quarta-feira, 25 de novembro de 2009


Exportador brasileiro tem US$ 11 bi no exterior

AE - Agencia Estado

RIO - Os exportadores brasileiros têm US$ 11 bilhões no exterior, pelos cálculos apresentados por Emílio Garófalo, que este mês assumiu o cargo de assessor especial do ministro da Fazenda, Guido Mantega. A cifra corresponderia à diferença entre o valor já exportado e os recursos que foram trazidos para o País. O valor citado refere-se ao fim do mês passado. Garófalo chegou a citar US$ 13 bilhões ontem, no 29º Encontro Nacional de Comércio Exterior (Enaex), mas em seguida corrigiu o número em entrevista à imprensa. "Há uma nuvem de câmbio mantida lá fora pelos exportadores. Quero entender por quê." Ele também afirmou, na palestra a exportadores, que "há boatos de que estão voltando" as operações especulativas com derivativos pelas empresas brasileiras.

"Nada contra derivativos, mas a excessiva especulação sobre eles resultou no momento negativo que tivemos no fim do ano passado", declarou, destacando que ainda se trata de boatos. "Não há nada confirmado", reiterou. O economista observou que as linhas de comércio exterior se reduziram drasticamente na crise do ano passado, até mesmo porque "o sistema financeiro temia emprestar a empresas brasileiras por possível envolvimento em operações com derivativos tóxicos", disse ele, sem citar nomes de empresas, como Sadia e Aracruz.

Especialista em câmbio há 35 anos, o novo assessor do Ministério da Fazenda explicou que sua função no governo "deve ser" preparar medidas para o câmbio. Ele deu pistas sobre sua atuação: defendeu o câmbio flutuante e a atualização de regras feitas no passado em outro contexto "e hoje ninguém sabe por que estão ali". Ele disse que estuda a proposta da Fiesp relacionada ao câmbio e que é prioridade o sistema em moeda local (SML), que permite comércio exterior em reais e pesos com a Argentina e será estendido a outros países vizinhos. O sistema está em funcionamento, mas com pequeno volume de negócios. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

OESP – 25.11.2009


Rússia diz que Brasil tem interesse em comércio com moeda local

REUTERS

MOSCOU, 25 DE NOVEMBRO - O Brasil está interessado em realizar o comércio bilateral com a Rússia em moedas locais, disse nesta quarta-feira um integrante do banco central russo, em mais uma demonstração do interesse de Moscou de usar mais a moeda nacional em detrimento do dólar.

A Rússia já discute realizar o comércio bilateral em moedas nacionais com a China e com a Índia --que junto com o Brasil e a Rússia formam o grupo Bric de países emergentes--, além de outros países como Turquia e Vietnã.

"Houve uma iniciativa dentro dos Brics. Esses países pretendem criar as condições para o pagamento direto do comércio em moedas nacionais", disse Alexander Potemkin, assessor do presidente do banco central russo.

"O Brasil já expressou esse interesse. A Índia... está pronta para discutir o tema", acrescentou, falando na Duma, câmara baixa do Parlamento.

Ele estimou que as transações em iuan e rublos já representem cerca de 2 por cento do comércio da Rússia com a China.

(Reportagem de Yelena Fabrichnaya)

OESP – 25.11.2009


Brasil tem interesse em substituir dólar no comércio, diz BC da Rússia

da Reuters, em Moscou
da Folha Online

O Brasil está interessado em realizar o comércio bilateral com a Rússia em moedas locais (real e rublo, respectivamente), disse nesta quarta-feira o assessor do presidente do banco central russo, Alexander Potemkin.

A Rússia já discute realizar o comércio bilateral em moedas nacionais com a China e com a Índia --os quatro países compõem o bloco conhecido como Bric (sigla formada pela iniciais de Brasil, Rússia, Índia e China). Além disso, a Rússia estuda substituir o dólar no comércio com outros países, como Turquia e Vietnã.

"Houve uma iniciativa dentro dos Brics. Esses países pretendem criar as condições para o pagamento direto do comércio em moedas nacionais", disse Potemkin. "O Brasil já expressou esse interesse. A Índia (...) está pronta para discutir o tema", acrescentou, falando na Duma (câmara baixa do Parlamento).

Ele estimou que as transações em yuan e rublos já representem cerca de 2% do comércio da Rússia com a China.

No último dia 18, o embaixador russo junto à UE (União Europeia), Vladimir Chizhov, disse esperar que as conversas para que o país passe a integrar a OMC (Organização Mundial do Comércio) "transcorram rapidamente e sejam concluídas em breve".

A entrada na OMC abriria mercados para a Rússia, ao mesmo tempo em que tornaria o mercado local mais acessível a outros países da organização.

A Rússia discute sua adesão há 16 anos, mas o processo parou várias vezes devido a disputas diversas, e a OMC exige como pré-requisito que o governo russo resolva várias pendências comerciais e tarifárias.

Folha Online – 25.11.2009


Senado vai tentar votar hoje ingresso da Venezuela no Mercosul

da Folha Online

O líder do governo no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR), afirmou nesta terça-feira que a votação sobre a adesão da Venezuela ao Mercosul poderá ocorrer hoje. "Vamos conversar. Se houver quorum, votaremos. Se não, tentaremos na próxima semana", disse.

Nos bastidores, governistas têm dúvidas sobre o número de parlamentares favoráveis ao ingresso da Venezuela no bloco. Os líderes preferiram tentar um acordo com a oposição antes de analisar o tema em plenário.

O governo adiou a votação nas últimas três semanas por não ter certeza da vantagem sobre a oposição.

Líderes governistas admitiram que as recentes declarações do presidente da Venezuela, Hugo Chávez, de que os líderes militares da Venezuela devem estar preparados para a 'guerra' no continente, poderiam colocar em risco a aprovação da adesão do país ao Mercosul.

Chávez fez as declarações há três semanas, o que dificultou as negociações dos governistas para a votação do ingresso da Venezuela no Mercosul. A oposição trabalha para adiar a votação do protocolo de adesão até que haja um compromisso do governo venezuelano de que não há uma "situação de guerra" no continente.

Defesa

O ministro Samuel Pinheiro Guimarães (Secretaria de Assuntos Estratégicos) fez na semana passada uma ampla defesa do ingresso do país vizinho no bloco econômico.

Ao afirmar que a Venezuela não viola princípios democráticos, Guimarães disse que o Brasil deve fazer um debate menos "emocionado" para discutir se o país deve ingressar no Mercosul.

"Você tem violação de direitos humanos em outros Estados. Há dezenas de sindicalistas, líderes universitários, em outros países da região presos, mortos, assassinados, e não há essa emoção toda", afirmou.

Na opinião de Guimarães, a Venezuela preserva a liberdade de imprensa --apesar de ter determinado o fechamento de emissoras de rádio e TV contrárias ao regime presidencial.

"A Venezuela é um país que aceita a cláusula democrática. Na Venezuela se realizaram eleições com observadores internacionais, todas consideradas democraticamente realizadas. Na Venezuela não há nenhum preso político, não há nenhum jornalista preso. Basta ligar a televisão na Venezuela para verem que a liberdade de opinião, e de criticas, é extraordinária."

Folha Online – 25.11.2009


Ibama libera dragagem de aprofundamento de Santos

De A Tribuna On-line

O presidente do Ibama, Roberto Messias Franco, assinou ontem à tarde a Licença Ambiental de Instalação (LI) da dragagem de aprofundamento e da derrocagem do Porto de Santos. O documento autoriza a Secretaria Especial de Portos (SEP) a iniciar imediatamente a obra que irá tornar o complexo santista apto a receber as novas gerações de embarcações, com maior capacidade.

Navios com até 9 mil TEUs (unidade equivalente a um contêiner de 20 pés) de capacidade poderão escalar em Santos após o término da obra, previsto para 12 meses após o início. Os porta-contêineres que operam no Porto hoje não carregam mais que 5.500 TEUs.

A Tribuna On-line – 25.11.2009


Japão registra superávit comercial pelo 9º mês consecutivo

da Efe

Japão registrou em outubro um superávit comercial de 807,09 bilhões de ienes (6,087 bilhões de euros), pelo nono mês consecutivo, informou hoje o governo japonês.

O aumento das exportações ao resto de países da Ásia foi uma das causas que motivaram a alta deste indicador, indicou o Ministério japonês de Finanças em um relatório preliminar.

As exportações caíram em outubro 23,2% em relação ao mesmo mês do ano anterior, ficando em 5,3 trilhões de ienes (40,074 bilhões de euros), enquanto o descenso das importações foi de 35,6 %, alcançando 4,5 trilhões de ienes (33,974 bilhões de euros).

As medidas de estímulo destinadas pelos governos de todo o mundo para encorajar a demanda foram percebidas no Japão, cujas exportações registraram o menor retrocesso em um ano e aumentaram por segundo mês consecutivo.

O aumento de outubro supõe um novo máximo da balança comercial japonesa desde março de 2008 e chega depois que em setembro se registrasse um aumento de 472% no superávit comercial em relação ao mesmo período de 2008, alcançando 520,643 bilhões de ienes (3,806 bilhões de euros).

Com o resto de países asiáticos, Japão aumentou suas exportações até 2,8 trilhões de ienes (21,786 bilhões de euros), o maior nível desde outubro do ano passado.

Concretamente com a China, seu maior parceiro comercial há anos, a segunda economia do mundo registrou um déficit comercial pelo quarto mês consecutivo chegando à 26,220 bilhões de ienes (198 milhões de euros).

Com os Estados Unidos, a queda das exportações japonesas foi de 27,6% em relação ao mesmo mês de 2008, chegando a 873,730 bilhões de ienes (6,604 bilhões de euros).

Outubro foi o 26º mês consecutivo em que se registra um retrocesso do superávit comercial do Japão com os EUA, com uma queda de 27,7%, até 369,630 bilhões de ienes (2,793 bilhões de euros).

Em relação ao comércio com a UE, o superávit japonês voltou a cair com força em outubro em relação ao mesmo período do ano anterior, em 40,8% até 210,800 bilhões de ienes (1,593 bilhões de euros), um aumento em relação ao mês de setembro.

A razão de seu descenso anualizado foi uma grande redução das exportações japonesas com a União Europeia, até situar-se em 667,550 bilhões de ienes (5,047 bilhões de euros).

Com a América Latina, finalmente, Japão teve uma balança comercial propícia em outubro, de 144,338 bilhões de ienes (1,091 bilhões de euros).

Folha de São Paulo – 25.11.2009

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