CNI cobra do governo ações para evitar valorização excessiva do real
LORENNA RODRIGUES
da Folha Online, em Brasília
O presidente da CNI (Confederação Nacional da Indústria), Armando Monteiro, apresentou nesta quarta-feira carta com reivindicações do setor para este e o próximo governo. A carta da indústria, que será entregue aos candidatos à Presidência no ano que vem, pede, entre outras coisas, a desoneração de investimentos e o aperfeiçoamento do câmbio para evitar apreciação excessiva do real.
"O próximo ano é desafiante. O Brasil está saindo da crise, existem oportunidades, mas a economia internacional ainda se recupera de forma lenta e incerta. O tempo político tem que se ajustar com mais rapidez às pressões do tempo econômico", afirmou Monteiro, durante a apresentação do documento.
De acordo com a carta, a principal preocupação no curto prazo é o aumento da competitividade da indústria brasileira. Para isso, o setor pede a redução dos custos para captação de dinheiro, redução dos "spreads" bancários (diferença entre o que o banco paga para obter o dinheiro e o quanto cobra para emprestar), priorização de investimentos públicos em infraestrutura e controle dos gastos correntes.
Para o próximo governo, a indústria pede avanço em reformas como a tributária e da Previdência, aumento dos investimentos em educação, desburocratização do setor público e a celebração de acordos comerciais que ampliem o acesso da indústria brasileira a outros mercados.
"A existência de eleições em 2010 é uma oportunidade para que o Brasil se concentre no que é essencial para crescer mais e melhor. Novo governo não significa a destruição dos ativos desenvolvidos pelo anterior", completou.
Folha Online – 18.11.2009
CNI defende dólar a R$ 2,30 para remunerar exportador
LORENNA RODRIGUES
da Folha Online, em Brasília
O presidente da CNI (Confederação Nacional da Indústria) disse nesta quarta-feira que a cotação mínima do dólar para remunerar os custos do exportador brasileiro seria de R$ 2,30. Segundo Monteiro, com o câmbio no patamar atual, a tendência é que as empresas brasileiras percam mercado no exterior.
"Não há dúvida de que essa taxa de câmbio atual não remunera o setor exportador. Não vemos um câmbio que pudesse ser inferior a R$ 2,30 para que o setor pudesse ser minimamente remunerado", afirmou.
Ontem, o ministro Guido Mantega (Fazenda) citou um estudo da consultoria Goldman Sachs que apresentava o patamar de R$ 2,60 como valor de equilíbrio para o Brasil. Monteiro disse esperar que o governo anuncie em breve medidas para ajudar o setor exportador. Segundo ele, o ministro Mantega convocou uma reunião com empresários para a próxima quarta-feira.
Hoje, a CNI apresentou uma carta com reivindicações para este e o próximo governo. Entre os pedidos está a desoneração de investimentos e o aperfeiçoamento do câmbio para evitar apreciação excessiva do real.
Folha Online – 18.11.2009
Lula e Kirchner se reúnem em busca de solução comercial
Rosana de Cassia e Denise Chrispim Marin, de O Estado de S. Paulo
BRASÍLIA - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva recebe nesta quarta-feira, 18, no Palácio do Itamaraty, a presidente da Argentina, Cristina Kirchner, para tentar solucionar problemas comerciais. A expectativa no governo, contudo, é de que não haverá avanços. Para o Itamaraty, não há possibilidade de solução imediata para o imbróglio, causado pela decisão de Buenos Aires de impor licenças não automáticas para a importação de produtos brasileiros - medida rebatida com iniciativa equivalente de Brasília a 35 bens argentinos, adotada no mês passado.
A Argentina promoveu neste ano uma "escalada" de medidas protecionistas contra o Brasil. O número de produtos brasileiros sujeitos a licenças de importação no mercado argentino subiu de 53 em setembro de 2008, antes do impacto da crise global, para 411 neste mês, revela estudo da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp). Fabricantes de móveis e calçados relatam que a liberação das licenças pela Argentina só se tornou mais ágil depois que o Brasil retaliou. Mas persistem problemas. Em autopeças e têxteis, as exportações de alguns itens seguiam paralisadas até ontem.
Para alguns setores, não há solução à vista. As vendas de baterias, embreagens e freios estão paralisadas, relata Antonio Carlos Meduna, negociador do Sindicato da Indústria de Autopeças (Sindipeças). No início de novembro, o Brasil adotou restrições para autopeças argentinas, atingindo o setor mais importante do comércio bilateral. "Se não melhorar, talvez o governo tenha de endurecer mais. Mas vamos dar um voto de confiança e aguardar a reunião", disse Meduna.
Cristina desembarcou na noite de terça-feira em Brasília trazendo a ameaça de levar a represália brasileira ao tribunal de solução de controvérsias do Mercosul. O governo argentino argumenta que o Brasil descumpriu a regra do Acordo Geral de Tarifas e Comércio (Gatt) que determina a divulgação prévia da adoção de licenças não-automáticas. Para o Brasil, o contencioso apenas escamotearia uma questão mais profunda - a necessidade de reestruturação de setores argentinos que, de tempos em tempos, requerem proteção comercial há quase duas décadas.
Do lado brasileiro, o presidente Lula quer que a colega argentina libere as travas comerciais, que não foram retaliadas antes por causa da crise internacional. Passado o pior momento da crise, os negociadores brasileiros pediram aos argentinos o fim das licenças prévias ou, pelo menos, que estas fossem concedidas dentro do prazo regulamentado pela Organização Mundial do Comércio (OMC), de 60 dias. Mas Cristina Kirchner e a ministra Débora Giorgi não atenderam ao pedido e mantiveram os prazos, que ultrapassam 180 dias.
Ao ver que o Brasil perdeu para os chineses a liderança no mercado argentino de calçados e têxteis, além de importantes fatias dos setores de eletrodomésticos e móveis, o governo brasileiro no mês passado passou a adotar licenças não automáticas para uma série de produtos argentinos, como vinhos, laticínios, farinha de trigo, batata, alho, aerossóis e outros.
Já Cristina aproveitará a visita para pedir a Lula o fim da exigência de licenciamento prévio para os produtos dos setores exportadores em que a Argentina é competitiva, segundo informou uma alta fonte do governo local à Agência Estado.
"A nossa reclamação fundamental é que o Brasil não nos deixa ser competitivos nos poucos artigos que podemos competir", queixou-se a fonte. Ele mencionou que, no caso da farinha de trigo argentina, "os moageiros brasileiros têm um lobby fenomenal que tenta tirar da Argentina a possibilidade de crescer e o direito de exportar".
A fonte disse ainda que a indústria argentina é forte em laticínios e vinhos, mas esses produtos também são barrados pelo Brasil. "O Brasil é competitivo em vários setores e artigos, enquanto que a Argentina é competitiva em somente quatro ou cinco", argumentou. A fonte disse que o Brasil deveria ter a "grandeza" de perceber a situação de desigualdade das duas economias.
(com Marina Guimarães, da Agência Estado)
OESP – 18.11.2009
Itamaraty não vê solução rápida para problema argentino
AE - Agencia Estado
BRASÍLIA - Os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Cristina Kirchner, da Argentina, não conseguirão distender o embate que contamina as relações bilaterais no encontro que terão hoje em Brasília. Para o Itamaraty, não há possibilidade de solução imediata para o imbróglio, causado pela decisão de Buenos Aires de impor licenças para a importação de produtos brasileiros - medida rebatida com iniciativa equivalente de Brasília a 35 bens argentinos, adotada mês passado.
A Argentina promoveu uma "escalada" de medidas protecionistas contra o Brasil. O número de produtos brasileiros sujeitos a licenças de importação no mercado argentino subiu de 53 em setembro de 2008, antes do impacto da crise global, para 411 neste mês, revela estudo da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp).
Cristina desembarcou na noite de ontem em Brasília trazendo a ameaça de levar a represália brasileira ao tribunal de solução de controvérsias do Mercosul. O governo argentino argumenta que o Brasil descumpriu a regra do Acordo Geral de Tarifas e Comércio (Gatt), que determina a divulgação prévia da adoção de licenças não-automáticas. Para o Brasil, o contencioso escamotearia uma questão mais profunda - a necessidade de reestruturação de setores argentinos que requerem proteção comercial há duas décadas.
"Não vejo como o assunto possa ser resolvido de imediato", afirmou ontem o embaixador Enio Cordeiro, subsecretário de Assuntos de América do Sul do Itamaraty, depois de ser sabatinado pela Comissão de Relações Exteriores do Senado sobre sua indicação para a representação do Brasil em Buenos Aires. "Mas não vejo como um país pode fazer administração de comércio por décadas e décadas. Essas medidas são tomadas, necessariamente, em um horizonte temporal." Em médio prazo, o embaixador acredita ser possível negociar um cronograma de eliminação gradual das barreiras bilaterais. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
OESP – 18.11.2009
Rússia quer aderir em breve à OMC
REUTERS
ESTOCOLMO - A Rússia confirmou na quarta-feira sua intenção de aderir à Organização Mundial do Comércio (OMC), e disse que o Cazaquistão e Belarus, que têm uma união alfandegária com Moscou, deveriam participar como entidades à parte, embora de forma coordenada e com uma posição comum.
A declaração, feita por autoridades após uma reunião comercial com a União Europeia em Estocolmo, elimina parte da confusão gerada neste ano pelo primeiro-ministro Vladimir Putin, que declarou que a Rússia só entraria para a OMC como parte de uma união alfandegária - algo inédito na história desse organismo global.
"Queremos que as conversas com a OMC transcorram rapidamente e sejam concluídas em breve", disse a jornalistas o embaixador russo junto à UE, Vladimir Chizhov. "Depois que a união alfandegária foi formada, alguns interpretaram isso como um sinal de que a Rússia estaria perdendo interesse na OMC. Isso está errado. Confirmamos que aderir a OMC continua sendo nossa meta. Os membros da união alfandegária irão aderir à OMC como entidades separadas, mas de forma sincronizada, com posições comuns."
A entrada na OMC abriria mercados para a Rússia, ao mesmo tempo em que tornaria o mercado local mais acessível a outros países da organização.
A Rússia discute sua adesão há 16 anos, mas o processo parou várias vezes devido a disputas diversas, e a OMC exige como pré-requisito que Moscou resolva várias pendências comerciais e tarifárias.
(Reportagem de Oleg Shchedrov)
OESP – 18.11.2009
China quer superar EUA como maior parceiro comercial da América Latina
da Efe
China se vislumbra como a grande alternativa para as exportações da América Latina ante a fraqueza do consumo dos EUA, de acordo com banqueiros chineses.
Apesar das barreiras culturais, idiomáticas e a distância, as oportunidades de negócios são "brilhantes", afirmaram os representantes de três dos quatro principais bancos da China na 43ª Assembleia Anual da Felaban (Federação Latino-Americana de Bancos) que se celebrou em Miami (EUA).
"É um futuro muito brilhante. Acho que China será o principal parceiro da América Latina em um futuro muito próximo. Se observamos a média da taxa de crescimento entre China e América Latina, o volume será de perto de 40% cada ano", disse Feng Lui, primeiro vice-presidente do Banco da China em Nova York.
A ávida demanda de matérias-primas procedentes da América Latina e as vigorosas vendas de produtos chineses na região, elevou a troca comercial de US$ 8,4 bilhões em 1995 a US$ 140 bilhões no ano passado.
Um número que segundo Lui localiza o gigante asiático como o segundo parceiro comercial da América Latina.
A China é o principal mercado para as exportações do Brasil e Chile e o segundo para as vendas do Peru.
Do Brasil, o Banco da China observa o resto dos países para sua tomada de decisões de negócios a futuro.
"Temos um plano ambicioso de abrir novas filiais na região. Brasil é uma prova de fogo" para os negócios da entidade na América Latina, comentou Lui.
A China atualmente é o maior cliente do Brasil e o país exportou US$ 20 bilhões em bens em 2008 à nação asiática e importou US$ 16,4 bilhões, segundo dados da ONU.
Mas o primeiro vice-presidente do Banco da China cotou que há obstáculos que se devem superar como a atual estrutura do comércio baseada só em matérias-primas e produtos terminados, porque poderia estar influenciada pelo fluxo da economia mundial.
Os outros dois assuntos são problemas culturais como a diferença de idioma, inclusive de religião. "Ambos necessitam tempo para adaptar-se".
Yung-Chang Ho, diretor-executivo para a área da China e Ásia do Banco Wachovia, que foi o moderador do fórum, destacou que a nação asiática necessita petróleo, soja, cobre e outros minerais provenientes da região para poder seguir com seu crescimento econômico.
"A demanda obrigou a afiançar seus vínculos com a região. O investimento na região chegou a US$24 bilhões", indicou.
Acrescentou que a "China representa uma alternativa para a América Latina em seu comércio com os Estados Unidos. Realmente é uma situação de ganho para ambos".
Shiqin Li, chefe representante do Banco Agrícola da China em Nova York, explicou que a troca comercial "tem um futuro muito brilhante" e isso está baseado, em parte, em que os Governos da China e América Latina têm uma política comum: encorajar o consumo interno e os investimentos em infraestruturas.
"Para o futuro vemos um crescente comércio entre América Latina e China, é uma tendência muito boa. Passamos de exportar aos países da Europa Ocidental e Estados Unidos à África e América Latina", previu.
Li informou que este ano o negócio de exportações à América Latina sofreu uma substancial queda de cerca de 34% pela recessão, mas registraram um aumento de importações da ordem de 64% e disse: "Vemos isso como um bom sinal".
Da mesma forma que Lui, a direção comentou que gostaria de trabalhar com a região em comunicação e em participação em mais eventos internacionais para um entendimento entre as duas culturas.
Também que "nossos reguladores podem ter maior informação para convencer-lhes que aceitem o risco dos senhores como nós aceitamos os seus".
Explicou que é necessária uma aproximação nas comunicações porque o tema dos idiomas incide no clima de negócios: China tem poucas pessoas que falem espanhol ou português e o mesmo sucede com os latino-americanos com o chinês.
Assegurou que China e a indústria bancária dessa nação têm políticas muito abertas.
"Temos as portas abertas para nossos amigos da América Latina", asseverou.
John Weinshank, vice-presidente do Banco de Construção da China da filial de Nova York, manifestou que a América Latina tem recursos naturais e os chineses os necessitam para poder manter seu motor de crescimento.
Enquanto os países latino-americanos aumentam seus ingressos e "como essas duas tendências não se reverterão em um futuro próximo, me sinto muito encorajado sobre a troca comercial".
Folha de São Paulo – 18.11.2009
Senado pode votar hoje ingresso da Venezuela no Mercosul
da Folha Online
O plenário do Senado pode votar nesta quarta-feira o ingresso da Venezuela no Mercosul. Os governistas, no entanto, ainda contabilizam, nos bastidores, se terão apoio suficiente para aprovar a matéria.
A disposição da base aliada do presidente Luiz Inácio Lula da Silva é colocar a matéria em análise somente se houver um placar favorável ao protocolo de adesão.
A oposição reconhece que terá dificuldades para barrar o ingresso da Venezuela no Mercosul.
Embora os governistas tenham dissidências contrárias à adesão do país vizinho ao bloco econômico, senadores do DEM e PSDB admitem que não terão número suficiente de parlamentares para derrubar o protocolo de adesão da Venezuela no Mercosul.
"Se todos os nosso vierem, e isso é difícil porque sempre tem um que viaja, um que está doente, conseguiremos 32 votos. Como o [presidente do Senado] Sarney não vota, calculo que fica em 48 a 32 para eles. Não é uma grande vitória, mas eles ganham", disse o líder do PSDB no Senado, Arthur Virgílio (AM).
O governo adiou a votação nas últimas duas semanas por não ter certeza da vantagem sobre a oposição. Líderes governistas admitiram que as recentes declarações do presidente da Venezuela, Hugo Chávez, de que os líderes militares da Venezuela devem estar preparados para a "guerra" no continente, poderiam colocar em risco a aprovação da adesão do país ao Mercosul.
Chávez fez as declarações há duas semanas, o que dificultou as negociações dos governistas para a votação do ingresso da Venezuela no Mercosul. A oposição trabalha para adiar a votação do protocolo de adesão até que haja um compromisso do governo venezuelano de que não há uma "situação de guerra" no continente.
Na sessão plenária, a oposição promete realizar uma série de longos discursos na tentativa de suspender a sessão --como estratégia para adiar, novamente, a análise do protocolo de adesão.
DEM e PSDB temem que Chávez, no comando da Venezuela, traga instabilidade à democracia no Mercosul --por isso são contrários à aprovação da matéria.
Aprovação
A CRE (Comissão de Relações Exteriores) do Senado aprovou no final de outubro o ingresso da Venezuela no Mercosul.
Apesar da pressão de senadores oposicionistas contra a adesão do país presidido por Hugo Chávez no bloco econômico, o governo tinha maioria na comissão para garantir a aprovação do voto em separado do senador Romero Jucá (PMDB-RR) --favorável ao protocolo de ingresso do país no Mercosul.
Antes de aprovar o voto de Jucá, a comissão rejeitou o relatório do senador Tasso Jereissati (PSDB-CE), contrário ao ingresso da Venezuela no Mercosul. A oposição critica a adesão da Venezuela no bloco por considerar que Chávez impôs um regime antidemocrático no país --o que poderia colocar em xeque a democracia na América do Sul.
No texto, Jucá não reconhece atitudes antidemocráticas no governo de Hugo Chávez ao considerar que isso é fruto de distorção da imprensa sensacionalista e de organismos internacionais.
O líder governista também argumentou que o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, da oposição, foi quem deu início às negociações para a adesão da Venezuela ao Mercosul.
Folha Online – 18.11.2009
Estivadores rejeitam proposta salarial sugerida pela Autoridade Portuária
Da Redação
Os Trabalhadores Portuários Avulsos (TPAs) do Porto de Itajaí (SC) recusaram a proposta salarial de mais de três mil reais, sugerida pela Autoridade Portuária catarinense em negociação com Intersindical dos Trabalhadores Portuários e a Portonave S/A – Terminais Portuários Navegantes. O resultado foi apresentado pelo superintendente do complexo, Antônio Ayres dos Santos Júnior, na reunião ordinária deste mês.
Ayres tomou a iniciativa de intermediar as negociações após ter conhecimento de Termo de Audiência Pública do Ministério Público do Trabalho de Itajaí, que determina uma remuneração de R$ 3.058,13 (entre salário base e benefícios), ante o valor de R$ 4.727,64 solicitado pela Intersindical e o valor de R$ 2.557,96 proposto pela Portonave.
As discussões, que vinham ocorrendo de forma discreta há mais de um mês entre as diretorias dos sindicatos laborais, a Autoridade Portuária e a Portonave ganharam corpo após a recusa por parte dos trabalhadores, o que ocasionou na reunião do CAP de Itajaí, na última sexta-feira.
O conselheiro e diretor do Órgão Gestor de Mão-de-Obra (Ogmo) de Itajaí, Luciano Angel Rodrigues, afirmou que o salário oferecido pelo terminal de Navegantes está acima da média salarial paga ao TPA nos últimos 24 meses. Rodrigues vê ainda a recusa como um ato totalmente inadmissível, devido a atual realidade econômica brasileira e às restrições que existem no mercado do trabalho. “Ninguém em sã consciência recusa uma oferta de trabalho com remuneração mensal de mais de três mil reais”, diz.
O superidente do Porto explica que o valor oferecido aos trabalhadores é resultado de uma ampla negociação que envolveu representantes das categorias que formam os TPAs (estivadores, arrumadores, conferentes, consertadores, bloquistas e vigias) e que foi aceito inicialmente por todas as categorias, ficando apenas para ser homologada na assembléia geral da Estiva, realizada no último dia 12.
O superintendente administrativo da Portonave, Osmari de Castilho Ribas, disse que o valor de R$ 3.218,13 (com os benefícios inclusos) é a proposta final da empresa.
A Tribuna – 17.11.2009
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