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Fiscais agropecuários
anunciam paralisação a partir de segunda-feira
Mariana Branco
Repórter da Agência Brasil
Brasília - A partir de segunda-feira (6), mais uma categoria do
funcionalismo público entrará em greve: os fiscais agropecuários do Ministério
da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa). Como a categoria tem reunião
marcada com o Ministério do Planejamento para amanhã (2), às 10h, as lideranças
aguardam uma definição que evite a paralisação.
“Esperamos que haja uma proposta [do governo] e que não nos deixem
naquela situação de negociar após o dia 13 [de agosto]”, disse Wilson Roberto
de Sá, presidente do Sindicato Nacional dos Fiscais Federais Agropecuários
(Anffa Sindical), referindo-se à decisão recente do governo federal de adiar as
reuniões de negociação que estavam agendadas.
Hoje (1°), os servidores organizaram um ato público de protesto na
Esplanada dos Ministérios. Eles se reuniram em frente ao anexo do Ministério da
Agricultura e de lá caminharam até o Ministério do Planejamento.
Os fiscais agrários querem reajuste salarial, realização de concurso
público, implantação da escola de formação profissional da carreira, mudanças
no processo seletivo de gerência da pasta e regulamentação da situação de
servidores cedidos ao Ministério da Pesca.
De acordo com Wilson Roberto de Sá, essa pauta de reivindicações vem
sendo discutida com o governo desde maio. “A greve foi aprovada porque não
vimos atendimento durante as tratativas com o governo federal”, afirmou.
O reajuste salarial reivindicado pela categoria é o mesmo que consta da
pauta dos demais servidores federais em greve: correção salarial de 22,08%,
índice que equivale à aplicação da inflação desde 2010 e ao crescimento registrado
pelo Produto Interno Bruto (PIB) – soma de riquezas e bens produzidos pelo
país.
Os fiscais agropecuários têm a função de monitorar o trânsito de
produtos nos portos, aeroportos e fronteiras, além do uso de defensivos nas
lavouras, a fim de evitar contaminação provocada por animais, plantas ou
agrotóxicos. Segundo Wilson de Sá, atualmente, há apenas 3.246 funcionários
realizando esse trabalho em todo o território nacional.
“Em Mato Grosso do Sul, temos 132 servidores responsáveis por fiscalizar
uma fronteira de mais de 6 mil quilômetros”, exemplifica. Por esse motivo, os
fiscais agropecuários querem a contratação imediata de mais 1,5 mil servidores
para atuar no serviço.
Edição: Davi Oliveira
Agência Brasil – 01.08.2012
Balança comercial começa o segundo semestre com
superávit de US$ 2,9 bilhões
Luciene Cruz
Repórter da Agência Brasil
Brasília – A balança comercial brasileira, que registra o movimento das
exportações e importações, teve superávit de US$ 2,879 bilhões, em julho,
segundo dados divulgados hoje (1º) pelo Ministério do Desenvolvimento,
Indústria e Comércio Exterior (MDIC). O saldo positivo é resultado de US$
21,005 bilhões em exportações e US$ 18,216 bilhões em importações no período.
O resultado faz com que a balança comercial comece o segundo semestre no
azul. Nos primeiros seis meses do ano, a balança registrou o pior resultado
para o período nos últimos dez anos.
Em julho, a média diária dos embarques externos foi US$ 954,8 milhões,
queda de 9,9% em comparação ao mesmo período do ano passado. Houve redução nas
três categorias de produto: básicos (-10,7%), semimanufaturados (-12,5%) e
manufaturados (-7,6%). No caso dos básicos, a retração foi, principalmente, nas
vendas de petróleo em bruto, minério de ferro, café em grão, carne de frango,
minério de cobre e fumo em folhas.
A média diária das compras internacionais somou US$ 823,9 milhões, baixa
de 59,5% em relação a julho de 2011 (US$ 910,2 milhões). De acordo com o MDIC,
caíram os gastos com matérias-primas e intermediários (-12,4%), bens de consumo
(-11,6%), bens de capital (-6,2%), e combustíveis e lubrificantes (-1,7%).
No acumulado do ano, as exportações somam US$ 138,219 bilhões e as
importações, US$ 128,270 bilhões, com saldo positivo de US$ 9,949 bilhões. O
resultado é 38,2% menor que o registrado no mesmo período de 2011, quando o
superávit somou US$ 16,097 bilhões.
Edição: Lana Cristina
Agência Brasil – 01.08.2012
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