segunda-feira, 16 de novembro de 2009


Novas leis ameaçam exportação do País

AE - Agencia Estado

SÃO PAULO - Estão surgindo novas ameaças às exportações brasileiras nos maiores mercados do mundo, Estados Unidos e União Europeia. Três grupos de barreiras preocupam: ambientais, trabalhistas e de segurança. Deputados americanos e europeus debatem novas legislações sobre esses temas, que são foco da agenda comercial. Estudo da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) aponta que por ano 15,4% das exportações brasileiras para os Estados Unidos - o equivalente a US$ 5 bilhões - estão na mira da nova legislação americana de mudanças climáticas. A lei pode atingir as vendas brasileiras de aço, celulose, papel e alumínio.

O aquecimento global tornou o tema ambiental urgente. O presidente Barack Obama deu sinais de que está disposto a assumir compromissos na reunião de Copenhague. Preocupadas em ficar em desvantagem com outros países, as empresas americanas exigem compensações. Existem dois projetos sobre o tema no Congresso americano. O mais provável é que sejam aprovadas medidas que obriguem os importadores a comprar licenças para emissão de carbono. "Isso joga o ônus da adaptação nos países em desenvolvimento", disse o diretor de relações internacionais da Fiesp, Mário Marconini.

A União Europeia também estuda a adoção de uma "taxa de carbono" contra produtos importados, caso os países emergentes não se disponham a assumir compromissos equiparáveis aos ricos de redução de emissões em Copenhague. Segundo a consultora da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Sandra Rios, essas tarifas distorcem a negociação climática, que reconhece que os países ricos e em desenvolvimento têm responsabilidades diferentes pelo aquecimento global. "O problema é que essas tarifas vão equiparar os esforços. As nações emergentes têm de manter seu crescimento."

Nas discussões trabalhistas, os sindicatos ganharam força para defender regras rígidas em acordos comerciais, depois do desemprego causado pela crise e do apoio decisivo a Obama. A maior preocupação é com o trabalho escravo e infantil. Tramita no Congresso dos EUA um projeto para reformar a lei de aduanas. Segundo o diretor executivo da Coalização das Indústrias Brasileiras, com sede em Washington, Diego Bonomo, pode entrar em vigor uma nova lista de produtos feitos com trabalho escravo e infantil, que ficariam impedidos de entrar no país. A lista inclui 13 itens brasileiros, como algodão, calçados e tabaco. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

OESP – 16.11.2009


Diretor do FMI pede na China yuan mais forte e defende o dólar

da Efe

O diretor-gerente do FMI (Fundo Monetário Internacional), Dominique Strauss-Kahn, pediu nesta segunda-feira à China que fortaleça o valor do iuane para ajudar a melhorar a situação econômica global, defendendo a manutenção do dólar como moeda de reserva internacional.

Strauss-Kahn, participante no Fórum Financeiro Internacional realizado em Pequim, respondeu assim aos pedidos de países como China para criar uma nova divisa transnacional que substitua a americana nas reservas mundiais, e também à atitude chinesa de manter sua moeda a um preço baixo para beneficiar suas exportações.

"Acho que o dólar continuará sendo a principal moeda de reserva durante algum tempo", admitiu Strauss-Kahn em seu discurso, afirmando que o atual sistema monetário internacional "apesar de seus problemas, está ainda funcionando razoavelmente bem".

"Provou ser forte na recente crise, e as preocupações acerca do dólar a curto prazo podem diminuir mediante ações apropriadas das autoridades americanas", disse o diretor-gerente do FMI.

Folha de São Paulo – 16.11.2009

China diz que pedidos para valorizar o iuan são injustos

A China acusou nesta segunda-feira o governo dos Estados Unidos de aumentar o protecionismo e afirmou que os pedidos de Washington para que permita uma valorização de sua moeda, o iuan, são "injustos", durante a visita do presidente americano Barack Obama.

Obama desembarcou em Xangai no domingo para uma visita de três dias destinada a convencer o governo chinês de que os Estados Unidos são um parceiro, e não um rival.

Analistas acreditam que Obama pedirá à China que reconsidere o valor do iuan, que para Washington é mantido desvalorizado artificialmente para aumentar as exportações chinesas.

No entanto, o ministério do Comércio chinês reiterou nesta segunda-feira que o governo vai manter o iuan estável e completou que as pressões americanas são "injustas".

"É preciso criar um ambiente estável e previsível para as empresas, incluindo políticas econômicas e cambiais, para permitir que a economia global cresça regularmente e que as exportações da China se recuperem", declarou o porta-voz do ministério, Yao Jian.

Ele completou que os Estados Unidos "continuam" permitindo que o dólar caísse "para incrementar sua competitividade", ao mesmo tempo que pedem uma valorização do iuan.

O diretor geral do Fundo Monetário Internacional (FMI), Dominique Strauss-Kahn, foi outro que voltou a defender nesta segunda-feira em Pequim uma valorização de algumas moedas asiáticas, em especial do iuan.

Portal Terra – 16.11.2009


China acusa EUA de protecionismo durante visita de Obama

da France Presse, em Pequim

A China acusou nesta segunda-feira o governo dos Estados Unidos de aumentar o protecionismo e afirmou que os pedidos de Washington para que permita uma valorização de sua moeda, o yuan, são "injustos", durante a visita do presidente americano Barack Obama.

Obama desembarcou em Xangai no domingo para uma visita de três dias destinada a convencer o governo chinês de que os Estados Unidos são um parceiro, e não um rival.

Analistas acreditam que Obama pedirá a China que reconsidere o valor do yuan, que para os EUA é mantido desvalorizado artificialmente para aumentar as exportações chinesas.

No entanto, o ministério do Comércio chinês reiterou nesta segunda-feira que o governo vai manter o yuan estável e completou que as pressões americanas são "injustas".

"É preciso criar um ambiente estável e previsível para as empresas, incluindo políticas econômicas e cambiais, para permitir que a economia global cresça regularmente e que as exportações da China se recuperem", declarou o porta-voz do ministério, Yao Jian.

Ele completou que os Estados Unidos "continuam" permitindo que o dólar caísse "para incrementar sua competitividade", ao mesmo tempo que pedem uma valorização do yuan.

O diretor geral do FMI (Fundo Monetário Internacional), Dominique Strauss-Kahn, voltou a defender hoje uma valorização de algumas moedas asiáticas, em especial do Yuan.

Folha de São Paulo – 16.11.2009

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