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Auditores da Receita paralisam atividades pelo 2º dia
Sindicato informou que setor administrativo vai fazer novas paralisações
se não houver acordo
Renata Veríssimo - Agência Estado
BRASÍLIA - Pelo segundo dia consecutivo, os auditores fiscais da Receita
Federal cruzaram os braços em protesto à proposta de aumento salarial feita
pelo governo. Segundo o Sindifisco Nacional, a paralisação mobiliza o setor
administrativo (chamado de zona secundária) do órgão.
A estimativa do sindicato é de que a adesão está em torno de 70% dos
servidores.
Nas áreas de fronteiras, portos e aeroportos, os auditores continuam
realizando operação-padrão por tempo indeterminado. O movimento teve início em
18 de junho. Já as paralisações estão ocorrendo por 48 horas. O sindicato
informou que os auditores do setor administrativo voltam a cruzar os braços nos
dias 28 e 29 de agosto se não houver um acordo com o governo até lá.
Na quarta-feira a categoria realizou uma assembleia nacional para
decidir se aceitaria a proposta feita pelo governo de reajuste de 15,8%, a
serem pagos em três vezes, entre 2013 e 2015. O Sindicato tem orientado os
servidores a não aceitarem a proposta. "A proposta de 5% a cada ano, a
partir de 2013 até 2015, faz que com que se abra mão da inflação passada, entre
o último reajuste, que foi em julho de 2010, até o próximo reajuste",
destacou o presidente do Sindifisco Nacional, Pedro Delarue, por meio da
assessoria de imprensa.
O sindicato informou que, com base em resultados preliminares, a votação
realizada na quarta-feira mostra que os auditores estão seguindo a orientação
da Diretoria Executiva Nacional de rejeitar a proposta.
OESP – 23.08.2012
Greve da PF deve terminar até próxima semana
Superintendente da PF no Rio afirmou que negociações com governo devem
encerrar nesta sexta-feira
Antonio Pita - O Estado de S. Paulo
RIO - A greve de servidores da Polícia Federal deve terminar até a
próxima semana, segundo o superintendente regional da PF no Rio, Valmir Lemes
de Oliveira. Em evento para empresários com negócios na França e no Brasil na
manhã desta quinta-feira no Rio, o superintendente afirmou que o governo deve
encerrar as negociações nesta sexta-feira, sem apresentar nova proposta aos
servidores.
"O governo federal colocou o plano de cargos e salários apresentado
há dois anos pelos servidores da PF na vala comum dos servidores e não deve
apresentar nova proposta, encerrando as negociações até amanhã", afirmou.
Segundo ele, os serviços devem se normalizar até a próxima semana.
O superintendente foi cobrado pelos executivos sobre medidas para
reduzir os efeitos da greve dos servidores para a emissão de vistos e
documentos de permanência dos estrangeiros que chegam ao País a trabalho. De
acordo com os empresários, a greve tem causado demora e atrasos de até 30 dias
para a liberação dos documentos, o que acarreta prejuízos e multas para as
empresas que não conseguem registrar os funcionários.
OESP – 23.08.2012
Receita nega haver atraso em entrega de medicamentos
CÉLIA FROUFE - Agência Estado
O subsecretário de Aduana e Relações Internacionais da Receita Federal,
Ernani Checcucci Filho, negou nesta quinta-feira que atrasos na entrega de
medicamentos, materiais perecíveis ou produtos de saúde estejam ocorrendo no
âmbito da Receita Federal. Segundo ele, isso pode ser garantido porque o órgão
possui gestão e acompanhamento dos processos de importação de todos os produtos
por meio de um sistema informatizado.
Nos últimos dias, usuários de medicamentos importados fizeram denúncias
na imprensa, alegando que não podiam continuar seus tratamentos por falta de
remédios vindos de outros países. "Posso afirmar categoricamente, sem
sombra de dúvidas, que não existe medicamento ou produto de saúde que esteja em
atraso na Receita Federal", afirmou Checcucci Filho.
O subsecretário reforçou sua posição alegando que, "em hipótese
nenhuma" atraso ou retenção de medicamentos podem ser atribuídos à Receita
por conta do movimento de paralisação ou operação-padrão da Receita.
Ele disse que, é possível, sim, estar ocorrendo atrasos, mas em fases de
liberação anteriores. No caso de alguns medicamentos, é preciso ter aval da
Anvisa e, de produtos agropecuários, da equipe do Ministério da Agricultura.
"Na Receita, não existe atraso ou retenção. Podemos fazer consultas por
tipo de mercadorias, mas não posso me manifestar sobre etapas anteriores",
concluiu.
OESP – 23.08.2012
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