NOTÍCIAS
Para ‘The
Economist’, Dilma vive sua ‘hora da verdade’
Sílvio Guedes Crespo
A revista britânica The Economist publicou uma ampla
reportagem sobre a economia brasileira na edição que acaba de sair. Dividida em
três textos, o introdutório tem o título “Hora da verdade para Dilma”.
Para o semanário, o
governo está em um momento de mudança, passando de uma política de impulsionar
a demanda do consumidor – de cortes pontuais de impostos, com efeito de curto
prazo, e redução de juros – para uma de longo prazo, com foco no investimento e
“privatização da infraestrutura”.
Nessa fase de
transição, o governo tenta conter gastos públicos para poder reduzir a carga
tributária e, consequentemente, o chamado “custo Brasil”. Mas enfrenta uma
greve que atinge quase metade do funcionalismo público federal e é encampada
pela Central Única dos Trabalhadores, definida pela revista como “um grupo
poderoso de sindicatos com fortes laços como PT”.
Em nenhum momento a
reportagem diz com todas as letras, mas, nas entrelinhas, pode-se interpretar a
mensagem de que, para a publicação, chegou o momento de a presidente mostrar de
que lado está: se está disposta a ceder aos grevistas e ter que rever os planos
de redução dos gastos públicos ou se vai ser dura e manter a linha de corte (ou
diminuição do ritmo de aumento) das despesas.
Ao final de um dos
textos, a revista diz: “Pressões sobre o orçamento podem significar que eles
(os movimentos do governo para uma política de longo prazo) irão por água
abaixo ou sofrerão atraso. Os empresários brasileiros devem ter esperança de
que a senhora Roussef mantenha a calma”.
No texto
introdutório, a conclusão é até mais direta: “Restaurar o crescimento e a
competitivide das empresas brasileiras combatendo o ganacioso leviatã em
Brasília é a melhor forma de ela conseguir um segundo mandato”.
-----------------------------------------------------------------------------------
Gastos públicos
A Economist publicou
dois gráficos sobre a economia brasileira. Um deles mostra que os gastos
públicos crescem muito mais rápido que o PIB desde pelo menos 1995. Outro
indica que metade das despesas é com pensões e 15%, com salários. Isso quer
dizer que qualquer tentantiva de corte será marginal, ou então de longo prazo.
Olimpíada
O terceiro texto da
Economist sobre o Brasil na edição atual fala da Olimpíada no Rio. Não traz
muitas novidades para quem já acompanha as notícias sobre os preparativos para
os jogos esportivos no Brasil. Mas tem um final curioso, com a conclusão de que,
mesmo que o País não consiga se organizar direito, existe ao menos uma certeza,
a de que “o Rio terá uma ótima festa, como acontece todo ano no Carnaval ou no
Ano Novo”.
OESP -16.08.2012
PF do Rio amplia
paralisação até a próxima quarta
AE - Agência Estado
Servidores da Polícia Federal do Rio
de Janeiro, que estão em greve desde a semana passada, decidiram ampliar a
paralisação até a próxima quarta-feira (22 de agosto). Em assembleia realizada
na tarde desta quinta, os policiais decidiram ainda manter um efetivo de 30% dos
profissionais para receber as solicitações de emissão de passaportes. Todos os
pedidos serão analisados individualmente. "A paralisação completa ia criar
prejuízo para as pessoas, um desconforto para a população, e isso a gente não
quer", disse o presidente do Sindicato dos Policiais Federais do Rio de
Janeiro (SSDPF/RJ), Telmo Correa.
Nesta quinta, os policiais dão início
à operação padrão no Aeroporto Internacional do Galeão. A ação consiste em
intensificar a fiscalização de documentos e bagagens dos passageiros - batizada
de "Operação Blackout".
OESP –
16.08.2012
Operação da PF trava aeroportos,
rodovias e portos
AE - Agência Estado
Os policiais federais de todo o País
iniciaram nesta quinta-feira a Operação Blackout. Segundo eles, a medida
desencadeia uma série de operações-padrão em portos, aeroportos e em fronteiras
de todos os Estados do Brasil.
A decisão foi tomada durante
assembleia realizada em videoconferência na tarde da última quarta-feira. Além
de agentes federais, papiloscopistas e escrivães também aderem à greve
nacional, deflagrada há nove dias. A categoria quer a reestruturação da
carreira de acordo com os cargos em nível superior, além da contratação de
novos servidores.
O Aeroporto Internacional Salgado
Filho, de Porto Alegre, registrou filas e atrasos em função de operação-padrão
iniciada às 6h30. Durante a ação da Polícia Federal, são realizadas vistorias
em todos os passageiros que embarcam tanto em voos nacionais quanto
internacionais. O mesmo aconteceu no Aeroporto Internacional Afonso Pena, em
Curitiba. Desde as 6h30 os agentes vistoriaram todos os passageiros até que o
local registrou superlotação e a operação teve que ser finalizada. A Polícia
Federal afirma que o Aeroporto Eurico de Aguiar, no Espírito Santo, também
contou com operação durante esta manhã.
A Federação Nacional da Polícia
Federal (Fenapef) afirma que também aconteceu, desde a madrugada desta quinta,
operação-padrão no Chuí, no Rio Grande do Sul. As vistorias aconteceram em todas
as bagagens e em passageiros de ônibus que ingressaram ou saíram do País.
A Operação Blackout também prevê
vistorias nas divisas entre os Estados. A Polícia Rodoviária Federal (PRF)
bloqueou o tráfego pela Rodovia Régis Bittencourt, na altura do km 56, em
Campina Grande do Sul, região metropolitana de Curitiba. Segundo a
concessionária que administra a via, Autopista, houve 14 quilômetros de acúmulo
de veículos nos dois sentidos. No início desta tarde deve acontecer
operação-padrão na ponte Ayrton Senna, que divide o Paraná com o Mato Grosso do
Sul.
SP e RJ
A partir das 16h30 desta quinta
começa a operação-padrão no Aeroporto Internacional de Cumbica, em Guarulhos,
assim como no Aeroporto Internacional do Galeão, no Rio de Janeiro.
OESP –
16.08.2012
Ministro
da Justiça diz que greve da PF teve situações de ilegalidade
Isabela
Vieira
Repórter da Agência Brasil
Rio de
Janeiro- O ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, disse hoje (16) que
situações de ilegalidade foram identificadas durante a greve de policiais
federais no país. Os casos serão analisados e os envolvidos podem ser punidos
com medidas disciplinares e judiciais. Segundo Cardozo, os abusos foram
identificados em aeroportos e estradas, onde os grevistas fazem as chamadas
operações-padrão.
“Temos
situações que ultrapassaram o limite da legalidade em alguns casos, na semana
passada, quando, por exemplo, pessoa aposentada foi a uma unidade de polícia
para exercer uma função que não lhe cabe. Isso é, obviamente, uma ilegalidade”,
disse.
Para o
ministro, o direito de greve deve ser preservado, desde que não “crie
obstáculos à população” e não extrapole os limites legais. “Uma coisa é o
exercício de um direito, o livre reivindicar, outro coisa é o abuso do
direito”, reforçou.
Sobre as
negociações para pôr fim à greve, Cardozo informou que a pasta colabora com o
Ministério do Planejamento, responsável por apresentar propostas às categorias.
“Sem sombra de dúvida, isso tem que fluir para que cheguemos a bons termos”.
O
ministro da Justiça fez as declarações durante o 1º Congresso Internacional do
Conselho Nacional de Procuradores-Gerais do Ministério Público de estados e da
União.
A
Federação Nacional dos Policiais Federais pede a reestruturação da carreira e
equiparação salarial com os delegados. Com isso, os salários da categoria, que
variam entre R$ 7 mil e R$ 11 mil podem chegar a R$ 13 mil.
Edição: Graça Adjuto
Agência
Brasil – 16.08.2012
Nenhum comentário:
Postar um comentário