quinta-feira, 12 de novembro de 2009


Brasil "decola" e pode ser uma das cinco maiores economias até 2050, diz revista

da Efe, em Londres
da Folha Online

O Brasil pode se tornar uma das cinco economias mais potentes do mundo antes de 2050, segundo um relatório especial de 14 páginas sobre negócios e finanças no país publicado na última edição da revista semanal "The Economist".

Segundo o relatório, se a estabilidade política e econômica do Brasil for mantida, o país poderia situar-se no clube das economias mais privilegiadas do mundo.

A análise da "Economist" ressalta que o país nunca se viu antes em uma situação na qual convivessem democracia, inflação controlada e crescimento. Ela destaca ainda que o Brasil foi um dos últimos países a ser afetado pela crise econômica mundial e que foi um dos primeiros a sair da recessão.

"Parece que muitas coisas positivas estão acontecendo no Brasil no momento", comenta John Prideaux, autor do relatório.

São muitos os dados que levam ao otimismo. Por exemplo, o país é auto-suficiente em petróleo, vai conceder um empréstimo ao FMI (Fundo Monetário Internacional) e um de seus fundos de investimento estrangeiro cresceu em 30%, enquanto o setor mostra uma queda de 14% no resto do mundo.

O relatório especial examina como este recente êxito surgiu e como as empresas, tanto nacionais quanto estrangeiras, podem tirar proveito da nova estabilidade no país.

"Ainda perduram muitos problemas", admite a "Economist", que acrescenta que, "no entanto, outros países também enfrentam problemas similares, mas o Brasil alcançou um progresso real".

O relatório também aborda o lado obscuro do Brasil, citando políticos corruptos, um sistema legal pouco funcional e um índice de homicídios altamente preocupante.

No outro extremo da balança, é mencionada a capacidade de desenvolvimento legislativo demonstrado pela nação em matéria econômica e de regulação de mercados financeiros.

"Graças a esta nova estabilidade, a melhor cara do Brasil tem muitas mais possibilidades de imperar", conclui Prideaux.

Folha Online – 12.11.2009


Apec não descarta acordo com o Brasil no futuro

Fonte: AFP

O diretor executivo do Fórum de Cooperação Econômica da Ásia-Pacífico (Apec), Michael Taylor, não descartou nesta quinta-feira em Cingapura algum tipo de acordo com o Brasil no futuro, mas lembrou que a adesão do país esbarra nos critérios geográficos.

"Temos uma moratória até o próximo ano e neste momento discutiremos sobre a suspensão da mesma. É uma decisão se nos consolidamos ou começamos a olhar para novos membros", declarou Taylor à imprensa na reunião prévia ao encontro de líderes da Apec, sábado e domingo.

Diante da possibilidade de ampliação da Apec, Taylor mencionou a possibilidade de uma candidatura do Brasil e destacou que a mesma esbarra nos atuais critérios de adesão.

"Um país como o Brasil não tem costa no Pacífico. Existe um critério geográfico com o qual trabalhamos", disse.

No entanto, ele não descartou outro tipo de acordo ou relação entre o país e o fórum.

"Não diria que a Apec é completamente rígida, que não evolui e por isto não descartaria que aceitemos um certo tipo de relação com países ou economias que não integram a Apec", explicou.

A Apec, criada e, 1989, é integrada por 21 economias que representam 40% da população mundial e 54% do PIB (Produto Interno Bruto) do planeta.

Os membros do fórum são Austrália, Brunei, Canadá, Cingapura, Coreia do Sul, Chile, China, Estados Unidos, Filipinas, Hong Kong, Indonésia, Japão, Malásia, México, Nova Zelândia, Papua Nova Guiné, Peru, Rússia, Taiwan, Tailândia e Vietnã.

A Tribuna – 12.11.2009

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