NOTÍCIAS
Sindicato de fiscais agropecuários ameaça
"radicalização total" da greve
DO
VALOR
O
Sindicato dos Fiscais Federais Agropecuários (ANFFA Sindical) reagiu à decisão
do Ministério da Agricultura de convocar os fiscais estaduais e municipais para
desempenhar o papel dos grevistas em atividades como a inspeção de produtos de
origem animal.
Segundo
o sindicato, a medida adotada pelo ministério pretende enfraquecer o movimento
grevista. Em resposta, os fiscais devem paralisar todas as atividades.
"O
que o ministério fez hoje é uma irresponsabilidade total. Antes disso, iríamos
operar para não prejudicar tanto o setor. Agora, já era, vamos para a
radicalização total", afirmou o presidente da ANFFA Sindical, Wilson
Roberto de Sá.
Até
então, os fiscais mantinham cerca de 30% de seu efetivo trabalhando. Segundo
Roberto de Sá, representantes de sindicatos de 20 Estados do país já se
posicionaram contra a medida e também devem cruzar os braços.
"Vamos
parar tudo. Não entra nem sai mais nada, mesmo que os produtos estraguem",
reforçou o dirigente.
CONSEQUÊNCIAS
O
presidente do Sindicato das Indústrias de Carnes e Derivados de Santa Catarina
(Sindicarne), Clever Ávila, estima que a greve dos fiscais agropecuários cause
prejuízos diários de US$ 5 milhões à cadeia de aves e suínos do Estado e deixe
cerca de 10 mil trabalhadores ociosos, se a paralisação não tiver um desfecho
até sexta-feira.
Em
comunicado, o dirigente afirma que muitas unidades do Estado devem paralisar
suas atividades diante da ausência de armazéns para estocagem. Os produtos só
podem ser comercializados após inspeção dos fiscais federais. "Parar não
será uma opção, mas uma contingência imperiosa da situação", disse Ávila.
Folha de São Paulo – 08.08.2012
PF faz operação-padrão no aeroporto do Galeão, no Rio
COLABORAÇÃO
PARA FOLHA, DO RIO
Policiais
federais iniciaram por volta das 15h desta quarta-feira uma operação-padrão no
setor de embarque do Aeroporto Internacional Tom Jobim (Galeão), no Rio.
A
ação consiste em uma revista mais completa em documentos e bagagens de quem
embarca para o exterior. De acordo com o presidente do Sindicato dos Policiais
Federais do Rio, Telmo Correia, somente quatro agentes realizam o serviço.
"Para
o serviço ser realizado com eficiência são necessários 16 agentes, mas
diariamente são só quatro. O restante é completado por terceirizados que não
têm treinamento, o que acarreta em uma maior evasão de drogas para o exterior,
por exemplo", disse Corrêa, que participa da operação no aeroporto.
Apesar
de os agentes seguirem os protocolos, ainda não foram registrados atrasos no
embarque.
Já
no setor de emissão de passaportes, muitas pessoas foram pegas de surpresa com
a greve da PF. É o caso do universitário Luiz Fernandez, 26.
Estudante
de bioteconologia da UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro), ele foi
aprovado em um programa de intercâmbio para a universidade de Coimbra, em
Portugal.
As
aulas começam no dia 10 de setembro, e sem passaporte ele não pode requerer
visto para entrar no país. Seu caso, contudo, não foi considerado de emergência
e seu passaporte não foi entregue.
"Me
falaram para esperar até sexta-feira, mas corro o risco de não conseguir o
visto e perder a inscrição para a faculdade. Vou pensar no que fazer, mas se a
situação continuar até sexta vou acionar a Justiça", disse.
Amanhã
(9), uma assembleia em Brasília será realizada com representantes de todo o
Estado para decidir os rumos da greve, cuja principal reivindicação é a
remuneração básica de R$ 13 mil em cinco anos para os agentes. (LUCAS
VETTORAZZO)
Folha de São Paulo – 08.08.2012
Nenhum comentário:
Postar um comentário