quinta-feira, 16 de agosto de 2012


NOTÍCIAS

Cumbica terá operação-padrão da Polícia Federal a partir das 16h30

Em Curitiba e Porto Alegre operação já começou; policiais usam fiscalização como protesto

SÃO PAULO - Os servidores da Polícia Federal voltarão a fazer a operação-padrão no Aeroporto Internacional de Guarulhos (Cumbica) a partir das 16h30 desta quinta-feira, informa o Sindicato dos Servidores Públicos Civis do Departamento de Polícia Federal no Estado de São Paulo (Sinpolf-SP). O procedimento - pedido de fiscalização mais rigorosa e demorada dos passageiros - já começou nos aeroportos Afonso Pena, em Curitiba, e Salgado Filho, em Porto Alegre.

Os policiais estão em greve desde terça-feira da semana passada e realizam as operações como forma de protesto. Elas vem gerando filas e causando cancelamentos e atrasos.

A operação-padrão deve acontecer, em horários variados, nas em escala nacional. Na quarta-feira, 15, representantes da Federação Nacional dos Policiais Federais rejeitaram a proposta de aumento oferecida pelo governo e optaram pelo prosseguimento da greve. Eles alegam que não querem apenas um reajuste salarial, mas a reestruturação da carreira de agentes, papiloscopistas e escrivães.

Segundo a Federação Nacional dos Policiais Federais (Fenapef), ficou para terça-feira, 21, às 20h, a reunião na qual o governo irá apresentar nova proposta para os policiais federais. Cerca de 350 mil servidores públicos federais de ao menos 36 categorias estão em greve em todo o País.

Voos. No Aeroporto Afonso Pena, dos 29 voos domésticos previstos até as 9h, dez haviam sido cancelados (34,5%) e outros sete (24%) estavam atrasados. Os voos internacionais não apresentavam problemas. Em Porto Alegre, não havia registro de atrasos ou cancelamentos até as 9h.

OESP – 16.08.2012


Em dia de protestos, PRF inicia greve e PF retoma operação padrão no RS

PRF não atenderá acidentes apenas com danos materiais, sem vítimas.
Policias federais retomam operações padrão nos aeroportos e fronteiras.

Do G1 RS

A Polícia Rodoviária Federal paralisa as atividades por tempo indeterminado no Rio Grande do Sul a partir desta quinta-feira (15). Esta é a primeira manifestação do tipo na corporação desde sua criação, em 1928. A classe reivindica abertura de concurso público, melhores condições de trabalho e reestruturação da carreira. Também a partir desta manhã, os policias federais retomam as operações padrão que marcam a greve da categoria no estado. A decisão segue deliberação nacional diante da falta de propostas do governo.

A partir desta quinta, conforme o Sindicato dos Policiais Rodoviários Federais (Sinprf-RS), não serão mais atendidos acidentes apenas com danos materiais, que não envolvam vítimas. Com isso, conforme o sindicato da categoria, será complicado desbloquear as estradas fazendo a retirada dos veículos. Também estão previstas operações padrões sem aviso prévio, o que poderá provocar congestionamentos. A mobilização deve começar na parte da tarde.

A categoria também pretende chamar a atenção para os problemas com a segurança pública. Os policiais rodoviários federais entendem que haverá incapacidade operacional durante grandes eventos que o Brasil vai sediar, como Copa das Confederações, Copa do Mundo e Olimpíada. Conforme levantamento do Sinprf-RS, o efetivo total da PRF em todo o país não chega a 9 mil agentes, o menor em 16 anos. No Rio Grande do Sul, são 685 policiais para fiscalizar mais de 6 mil quilômetros de rodovias.

Já os policias federais retomam as operações padrão a partir das 6h no Aeroporto Salgado Filho, em Porto Alegre, e nos postos localizados na fronteira do estado. Os policiais realizam a operação para provar que a falta de efetivo impede uma fiscalização mais rigorosa. Eles também reivindicam melhores condições de trabalho, mais efetivo, reestruturação da carreira e reestruturação salarial.

Durante a paralisação, o Sindicato dos Policiais Federais (Simpef-RS) diz que serão suspensos os serviços de atendimento ao público, tais como oitivas, porte de arma, atendimento a estrangeiros, controle de empresas de vigilância, bancos e produtos químicos. A emissão de passaportes será cancelada, sendo atendidos somente os casos emergenciais. A categoria manterá apenas os plantões, as ocorrências em flagrante e custódia de presos.

Em todo o país são mais de 380 mil servidores em greve, segundo estimativa do Sindicato dos Servidores Federais do Rio Grande do Sul (Sindiserf). No estado, são pelo menos 13 categorias paralisadas, entre elas o Judiciário Federal, a Receita Federal, a Superintendência Regional do Trabalho, além de professores e servidores de universidades.

G1 RS – 16.08.2012

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