quarta-feira, 8 de agosto de 2012


NOTÍCIAS

Sindicato de fiscais agropecuários ameaça "radicalização total" da greve

DO VALOR

O Sindicato dos Fiscais Federais Agropecuários (ANFFA Sindical) reagiu à decisão do Ministério da Agricultura de convocar os fiscais estaduais e municipais para desempenhar o papel dos grevistas em atividades como a inspeção de produtos de origem animal.

Segundo o sindicato, a medida adotada pelo ministério pretende enfraquecer o movimento grevista. Em resposta, os fiscais devem paralisar todas as atividades.

"O que o ministério fez hoje é uma irresponsabilidade total. Antes disso, iríamos operar para não prejudicar tanto o setor. Agora, já era, vamos para a radicalização total", afirmou o presidente da ANFFA Sindical, Wilson Roberto de Sá.

Até então, os fiscais mantinham cerca de 30% de seu efetivo trabalhando. Segundo Roberto de Sá, representantes de sindicatos de 20 Estados do país já se posicionaram contra a medida e também devem cruzar os braços.

"Vamos parar tudo. Não entra nem sai mais nada, mesmo que os produtos estraguem", reforçou o dirigente.

CONSEQUÊNCIAS

O presidente do Sindicato das Indústrias de Carnes e Derivados de Santa Catarina (Sindicarne), Clever Ávila, estima que a greve dos fiscais agropecuários cause prejuízos diários de US$ 5 milhões à cadeia de aves e suínos do Estado e deixe cerca de 10 mil trabalhadores ociosos, se a paralisação não tiver um desfecho até sexta-feira.

Em comunicado, o dirigente afirma que muitas unidades do Estado devem paralisar suas atividades diante da ausência de armazéns para estocagem. Os produtos só podem ser comercializados após inspeção dos fiscais federais. "Parar não será uma opção, mas uma contingência imperiosa da situação", disse Ávila.

Folha de São Paulo – 08.08.2012


PF faz operação-padrão no aeroporto do Galeão, no Rio

COLABORAÇÃO PARA FOLHA, DO RIO

Policiais federais iniciaram por volta das 15h desta quarta-feira uma operação-padrão no setor de embarque do Aeroporto Internacional Tom Jobim (Galeão), no Rio.

A ação consiste em uma revista mais completa em documentos e bagagens de quem embarca para o exterior. De acordo com o presidente do Sindicato dos Policiais Federais do Rio, Telmo Correia, somente quatro agentes realizam o serviço.

"Para o serviço ser realizado com eficiência são necessários 16 agentes, mas diariamente são só quatro. O restante é completado por terceirizados que não têm treinamento, o que acarreta em uma maior evasão de drogas para o exterior, por exemplo", disse Corrêa, que participa da operação no aeroporto.

Apesar de os agentes seguirem os protocolos, ainda não foram registrados atrasos no embarque.

Já no setor de emissão de passaportes, muitas pessoas foram pegas de surpresa com a greve da PF. É o caso do universitário Luiz Fernandez, 26.

Estudante de bioteconologia da UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro), ele foi aprovado em um programa de intercâmbio para a universidade de Coimbra, em Portugal.

As aulas começam no dia 10 de setembro, e sem passaporte ele não pode requerer visto para entrar no país. Seu caso, contudo, não foi considerado de emergência e seu passaporte não foi entregue.

"Me falaram para esperar até sexta-feira, mas corro o risco de não conseguir o visto e perder a inscrição para a faculdade. Vou pensar no que fazer, mas se a situação continuar até sexta vou acionar a Justiça", disse.

Amanhã (9), uma assembleia em Brasília será realizada com representantes de todo o Estado para decidir os rumos da greve, cuja principal reivindicação é a remuneração básica de R$ 13 mil em cinco anos para os agentes. (LUCAS VETTORAZZO)

Folha de São Paulo – 08.08.2012

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