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Cumbica terá operação-padrão da Polícia Federal a partir das 16h30
Em Curitiba e Porto
Alegre operação já começou; policiais usam fiscalização como protesto
SÃO PAULO - Os
servidores da Polícia Federal voltarão a fazer a operação-padrão no Aeroporto
Internacional de Guarulhos (Cumbica) a partir das 16h30 desta quinta-feira,
informa o Sindicato dos Servidores Públicos Civis do Departamento de Polícia
Federal no Estado de São Paulo (Sinpolf-SP). O procedimento - pedido de
fiscalização mais rigorosa e demorada dos passageiros - já começou nos
aeroportos Afonso Pena, em Curitiba, e Salgado Filho, em Porto Alegre.
Os policiais estão
em greve desde terça-feira da semana passada e realizam as operações como forma
de protesto. Elas vem gerando filas e causando cancelamentos e atrasos.
A operação-padrão
deve acontecer, em horários variados, nas em escala nacional. Na quarta-feira,
15, representantes da Federação Nacional dos Policiais Federais rejeitaram a
proposta de aumento oferecida pelo governo e optaram pelo prosseguimento da
greve. Eles alegam que não querem apenas um reajuste salarial, mas a
reestruturação da carreira de agentes, papiloscopistas e escrivães.
Segundo a Federação
Nacional dos Policiais Federais (Fenapef), ficou para terça-feira, 21, às 20h,
a reunião na qual o governo irá apresentar nova proposta para os policiais
federais. Cerca de 350 mil servidores públicos federais de ao menos 36
categorias estão em greve em todo o País.
Voos. No Aeroporto
Afonso Pena, dos 29 voos domésticos previstos até as 9h, dez haviam sido
cancelados (34,5%) e outros sete (24%) estavam atrasados. Os voos
internacionais não apresentavam problemas. Em Porto Alegre, não havia registro
de atrasos ou cancelamentos até as 9h.
OESP – 16.08.2012
Em dia de protestos, PRF inicia greve e PF retoma
operação padrão no RS
PRF não atenderá
acidentes apenas com danos materiais, sem vítimas.
Policias federais
retomam operações padrão nos aeroportos e fronteiras.
Do G1 RS
A Polícia Rodoviária
Federal paralisa as atividades por tempo indeterminado no Rio Grande do Sul a
partir desta quinta-feira (15). Esta é a primeira manifestação do tipo na
corporação desde sua criação, em 1928. A classe reivindica abertura de concurso
público, melhores condições de trabalho e reestruturação da carreira. Também a
partir desta manhã, os policias federais retomam as operações padrão que marcam
a greve da categoria no estado. A decisão segue deliberação nacional diante da
falta de propostas do governo.
A partir desta
quinta, conforme o Sindicato dos Policiais Rodoviários Federais (Sinprf-RS),
não serão mais atendidos acidentes apenas com danos materiais, que não envolvam
vítimas. Com isso, conforme o sindicato da categoria, será complicado desbloquear
as estradas fazendo a retirada dos veículos. Também estão previstas operações
padrões sem aviso prévio, o que poderá provocar congestionamentos. A
mobilização deve começar na parte da tarde.
A categoria também
pretende chamar a atenção para os problemas com a segurança pública. Os
policiais rodoviários federais entendem que haverá incapacidade operacional
durante grandes eventos que o Brasil vai sediar, como Copa das Confederações,
Copa do Mundo e Olimpíada. Conforme levantamento do Sinprf-RS, o efetivo total
da PRF em todo o país não chega a 9 mil agentes, o menor em 16 anos. No Rio
Grande do Sul, são 685 policiais para fiscalizar mais de 6 mil quilômetros de
rodovias.
Já os policias
federais retomam as operações padrão a partir das 6h no Aeroporto Salgado
Filho, em Porto Alegre, e nos postos localizados na fronteira do estado. Os
policiais realizam a operação para provar que a falta de efetivo impede uma
fiscalização mais rigorosa. Eles também reivindicam melhores condições de
trabalho, mais efetivo, reestruturação da carreira e reestruturação salarial.
Durante a
paralisação, o Sindicato dos Policiais Federais (Simpef-RS) diz que serão
suspensos os serviços de atendimento ao público, tais como oitivas, porte de
arma, atendimento a estrangeiros, controle de empresas de vigilância, bancos e
produtos químicos. A emissão de passaportes será cancelada, sendo atendidos
somente os casos emergenciais. A categoria manterá apenas os plantões, as
ocorrências em flagrante e custódia de presos.
Em todo o país são mais
de 380 mil servidores em greve, segundo estimativa do Sindicato dos Servidores
Federais do Rio Grande do Sul (Sindiserf). No estado, são pelo menos 13
categorias paralisadas, entre elas o Judiciário Federal, a Receita Federal, a
Superintendência Regional do Trabalho, além de professores e servidores de
universidades.
G1 RS – 16.08.2012
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