segunda-feira, 23 de novembro de 2009


Economista do FMI alerta contra bolhas em mercados emergentes

da Reuters, em Paris
da Folha Online

Algumas economias emergentes correm o risco de movimentos de capitais incontroláveis, bolhas e acumulação de reservas, disse o economista-chefe do FMI, Olivier Blanchard, em uma entrevista publicada nesta segunda-feira.

"Esses países têm taxas de juros mais altas que as dos países desenvolvidos e mais pressão sobre as suas taxas de câmbio", disse Blanchard na entrevista ao jornal francês "Le Monde". "Só pode ser difícil para o Brasil ver o real se valorizando quando o yuan está se enfraquecendo com o dólar."

O economista também disse que os países estão caminhando em direção a uma diversificação nas suas reservas cambiais. Isso é desejável, e não levaria a um colapso do dólar, disse ele.

Para o diretor-gerente do FMI (Fundo Monetário Internacional), Dominique Strauss-Kahn, a economia global está vulnerável e uma recuperação duradoura dependerá de as autoridades tomarem medidas apropriadas nos próximos meses. A prioridade dos países desenvolvidos, para ele, deve ser pensar em medidas para arrumar a parte fiscal, mas ainda é cedo para retirar as políticas de estímulo à economia.

"Recomendamos pecar por excesso, já que retirar as medidas cedo demais é mais custoso do que retirá-las depois", diz Strauss-Kahn, em discurso preparado para um evento.

Na sexta-feira (20), o subdiretor do FMI (Fundo Monetário Internacional), John Lipsky, disse que a economia global está caminhando na direção de uma recuperação sustentável, mas dados os riscos de uma nova desaceleração, ainda é cedo para retirar os estímulos econômicos.

Lipsky afirmou que, embora fosse o momento de pensar sobre a suspensão de estímulos à economia, nenhuma ação deveria ser tomada ainda e que os governos deveriam instituir estímulos adicionais já planejados para 2010.

Folha Online – 23.11.2009


Setor privado da zona do euro tem em novembro maior expansão em dois anos

da Folha Online

O setor privado da economia dos 16 países que compõem a zona do euro teve em novembro seu maior crescimento em dois anos. O indicador PMI (Índice de Atividade de Gerentes de Compras, na sigla em inglês), apurado pela empresa de pesquisa Markit, ficou em 53,7 pontos, maior leitura em 24 meses. Os dados foram divulgados nesta segunda-feira.

Em outubro o indicador ficou em 53 pontos. Leituras acima de 50 pontos indicam expansão da atividade; abaixo desse patamar o índice aponta contração.

O resultado refletiu os 51 pontos no componente do indicador referente à atividade no setor manufatureiro, contra 50,7 em outubro. O componente do setor de serviços, por sua vez, ficou em 53,2 pontos neste mês, contra 52,6 um mês antes.

O dados superou as expectativas dos analistas, que previam 53,4 pontos no índice geral e 53 no componente de serviços. O índice referente à manufatura, por sua vez, ficou ligeiramente abaixo dos 51,5 pontos esperados.

Na Alemanha, o índice geral ficou em 53,5 em novembro, contra 52,3 em outubro. Já na França o índice chegou a 59,8 pontos, maior indicador em 37 meses, contra 58,6 em outubro.

Os dados para a elaboração do índice PMI são coletados na Alemanha, Áustria, Espanha, França, Grécia, Holanda, Irlanda e Itália. A zona do euro ainda inclui Bélgica, Chipre, Eslováquia, Eslovênia, Finlândia, Luxemburgo, Malta e Portugal.
A União Europeia inclui, além destes, Bulgária, Dinamarca, Reino Unido, República Tcheca, Suécia, Polônia, Hungria, Romênia, Estônia, Lituânia e Letônia.

Folha Online – 23.11.2009


Economia global continua vulnerável, alerta FMI

da Reuters, em Washington
da Folha Online

A economia global está vulnerável, disse nesta segunda-feira o diretor-gerente do FMI (Fundo Monetário Internacional), Dominique Strauss-Kahn, acrescentando que uma recuperação duradoura dependerá de as autoridades tomarem medidas apropriadas nos próximos meses.

O diretor do fundo acrescentou que a prioridade dos países desenvolvidos deve ser pensar em medidas para arrumar a parte fiscal, mas ressaltou ainda ser muito cedo para retirar as políticas de estímulo à economia.

"Recomendamos pecar por excesso, já que retirar as medidas cedo demais é mais custoso do que retirá-las depois", afirmou ele em discurso preparado para um evento.

Na sexta-feira (20), o subdiretor do FMI (Fundo Monetário Internacional), John Lipsky, disse que a economia global está caminhando na direção de uma recuperação sustentável, mas dados os riscos de uma nova desaceleração, ainda é cedo para retirar os estímulos econômicos.

Lipsky afirmou que, embora fosse o momento de pensar sobre a suspensão de estímulos à economia, nenhuma ação deveria ser tomada ainda e que os governos deveriam instituir estímulos adicionais já planejados para 2010.

A OCDE (Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico), por sua vez, divulgou na quinta-feira (19) seu relatório semestral, no qual previu para 2010 uma recuperação de 1,9% (1,2 ponto a mais que o previsto em junho) para os países-membros, que passará para 2,5% em 2011.

Folha Online – 23.11.2009


Argentina mantém barreiras contra produtos brasileiros

O governo argentino reafirmou que vai manter as barreiras contra as importações, segundo discurso da ministra de Indústria e Turismo, Débora Giorgi. Durante a abertura do Congresso Nacional da Indústria Madeireira, em Buenos Aires, Giorgi disse que "as licenças não automáticas para diferentes categorias de móveis estão em pleno vigor", apesar das reclamações dos exportadores brasileiros e do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

"As licenças não automáticas vão continuar sendo aplicadas nos setores que são convenientes para o desenvolvimento da indústria nacional e a preservação dos postos de trabalho", argumentou a ministra.

Giorgi ressaltou que os governos brasileiro e argentino vão fazer um "monitoramento estrito" dos acordos de "autolimitação" das exportações fechados pelos empresários de ambos os países.

Em junho passado, a Associação Brasileira de Móveis (Abimóveis) concordou em vender ao mercado argentino 65% menos do que exportou em 2008 ao vizinho. O acordo foi fechado com a Federação Argentina de Indústria de Móveis com a condição de o governo argentino liberar a entrada do volume permitido.

Mas a Argentina não só não liberou a cota estabelecida como aumentou as exigências burocráticas para a entrada do produto em seu território.

Na semana passada, antes da reunião entre os presidentes Lula e Cristina, Giorgi anunciou o fim de uma destas exigências, a do visto consular.

Mas as licenças para a entrada dos móveis brasileiros continuam a demorar mais de 180 dias porque, segundo a ministra, é preciso preservar o setor, que emprega 55 mil trabalhadores em 2.600 empresas.

No entanto, Giorgi recordou que na reunião da última quarta-feira entre os presidentes, em Brasília, ambos "se comprometeram a monitorar os acordos entre os setores privados para evitar eventuais distorções ou descumprimento de algumas das partes". Também insistiu que a relação com o Brasil "deve ser equitativa e equilibrada, de modo a permitir uma complementaridade produtiva para ambos os lados da fronteira".

DCI – 23.11.2009


Mercosul faz mal ao Uruguai, diz candidato presidencial da oposição

da Folha Online

O candidato do Partido Nacional (centro-direita) do Uruguai, Luís Alberto Lacalle, afirma que o Mercosul faz mal ao Uruguai e defende a "teoria do equilíbrio": sua vitória será um contrapeso ao Congresso dominado pela Frente Ampla governista.

Em entrevista ao repórter Thiago Guimarães, da Folha de S. Paulo, Lacalle defendeu uma reforma na aliança regional para "manter o básico econômico e não ter Parlamento nem instituições políticas em que o Uruguai perda sua independência diante do Brasil e da Argentina".

"O Uruguai deve ter autonomia para fechar acordos comerciais bilaterais. O Mercosul faz mal ao Uruguai porque os países grandes não cumprem as arbitragens. Temas como exportação de bicicletas, louças sanitárias, pneus recauchutados. Tudo isso Brasil e Argentina não cumpriram', afirmou.

Com desvantagem de 7 a 10 pontos nas pesquisas, Lacalle, subiu o tom na reta final da campanha, associando o senador e candidato governista José Mujica a um caso policial.

O ex-presidente (1990-1995) diz ser introdutor das reformas liberais dos anos 90 no país e que o atual presidente, Tabaré Vázquez, pegou carona na bonança econômica mundial pré-crise.

O fato é que diferentemente das últimas eleições no Uruguai desde o fim da ditadura (1973-1985), a atual sucessão presidencial no país é ofuscada pelo êxito do presidente Vázquez, aprovado por 70% da população.

Embalada pelos altos preços de commodities e pelo fim da recessão de 1999-2002, a economia do Uruguai cresceu 29% sob Tabaré. O investimento externo subiu 140%, a dívida pública baixou de 67% a 49% do PIB, e pobreza, inflação e homicídios ficaram estáveis.

"São dados externos. O país poderia ter agregado algo. Os preços beneficiaram nossa economia, baseada em commodities. E, apesar disso, a dívida pública cresceu e estamos agora, com a baixa da economia, sem dinheiro para a recuperação. Houve uma má administração da prosperidade. E a aprovação é do presidente, não do governo".

Folha Online – 23.11.2009


Senado vai tentar votar amanhã adesão da Venezuela ao Mercosul

da Folha Online

O Senado vai tentar votar nesta terça-feira o protocolo de adesão da Venezuela ao Mercosul. Na semana passada, líderes governistas acataram pedido da oposição para adiar a análise do tema, com o objetivo de elaborar uma pauta consensual para votações na Casa até o fim do ano.

Nos bastidores, governistas têm dúvidas sobre o número de parlamentares favoráveis ao ingresso da Venezuela no bloco. Os líderes preferiram tentar um acordo com a oposição antes de analisar o tema em plenário.

É a terceira semana consecutiva que o Senado adia a votação do ingresso da Venezuela no Mercosul devido à ameaça da oposição em derrubar o protocolo de adesão.

O governo adiou a votação nas últimas três semanas por não ter certeza da vantagem sobre a oposição. Líderes governistas admitiram que as recentes declarações do presidente da Venezuela, Hugo Chávez, de que os líderes militares da Venezuela devem estar preparados para a "guerra" no continente, poderiam colocar em risco a aprovação da adesão do país ao Mercosul.

Chávez fez as declarações há três semanas, o que dificultou as negociações dos governistas para a votação do ingresso da Venezuela no Mercosul. A oposição trabalha para adiar a votação do protocolo de adesão até que haja um compromisso do governo venezuelano de que não há uma "situação de guerra" no continente.

Defesa

O ministro Samuel Pinheiro Guimarães (Secretaria de Assuntos Estratégicos) fez na semana passada uma ampla defesa do ingresso do país vizinho no bloco econômico.

Ao afirmar que a Venezuela não viola princípios democráticos, Guimarães disse que o Brasil deve fazer um debate menos "emocionado" para discutir se o país deve ingressar no Mercosul.

"Você tem violação de direitos humanos em outros Estados. Há dezenas de sindicalistas, líderes universitários, em outros países da região presos, mortos, assassinados, e não há essa emoção toda", afirmou.

Na opinião de Guimarães, a Venezuela preserva a liberdade de imprensa --apesar de ter determinado o fechamento de emissoras de rádio e TV contrárias ao regime presidencial.

"A Venezuela é um país que aceita a cláusula democrática. Na Venezuela se realizaram eleições com observadores internacionais, todas consideradas democraticamente realizadas. Na Venezuela não há nenhum preso político, não há nenhum jornalista preso. Basta ligar a televisão na Venezuela para verem que a liberdade de opinião, e de criticas, é extraordinária."

Folha Online – 23.11.2009


Despacho de cargas no Porto de Santos será agilizado

Da Redação

O despacho de cargas no Porto de Santos ficará mais rápido. Entrará em vigor, no próximo dia 9 de dezembro, os novos procedimentos para fiscalização de produtos de origem animal destinados à exportação. Com as novas medidas, o processo de liberação das mercadorias passará de um dia para menos de 12 horas.

A partir desta data, o Serviço de Vigilância Agropecuária (SVA) e as Unidades de Vigilância Agropecuária (Uvagro) em portos, aeroportos, postos de fronteira e aduanas funcionarão de acordo com a instrução normativa 34, publicada no Diário Oficial da União no dia 9 de novembro deste ano. As novas regras tem um prazo de 30 dias, a partir da sua publicação, para entrar em vigor.

Os dados cadastrais serão usados para controle de informações nos terminais localizados nos recintos alfandegários. A nova medida elimina a obrigatoriedade de verificação de todos os documentos antes da saída da carga e a necessidade de que o fiscal federal agropecuário verifique pessoalmente se o lacre do Serviço de Inspeção Federal (SIF) está correto. A inspeção física não foi alterada e será feita somente quando solicitada pelo importador ou em caso de inconformidade.

Através destas medidas, a liberação no Porto de Santos poderá ser reduzida de um dia para 12 horas ou seis horas para produtos de origem animal transportados em contêineres. Em outros casos, como na exportação de pescado fresco, o prazo estabelecido para apresentação da documentação exigida poderá ainda ser reduzido para três horas, desde que a programação do embarque seja informada oficialmente ao chefe do SVA e Uvagro com antecedência mínima de 12 horas.

Com as mudanças, a conferência documental completa para emissão do Certificado Sanitário Nacional (CSN) passará a ser feita com a carga em curso. "Esse novo processo dará mais agilidade e rapidez, mas os exportadores brasileiros terão de ter muita consciência", adverte o Coordenador-Geral do Sistema de Vigilância Agropecuária Internacional do Ministério da Agricultura (Mapa), Oscar de Aguiar Rosa Filho. O processo permitirá ainda otimizar o trabalho do Mapa. Atualmente apenas 260 veterinários atuam nas 106 unidades de vigilância agropecuária, segundo Rosa Filho.

Os exportadores ficaram satisfeitos com a medida. Na avaliação da Associação Brasileira dos Produtores e Exportadores de Frangos (Abef), o modelo dinamizará o sistema nacional de controle. O presidente da entidade, Francisco Turra, acrescenta que a modernização irá equiparar o setor a outros mercados concorrentes que usam o mesmo sistema.

A Tribuna – 19.11.2009


Porto catarinense se atualiza com mecanismo de identificação mundial

Da Redação

O Porto de Itajaí, em Santa Catarina, foi incluído no convênio entre a Autoridade Portuária, Consultoria Datamar e Lloyd´s MIU, no controle das rotas mundiais de tráfego de navios por meio do sistema AIS (Automatic Identification System). O AIS é um mecanismo utilizado para identificação e monitoramento das embarcações que utilizam o complexo e que pode ser acessado em qualquer parte do mundo.

O sistema possibilita ao usuário acompanhar processos por meio de um receptor instalado na área portuária e transmissores instalados em quase todos os navios que trafegam mundialmente.

Entre as informações disponibilizadas estão a bandeira, empresa proprietária, tonelagem de porte bruto, escalas mais recentes e outras informações ligadas a cada navio.

Com a utilização do AIS, o porto catarinense também poderá manter um acompanhamento da rota dos navios e a posição de cada embarcação em seu cais, em tempo real.

De acordo com o diretor comercial do Porto de Itajaí, Robert Grantham, o início da utilização do AIS coloca o complexo em pé de igualdade com os principais portos do mundo em relação a utilização de ferramentas de segurança e informação.

A Tribuna – 19.11.2009


MDIC divulga balança comercial de estados e municípios em outubro

Estão disponíveis no site do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior os números da balança comercial brasileira por unidades da federação e por municípios no período janeiro-outubro de 2009. Em 208 dias úteis, os estados - incluindo o Distrito Federal - e os municípios exportaram US$ 125,879 bilhões, com uma média diária de US$ 605,188 milhões. O resultado é 25,68% menor que o do mesmo período 2008.

Entre as unidades da federação, São Paulo foi o estado que mais exportou este ano - US$ 34,174 bilhões. Já Minas Gerais ficou em segundo no ranking de exportadores - US$ 15,957 bilhões, seguido por Rio Grande do Sul - US$ 12,448 bilhões; Rio de Janeiro - US$ 10,776 bilhões; e Paraná - US$ 9,644 bilhões.

Considerando o mesmo período do ano passado, todos esses estados tiveram redução em suas exportações.

Municípios

No levantamento por municípios, São Paulo (SP) foi o que mais exportou entre janeiro e outubro deste ano - US$ 4,912 bilhões. Em segundo e terceiro lugares, ficaram Angra dos Reis (RJ) - US$ 4,235 bilhões; e São José dos Campos (SP) - US$ 3,901 bilhões.

Na sequência, estão Paranaguá (PR) - US$ 3,293 bilhões; Parauapebas (PA) - US$ 3,287 bilhões; e Santos (SP) - US$ 3,021 bilhões. Entre a sétima e décima colocação ficaram Rio de Janeiro (RJ) - US$ 2,646 bilhões; Itabira (MG) - US$ 2,616 bilhões; São Bernardo do Campo (SP) - US$ 2,352 bilhões; e Macaé (RJ) - US$ 2,252 bilhões.

MDIC – 20.11.2009

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