terça-feira, 3 de novembro de 2009


Superávit da balança comercial de outubro é de US$ 1,328 bilhão

Com 21 dias úteis, outubro de 2009 fechou com saldo comercial (diferença entre os valores importados e exportados) positivo de US$ 1,328 bilhão e média diária de US$ 63,2 milhões. O valor foi 0,1% menor que o registrado em setembro último (média diária de US$ 63,3 milhões) e 4,7% maior que o valor médio de outubro de 2008 (US$ 60,4 milhões).

No mês, as exportações brasileiras alcançaram US$ 14,082 bilhões (média de US$ 670,6 milhões), resultado 1,6% acima da média de setembro passado (US$ 660,1 milhões) e 20,3% abaixo das vendas externas no mesmo período de 2008 (média de US$ 841,5 milhões).

As importações fecharam em US$ 12,754 bilhões e média de US$ 607,3 milhões. Pelos mesmos critérios comparativos, foram 1,8% maiores que as importações de setembro de 2009 (US$ 596,9 milhões) e 22,2% menores que as de outubro de 2008 (US$ 781 milhões). A corrente de comércio (soma das exportações com as importações) alcançou US$ 26,836 bilhões (média de US$ 1,278 bilhão).

Quinta semana

A quinta semana de outubro (dias 26 a 31) teve saldo comercial positivo de US$ 89 milhões (média de US$ 17,8 milhões). A corrente de comércio foi de US$ 6,073 bilhões (média de US$ 1,215 bilhão), resultado de exportações de US$ 3,081 bilhões (média de US$ 616,2 milhões) e importações de US$ 2,992 bilhões (média de US$ 598,4 milhões).

Ano

No acumulado do ano, com 208 dias úteis, o superávit da balança comercial chega a US$ 22,599 bilhões (média de US$ 108,6 milhões). Pelo critério da média diária, o resultado é 9,1% maior que o registrado no mesmo período do ano passado. Na comparação por valores totais, o superávit deste ano está 7,5% acima do verificado no período janeiro-outubro de 2008, quando foi de US$ 21,015 bilhões (média de US$ 99,6 milhões).

As exportações do ano chegam a US$ 125,879 bilhões (média de US$ 605,2 milhões) e as importações a US$ 103,280 bilhões (média de US$ 496,5 milhões), com uma corrente de comércio de US$ 229,159 bilhões (média de US$ 1,102 bilhão). Ano passado, no mesmo período, as exportações haviam sido de US$ 169,371 bilhões (média de US$ 802,7 milhões) e as importações de US$ 148,356 bilhões (média de US$ 703,1 milhões), somando uma corrente de comércio de US$ 317,727 bilhões (média de US$ 1,505 bilhão).

Na comparação pelo resultado médio diário, a corrente de comércio teve queda de 26,8%, resultado da diminuição das exportações e importações deste ano. Na comparação entre os dez primeiros meses de 2009 com o mesmo período de 2008, também pela média, as vendas brasileiras para o mercado externo diminuíram 24,6%, enquanto as compras brasileiras de outros países tiveram redução de 29,4%.

Às 15h30, o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC) divulgará no site www.mdic.gov.br o detalhamento da balança comercial de outubro e, no mesmo horário, o secretário de Comércio Exterior, Welber Barral, concederá entrevista coletiva para comentar o resultado do mês.

MDIC – 03.11.2009


Exportações superam importações e saldo comercial cresce 4,7%

da Folha Online

A balança comercial do mês de outubro registrou saldo (diferença entre os valores importados e exportados) positivo de US$ 1,328 bilhão e média diária de US$ 63,2 milhões. O valor foi 0,1% menor que o registrado em setembro (média diária de US$ 63,3 milhões) e 4,7% maior que o valor médio de outubro do ano passado (US$ 60,4 milhões).

Os dados foram divulgados hoje pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior.

No mês, as exportações brasileiras alcançaram US$ 14,082 bilhões (média de US$ 670,6 milhões), resultado 1,6% acima da média do mês passado (US$ 660,1 milhões) e 20,3% abaixo das vendas externas no mesmo período de 2008 (média de US$ 841,5 milhões).

As importações fecharam em US$ 12,754 bilhões e média de US$ 607,3 milhões. Pelos mesmos critérios comparativos, foram 1,8% maiores que as importações de setembro de 2009 (US$ 596,9 milhões) e 22,2% menores que as de outubro de 2008 (US$ 781 milhões). A corrente de comércio (soma das exportações com as importações) alcançou US$ 26,836 bilhões (média de US$ 1,278 bilhão).

A quinta semana de outubro teve saldo comercial positivo de US$ 89 milhões (média de US$ 17,8 milhões). A corrente de comércio foi de US$ 6,073 bilhões (média de US$ 1,215 bilhão), resultado de exportações de US$ 3,081 bilhões (média de US$ 616,2 milhões) e importações de US$ 2,992 bilhões (média de US$ 598,4 milhões).

No acumulado do ano, o superavit da balança comercial chega a US$ 22,599 bilhões (média de US$ 108,6 milhões), 7,5% acima do verificado no período janeiro-outubro de 2008, quando foi de US$ 21,015 bilhões (média de US$ 99,6 milhões).

Folha Online – 03.11.2009


Mercado troca dólar por R$ 1,77, alta de 1,19%, após abertura

da Folha Online

O dólar comercial é negociado por R$ 1,778 minutos após a abertura do mercado nesta terça-feira. O valor significa um acréscimo de 1,19% sobre a cotação final da semana passada.

Na sexta-feira, o dólar foi vendido por R$ 1,757, em um avanço de 1,50% no dia, mas com desvalorização de 0,96% no mês. Já a Bovespa (Bolsa de Valores de São Paulo) fechou em forte baixa de 3,41%, com leve alta de 0,04% em outubro.

A reunião do banco central dos EUA, o Federal Reserve, na quarta-feira, é o destaque da agenda econômica desta semana. A reunião será feita para decidir a nova taxa básica de juros dos EUA (atualmente, entre zero e 0,25% ao ano).

Embora haja poucas chances de que o"Fed" mexa nos juros básicos do país, analistas e investidores devem prestar atenção cerrada ao comunicado pós-reunião, que deve sinalizar a visão atual dessa autoridade monetária sobre a trajetória da maior economia do planeta.

Além da reunião do Fed, o mercado também repercutir os novos números sobre encomendas às indústrias (hoje), o índice ISM do setor de serviços (amanhã) e os dados sobre geração de empregos na sexta-feira.

Já a agenda doméstica tem como eventos principais as pesquisas do IBGE sobre o setor industrial (hoje e sexta-feira).

Kraft Foods, Energizer, GMAC, Time Warner, Sara Lee, VeriSign, Starbucks e Blackstone são algumas das principais empresas no exterior a revelarem seus balanços do trimestre nesta semana. No Brasil, os destaques são Itaú-Unibanco, Bradesco, Vivo e B2W são algumas das empresas mais importantes a abrirem seus números do período.

Folha Online – 03.11.2009


FMI diz que não se opõe a controles de capital

AE - Agencia Estado

WASHINGTON - O diretor-gerente do Fundo Monetário Internacional (FMI), Dominique Strauss-Kahn, disse ontem que, a princípio, o Fundo não se opõe a controles de capital para limitar fluxos especulativos que possam criar bolhas de ativos. "Eu não tenho uma ideologia sobre isso", disse Strauss-Kahn, em entrevista ao Financial Times. Segundo ele, depois das experiências dos últimos anos, "não há por que achar que não ter controle nenhum é sempre a melhor situação". Mas Strauss-Kahn afirmou que taxas pequenas, como os 2% aplicados no Brasil, são questionáveis, "não porque se trata de controle de capital, mas porque não acredito que serão realmente eficientes".

Inicialmente, o Fundo havia criticado os controles de capital adotados pelo Brasil, com a taxa de 2% sobre investimento estrangeiro em renda fixa e variável. "Esse tipo de tributo dá algum espaço para manobra, mas não é muito, por isso o governo não deve se sentir tentado a adiar outros ajustes mais fundamentais", disse, na ocasião, Nicolás Eyzaguirre, diretor do Departamento do Hemisfério Ocidental do Fundo. "Na realidade, a experiência em vários países é de que, com o tempo, o sistema se torna poroso, dependendo da criatividade dos mercados."

Essa posição foi alvo de críticas. John Williamson, economista que cunhou a expressão "Consenso de Washington", disse que se tratava de um erro. Ele disse que poderia ser necessário elevar a taxa de 2% para 4% ou 5%, para que fosse de fato eficiente. Strauss-Kahn disse não ser ideologicamente contra os controles, mas fez ressalvas. "O problema é que, na maior parte do tempo, os controles não funcionam." Mas ele disse entender o problema dos formuladores de políticas que estão diante de um aumento repentino nos fluxos de capital e se preocupam com bolhas. "Não temos muitos instrumentos para evitar que isso aconteça", disse ele ao FT. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

OESP – 03.11.2009


Plenário do Senado vota amanhã ingresso da Venezuela no Mercosul

da Folha Online

O plenário do Senado vai votar nesta quarta-feira o ingresso da Venezuela no Mercosul. Se o protocolo for aprovado, o Paraguai será o único país do bloco econômico que ainda não terá concluído a análise do caso.

A Argentina e o Uruguai já aprovaram o protocolo de adesão, mas caberá ao Paraguai definir --uma vez que os quatro países-membros do Mercosul têm que avalizar o ingresso da Venezuela para que o país possa efetivamente integrar o bloco econômico.

Com maioria no Senado brasileiro, a base aliada ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva prevê a aprovação do país no bloco econômico mesmo com a promessa de líderes oposicionistas em dificultar a votação.

Os governistas vão tentar convencer a base de que o ingresso do país no Mercosul trará ganhos econômicos ao Brasil, com a disposição do presidente Hugo Chávez em industrializar o país. Com o lobby da iniciativa privada em favor da Venezuela, a base aliada também espera sensibilizar congressistas da oposição.

A ordem no governo é insistir que a entrada da Venezuela no bloco não representa uma vitória política de Chávez.

O líder do DEM, José Agripino Maia (RN), disse que uma das possibilidades para dificultar a aprovação é obstruir a pauta do plenário. Junto com o PSDB, ele afirma que a votação não deve ocorrer até que a Venezuela se comprometa com algumas ressalvas --entre elas aceitar uma apuração da OEA (Organização dos Estados Americanos) sobre acusações de violação de direitos humanos.

"Pelo povo [venezuelano] e pelo país, o ingresso já estava aprovado, mas não podemos aceitar essas posições chavistas", disse Maia.

A oposição aposta ainda que pode contar com o presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), para retardar a votação. O peemedebista já fez manifestações contrárias ao ingresso do país no Mercosul.

A base, no entanto, disse acreditar que o senador não vai priorizar seu posicionamento pessoal. "Sarney não vai confundir as coisas", afirmou Renato Casagrande (PSB-ES).

Relações Exteriores

Na semana passada, a CRE (Comissão de Relações Exteriores) do Senado aprovou, por 12 votos a 5, o ingresso da Venezuela no Mercosul.

Antes de aprovar o voto do líder do Congresso no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR), a comissão rejeitou o relatório do senador Tasso Jereissati (PSDB-CE), contrário ao ingresso da Venezuela no Mercosul.

Folha Online – 03.11.2009


Empresas querem recriar Mercosul

O setor privado está "cansado" do Mercosul e pede a "reinvenção" do projeto de integração regional. Uma alternativa que volta a ganhar força é dar um passo atrás e transformar o bloco de união aduaneira em área de livre comércio. Na área de livre comércio, não existem tarifas entre os países. Por ser uma união aduaneira, o Mercosul tem que adotar também uma Tarifa Externa Comum (TEC) para importação de produtos de terceiros países e é obrigado a negociar acordos em conjunto.

A mudança liberaria o Brasil para fechar, sozinho, acordos bilaterais como blocos importantes, como, por exemplo, a União Europeia, cujas negociações com o Mercosul serão retomadas na quarta-feira (4/11) em Lisboa. Para os empresários, o conflito com a Argentina - que paralisou caminhões na fronteira - e a entrada da Venezuela no Mercosul - que ficou mais próxima com a aprovação pela Comissão de Relações Exteriores do Senado - deixa o bloco mais fragilizado nas negociações.

"Não podemos ficar amarrados ao protecionismo da Argentina. Sou a favor de dar um passo atrás e reinventar o Mercosul como área de livre comércio", defende o diretor de comércio exterior da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Roberto Giannetti da Fonseca. "Que união aduaneira é essa? Está permitindo desvio de comércio para os chineses", diz o presidente da Associação Brasileira da Indústria Têxtil (Abit), Aguinaldo Silva. "Não é uma questão de desprezar o Mercosul, mas saber se funciona."

O desvio de comércio a favor da China, provocado pelas licenças não automáticas da Argentina, foi a gota d'água para a paciência dos empresários. A avaliação é que o Brasil só fica com o ônus da união aduaneira, mas não aproveita os benefícios. A admissão da Venezuela é mais um fator que complica as negociações com outros países, porque o presidente Hugo Chávez é contra acordos bilaterais. Para Lúcia Maduro, economista da Confederação Nacional da Indústria (CNI), a Venezuela deixa o Mercosul mais "complexo" e "paralisado".

O presidente da Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica (Abinee), Humberto Barbato, também apoia a transformação do Mercosul em área de livre comércio. Os celulares estão sob ameaça de mais impostos na Argentina. "A indústria brasileira não tem solicitado o mesmo nível de proteção dos argentinos", disse. Um dos motivos que ajuda a explicar o desinteresse dos empresários pelo Mercosul é que o bloco perdeu importância nas exportações brasileiras, por conta das barreiras argentinas e da diversificação de clientes. Em 1998, Argentina, Uruguai e Paraguai absorviam 17,4% das vendas do Brasil. No ano passado, esse porcentual caiu para 11%. De janeiro a setembro, por conta da crise, estava em 9,3%.

O presidente da Associação Brasileira da Indústria do Trigo (Abitrigo), Sérgio Amaral, ressalta que o momento das duas economias é de "profundo descompasso". Enquanto o Brasil atrai investimentos e acumula reservas, a Argentina enfrentar escassez de divisas. Para os empresários, o Mercosul chega mais fraco para a reunião com a UE. Uma das exigências dos europeus é a livre circulação de produtos no bloco, que está em risco com as licenças adotadas por Argentina e Brasil. Os argentinos bloquearam a última tentativa de acordo com a UE, ao resistir a abrir o mercado automotivo. O país também não apoiou a conclusão da Rodada Doha, da Organização Mundial de Comércio.

Diário do Comércio – 03.11.2009


Economia da zona do euro deve voltar a crescer em 2010, diz relatório

da France Presse, em Bruxelas

A Comissão Europeia, o órgão executivo da UE (União Europeia), espera uma recuperação gradual da economia na zona do euro, com uma saída da recessão a partir do terceiro trimestre, seguida de um crescimento de 0,7% em 2010 e de 1,5% em 2011, mas o desemprego e o deficit público seguirão elevados.

Nas previsões econômicas, que constam de seu relatório trimestral divulgado hoje, a comissão projeta um crescimento de 0,5% no terceiro trimestre de 2009, contra 0,2% previstos em setembro para os 16 países que compartilham a moeda única. Para o ano como um todo, no entanto, a expectativa é de contração de 0,4% na região.

Para o bloco como um todo, a expectativa é de contração de 4,1%, ligeiramente pior que a previsão anterior, de recuo de 4%.

A Comissão prevê que a recuperação será confirmada no próximo ano, com um crescimento de 0,7%. A estimativa anterior era de contração de 0,1% do PIB (Produto Interno Bruto) em 2010.

Para 2011, ano que teve as primeiras estimativas publicadas nesta terça-feira, a projeção é de crescimento de 1,5%.

"A economia da UE sai da recessão. Isso se deve, em grande parte, às medidas ambiciosas adotadas pelos governos, bancos centrais e a UE, que não apenas permitiram evitar o afundamento do sistema, mas também favoreceram a retomada", afirmou o comissário europeu de Assuntos Econômicos, Joaquín Almunia.

"No entanto, devemos enfrentar desafios maiores", completou o comissário, antes de destacar a necessidade de "terminar de sanear o setor bancário e determinar de que forma é possível corrigir de melhor maneiras os efeitos nefastos da crise sobre os mercados de emprego, as finanças públicas e o crescimento potencial".

A zona do euro é atualmente formada por Alemanha, Áustria, Bélgica, Chipre, Eslováquia, Eslovênia, Espanha, Finlândia, França, Grécia, Holanda, Irlanda, Itália, Luxemburgo, Malta e Portugal.

A União Europeia inclui, além destes, Bulgária, Dinamarca, Reino Unido, República Tcheca, Suécia, Polônia, Hungria, Romênia, Estônia, Lituânia e Letônia.

Folha de São Paulo – 03.11.2009

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