quinta-feira, 16 de agosto de 2012


NOTÍCIAS

Para ‘The Economist’, Dilma vive sua ‘hora da verdade’

Sílvio Guedes Crespo

A revista britânica The Economist publicou uma ampla reportagem sobre a economia brasileira na edição que acaba de sair. Dividida em três textos, o introdutório tem o título “Hora da verdade para Dilma”.

Para o semanário, o governo está em um momento de mudança, passando de uma política de impulsionar a demanda do consumidor – de cortes pontuais de impostos, com efeito de curto prazo, e redução de juros – para uma de longo prazo, com foco no investimento e “privatização da infraestrutura”.

Nessa fase de transição, o governo tenta conter gastos públicos para poder reduzir a carga tributária e, consequentemente, o chamado “custo Brasil”. Mas enfrenta uma greve que atinge quase metade do funcionalismo público federal e é encampada pela Central Única dos Trabalhadores, definida pela revista como “um grupo poderoso de sindicatos com fortes laços como PT”.

Em nenhum momento a reportagem diz com todas as letras, mas, nas entrelinhas, pode-se interpretar a mensagem de que, para a publicação, chegou o momento de a presidente mostrar de que lado está: se está disposta a ceder aos grevistas e ter que rever os planos de redução dos gastos públicos ou se vai ser dura e manter a linha de corte (ou diminuição do ritmo de aumento) das despesas.

Ao final de um dos textos, a revista diz: “Pressões sobre o orçamento podem significar que eles (os movimentos do governo para uma política de longo prazo) irão por água abaixo ou sofrerão atraso. Os empresários brasileiros devem ter esperança de que a senhora Roussef mantenha a calma”.

No texto introdutório, a conclusão é até mais direta: “Restaurar o crescimento e a competitivide das empresas brasileiras combatendo o ganacioso leviatã em Brasília é a melhor forma de ela conseguir um segundo mandato”.

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Gastos públicos

A Economist publicou dois gráficos sobre a economia brasileira. Um deles mostra que os gastos públicos crescem muito mais rápido que o PIB desde pelo menos 1995. Outro indica que metade das despesas é com pensões e 15%, com salários. Isso quer dizer que qualquer tentantiva de corte será marginal, ou então de longo prazo.

Olimpíada

O terceiro texto da Economist sobre o Brasil na edição atual fala da Olimpíada no Rio. Não traz muitas novidades para quem já acompanha as notícias sobre os preparativos para os jogos esportivos no Brasil. Mas tem um final curioso, com a conclusão de que, mesmo que o País não consiga se organizar direito, existe ao menos uma certeza, a de que “o Rio terá uma ótima festa, como acontece todo ano no Carnaval ou no Ano Novo”.

OESP -16.08.2012


PF do Rio amplia paralisação até a próxima quarta

AE - Agência Estado

Servidores da Polícia Federal do Rio de Janeiro, que estão em greve desde a semana passada, decidiram ampliar a paralisação até a próxima quarta-feira (22 de agosto). Em assembleia realizada na tarde desta quinta, os policiais decidiram ainda manter um efetivo de 30% dos profissionais para receber as solicitações de emissão de passaportes. Todos os pedidos serão analisados individualmente. "A paralisação completa ia criar prejuízo para as pessoas, um desconforto para a população, e isso a gente não quer", disse o presidente do Sindicato dos Policiais Federais do Rio de Janeiro (SSDPF/RJ), Telmo Correa.

Nesta quinta, os policiais dão início à operação padrão no Aeroporto Internacional do Galeão. A ação consiste em intensificar a fiscalização de documentos e bagagens dos passageiros - batizada de "Operação Blackout".

OESP – 16.08.2012


Operação da PF trava aeroportos, rodovias e portos

AE - Agência Estado

Os policiais federais de todo o País iniciaram nesta quinta-feira a Operação Blackout. Segundo eles, a medida desencadeia uma série de operações-padrão em portos, aeroportos e em fronteiras de todos os Estados do Brasil.

A decisão foi tomada durante assembleia realizada em videoconferência na tarde da última quarta-feira. Além de agentes federais, papiloscopistas e escrivães também aderem à greve nacional, deflagrada há nove dias. A categoria quer a reestruturação da carreira de acordo com os cargos em nível superior, além da contratação de novos servidores.

O Aeroporto Internacional Salgado Filho, de Porto Alegre, registrou filas e atrasos em função de operação-padrão iniciada às 6h30. Durante a ação da Polícia Federal, são realizadas vistorias em todos os passageiros que embarcam tanto em voos nacionais quanto internacionais. O mesmo aconteceu no Aeroporto Internacional Afonso Pena, em Curitiba. Desde as 6h30 os agentes vistoriaram todos os passageiros até que o local registrou superlotação e a operação teve que ser finalizada. A Polícia Federal afirma que o Aeroporto Eurico de Aguiar, no Espírito Santo, também contou com operação durante esta manhã.

A Federação Nacional da Polícia Federal (Fenapef) afirma que também aconteceu, desde a madrugada desta quinta, operação-padrão no Chuí, no Rio Grande do Sul. As vistorias aconteceram em todas as bagagens e em passageiros de ônibus que ingressaram ou saíram do País.

A Operação Blackout também prevê vistorias nas divisas entre os Estados. A Polícia Rodoviária Federal (PRF) bloqueou o tráfego pela Rodovia Régis Bittencourt, na altura do km 56, em Campina Grande do Sul, região metropolitana de Curitiba. Segundo a concessionária que administra a via, Autopista, houve 14 quilômetros de acúmulo de veículos nos dois sentidos. No início desta tarde deve acontecer operação-padrão na ponte Ayrton Senna, que divide o Paraná com o Mato Grosso do Sul.

SP e RJ

A partir das 16h30 desta quinta começa a operação-padrão no Aeroporto Internacional de Cumbica, em Guarulhos, assim como no Aeroporto Internacional do Galeão, no Rio de Janeiro.

OESP – 16.08.2012


Ministro da Justiça diz que greve da PF teve situações de ilegalidade

Isabela Vieira
Repórter da Agência Brasil

Rio de Janeiro- O ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, disse hoje (16) que situações de ilegalidade foram identificadas durante a greve de policiais federais no país. Os casos serão analisados e os envolvidos podem ser punidos com medidas disciplinares e judiciais. Segundo Cardozo, os abusos foram identificados em aeroportos e estradas, onde os grevistas fazem as chamadas operações-padrão.

“Temos situações que ultrapassaram o limite da legalidade em alguns casos, na semana passada, quando, por exemplo, pessoa aposentada foi a uma unidade de polícia para exercer uma função que não lhe cabe. Isso é, obviamente, uma ilegalidade”, disse.

Para o ministro, o direito de greve deve ser preservado, desde que não “crie obstáculos à população” e não extrapole os limites legais. “Uma coisa é o exercício de um direito, o livre reivindicar, outro coisa é o abuso do direito”, reforçou.

Sobre as negociações para pôr fim à greve, Cardozo informou que a pasta colabora com o Ministério do Planejamento, responsável por apresentar propostas às categorias. “Sem sombra de dúvida, isso tem que fluir para que cheguemos a bons termos”.

O ministro da Justiça fez as declarações durante o 1º Congresso Internacional do Conselho Nacional de Procuradores-Gerais do Ministério Público de estados e da União.

A Federação Nacional dos Policiais Federais pede a reestruturação da carreira e equiparação salarial com os delegados. Com isso, os salários da categoria, que variam entre R$ 7 mil e R$ 11 mil podem chegar a R$ 13 mil.

Edição: Graça Adjuto

Agência Brasil – 16.08.2012

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