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Operação em portos terá ajuda de Estados para liberar
mercadorias
ELIANE CATANHÊDE
COLUNISTA
DA FOLHA
JOHANNA NUBLAT
DE
BRASÍLIA
A
avaliação do governo é que a greve dos servidores da Anvisa é "quase
total" nos portos, e a posição da presidente Dilma Rousseff, que está
sendo informada sobre a situação por boletins de hora em hora, é de endurecer
com os grevistas.
"A
decisão da presidente é não negociar e acionar os Estados para garantir os
serviços", disse à Folha o ministro da Saúde, Alexandre Padilha. Ele
afirmou que a AGU (Advocacia-Geral da União) também foi chamada para conseguir,
na Justiça, o funcionamento dos portos.
Segundo
ele, já foram feitos convênios com São Paulo, governado pela oposição (PSDB), e
com Espírito Santo, Paraná e Goiás, onde há o chamado "porto seco",
de redistribuição de mercadorias.
O
governo vem monitorando a paralisação e produzindo relatórios de hora em hora,
mas houve divergências entre os balanços da Saúde e da Secretaria de Portos
sobre os serviços de fato atingidos.
Dilma
se reuniu, no início da tarde de ontem, com o ministro Leônidas Cristino
(Portos) e com a chefe da Casa Civil, Gleisi Hoffmann, para uma avaliação dos
impactos da greve. Telefonou para Padilha em tom de cobrança.
A
versão do ministro da Saúde para a presidente foi a de que as greves da Anvisa
e também da Receita Federal estavam atingindo principalmente a vistoria de
cargas, mas não o ancoramento dos navios nos portos. Segundo ele, a versão
entregue à presidente estava ultrapassada.
Padilha
acrescenta que parte da paralisação dos serviços nos portos independe das
greves, pois é resultado de gargalos da infraestrutura portuária brasileira.
ONDA
DE GREVES
O
governo vive uma onda de greve de servidores públicos em quase 30 setores
diferentes e só se dispôs a efetivamente negociar, até agora, com os
professores das universidades federais --que mantiveram o movimento.
Do
gabinete de Padilha, no quinto andar do Ministério da Saúde, os funcionários
ouvem o dia inteiro um som bastante alto com refrões adaptados de músicas
populares, como "Índia", do humorista e agora deputado federal
Tiririca, e "Sociedade Alternativa", de Raul Seixas.
O
Planalto analisa que as greves vão continuar ao longo deste mês, até o fim do
prazo para a apresentação do projeto de lei do Orçamento de 2013 ao Congresso.
Folha de São Paulo – 02.08.2012
Indústria
catarinense vai à Justiça para liberar mercadorias em Itajaí
SÃO PAULO - A Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina (Fiesc)
entrou na Justiça Federal de Itajaí com dois pedidos de liminares, nesta
quarta-feira, para garantir o desembaraço aduaneiro de importações e
exportações no porto da cidade catarinense, prejudicado pela greve dos
servidores da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e pela
operação-padrão dos auditores da Receita Federal.
A entidade alega que o movimento dos auditores impedirá as
indústrias do Estado de cumprir os contratos de exportação e de liberar
equipamentos importados, o que provocará prejuízos ao setor. Em seu pedido
judicial, a Fiesc também afirma que há produtos armazenados no Porto de Itajaí
à espera de fiscalização ou liberação pelos servidores da Anvisa.
Valor Econômico – 01.08.2012
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