificável
e inaceitável as críticas norte-americanas ao Brasil.
Segundo
ele, o assunto deve ser tratado no âmbito da OMC.
Na
ocasião, Patriota disse que as medidas
adotadas pelo Brasil são
reconhecidas pelos próprios norte-americanos e estão “dentro da legalidade” da
OMC. De 2007 a 2011, as exportações de produtos norte-americanos para o Brasil
dobraram, segundo dados oficiais. Em quatro anos, as exportações saltaram de
US$ 18,7 bilhões para US$ 34 bilhões. O Brasil passou de 16º para 8º maior mercado
de produtos norte-americanos.
Durante
o discurso de hoje, o chanceler defendeu a retomada das negociações na chamada
Rodada Doha, que propicia um ambiente internacional para as articulações da
OMC. A discussões buscam reduzir as barreiras comerciais no mundo por meio do
livre comércio, principalmente, em países em desenvolvimento. As negociações
estão paralisadas há cerca de quatro anos.
“O
compromisso brasileiro com o multilateralismo é inequívoco. O Brasil continua a
fazer avançar a Rodada Doha, na expectativa, contudo, de que seja possível
fazê-la de forma equitativa, equilibrada e compatível com seu mandato
negociador”, disse Patriota, ressaltando que o Brasil não trabalha com a
possibilidade de suspender de forma definitiva as reuniões referentes à Rodada
Doha.
Edição
Talita Cavalcante
Agência
Brasil – 10.10.2012
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