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Justiça determina fim de greve dos fiscais agropecuários
Reuters
O Superior Tribunal de Justiça determinou que todos os fiscais
agropecuários em greve retornem ao trabalho, pondo fim a uma paralisação que
tem gerado preocupação dos exportadores brasileiros de produtos agrícolas como
soja e carnes, informou nesta sexta-feira a Advocacia Geral da União,
responsável pelo pedido à corte.
A decisão é do ministro Napoleão Nunes Maia Filho, expedida na
quinta-feira, contra o Sindicato Nacional dos Fiscais Federais Agropecuários.
"Para o magistrado, é incontestável a necessidade de
compatibilidade do direito a greve com a manutenção dos serviços essenciais e
indispensáveis à população", informou a AGU em nota.
Ao longo da semana, indústrias de
carne e exportadores de soja disseram que a paralisação iniciada na
segunda-feira colocava em risco o funcionamento de frigoríficos e o embarque de
grãos.
Os fiscais agropecuários são
responsáveis por autorizar o abate de animais e o transporte de produtos de
origem agrícola. Sem a documentação expedida pelos servidores, é inviável o
deslocamento de cargas entre indústrias, armazéns, centros de distribuição e
portos, gerando acúmulo de cargas.
Segundo a AGU, o tribunal avaliou que
"a paralisação do serviço público coloca em risco acentuado a saúde e a
incolumidade públicas e repercute gravemente na própria economia do país".
(Reportagem de Gustavo Bonato)
OESP –
10.08.2012
Fiscais agropecuários dizem que encerrarão greve
GUSTAVO BONATO – Reuters
Os fiscais agropecuários vão retornar
imediatamente ao trabalho, encerrando greve iniciada na segunda-feira, diante
da decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ) que determinou o fim da
paralisação, disse nesta sexta-feira o sindicato da categoria.
A decisão de retomar as atividades
foi relatada à Reuters pela assessoria de imprensa do Sindicato Nacional dos
Fiscais Federais Agropecuários.
Mas o sindicato informou ainda, em comunicado
no seu site, que tentará reverter a decisão do STJ.
A paralisação vinha gerando
preocupação entre os exportadores brasileiros de produtos agrícolas como soja e
carnes, conforme informações da Advocacia Geral da União, responsável pelo
pedido à corte.
O retorno ao trabalho foi determinado
pelo ministro Napoleão Nunes Maia Filho, em decisão expedida na quinta-feira.
O magistrado avaliou que "a
greve dos fiscais agropecuários atinge diretamente a sociedade, a indústria de
alimentos e a economia nacional, interferindo nas exportações e importações de
produtos de origem animal e vegetal", conforme decisão recebida pelo
sindicato dos servidores e publicada no site da entidade.
Ao longo da semana, indústrias de
carne e exportadores de soja disseram que a paralisação iniciada na
segunda-feira colocava em risco o funcionamento de frigoríficos e o embarque de
grãos.
Os fiscais agropecuários são
responsáveis por autorizar o abate de animais e o transporte de produtos de
origem agrícola. Sem a documentação expedida pelos servidores, é inviável o
deslocamento de cargas entre indústrias, armazéns, centros de distribuição e
portos, gerando acúmulo de cargas.
O impacto da paralisação de cinco
dias nos portos chegou a ser sentido nos portos.
As agência marítimas que operam em
Paranaguá, por exemplo, avaliaram que houve atrasos na movimentação de navios.
"O porto não está parado, mas
com certeza nas retroáreas está havendo problemas", disse o presidente do
Sindicato das Agências de Navegação Marítima do Paraná, Argyris Economou.
"Existe uma certa demora",
completou.
A Justiça determinou multa diária de
100 mil reais, a ser paga pelo sindicato dos fiscais, caso a ordem seja
descumprida.
O sindicato afirmou, através de
comunicado aos seus associados, que está "adotando as providências
jurídicas" para reverter a decisão do STJ.
OESP –
10.08.2012
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