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Movimento grevista
vai terminar, avalia advogado-geral da União
Débora Zampier
Repórter da Agência Brasil
Brasília – O advogado-geral da
União, Luís Inácio Adams, acredita que o movimento grevista que atinge cerca de
30 categorias do serviço público federal vai terminar em breve. De acordo com
ele, as decisões judiciais recentes contra exageros e a proposta razoável de
reajuste apresentada pelo governo deverão colaborar para enfraquecer o
movimento.
“O
governo apresentou uma proposta muito boa, que mantém o poder aquisitivo nos
próximos três anos. A Justiça tem sustentado vários mandados de segurança e
várias tentativas de suspender cortes de ponto foram indeferidas”, avalia
Adams.
O
ministro diz que o governo tem instrumentos para garantir a aplicação da lei,
mas nega que a presidenta Dilma Rousseff tenha optado por endurecer contra os
grevistas. “O governo não é duro, ele só cumpre a lei - só se a lei é dura. O
governo não pode ter prostração, ser obrigado a aceitar a demanda só porque ela
foi feita”, argumenta Adams.
O advogado-geral
também defende a aprovação urgente da lei de greve no serviço público para,
segundo ele, “não termos situação de abandono”. O ministro acredita que a lei
da iniciativa privada serve de base, mas não é ideal, pois o serviço público é
focado no atendimento ao cidadão, enquanto o serviço privado visa ao lucro.
Adams
defende, por exemplo, uma definição própria do percentual mínimo de servidores
que devem trabalhar - entre 50% e 100%, dependendo do setor - e mais clareza
sobre o tratamento às operações-padrão, assim como a regulamentação de
paralisações em períodos-chave para o país. “É razoável greve no período
eleitoral, impedindo o cidadão de exercer o seu direito mais democrático que é
votar?”, indaga.
O
ministro também acredita que a nova lei de greve do serviço público deve trazer
punições mais severas a servidores que desrespeitarem a legislação em vigor ou
decisões judiciais, ou ainda àqueles que fazem piquetes, colocam cadeados e
agridem colegas para impedi-los de chegar ao local de trabalho.
Edição: Graça Adjuto
Agência
Brasil – 22.08.2012
Propostas do governo enfraquecem greves, diz advogado-geral da União
DA
AGÊNCIA BRASIL
COLABORAÇÃO
PARA A FOLHA
O
advogado-geral da União, Luís Inácio Adams, diz acreditar que o movimento
grevista que atinge cerca de 40 categorias do serviço público federal vai
terminar em breve. De acordo com ele, as decisões judiciais recentes contra
exageros e a proposta razoável de reajuste apresentada pelo governo deverão
colaborar para enfraquecer o movimento.
"O
governo apresentou uma proposta muito boa, que mantém o poder aquisitivo nos
próximos três anos. A Justiça tem sustentado vários mandados de segurança e
várias tentativas de suspender cortes de ponto foram indeferidas", disse
Adams.
O
ministro diz que o governo tem instrumentos para garantir a aplicação da lei,
mas nega que a presidente Dilma Rousseff tenha optado por endurecer contra os
grevistas. "O governo não é duro, ele só cumpre a lei. Só se a lei é dura.
O governo não pode ter prostração, ser obrigado a aceitar a demanda só porque
ela foi feita", afirmou.
O
advogado-geral também defende a aprovação urgente da lei de greve no serviço
público para, segundo ele, "não termos situação de abandono". O
ministro acredita que a lei da iniciativa privada serve de base, mas não é
ideal, pois o serviço público é focado no atendimento ao cidadão, enquanto o
serviço privado visa ao lucro.
Adams
defende uma definição própria do percentual mínimo de servidores que devem
trabalhar --entre 50% e 100%, dependendo do setor-- e mais clareza sobre o
tratamento às operações-padrão, assim como a regulamentação de paralisações em
períodos-chave para o país. "É razoável greve no período eleitoral,
impedindo o cidadão de exercer o seu direito mais democrático que é
votar?", disse.
O
ministro também acredita que a nova lei de greve do serviço público deve trazer
punições mais severas a servidores que desrespeitarem a legislação em vigor ou
decisões judiciais, ou ainda àqueles que fazem piquetes, colocam cadeados e
agridem colegas para impedi-los de chegar ao local de trabalho.
SERVIDORES
Segundo
a Condsef (Confederação dos Trabalhadores no Serviço Público Federal), mais de
40 categorias estão em greve. O movimento grevista dos servidores públicos
afeta, em potencial, mais de 60% do quadro de trabalhadores do Poder Executivo
federal.
Ainda
que a adesão não seja total, as carreiras mais numerosas que participam da
paralisação somam 354 mil funcionários, para um total de 573 mil trabalhadores
em atividade na administração direta, autarquias e fundações.
A
partir de hoje, servidores do Ministério das Relações Exteriores também devem retomar a greve da categoria, suspensa no início
de julho. A expectativa é que diplomatas, oficiais e assistentes de
chancelaria, lotados no Brasil e no exterior, cruzem os braços.
A paralisação deve
afetar o atendimento de brasileiros no exterior e serviços como emissão de
passaportes.
Folha de São Paulo – 22.08.2012
Após 18 anos de
negociação, Rússia se torna membro da OMC
A
Rússia é, oficialmente, desde esta quarta-feira, o 156º membro da Organização
Mundial do Comércio (OMC). Foram 18 anos de negociações.
Segundo o diretor geral da
organização, Pascal Lamy, a "viagem" da Rússia foi "longa"
e a adesão "reforçará, sem dúvida nenhuma, o sistema de comércio
multilateral". Os países membros aprovaram a entrada da Rússia no grupo em
dezembro do ano passado.
"A adesão deve garantir a estabilidade do comércio
exterior, a redução das barreiras alfandegárias e administrativas, além da
possibilidade de participar na elaboração das regras de cooperação internacional",
declarou o principal negociador da entrada do país na OMC, Maxime Medvedkov ao
jornal oficial Rossiiskaya Gazeta.
De acordo com o negociador, há riscos de queda das taxas de
importação, limitação das formas de apoio do Estado a alguns setores e, consequentemente,
o aumento da competitividade dos produtos importados.
Para os críticos do projeto, em particular os deputados
comunistas, a redução das taxas de importação fará com que muitas indústrias da
época soviética desapareçam, já que os produtos importados ficarão mais
baratos.
As taxas de importação aplicadas, segundo comunicado, serão em
média de 7,8%. A Rússia ainda assumiu um compromisso específico em 11 setores
de serviços.
Terra – 22.08.2012
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