quarta-feira, 11 de novembro de 2009


Banco Mundial alerta para risco de bolha na economia da Ásia

da Efe, em Cingapura

O Banco Mundial advertiu nesta quarta-feira para as economias da Ásia que correm mais risco de reaquecimento e surgimento de uma bolha, à medida que seus governos injetam dinheiro para superar a crise financeira global.

"Na Ásia oriental, a recuperação do crescimento começa de uma forma forte e há muita liquidez, surge o risco de que seja preciso enfrentar bolhas financeiras em alguns mercados" disse o presidente do Banco Mundial, Robert Zoellick.

O presidente da instituição financeira, que está em Cingapura para participar das reuniões do Apec (Fórum de Cooperação Econômica Ásia-Pacífico), recomendou que os bancos centrais da região não recorram só ao aumento da taxa de juros para controlar a liquidez nos mercados.

"As soluções para as bolhas financeiras são fáceis de determinar", disse Zoellick, em entrevista coletiva.

Zoellick disse que o risco do reaquecimento é o motivo que levou o governo da Austrália a aumentar, no início de outubro, sua taxa de juros.

O presidente do Banco Mundial pediu que os governos asiáticos freiem seus planos de reativação orçamentária, que significaram a injeção de bilhões de dólares em suas economias, especialmente em projetos de infraestrutura.

Os líderes das 21 economias do Apec se comprometerão a manter seus planos de estímulo econômico, quando se reunirem no próximo fim de semana, em Cingapura.

China, EUA e Rússia são as maiores potências do Apec, que também é formado por Austrália, Brunei, Canadá, Chile, Coreia do Sul, Filipinas, Hong Kong, Indonésia, Japão, Malásia, México, Nova Zelândia, Papua Nova Guiné, Peru, Cingapura, Tailândia, Taiwan e Vietnã.

Estas 21 economias representam 40% da população mundial, mais da metade do PIB (Produto Interno Bruto) e 44% do comércio.

Folha de São Paulo – 11.11.2009


Banco Mundial pede que EUA regulem deficit e mantenham dólar firme

da Efe, em Cingapura

O presidente do Banco Mundial, Robert Zoellick, pediu nesta quarta-feira aos Estados Unidos que contenham seu alto deficit orçamentário e que mantenham a credibilidade do dólar, cuja depreciação preocupa o resto das economias da região Ásia-Pacífico.

Zoellick, que está em Cingapura para participar do Apec (Fórum de Cooperação Econômica Ásia-Pacífico, na sigla em inglês), disse que, devido à crise financeira, os bancos nacionais terão de planejar no curto prazo a opção de diversificar suas reservas em moeda estrangeira, até agora dominadas pelo dólar, para dar entrada a outras divisas, como o iuane chinês, por exemplo.

Segundo ele, o uso do iuane em transações internacionais será regular em dez ou 15 anos. "A rápida transformação econômica na China, inclusive o desenvolvimento de seus mercados de capitais, ajudará a aumentar o status do iuane", acrescentou Zoellick.

Durante seu discurso, o presidente do Banco Mundial ressaltou que a China se movimenta com cautela para que o iuane seja cada vez mais uma moeda conversível nos mercados externos, atualmente por meio de acordos bilaterais com governos de outros países, a maioria na Ásia.

Zoellick apontou que desenvolver a multiplicidade das reservas de divisas no contexto mundial faz parte dos planos da instituição financeira para equilibrar o crescimento após a crise financeira, que expôs o fato de que os Estados Unidos não podem continuar sendo o único motor da economia global.

"Acho que o papel do dólar nas reservas dos bancos está assegurado durante algum tempo, mas os EUA não podem garantir que seguirá sendo a divisa dominante na economia mundial", disse o chefe da instituição financeira.

Zoellick também advertiu os EUA sobre a necessidade de regularem o problema de seu alto deficit. "Se não forem realizadas políticas fiscais e monetárias coerentes, em algum momento isso pode significar um risco. Temos de regular o deficit fiscal e outros assuntos", disse.

Folha de São Paulo – 11.11.2009


Saídas de dólares superam entradas por R$ 1,388 bi no início do mês

da Folha Online

O Banco Central revelou que o fluxo cambial do país (diferença de saídas e entradas de dólares) teve saldo negativo de US$ 1,388 bilhão em novembro, até o dia 6. No acumulado deste ano, o resultado é positivo em US$ 21,468 bilhões.

No ano passado, considerando o mesmo período de quatro dias úteis, o fluxo cambial foi negativo em US$ 95 milhões. De janeiro a novembro, o saldo estava positivo em US$ 12,454 bilhões.

Pela conta comercial (exportações e importações), o resultado é negativo em US$ 569 milhões. Pelo lado financeiro, o saldo foi negativo em US$ 818 milhões.

Já no acumulado deste ano, a conta comercial respondeu por um fluxo de US$ 9,031 bilhões, enquanto a conta financeira, de US$ 12,437 bilhões.

Folha Online – 11.11.2009

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